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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
As palavras têm força. Isto é verdade irrefutável. No inÃcio da semana, ao ser provocado pelo apresentador da resenha Bola ao Centro, da Rádio Clube AM 720, João Batista Nascimento, o comentarista, Pedro LuÃs, foi por demais sucinto ao definir o momento do Náutico: "ATERRORIZANTE". Definição mais forte não poderia haver. Confesso que a palavra não saiu de minha cabeça. Ficou ecoando como se me forçasse a analisar os fatos referentes ao Clube dos Aflitos com mais profundidade. Novos acontecimentos surgiram, e me levaram a compreender o porque do brado dado por Pedrão em sinal de alerta.
Durante o dia de ontem, circulou pelas redes sociais, uma peça publicitária formatada por um desses grupos que acreditam ter a fórmula de salvação para o clube alvirrubro. A informação que me foi repassada dava conta de que tal peça foi criada pelo grupo Unidos pelo Náutico. A postagem foi uma agressão sem precedente ao presidente, Ivan Brondi. Dos 75 anos vividos por este paulista de nascença, pelo menos 50 anos foram dedicados ao Náutico. Um cidadão de uma conduta ilibada, de uma retidão de caráter elogiável, que tem uma folha invejável de serviços prestados ao clube. Digo, sem medo de errar, que nenhum desses profetas do apocalipse alvirrubro, fez um terço do que Ivan fez pelo Náutico. Infelizmente a rede social é uma terra sem lei, onde as pessoas que não têm limites cometem crimes e não são punidas.
A punição dessa briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros acontece dentro de campo. Esta corrente de maldade que se instaurou no clube ecoa nos vestiários e a insegurança passou a dominar um grupo de jogadores que perdeu a autoestima e se tornou presa fácil para qualquer adversário. A derrota (3x2), para o Goiás, ontem a noite, na Arena Pernambuco, foi mais um reflexo desse angu de caroço que ferve nos Aflitos. O inÃcio da era Beto Gomes, o quarto técnico do Náutico nesta temporada, começou como terminou as outras, sob a marca da derrota. Agora, o clube contabiliza 7 derrotas em 9 jogos. Sofreu 19 gols, uma média de 2 por partida. Números tão negativos tornam a distância do lanterna para a zona de conforto abissal. Afinal, estamos falando de uma das edições mais parelhas da Série B. A nona rodada, para se ter uma idéia do equilÃbrio, teve o registro de apenas uma vitória de clube mandante, contra 5 vitórias de visitantes e quatro empates.
à amigo Pedrão! Você está coberto de razão: a situação do Náutico é "ATERRORIZANTE".
ROBERTO VIEIRA
Tenho absoluta certeza de que Náutico, Santa Cruz, Sport, América e Central foram construÃdos por homens de bem, pessoas que acreditavam na fraternidade, na honestidade e na associação de pessoas rumo ao ideal comum. Todos eles. Homens que diziam suas verdades diante de seus eventuais opositores, homens que traçavam seus limites e fronteiras com clareza e idealismo.
Por isso, tais instituições se tornaram centenárias, ou quase, no caso centralino. Por isso, elas representam um importante pólo de identidade cultural na nossa sociedade. Por isso, milhares de pessoas se associam a estes clubes e defendem suas cores na paixão dos esportes.
A modernidade, ou seria a falsa modernidade, nos coloca face a face com outro grupo de pessoas. Pessoas que não construÃram o clube, que não jogaram por suas cores, que não colaboram com a grandeza das instituições, pessoas que se arvoram no direito de infringir todas as regras de civilidade no contado pessoal e das redes sociais com tudo aquilo que foge do que consideram "certo".
O "certo" para eles são elas mesmo. Quem está fora do seu corpo e alma = já que intelecto anda raro = é inimigo. Inimigo digno de ser destroçado, oprimido, ameaçado, acuado, eliminado. Já não se trata de adversários apenas de equipes adversárias. atualmente, os inimigos estão vestindo suas próprias cores, pasmem. Qualquer um que não reze o corão dos xiitas atuais é digno de ter a cabeça degolada ou de ser pendurado qual Judas num poste de iluminação pública.
A falta de educação, a ausência de civilidade, a inexistência de padrões civilizados de comportamento transbordam de suas bocas, dedos e zaps. A velocidade dos teclados nos facebooks, e aplicativos é feroz. Querem matar, esganar, trucidar dirigentes, técnicos, jogadores, torcedores, Deus e o Diabo na terra do Sol.
Pausa para o bom senso.
Estas pessoas que agridem gratuitamente em nome do futebol, e de outras coisas também, devem ser detidas pelos seres humanos de boa vontade. Não é possÃvel que carreguem a tocha do fogo perpétuo incendiando pessoas e adjetivos que levaram décadas para serem construÃdos com muito trabalho e honradez. Caso exista erro, investiguemos os erros e punamos os culpados. Mas que as acusações sejam levadas a cabo pelas autoridades responsáveis e sob a luz da razão e do direito.
Porque se assim não for feito, nenhum homem ou mulher de boa Ãndole e boa vontade irá se expor a trabalhar em um clube de futebol, arriscando sua reputação, sua famÃlia e sua paz de espÃrito.
O futebol sempre foi território de paixão. Muita paixão. Mas a paixão não pode existir desprovida do respeito e do direito. O adversário dos campos não é o inimigo das ruas. A vitória não se deve obter a qualquer preço. O desporto surgiu para unir as pessoas em torno da beleza e da verdade.
à preciso que cada pessoa, nas redes sociais e nos estádios de futebol, nas ruas e nas sedes dos clube, sejam responsáveis pelos seus atos. Por suas palavras e por seus textos. à preciso que a paz e a legalidade voltem a reinar na terra do futebol.
Pois esta é a única forma de que nossos clubes, sÃmbolos sociais de nossa comunidade permaneçam por mais cem anos.
Pois fora do direito, do respeito e da verdade, existe apenas a barbárie e as trevas.
Cruel e absoluta.
CLAUDEMIR GOMES
Santa Cruz e Náutico seguem descrevendo campanhas inversamente proporcionais no Brasileiro da Série B. Se por um lado o Tricolor do Arruda tem dado mostras de que pode ser inserido entre os candidatos ao acesso à Série A, por outro, o Alvirrubro dos Aflitos segue célere na trilha de um caminho que pode lhe levar à Série C. Evidente que existe um longo caminho a percorrer, e nessa corrida teremos várias mudanças de cenário, mas é preciso ter cuidado com a distância. No caso do Santa Cruz, cuja meta é o acesso, é de fundamental importância ser um dos integrantes do G4, ou se posicionar próximo dele, para não correr risco na reta final de chegada. Para o Náutico, não existe outra receita senão a de "Reação Já", visto que esta é a única possibilidade de encurtar a distância que o separar do primeiro clube fora da zona de rebaixamento, o conhecido Z4.
à cedo para se fazer previsões e falar de probabilidades em relação a acesso e descenso, contudo, é preciso ficar atento a criação das tendências. Na próxima terça=feira vamos ter consumido 1/4 dos jogos da Série B. Estamos falando de um marco expressivo que pesa como referência para o estudo de rendimento dos times na competição, e a possibilidade de reação de cada um na competição. A vitória (3x1) do Santa Cruz sobre o Ceará proporcionou uma série de ganhos ao clube que vai muito além da soma dos três pontos em jogo. O resultado acalma o vestiário do Tricolor, que ficou um pouco conturbado com a dispensa do técnico VinÃcius Eutrópio. O interino, Adriano Teixeira, teve a habilidade necessária para administrar uma situação que poderia trazer consequências negativas. Adriano mostrou que tem o grupo consigo, e fez uma boa leitura do desafio utilizando novas peças que deram uma contribuição decisiva para a evolução técnica da equipe.
Neste sábado o Santa Cruz recebe a visita do Internacional, candidato natural a uma das vagas de acesso, no Arruda. Os dois times estão com a mesma pontuação (12 pontos), e o Tricolor se posiciona uma casa acima na tabela de classificação por ter uma vitória a mais que o Colorado gaúcho. O confronto não vai definir o futuro dos dois clubes na Série B, mas a vitória servirá como uma afirmação, principalmente para os donos da casa. à hora de fazer valer as vantagens de jogar como mandante.
O Náutico vai a Minas Gerais enfrentar o Boa Esporte. Trata=se do confronto entre os dois últimos colocados na tabela de classificação. O jogo será em Varginha, onde o time mineiro deve utilizar todos os ETs possÃveis e imaginários para assombrar os comandados de Waldemar Lemos. Uma vitória, a depender da combinação de resultados, pode tirar o Boa Esporte da zona de rebaixamento. Somar a primeira vitória num jogo em Varginha, é a mesma coisa que exorcizar fantasmas. Eis o desafio do Timbu.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Mal acabou e já está começando uma nova rodada da Série B Nacional. Os treinamentos estão sendo feitos em aviões, tudo por conta de um calendário apertado e sobretudo estrambelhado. As viagens muitas vezes são longas, aumentando os desgastes.
Náutico e Santa Cruz estarão nos gramados em locais diferentes, e mais uma vez os seus torcedores terão uma noite de sofrência.
Na verdade já está existindo sinais de masoquismo, que é de torcer por times que não lhes dão a devida alegria.
O clube da Rosa e Silva nos 18 pontos disputados conquistou apenas 2, com aproveitamento de 11%. Além do pÃfio. Na verdade esse não se planejou para a competição ao não saber contratar um técnico com o conhecimento da situação, e que soubesse trabalhar com atletas da base e não famosos.
Clubes com dificuldades financeiras não são novidades em nosso paÃs, mas um bom projeto pode mudar os seus parâmetros e o tornar competitivo.
O lÃder da Série B é o Juventude de Caxias do Sul, uma cidade do Interior gaúcho, que com seus poucos recursos formatou uma equipe que vem dando certo em uma competição nivelada por baixo. O mesmo se deu com o Guarani de Campinas, clube que até o estádio foi leiloado, e que aos poucos vai ressurgindo das cinzas, assim como o Vila Nova, que tem uma boa torcida e que estava numa situação delicada, e hoje faz a melhor campanha nos seus oito anos de Série B.
Não vamos afirmar que todos estarão no G4 final, mas são exemplos de clubes com grandes dificuldades e que souberam dar a volta por cima
O Náutico vive abraçado com uma divisão interna que o está destruindo, e com o agravante de antecipar uma eleição para enfraquecer o atual comandante, que é uma pessoa séria de tradição alvirrubra, que deveria receber o apoio de todos, mas os egos são maiores.
Como poderá haver harmonia quando esse tiver dois comandos, um real até o fim do ano, e outro virtual que assumirá em 2018, com o time na Série C, produto de toda essa autofagia alvirrubra.
O clube há vários anos vem atravessando momentos de agonia, com poucas presenças no Brasileiro e sobretudo um jejum de tÃtulos que está influenciando na sua demanda, e nada se fez para tira=lo do atoleiro e levar para uma estrada que possa lhe dar um vislumbre de um futuro mais promissor.
O jogo de hoje contra o Paraná que começou bem e atrapalhou=se nas últimas rodadas, poderia ser o inÃcio de um novo momento, mas pelo que estamos acompanhando será mais uma noite de sofrência para os seus torcedores que estão abandonando=o. A Arena Pernambuco só contempla as mariposas que ficam voando perto dos seus refletores.
Enquanto isso, do lado do Santa Cruz, que começou a competição de forma positiva, nas duas últimas rodadas tropeçou e foi bater na sétima posição com 9 pontos ganhos (50%), o mesmo do seu adversário Ceará, que pelos critérios está na sexta posição.
O tricolor não tem os problemas na área interna do seu rival alvirrubro, mas está pecando pela falta de uma gestão mais centrada no futebol, onde a paixão das arquibancadas é dominante, além do amadorismo.
Por experiência própria um time com atrasos salariais tem dificuldades numa competição dura como essa, desde que tira o foco dos profissionais, e tal fato está acontecendo no Arruda.
A demissão do treinador foi equivocada, desde que esse estava lidando com atletas que estavam no vestiário discutindo não o jogo, mas as folhas salariais não pagas.
Voltamos a afirmar que nunca vimos uma Série B tão nivelada por baixo, e por conta disso o Santa Cruz que tem um elenco igual àqueles que estão desejando o acesso teria condições de atingir esse objetivo, mas da maneira como vai, isso não vai acontecer mesmo com a vaca tossindo.
Para tricolores também uma noite de sofrência, sobretudo pelo seu time enfrentar uma equipe que vem evoluindo na competição, contemplando duas vitórias seguidas.
CLAUDEMIR GOMES
Com a chegada de novas mÃdias, o rádio, que durante muitos anos reinou como o maior, e mais importante canal de comunicação, passa por mudanças significativas. Tudo o que começou em ondas curtas e médias com as rádios AM que dominaram o mercado por quase 80 anos. Por conta de uma qualidade melhor de som, as rádios AM estão migrando para FM. Mas como a dinâmica do mundo eletrônico é fantástica, já é possÃvel observar a proliferação da rádio Web.
As mudanças na radiofonia esportiva de Pernambuco são notórias, mas existem coisas que nos parecem superior ao tempo, como por exemplo, a RÃDIO CLUBE DE PERNAMBUCO, ou simplesmente, PRA 8. Os que gostam de dispensar um pouco de mais de carinho, alimentando o saudosismo, a tratam como A PIONEIRA. E ninguém esquece "OS CAMPEÃES DA BOLA, O TIME QUE NUNCA PERDEU". Por essas, e muitas outras, é que o slogan continua a ecoar nos quatro cantos do PaÃs do Futebol: "SEM CLUBE NÃO Hà FUTEBOL".
Nesta segunda=feira, dia 12 de junho, quem sintonizar o dial do seu rádio na 720AM, sentirá a sensação do reencontro com a antiga namorada. Afinal, o primeiro amor a gente nunca esquece. E a RÃDIO CLUBE é o primeiro amor de quem gosta de acompanhar futebol pelo rádio. Depois de um hiato de quase quatro anos, ela está de volta com os seus CAMPEÃES DA BOLA, para marcar o novo tempo. Mais dinâmica, mais atual, e com o mesmo charme que há quase cem anos conquista gerações e gerações de ouvintes.