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Faturar no digital é desafio para os clubes
postado em 04 de abril de 2017

ERICH BETING - Máquina do Esporte


Barcelona e Real Madrid usaram as redes sociais para turbinar o duelo pelo status de clube com o maior número de seguidores do planeta. Mas a pergunta que não quer calar, e que eles não têm tido muito afinco em responder, é simples: o quanto os dois clubes mais populares do mundo faturam por meio de suas contas no digital?

Monetizar a popularidade nas redes sociais parece ser o grande drama até dos dois maiores clubes do planeta.

Mas por que isso acontece?

Barça e Real são os dois maiores faturamentos do futebol na atualidade. Numa estratégia agressiva, ambos têm fechado acordos com valores recordes com seus parceiros comerciais. Mas a entrega resume-se, quase sempre, às propriedades habituais: uniforme, placas de treino, backdrop, etc.

Raramente é vista alguma ação que seja pensada apenas no digital. Num mercado mais maduro, como o da Europa e dos EUA (novo alvo dos dois clubes), não monetizar os canais digitais parece ser um contrassenso.

Pode ser que os milhões que os dois faturam sem precisar do meio digital justifique o aparente descaso com essa receita, mas esse não parece ser um caminho inteligente no médio prazo.

No Brasil, o Flamengo é o clube que mais tem se mexido para fazer dos seus canais digitais uma fonte de receita. Os valores são bem menores que os dos patrocínios fechados, mas ajudam a custear a estrutura de comunicação, um gasto em crescimento nos clubes.

Com certeza existe uma valorização de Barcelona e Real Madrid em seus contratos por conta do sucesso deles no digital. Mas será que não é já um bom negócio faturar em cima dessa popularidade nas redes? Isso mostra que até os gigantes têm suas falhas...

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Copa do Nordeste
As semifinais dos sonhos
postado em 03 de abril de 2017

CLAUDEMIR GOMES


Tudo como manda o figurino! As semifinais da edição 2017 da Copa do Nordeste serão marcadas por dois dos mais tradicionais clássicos do futebol brasileiro: Clássico das Multidões que põe em confronto Sport e Santa Cruz, donos das maiores torcidas do futebol pernambucano, e o Ba-Vi - Bahia x Vitória - que agita as duas maiores tribos do futebol baiano. Para os promotores, a combinação perfeita, pois fica definido uma final entre Pernambuco e Bahia, as duas praças mais fortes do futebol nordestino. Decisão regada ao molho da maior rivalidade do futebol regional.

A definição dos confrontos para as quartas de final conspirou para um fechamento de competição lucrativo. Clássicos decisivos são sinônimos de casa cheia. Os seis jogos finais darão uma contribuição efetiva para a elevação da média de público, que até então é uma das mais baixas da história da competição, fato que levou os promotores a repensarem o modelo de disputa.

De falta em falta o Santa Cruz foi avançando na disputa e chegou a semifinal. O protagonista de tal feito é o zagueiro Anderson Sales, exímio cobrador de falta, já apontado como o melhor neste fundamento, no atual momento do futebol brasileiro. As três últimas vitórias do Tricolor do Arruda na Copa do Nordeste foram pelo placar mínimo de 1x0, todas com a assinatura de Sales. Como diria Capiba, ilustre e saudoso torcedor coral: "A pisada é essa".

E o Sport de Ney Franco passou no teste. No primeiro jogo em que foi possível ver o dedo do novo treinador no time, os rubro-negros fizeram a melhor apresentação da temporada e reverteram a vantagem que pertencia ao Capinense. No final, com um placar agregado de 4x4, pois ambos os times se sairam vitoriosos pelo placar de 3x1 na condição de mandantes, a decisão foi para os pênaltis. E o Leão levou a melhor por 4x2.

A vitória do rubro-negro pernambucano está longo de ser uma tradução de perfeição, mas aponta para uma mudança, para a evolução de um grupo que, em um único jogo deu mostra de ter redescoberto a garra que é marca registrada de sua mística camisa.

O acordar do time rubro-negro e a regularidade tricolor são prenuncios de uma semifinal histórica. Os dois times já se confrontaram duas vezes nesta temporada, onde foram registrados dois empates pelo mesmo placar: 1x1.

Agora é decisão, e tudo vai ser diferente.

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Artigos
Enganosa distribuição de cotas
postado em 03 de abril de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Ouvimos vários comentários sobre a nova fórmula de distribuição das cotas de televisão que vigorarão a partir de 2019 e permanecerá estática até 2015.

Alguns clubes festejaram-na, mas se a colocarem no computador, certamente verificarão que as diferenças continuarão gigantes.

A Globo detentora dos direitos de transmissão até 2015, demonstrou taldistribuição: 40% para todos; 30% pela classificação anterior; 30% pelo número de jogos transmitidos.

O total será de R$ 1,8 bilhão. O percentuai de 40% desse montante representa R$ 720milhões, que corresponde a R$ 36 milhões para cada clube. Se seguissem omodelo inglês esse seria de R$ 45 milhões.Uma boa diferença.

Sobraram para os outros dois itens R$ 1,8 bilhão, ou seja, R$ 540 milhões para cada.

Embora não tenha sido mostrado os percentuais pela classificação anterior, o modelo a ser seguido será o inglës, quando o primeiro recebe vinte vezes mais que o último.

Exemplo: o vigésimo recebe 1,5 milhões de euros, e o campeão 30 milhões de euros. A diferença é gigante,emboraomérito deva prevalecer.

Quanto ao número dejogos que serã transmitidos, corresponderão aos da TV aberta de forma nacional, e mais uma vez Flamengo e Corinthians irão disparar, desque que esses são os donos dessas transmissões.

Também será estabelecida uma cota para cada jogo. Os clubesmenores sãopouco contemplados no canal aberto de forma nacional,e serão prejudicados desde que irão receber valores bem inferiores.

O ideal seria que tivesse um número mínimo de transmissão a ser considerado,mesmo que não tenha acontecido. Uma espécie de cota mínima.

No final de tudo se somarmos cada item, as distâncias não serão reduzidas, a não ser que um desses consiga chegar na parte de cima da tabela.

Quando os clubes maiores não fizerem ressalvas, é que tudo jáestava combinado e as contas realizadas.

Na realidade o ideal é que não houvesse o monopólio na transmissão dos eventos, mas esse é umproblemado CADE que não funciona a contento, o que aliás não é novidade no Brasil.

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