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Maio 2012 ›› JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
No Brasil até a guerra é avacalhada.
O maior esporte do brasileiro é o de avacalhar o que é de bom, e abraçar o que não presta. Isso em todos os segmentos, e mais ainda no futebol onde se adora tudo relacionado a esculhambação.
Depois de 52 dias de hiato finalmente tivemos a decisão de um estadual que um dia após não se discutiu quem foi o dono do tÃtulo, e sim o que fizeram com o Salgueiro que poderia ter sido o primeiro time do Interior a se sagrar campeão, não fosse a interferência do árbitro de vÃdeo amigo que substitui o apito amigo.
A participação da tecnologia no futebol é necessária e positiva, desde que tenha a devida condição de resolver lances duvidosos com relação as penalidades e gols.
Assistimos jogos do Campeonato Holandês e vimos como funciona o sistema em um paÃs desenvolvido e sobretudo sério.
Os responsáveis por esse são especialistas, que ficam em uma cabine confortável, e quando decidem a validade ou não de um lance, o vÃdeo é apresentado de imediato.
Na Copa das Confederações que está sendo realizada, o árbitro de vÃdeo tem funcionado de forma exemplar, sem reclamações. Tudo de forma transparente.
No futebol brasileiro a aplicação da tecnologia é feita de forma amadora, sem condições e com uma gravidade com as imagens de uma televisão aberta, quando deveria ser através de equipamentos próprios ou terceirizados.
O bom senso, se existe isso em nossos cartolas, é de que experiências não deveriam ser feitas em partidas oficiais, muito menos em uma decisão em um estádio que não estava preparado para tal, inclusive na iluminação.
Deu no que deu, e tiraram o tÃtulo de um clube que pelo que fez seria justo e sem controvérsias.
A anulação do gol do time do nosso Sertão Central sob a alegação de que a bola saiu foi a avacalhação do apito de vÃdeo, desde que as imagens que correm pelo paÃs afora mostram de forma bem clara que tal fato não aconteceu, e o árbitro quando marcou o gol o fez de forma legÃtima.
Não sabemos como o responsável pelo sistema conseguiu chegar a conclusão de que a bola tinha saÃdo. Foi sem dúvida a único e solitário entre milhões de brasileiros que assistiram no dia ontem as imagens nos cais de televisão e no Youtube, quando mostraram o seu erro.
Tivemos a oportunidade de conversar com um amigo que estava presente ao jogo, rubro=negro, e esse afirmou que Wilton ereira de Souza foi enganado pelo árbitro de vÃdeo amigo, e que a bola não tinha saÃdo da linha que demarca o campo de jogo.
Por outro lado o comentarista de arbitragem da Globo, Wilson Souza, confirmou a validade do gol, e deixou bem claro o erro do apitador, que em algumas vezes também é amigo.
Através de um vÃdeo fizemos uma ampliação para um telão, e a conclusão foi que o Salgueiro foi prejudicado pelo erro da arbitragem em seu conjunto, os de dentro de campo e o da cabine. Uma lambança generalizada.
E agora?
Agora a vaca foi para o brejo, o Sport foi campeão e o Salgueiro sem as condições legais de mudar o resultado, tudo por conta de um árbitro de vÃdeo amigo, e do apito amigo que estava na cabine e que tomou essa decisão.
Uma pergunta para encerrar o assunto: qual a razão da Federação não divulgar o vÃdeo responsável pelo prejuÃzo causado ao futebol de Pernambuco?
Lamentável.
Por ROBERTO VIEIRA
Salgueiro estava em festa.
Seria campeão estadual.
O primeiro campeão estadual do Interior de Pernambuco.
Uma final adiada muitas vezes.
Até que seu principal jogador não pudesse jogar.
Uma final à noite.
Pois o sol da tarde era doping.
Uma final sem buzinas.
Pois a Justiça proibiu o barulho.
Mas Salgueiro estava em festa.
Até que as velhas feitiçarias do futebol estadual surgiram.
Bolas que saÃram sem sair.
Gol anulado no vÃdeo.
TÃtulo pra os de sempre.
Salgueiro não sabia.
O que Caruaru, Limoeiro e Vitória já sabiam.
Taça é privilégio da Capital.
E com dignidade imprevista.
Clebel Cordeiro, antigo presidente do clube.
Homem responsável pelo milagre de trazer gol pro Sertão.
Clebel que é o atual prefeito de Salgueiro.
Clebel anunciou seu adeus do futebol.
Dignamente.
Tudo nesse dia de chuva pernambucana.
Tudo no dia em que Salgueiro choro.
CLAUDEMIR GOMES
No final dos anos 80, perÃodo de mudanças na polÃtica brasileira, a Rede Globo exibiu, no horário nobre, a novela, O SALVADOR DA PÃTRIA, de autoria de Lauro César Muniz, cujo personagem central era um simplório homem do campo, o Sassá Mutema, protagonizado pelo espetacular Lima Duarte. Sassá usava o bordão "ieu", e popularizou a frase: "Meninos ieu vi!".
Pois bem! Nesta quarta=feira, véspera de São Pedro, festa que marca o encerramento dos festejos juninos, um dos maiores movimentos populares do Nordeste brasileiro, o embate entre forrozeiros e sertanejos, que ocupou um bom espaço na mÃdia e redes sociais, foi esquecido, pelo menos em Salgueiro, principal cidade do sertão central pernambucano, onde acontece, pela primeira vez na história centenária do Campeonato Pernambucano, uma decisão de tÃtulo.
"Meninos ieu vi!", diria o sábio Sassá Mutema.
Os mais velhos estranharam o fato novo. à que depois de testemunharem a decisão do tÃtulo de 1977, que teve Sport e Náutico como protagonistas, e viram o campeão(Sport) ser conhecido num jogo que durou 148 minutos, isso porque no regulamento da competição não constava a decisão por pênaltis, não imaginavam que acontecesse outro absurdo em tal dimensão. Aconteceu. Quarenta anos depois, Salgueiro e Sport se vêem envolvidos numa decisão inédita e bizarra. Os dois times disputaram o primeiro jogo da final no dia 7 de maio, e somente hoje, 52 dias depois, voltam a campo para disputarem a última partida. Neste hiato o Leão foi a campo 14 vezes em diferentes competições, enquanto o Carcará disputou 7 partidas válidas pelo Brasileiro da Série C. Ambos os finalistas foram obrigados a desviar o foco da decisão doméstica.
Na "Encruzilhada do Nordeste", é assim que é conhecida a cidade de Salgueiro, as festas juninas ditam a ordem nesta época do ano. O atual prefeito, Clebel Cordeiro, o maior responsável pelo crescimento do Salgueiro, clube que presidiu por vários anos, também foi dono de uma famosa banda de forró, Limão com Mel, jamais imaginou que o futebol, esporte pelo qual é apaixonado, um dia viesse roubar a cena de uma festa junina. Pelo menos hoje a noite, parte da população esquece, por momento, Santana, Wesley Safadão, Petrúcio Amorim, MarÃlia Mendonça...
Como na telenovela O SALVADOR DA PÃTRIA, o futebol pernambucano está mesmo precisando de um Sassá Mutema, para manipular as flores e fazê=las vicejar. Quem sabe ele mostre que, no futebol a evolução também depende do mais e mais, e não do menos e menos, como tem acontecido.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
A sociedade brasileira está ensaiando o Bloco dos Iludidos que irá sair no próximo carnaval. Os fatos que acontecem no paÃs motivaram a criação de mais uma entidade carnavalesca, que irá juntar=se aos da Esculhambação Geral e Sanatório Geral, que são a cara do Brasil atual.
O mundo está repleto de ilusionistas e iludidos. O futebol brasileiro que faz parte do contexto da sociedade tem os seus ilusionistas e os iludidos seguidores.
Quando se assiste a um jogo de futebol, quantas vezes ouve=se comentários que foi da melhor qualidade, que clube A ou B está em plena evolução, e que o jogador tal é um craque em potencial.
Nada mais ilusório, e os iludidos aplaudem.
Os clubes mal dirigidos em sua boa parte, e sempre ouvimos que a situação está equilibrada, a gestão é moderna e trabalhando para o futuro, quando a realidade é bem outra, e os números atestam que está sendo vendida uma ilusão, que é comprada por uma sociedade iludida e manipulada.
Ilusão maior do que jogadores apresentados como craques, e que no final, dentro de campo na demonstram, mostrando que foi um ilusionismo pregado pelos dirigentes e acatado pelos iludidos torcedores.
No caso de Pernambuco, propagou=se a ilusão que tÃnhamos um dos melhores futebol do mundo, e o que assistimos no mundo real é totalmente o inverso, e o que foi dito era apenas o trabalho dos ilusionistas para um platéia que gosta de ser iludida.
O mais interessante na relação entre ilusionistas e iludidos está nos estádios construÃdos para a Copa de 2014. ConstruÃram elefantes brancos e tentaram vende=los como rentáveis. As provas contrárias falam mais alto.
Uma boa referencia encontramos em matérias sobre um determinado jogo de futebol. Esse é vendido como um super clássico dos clássicos, e no final temos nos gramados partidas pÃfias e sem qualidade. Uma ilusão absorvida pelos iludidos da vida.
São exemplos que poderiam multiplicar=se em milhões, que mostrariam que a sociedade vive de ilusões por conta dos ilusionistas, que em muitas vezes são direcionados para tais procedimentos. São profissionais do setor.
O engano está nos fatos, estampados nos atos, nas cenas de um que não vale a pena. Fora do futebol, o paÃs vive na era dos ilusionistas, que vendem um peixe podre, que se transforma em alta qualidade, e os iludidos os seguem com toda a passividade e concordância.
O Brasil sempre viveu pensando no Sebastianismo na espera de um salvador, e quando esse aparece se transforma em um grande ilusionista e sobretudo amante da corrupção.
"E o povo aplaude inculto, cego, tolo, manipulado, a verdade escondida, a platéia na penumbra, o que importa é o valor, o preço da ilusão, eu paguei, quero não ver!
O engano está nos fatos, estampados nos atos, nas cenas de um show que não vale a pena".
CLAUDEMIR GOMES
A vitória (1x0) do Sport sobre o Santos, na Vila Belmiro, não chegou a ser superlativa, mas foi um resultado de muitos ganhos para o clube pernambucano, que, inclusive, quebrou o tabu de nunca ter vencido o time paulista em seus domÃnios. Contudo, o fato mais relevante foi sem dúvida o aproveitamento de 70% em dois jogos disputados como visitante. Até então o Leão só havia contabilizado derrotas em suas atuações fora da Ilha do Retiro. Tal feito devolveu a autoconfiança ao grupo e creditou o trabalho do técnico Vanderlei Luxemburgo que nesta quarta=feita estará vivenciando uma situação inusitada em sua rica história como treinador: ser campeão estadual comandando o time em um único jogo.
A tarefa não é fácil, mas não chega a ser das mais complicadas. Os últimos episódios vividos pelo Sport no Brasileiro da Série A servem como incentivo para o Leão que vai em busca do primeiro tÃtulo na temporada. Vale lembrar, aos que já estão esquecidos, que Sport e Salgueiro fizeram o primeiro jogo da final do Pernambucano no dia 7 de maio, na Ilha do Retiro, e o placar foi de 1x1. O segundo confronto acontece cinquenta dias depois. Coisa de um calendário irracional e um campeonato mal projetado. Esta será a quarta partida entre o Leão e o Carcará na temporada 2017. Todos os confronto terminaram empatados: 0x0; 2x2 e 1x1. Em todos os jogos o Sport mandou a campo um time diferente. Na partida final não será diferente. O torcedor leonino vai estranhar o porque de alguns dos titulares, no momento, não serem escalados para a decisão. à simples: alguns jogadores chegaram a Ilha do Retiro após o prazo de inscrição para a competição doméstica.
Este absurdo hiato de 50 dias que separa o primeiro jogo da decisão do segundo, foi danoso para o Salgueiro. Ao contrario do Sport, que começou a esboçar uma reação no Brasileiro da Série A, o time sertanejo está na iminência de ser rebaixado para a Série D. No momento é o lanterna do seu grupo na disputa da Série C. Evidente que se trata de uma outra competição, onde o Carcará vive o melhor momento de sua história.
Bom! Estamos falando de uma decisão de tÃtulo, que acontece pela primeira vez, na centenária história do Pernambucano, numa véspera de São Pedro, em uma cidade do Sertão. Os atrativos da inédita final são muitos, infelizmente foram empanados por erros que transformaram a edição de 2017 numa das piores da história de um campeonato que já foi referência no futebol brasileiro. Quem vai soltar fogos dando viva a São Pedro não se sabe, mas independente do resultado do jogo, a oportunidade de dançar um forró no Sertão é privilégio para poucos.