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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
"Preciso de sua ajuda.
Tenho um currÃculo e uma história.
O meu presente e o meu futuro dependem de você. De sua atitude!
Tenho 116 anos.
Sou hexa campeão pernambucano (63 a 68).
Tricampeão do N/NE (66,67,68).
Sou o maior campeão regional de Pernambuco e o terceiro do Nordeste com 5 tÃtulos.
Fiquei 5 vezes entre os quatro primeiros colocados na Série A. Um recorde nordestino ao lado do Bahia.
Fui campeão brasileiro em 1967.
Joguei de fato, e de direito, a Taça Libertadores das Américas em 1968.
Cheguei a semifinal da Copa do Brasil de 1990.
Tenho o maior artilheiro por um clube na história de Pernambuco: Bita 223 gols.
Fiz o gol mais rápido da historia do Brasileiro da Série A ( Nivaldo em 89 com 8´´ de jogo).
Tive três artilheiros em campeonatos brasileiros: Bita (65 e 66); Baiano (82 e83) e Bizu (90).
Tive o goleiro Neneca, que em 74 passou 1.636 minutos sem levar gol (mais de 18 jogos). Recorde mundial.
Sou do seleto grupo de grandes clubes campeão no ano do Centenário (2001).
Tenho a maior série invicta, em casa, do mundo (75 jogos).
Tive a missão de rebaixar o rival Sport em 2012, e rebaixar o Corinthians em 2007.
Sou proprietário do segundo maior CT do Brasil, atrás apenas do CT do Palmeiras.
Em 1966 venci o melhor time do mundo (Santos de Pelé), na sua casa, e de goleada: 5x3.
O Rei Pelé, em entrevista, disse: "Os times mais difÃceis que já enfrentei foram: o Cruzeiro de Tostão; o Palmeiras de Ademir da Guia e o Náutico de Bita".
Por meu passado, por minha história, pelas cores da minha bandeira, por uma legião de aficionados espalhados pelo mundo afora, eu lhe peço:
ME AJUDE!
CLUBE NÃUTICO CAPIBARIBE".
O texto acima está circulando nas redes sociais. Sem dúvida um apelo para que os alvirrubros se unam. O que parece uma peça promocional da história do Clube dos Aflitos, ressalta a estagnação da agremiação no tempo. Os feitos, na sua maioria (99,9%) pertencem ao século passado. De 2000 para cá nada de relevante, com exceção da construção do Centro de Treinamentos aconteceu na história do Clube Náutico Capibaribe, que não entrou em sintonia com o novo tempo e vem se apequenando. Esta a resultante da briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros.
CLAUDEMIR GOMES
Santa Cruz e Figueirense são os únicos clubes com 100% de aproveitamento na Série B, que teve sua segunda rodada concluÃda na noite deste sábado. Embora fosse esperado, o equilÃbrio que marcou os primeiros confrontos superou as expectativas. A média de gols segue de 1,5 por partida: baixÃssima. Na segunda rodada, 70% dos jogos terminaram empatados, ou seja, em 10 confrontos tivemos apenas 3 vencedores. Dos vinte clubes participantes, dez seguem invictos, inclusive ABC e América/MG, que mesmo sem contabilizar vitórias estão entre os que ainda não perderam. Ambos acumularam dois empates. A paridade neste inÃcio de disputa é tamanha que, nem mesmo a vantagem do mando de campo tem sido determinante para a construção de vitórias, uma vez que, em 20 jogos tivemos o registro de 9 empates e 4 vitórias de clubes visitantes.
O empate do Internacional (1x1) com o ABC, na Arena Beira Rio, é uma prova inconteste do nivelamento, por baixo, dos clubes nesta edição da Segundona Nacional. O equilÃbrio na construção de resultados levanta a autoestima dos fracos, fato que leva para dentro de campo uma série de conceitos que contribuem para o enfraquecimento técnico do futebol. Se a regra maior da Série B é de um futebol de muita transpiração e pouca inspiração, ao perceberem, através do equilÃbrio exposto nos resultados, que são parelhos, os times de menor recurso, passam a utilizar a força, a violência e até o antijogo como ferramentas de superação. O empobrecimento do espetáculo é inevitável.
Qualquer avaliação em relação ao futuro dos clubes na disputa é mera especulação. A Série B é uma maratona de regularidade e a soma de bons resultados nas dez primeiras rodadas, a criação de uma gordura neste perÃodo em que a maioria dos clubes está ajustando seus elencos, tem um peso muito grande para aqueles que definiram o acesso como meta, como é o caso do Santa Cruz. Portanto, nas cinco primeiras rodadas, que são consideradas como a "arrancada", é quase proibido fazer avaliação de desempenho. O que importa é o futebol de resultados, coisa que o Tricolor do Arruda tem feito.
O futebol apresentado pelo time comandado por VinÃcius Eutrópio segue com as mesmas carências, motivo pelo qual o torcedor não se mostra confiante, embora, com a vitória (2x1) sobre o Guarani, a sequência invicta do Santa Cruz passou para cinco jogos. Terça=feira os tricolores vão a Maceió enfrentar o CRB, que está no grupo dos dez invictos com uma vitória e um empate. Numa competição que tem se mostrado perene, neste seu inicio, todos apostam na regularidade como elemento de sobrevivência e sucesso.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEBEDO - blogdejjpazevedo,com
O futebol não é apenas dois times no gramado, correndo atrás de uma bola,com um apito, muitas vezes amigo, no meio. Existem vários segmentos que fazem um clube campeão,e entre esses as estatÃsticas que servem de mote para as suas campanhas e as projeções para os jogos a serem realizados.
Um fato que nos chamou a atenção aconteceu na primeira rodada do Brasileirão, quando não tivemos uma única vitória dos visitantes.
Os números mostram de forma clara que um clube vencedor no sistema de pontos corridos está atrelado as suas vitórias como visitante, e isso está traduzido nos últimos 11 anos.
Um time tem na tabela 19 partidas como mandante,e nos estudos que realizamos não constatamos nenhum que tenha conquistado os 57 pontos correspondentes a tais jogos. Mesmo tendo invencibilidade, alguns empates foram somados as suas campanhas.
Muitos empates também prejudicam desde que a cada partida sem vencedor, os clubes perdem 66,6% dos pontos disputados, que no final irão influenciar na soma geral da classificação.
Um cálculo bem simples mostra tal influência negativa, quando um clube empata seis vezes soma 6 pontos e perde 12. Cinco empates valem menos que três derrotas e duas vitórias. O empate dentro do limite éo complemento daquilo que falta para a obtenção dos objetivos.
Os dados a seguir mostram a realidade dos clubes que conquistaram o Brasileiro, na era de 20 disputantes:
2006 - SÃO PAULO - Melhor mandante - Segundo melhor visitante;
2007 - SÃO PAULO - Melhor mandante - Segundo melhor visitante;
2008 - SÃO PAULO - Melhor mandante - Melhor visitante;
2009 - FLAMENTO - Quarto melhor mandante - Segundo melhor visitante;
2010 - FLUMINENSE - Terceiro melhor mandante - Segundo melhor visitante;
2011 - CORINTHIANS - Segundo melhor mandante - Melhor visitante;
2012 - FLUMINENSE - Quinto melhor mandante - Melhor visitante;
2013 - CRUZEIRO - Melhor mandante - Melhor visitante;
2014 - CRUZEIRO - Melhor Mandante - Melhor visitante;
2015 - CORINTHIANS - Melhor Mandante - Melhor visitante;
2016 - PALMEIRAS - Terceiro melhor mandante - Melhor visitante.
Verifica-se que nos mesmos onze anos de competição somente o Palmeiras (2016) esteve abaixo do segundo lugar como clube visitante, embora tenha chegado em terceiro, bem próximo.
Os estudos dos números são importantes para todos envolvidos no sistema do futebol, e mais ainda para as previsões dos analistas, que não podem deixar de lado as certezas que esses trazem.
Como sempre temos afirmado,contra os números não existem argumentos.
CLAUDEMIR GOMES
Não é fácil para os clubes se planejarem no futebol brasileiro. Afinal, estamos no paÃs da improvisação. Não é por acaso que o mundo inteiro conhece o famoso "jeitinho brasileiro". A ordem é empurrar com a barriga que no fim tudo se encaixa na mais perfeita desordem. Santa Cruz e Náutico se confrontam, hoje a noite, no estádio do Arruda para decidirem qual dos dois será o terceiro colocado do Campeonato Pernambucano. No primeiro jogo, vitória dos tricolores por 2x1, resultado que dá ao Santa Cruz a vantagem do empate.
Por mais estranho que pareça essa disputa de terceiro lugar, os clubes tinham conhecimento do regulamento da competição. O que ninguém sabia é que, o time que conseguir tal "façanha", disputará mais dois jogos neste mês de maio, provavelmente nos dias 24 e 31, quando estará buscando uma vaga para a edição 2018 da Copa do Nordeste, que mudou o seu regulamento para o ano que vem. Na próxima temporada a competição regional passará a contar com 16 clubes na fase de grupos, tal como era antes da inclusão dos estados do Maranhão e PiauÃ. Náutico e Santa Cruz estão envolvidos e focados na disputa da Série B, e não contavam com esta "surpresa", que foi decidida no inÃcio do mês, em reunião na sede da CBF.
Bom! Primeiro as primeiras coisas. O assunto do dia é o clássico de logo mais a noite, o sexto da temporada envolvendo tricolores e alvirrubros. No primeiro confronto desta bizarra decisão, o público pagante registrado na Arena Pernambuco não chegou a 200 torcedores. Apesar do apelo decisivo do jogo, é difÃcil ser otimista em relação a presença de público hoje no Arruda. Como não se pode duvidar da torcida coral, e ela está motivada pelos últimos resultados contabilizados pela equipe comandada por VinÃcius Eutrópio: vitória sobre o Náutico; empate com Atlético Paranaense e vitória sobre o Criciúma na rodada de abertura da Série B, não será novidade se o Arruda receber um bom público, até porque o jogo não será mostrado pela TV aberta.
A derrota (2x1) para o Santa Cruz no primeiro jogo pela disputa do terceiro lugar do Pernambucano, levou o Náutico a mudar sua diretoria de futebol, e dispensar o técnico, Milton Cruz. O clube parece ter caÃdo no epicentro de um furacão, o que ter tornado ainda mais difÃcil a missão do novo treinador, Waldemar Lemos, neste inÃcio de trabalho revigorador. Na sua última coletiva pós jogo, um desiludido Milton Cruz se esforçava para transmitir uma mensagem de otimismo para os torcedores do Náutico, afirmando que era possÃvel reverter a vantagem construÃda pelos tricolores. Com tantos problemas para equacionar, acredito que Lemos evite jogar com as palavras, como fez o seu antecessor. Afinal, ao Náutico só resta uma alternativa que é a superação. O mote para provocar isso é o da rivalidade. Vale lembrar que o terceiro lugar, ou medalha de prata, como queiram, é produto de vitória.
CLAUDEMIR GOMES
O Brasileirão começou do jeito que o torcedor gosta: com muitos gols. Nos nove jogos realizados, sábado e domingo, as redes balançaram 28 vezes, com média superior a 3 gols por partida. A rodada de abertura fecha hoje a noite com o confronto entre Coritiba e Atlético/GO. Apenas um jogo terminou com o placar em branco (Avaà 0x0 Vitória). Evidente que não vamos ter esta média nas 37 rodadas restantes, mas a chuva de gols é um bom sintoma. Sem dúvida, a acachapante goleada (6x2) que o Bahia aplicou no Atlético/PR foi o resultado mais surpreendente, entretanto, a queda do Sport ante a Ponte Preta por 4x0, também se coloca entre os resultados pouco prováveis por conta da elasticidade do placar. Bahia e Sport se confrontam nesta quarta=feira, na Ilha do Retiro, pelas finais da Copa do Nordeste.
O Sport está envolvido com cinco competições, fato que lhe deixa com uma agenda absurda, que foge ao bom senso, mas que é considerada viável pelos iluminados gestores do futebol brasileiro. A resultante desta desumana maratona de jogos é a série de atuações pÃfias do time leonino, a exemplo do que ocorreu no curto espaço de quatro dias quanto a equipe comandada por Ney Franco sofreu 7 gols em 2 jogos. Vale ressaltar que, nas duas apresentações, em Montevidéu e em Campinas, contra Danúbio e Ponte Preta, respectivamente, o ataque rubro=negro não marcou um gol sequer.
O fato de o Sport está disputando cinco competições simultaneamente, o que lhe obriga a ir a campo a cada três dias, tem sido usado como argumento para justificar o fraco desempenho do time na maioria dos jogos, e para ocultar os erros cometidos pelo treinador que tem dado mostra de que não está convicto dos seus conceitos. Ney Franco tem escalado mal e comete erros absurdos quando se faz necessário mexer no time. A goleada sofrida para a Ponte Preta tem o treinador como o principal vilão. A limitação do elenco é outro fator que deixa evidenciada a incapacidade do Sport de arcar com a responsabilidade de disputar cinco competições paralelamente.
O torcedor leonino tem sentido dificuldade de avaliar o desempenho do time a cada jogo, individualmente. Ver o clube envolvido em competições diferentes a cada três dias, faz com que ele se detenha numa única causa para justificar os efeitos. Futebol é momento e cada jogo deve ser analisado como um fato isolado. Explicar, justificar o porque de atuações bisonhas compete ao treinador. Portanto, as fracas apresentações ante o Danúbio e a Ponte Preta não podem ser atribuÃdas única e exclusivamente ao excesso de jogos. As goleadas foram decorrentes dos equÃvocos cometidos pelo treinador que refletiram diretamente na harmonia e na sincronização do conjunto. Junta=se ai a fraca qualidade de algumas peças.
A chegada à s finais do Pernambucano e da Copa do Nordeste foi tomada como referência pela diretoria e comissão técnica do Sport, sem avaliar o nÃvel dos adversários que o time leonino enfrentou nas duas competições. Sofrer sete gols e não marcar nenhum em dois jogos é mais que um grito de alerta.