Histórico
Acontece
Hoje é Dia do Rock
postado em 13 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Hoje é o Dia do Rock. Sou de uma geração que amava os Beatles e Rolling Stones, que se embalou com Cazuza, Renato Russo, Capital Inicial, Barão Vermelho... e que também amava o futebol arte praticado no Brasil. Futebol é território do samba, do pagode e do rock. Enfim, abriga todas as tribos. Quando um astro da música revela o seu amor por uma bandeira, ele passa a ser identificado, não apenas pelo seu excelente trabalho, mas também como torcedor de tal clube.

E quantos craques já foram imortalizados em músicas. O próprio futebol já foi cantado em prosa e verso. O rock foi um gol de placa que encheu nossos corações depois da Bossa Nova. Evidente que o ritmo alucinante já leva a juventude à loucura na década de 50 nos Estados Unidos. Bom! Ninguém melhor que o mestre Roberto Vieira para falar sobre isso. Além da habilidade no trato com as palavras, conhece como poucos as histórias do rock e do futebol.

O companheiro, José Gustavo, com quem participamos de um debate esportivo, todos os dias na Rádio Clube (das 13h as 14h), o Bate Bola,  é um roqueiro de carteirinha. Fez suas incursões no mundo da música como baterista, mas na hora da decisão optou pelo jornalismo. O amigo, Henrique Queiroz, jornalista esportivo que por três décadas trabalhou no Jornal do Commercio, também é um roqueiro que está sempre de plantão. Certamente a confraria da qual faz parte estará reunida hoje a noite para brindar o Dia do Rock.

Esse espaço é para falar sobre as coisas referentes ao futebol, mas permite esse tipo de tergiversada, como bem diz o mestre, José Teles, que de rock entende um bocado.

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Brasileiro Série B
Empate não encurta distância
postado em 12 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Empate não encurta distância. Este foi o ensinamento repassado para Santa Cruz e Náutico na 13ª rodada do Brasileiro da Série B. Com metas distintas, os dois representantes pernambucanos na competição nacional, tinham como objetivo, encurtar a distância que os separam de clubes que têm o mesmo objetivo. Ao empatar em 2x2, com a Luverdense, mesmo jogando na condição de visitante, o Santa Cruz caiu duas casas na tabela de classificação, e viu o espaço que o separa do Vila Nova, quarto colocado no grupo de acesso, aumentar para cinco pontos, antes a distância era de três pontos.

O futebol de resultados nos leva a várias leituras. Empate fora de casa sempre foi tido como um bom resultado. Bom! Há controvérsia. No atual cenário não foi positivo para o Santa Cruz. Primeiro, o time comandado por Givanildo Oliveira não fez uma boa apresentação, adotou uma postura equivocada no início do jogo quando ficou vulnerável e passivo ante as ações dos donos da casa. Vale salientar que os tricolores estavam medindo força com um time que está na penúltima posição na tabela de classificação. Um clube que tem o acesso como meta tem que ser altivo sempre, em determinadas situações. A vivenciada ontem era uma delas, para o Santa Cruz, fato que não aconteceu, e que levou o empate de 2x2 a ser visto, equivocadamente, como bom, por alguns analistas. Faltam seis rodadas para o final do turno. Dessas seis partidas, o Santa Cruz fará quatro no Recife, o que representa uma vantagem substancial que pode levar o Tricolor do Arruda ao G4.

A desastrosa campanha descrita pelo Náutico, até a 12ª rodada, tem levado o torcedor alvirrubro a comemorar as pequenas mostras de recuperação do time. Dentro deste contexto, o empate de 1x1 com o líder Juventude foi assimilado como um fato positivo, embora a partida tenha sido disputada na Arena Pernambuco, ou seja, com o Alvirrubro na condição de mandante. O fato mais relevante do que o time disputar o segundo jogo sem amargar uma derrota foi o bom rendimento apresentado pelos comandados de Beto Campos. As circunstancias dos momento é que ditam se o empate foi bom, ou não. Afinal, como bem diz o Billy Blanco no seu Canto Chorado:

"O que dá pra rir, da pra chorar

Questão só de peso e medida

Problema de hora e lugar..."

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Brasileiro Série B
Uma competição emparedada
postado em 10 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Os matemáticos de plantão estão se descabelando com o andamento da Série B. O equilíbrio verificado nas 12 primeiras rodadas torna inviável a antecipação de prognósticos, dificulta estudos sobre probabilidades e abre possibilidades para criação de cenários que pareciam pouco provável. O fato reforça a tese defendida por vários treinadores de que esta é a competição "mais difícil", por conta da presença constante do improvável.

A vitória (3x0) do Santa Cruz sobre o Brasil de Pelotas lhe rendeu um salto de cinco casas na tabela de classificação. Efeito contrário, na mesma proporção, pode acontecer na rodada desta terça=feira, caso o Tricolor do Arruda amargue uma derrota para a Luverdense, e tenha contra si uma combinação de resultados. Com o sobe e desce de uma ciranda maluca, a regularidade passou a ser a imprescindível para os clubes alcançarem suas metas. Evidente que, a realidade a que nos referimos é a de um terço dos jogos, ou seja, é o cenário criado após a disputa de doze partidas. Entretanto, a tendência é de que não tenhamos nenhuma mudança radical, embora tenhamos que respeitar a iminência do improvável.

Se por um lado o Santa Cruz precisa de uma vitoria para se aproximar mais do grupo de acesso, o Náutico, que na 12ª rodada contabilizou sua primeira vitoria, precisa dar sustentação ao crescimento com uma sequência de novos triunfos. O alvirrubro pernambucano é um caso atípico entre os 20 clubes participantes da Série B. Foi a única equipe que deixou criar uma distância considerável entre os outros competidores. O foco, no momento, é a diminuição de tal passivo, único caminho que lhe levará a se livrar do rebaixamento.

Os efeitos da contabilidade de vitórias, são distintos para Santa Cruz e Náutico. Se para os tricolores ele aparece, de imediato, na tabela de classificação, para os alvirrubros a impressão inicial é a de que nada está acontecendo. Mas neste caso específico é preciso observar o quanto a distância para a saída do Z4 esta sendo encurtada.

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Acontece
Mudança de hábito
postado em 06 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A mudança de hábito é uma coisa constante e permanente na sociedade. Algumas são frutos de uma decisão pessoal, de cada cidadão, na busca de uma melhor qualidade de vida. Outras, são impostas por decisões alheias a nossa vontade, fato que as tornam até dolorosas, mas acontecem. O maior exemplo é a definição dos dias, e  horários dos jogos no futebol brasileiro. Evidente que não reivindicamos que fosse mantido um hábito que era regra há 50 anos: almoço em família aos domingos, na casa dos pais, pontualmente as 12h, porque a tarde era reservada para o futebol. As mudanças de hábito estão atreladas às revoluções e evoluções que deram um novo norte a história da humanidade. A dinâmica de vida dos cidadãos mudou de forma radical após as revoluções industrial e tecnológica. O mundo mudou, e as mudanças de hábito acontecem mais por imposição do mercado de consumo, do que por decisão individual do cidadão.

Ontem (05/07/17), antes do programa de debate = Bate Bola = que vai ao ar, de segunda a sexta=feira, das 13h às 14h, na Rádio Clube (720AM), conversava com o jornalista, José Gustavo, âncora do programa, e ele revelou que se surpreendeu ao estranhar o fato de, numa quarta=feira não ter nenhum clube pernambucano em ação. Ao longo do tempo, os domingos e as quartas=feiras eram dias reservados para o futebol. Parecia até agenda oficial. De repente o futebol passa  a ocupar o top 5 dos maiores negócios do mundo. A busca por mais espaço era imperativa para atender a demanda de investidores de um produto tão cobiçado. E todos os dias passaram a ser dia de futebol: segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Quanto ao horário, pode ser pela manhã, a tarde, ou a noite. Afinal, o ano segue com 12 meses, 52 semanas, 365 dias e 8760 horas. Isto é imutável. A saída não poderia ser outra senão mudar os hábitos do torcedor. Uma proposta viável quando se tem como aliada a maior empresa de comunicação do país. A tarefa se torna mais fácil por sabermos que o percentual de alienados na população brasileira é bastante significativo.

No próximo domingo, o torcedor que mora no Recife não terá nenhuma opção para ir ao estádio de futebol. Como diria a saudosa Elis Regina, "nem matinê no cinema Olímpia". Sinais dos tempos. Afinal, quem teve oferta de jogos na terça, na quinta, na sexta=feira, e terá na próxima segunda=feira, não precisa de futebol no domingo. Este o sentimento dos homens de negócios que estão transformando as regiões Norte e Nordeste em reserva de mercado para os clubes do Sul e Sudeste. O êxodo dos torcedores dos estádios é o resultado de uma mudança de hábito. Ao receber em casa, um produto de melhor qualidade a um custo zero, o torcedor vai aos poucos se afeiçoando a novas camisas e novas bandeiras.  

O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, defende a tese de que, a médio prazo, Flamengo e Corinthians, as maiores grifes do futebol brasileiro, donos das maiores torcidas, por conta dos recursos que recebem, bem mais expressivos que os repassados aos outros grandes clubes, se tornarão forças desproporcionais como acontece com Barcelona e Real Madrid no futebol espanhol. Este será o marco de um trabalho bem elaborado e que vem sendo desenvolvido e ajustado com o propósito de mudar os hábitos do torcedor brasileiro.  

Automatizar um hábito parece simples como a prática do futebol, mas exige grandes atitudes.  

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Artigos
O futebol brasileiro está um "lixo"
postado em 06 de julho de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

O jornal Folha de São Paulo em seu caderno esportivo publicou uma entrevista com Mário Celso Petraglia, ex=presidente do Atlético/PR, e atual presidente do seu Conselho Deliberativo, em que foi analisado o futebol brasileiro em todos os seus setores, e com uma dura afirmação de que esse esporte está um "lixo".

De imediato nos lembramos dos nossos artigos sobre esse tema, quando há muito tempo temos considerado que o esporte da chuteira está no aterro sanitário.

Por conta disso, numa participação que tivemos em um programa esportivo, fomos ameaçados de morte por dizer a verdade. Algo que foi além do grotesco.

Petraglia tem razão, desde que é de uma geração que teve a alegria de acompanhar os melhores momentos do futebol brasileiro, bem diferente do atual, que na verdade está nivelado por baixo, com jogos da pior qualidade, e raros atletas que podem ser destacados.

Na entrevista o cartola levantou um tema que sempre defendemos, o da criação de uma Liga, afirmando que o problema é que não existe união entre os dirigentes do futebol brasileiro, que só levam para as reuniões seu próprio interesse e a rivalidade.

Aproveitando a entrevista voltamos a um assunto que sem dúvida é importante para o futebol do Brasil, o da implantação da Primeira e Segunda Ligas Nacionais. Continuamos marchando na contramão da história, mesmo contando com os exemplos da Europa e dos Estados Unidos.

O único empecilho seria o seu comando, desde que a cartolagem com raras exceções, é um produto da pior safra dos últimos anos, mas o risco tem que ser assumido, e urge, para o nosso futebol a mudança de um sistema podre, corrompido e sem direção.

Se continuarmos com o tipo de gestão emanada pelo Circo Brasileiro do Futebol (CBF), acompanhada pelas Federações estaduais não vislumbramos salvação, a não ser a de continuarmos com a decadência desse esporte, que está bem acentuada nos estádios ociosos e seus gramados.

Não é possível que em todos os países mais evoluídos do mundo, o sistema de Ligas deu certo, e no Brasil não poderia acontecer. Não entendemos que ainda existam pessoas que não perceberam da importância desse modelo para o crescimento do esporte no país.

Como um sistema como o nosso pode ser defendido? Nem Freud poderia nos explicar.

Chegamos numa encruzilhada, e no melhor momento de definição, sobretudo por termos um órgão maior do nosso futebol que não tem a estrutura organizacional e moral para cuidar desse esporte.  

Que o Circo continue a viver, com a sua seleção, e as divisões menores, como suas obrigações.

Uma Liga dirigida por profissionais, sem a politicagem atual, e com um Conselho Gestor com representantes dos clubes, seria o início de uma revolução tão desejada, que não suporta mais esse ciclo sob o domínio da Rede Globo, e necessita respirar um novo ar.

O futebol brasileiro foi para o lixo, e não precisamos de muitas provas para tal comprovação, desde que o momento atual caracteriza a falta de planejamento, a anarquia do segmento que tem demanda, em um país com um PIB que apesar da cambada que estava no poder, e dessa que o assumiu, ainda é um dos maiores do mundo.

Com uma Liga iremos ingressar no mundo civilizado do futebol.

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