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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A derrota (2x0) para o Palmeiras custou a Sport a queda de uma casa na tabela de classificação do Brasileiro da Série A. A combinação dos resultados foi generosa para os leoninos que se beneficiaram com a derrota (1x0) do Cruzeiro para o AvaÃ, e o empate (1x1) do Botafogo com o Atlético/GO. Este o cenário produzido pelo futebol de resultados, entretanto, na análise de rendimento, o que ficou claro foi a limitação do elenco do time pernambucano.
Antes de a bola rolar, um dos assuntos dominantes era o fato de o Palmeiras ir a campo sem vários titulares. Quem estava atento as escalações dos dois times, inclusive com a formação dos reservas, logo observou que, a maioria dos suplentes do time paulista seriam titulares na equipe do Sport. Não foi necessário muito tempo, após o começo do jogo, para ficar ressaltada a melhor qualidade do grupo do "velho" Palestra Itália.
A dinâmica do jogo imposta pelos visitantes, os agrupamentos quando estavam de posse de bola, ou sem ela, enfim, a compactação e o envolvimento dos palmeirenses eram notórios. Cuca, o técnico palmeirense, estudou o Sport e anulou o que seria sua válvula de escape: as chegadas de Mena pela esquerda. Os gols aconteceram de duas falhas de marcação.
Quando Vanderlei Luxemburgo precisou criar um fato novo para dar mais força ofensiva ao Sport, que em momento algum se abdicou de jogar, esbarrou na fraca qualidade dos suplentes. Suas alternativas para dar mais velocidade ao ataque eram Lenis e Rogério. Optou pelo segundo, pois nos jogos anteriores Lenis pouco produziu. Nenhum dos jogadores acionados na etapa de complemento = Rogério, Thomás e Thallyson = correspondeu as expectativas do treinador e dos torcedores.
O Sport se curvou ao Palmeiras por conta das limitações do seu elenco. Luxemburgo evitou falar sobre limitações e deficiências na coletiva de imprensa, fato que revela sua sensatez, mas deixou claro que, a realidade do elenco é debatida com a diretoria. Os 42 mil torcedores que marcaram presença na Arena Pernambuco estavam certos de que deixariam o estádio festejando mais uma vitória leonina, mas acabaram caindo na real ao observarem que o Sport tem um time, não um elenco, como acontece com o Palmeiras, clube que mais investiu nesta temporada, no futebol brasileiro.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Com exceção do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, que foi o único a analisar de forma correta a declaração infeliz do refeito de Belo Horizonte, e ex=presidente do Atlético/MG, Alexandre Kalil, que numa entrevista ao jornal El Pais, afirmou que "chegou a hora do futebol, o esporte mais popular do Brasil se elitizar de uma vez".
Tais declarações alopradas passaram despercebidas das diversas mÃdias esportivas brasileiras que ficaram mais preocupadas com a possÃvel ida de Neymar para o SG, do que uma entrevista radical, em especial vinda da boca de um polÃtico e desportista.
Para nós esse poderá ir para onde desejar, desde que é um problema dele e de seu papai, e não do futebol brasileiro, mas um fato como esse serve de alerta, e precisa ser debatido, desde que já vem sendo aplicado em alguns clubes, com ingressos vendidos de até R$ 300,00, que certamente não é para obre.
Kalil ainda afirmou que os custos desse esporte cada vez mais estão mais altos, jogadores caros e endinheirados, e os ingressos baratos não condizem com essa realidade. "No mundo inteiro o futebol não é coisa de pobre, e não pode ter um valor de uma banana estragada", declarou.
Por outro lado temos lido e ouvido certas declarações banais de que a violência nos estádios será reduzida com valores mais altos nos preços cobrados nos ingressos, ou seja, as camadas mais populares, que sempre frequentaram os estádios ficarão de fora dos eventos.
O sociólogo MaurÃcio Murad, especialista em violência no futebol, que foi ouvido pelo jornal, afirmou que essa majoração sequer diminui a violência, e que não existe uma relação direta entre o preço e a presença das camadas mais populares com relação as brigas e mortes que estão acontecendo.
Na realidade esse processo de elitização está em curso no futebol do nosso PaÃs, e irá matar o que resta desse esporte, quando as famÃlias perderão o costume de irem aos estádios, e migrarão para outros segmentos.
O programa sócio torcedor é indutor dessa elitização, quando o associado ao sistema tem redução nos preços dos ingressos, além de pagar uma mensalidade. ara que esse crescesse, os não sócios tem que pagar valores fora da realidade.
Na verdade os estádios estão ociosos, e os números atestam tal fato, e com espaços para todos os preços de ingressos, inclusive para o sócio torcedor, que poderia aumentar a média do público que hoje é menor do que a da Segunda Divisão Inglesa.
Numa arena existe espaço para valores mais altos, como também para aqueles de menores valores, dentro de nossa realidade.
como vivemos na Era da Imbecilidade o futebol não poderia ficar de fora, mas temos a certeza, de que a polÃtica de infressos caros pode aumentar a arrecadação dos clubes no curto prazo, mas podemos garantir com toda a convicção que no futuro próximo todos terão prejuÃzos e estarão lamentando.
Sem duvida trata=se de uma polÃtica intolerante, preconceituosa de uma elite aloprada.
CLAUDEMIR GOMES
A diretoria do Sport bem que tentou transferir o jogo com o Atlético/GO para uma outra data, mas o árbitro entendeu que o campo dava condição para a realização da partida. No final, os quase dez mil apaixonados e fieis torcedores, que se mostraram superiores ao tempo, agradeceram a goleada (4x0), que elevou o time leonino para a quinta posição na tabela de classificação da Série A, e transformou o ataque rubro=negro no mais positivo do futebol brasileiro, até o momento, na temporada 2017, com 85 gols, mesma marca do Fluminense. Flamengo aparece logo a seguir com 84 gols.
Os números credenciam o trabalho que vem sendo desenvolvido no clube da Ilha do Retiro, e precisam ser potencializados através dos departamentos de marketing e comunicação da agremiação leonina. A divulgação é decisiva para a quebra de alguns paradigmas. Ser pequeno não é pecado. Agora, não querer ser grande e pecado mortal. Luxemburgo já detectou alguns sintomas que servem de entrave para que se ter uma visão mais ampla, fato que alimenta o "complexo de vira lata" existente no nordestino.
"A vitória foi importante por vários aspectos, até mesmo por algumas coisas que estão incutidas na menta das pessoas. Ãamos enfrentar o lanterna e ouvi dizer que o Sport estava acostumado a ressuscitar quem estava morto. à preciso ir acabando com esse tipo de coisa", disse o treinador leonino durante a coletiva de imprensa logo após a goleada do Sport sobre o Atlético/GO.
A observação não foi suficiente para a "imprensa juvenil", como bem diz o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo. Logo a seguir um repórter, como se estivesse relegando o feito do Sport a um segundo plano, indaga o treinador sobre o momento do Corinthians, porque o SporTV estava fazendo uma reportagem especial sobre o lÃder da Série A.
"Você me desculpe, respeito sua pergunta, mas estou aqui para falar do Sport. Já tem muita gente falando do Corinthians", respondeu Luxemburgo cortando pela raiz a demonstração de subserviência que alimenta a discriminação da qual as regiões Norte e Nordeste são vitimas.
Sobre o jogo, pouco a se comentar, até porque o estado do gramado não permitiu a bola correr. O Sport se impôs pela melhor qualidade do seu grupo, e contabilizou uma vitória que lhe trouxe muitos ganhos. E a "imprensa juvenil" ganha com os ensinamentos do professor Luxemburgo.
CLAUDEMIR GOMES
Teve de tudo na 15ª rodada do Brasileiro da Série B: um heróico CRB, clube de Alagoas, Estado da Região Nordeste, onde a temperatura média nunca está abaixo dos vinte graus, jogando num frio de zero grau e encarando o lÃder Juventude de frente, na sua casa, no Rio Grande do Sul. A Luverdense foi a Porto Alegre enfrentar o Internacional e acabou sendo assaltada pela arbitragem no último minuto do jogo. O Santa Cruz venceu o Vila Nova e encurtou a distância para o grupo de acesso. Por outro lado, em Belém, o Náutico foi derrotado pelo Paysandu e chegou a marca de dez derrotas.
A competição ainda não chegou a sua metade, faltam quatro rodadas para o final do primeiro turno, mas algumas tendências parecem definidas, embora o número de pontos a serem disputados permita a abertura de inúmeras possibilidades. Com 19 derrotas um clube não tem como escapar do rebaixamento, assim como, com 19 vitórias assegura o acesso. Isto é fato. Portanto, a queda do Alvirrubro Pernambucano para a Terceira Divisão Nacional está cada vez mais iminente. à certo que ainda não é hora de se jogar a toalha, contudo, os futuros gestores precisam atuar com pragmatismo, ou seja, projetarem um trabalho visando um ano (2018) que deve ser de grandes dificuldades. A queda para a Série C não decreta o fim de nenhuma agremiação, mas exige um planejamento e o trabalho eficaz de soerguimento.
Ciente da mudança de cenário numa competição de tiro longo como a Série B, Givanildo Oliveira prefere avaliar o desempenho do Santa Cruz a cada ciclo de cinco jogos. Pelos seus cálculos, se o Tricolor do Arruda contabilizar 11 pontos a cada cinco partidas, o acesso estará assegurado. O primeiro ciclo de Giva será complementado nesta sexta=feira quando o Santa Cruz enfrenta o Boa Esporte na Arena Pernambuco. Uma vitória não somente levará o time coral a uma sequência invicta de cinco partidas, como também fechará o ciclo com 11 pontos ganhos, produto de três vitórias e dois empates. No confronto com o Vila Nova ficou evidente que, a transpiração é fundamental na Série B, mas a inspiração é essencial para fazer a diferença, e isto aconteceu quando o talento de João Paulo fez a diferença no segundo tempo do jogo.
O nÃvel da arbitragem brasileira é muito baixo, e no Brasileiro da Série B os jogos têm sido marcados por atuações sofrÃveis dos apitadores. Alguns erros são grotescos e interferem diretamente nos resultados das partidas. Pior são os relatórios nas súmulas dos jogos.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
O que já era esperado há muito tempo aconteceu, embora não tenha tido a repercussão que deveria ter nas mÃdias esportivas, que em alguns programas de nossas televisões passaram um bom tempo discutindo uma possÃvel ida de Neymar para o SG, deixando de lado o pedido de prisão de Ricardo Teixeira pela Justiça Espanhola, que é algo muito importante para abertura da caixa preta do futebol do nosso PaÃs.
No dia de ontem, cedo, recebemos uma publicação do jornal catalão Crónica Global, em que destaca que a JuÃza Carmen Lamela, da Audiência Nacional, tinha emitido essa ordem para a prisão do cartola brasileiro por conta de sua participação no esquema de Sandro Roseli ex=presidente do Barcelona, quando desviaram milhões de dólares em jogos da Seleção do Circo.
O Brasil não tem acordo de extradição, e por isso Teixeira não poderá ser preso, embora continue igual ao seu amigo e camarada Del Nero sem sair do PaÃs.
Mas o seu dia irá chegar, desde que as Procuradorias Federais dos dois paÃses começaram o processo da troca de informações sobre o assunto, e com o envio da documentação a nossa poderá dar o inÃcio a uma investigação contra o cartola que mandou e desmandou no futebol do Brasil por mais de duas décadas.
Um dia certamente a casa irá cair, não somente para Teixeira mas para toda a bandalha envolvida nesses esquemas de corrupção.
Que não demore.