Histórico
Acontece
Boa, esporte?
postado em 11 de maro de 2017
Por ROBERTO VIEIRA

A sociedade ficou estarrecida.
Perplexa, uai!
O antigo goleiro Bruno está de volta.
Contratado pelo Boa Esporte Clube.
A primeira sensação é de indignação.
O  monstro de volta aos gramados.
Onde está a Justiça?
Onde está Eliza?
Porque se é verdade que Bruno voltará a jogar.
Também é verdade que Eliza não voltará a viver.
Mas voltemos a primeira questão:
Um criminoso pode voltar a exercer sua profissão enquanto aguarda julgamento?
E a resposta é sim.
Bruno pode voltar a jogar bola.
Bruno que teve a sorte que milhares de antigos detentos não têm no Brasil.
Detentos que ao deixarem seus presídios não encontram emprego.
Detentos que voltam ao crime por absoluta falta de opções sociais.
Opções sociais que deveriam ser garantidas em um país com tantos cristãos.
Basta ler em Hebreus.
"Lembrai-vos dos encarcerados como se estivésseis aprisionados com eles..."
Mas o exercício do Cristianismo não é fácil, diria Gandhi.
Gandhi que se indagaria dos motivos do Boa Esporte para contratar Bruno.
Puro marketing?
Espírito Cristão?
Precisam de um goleiro?
Tanto faz.
Bruno está tendo a oportunidade que poucos antigos detentos têm no Brasil.
A oportunidade de recomeçar a vida.
Até que a bola o devolva ao banco de reservas.
Ou até que a Justiça o devolva aos presídios.
Mas o mundo do futebol é diferente do mundo dos pernas de pau.
No mundo da bola, caso Jack o Estripador fizesse gol.
Algum time europeu iria contrata-lo para a Liga dos Campeões.

Pois na verdade.
Só quem não pode voltar a jogar e a viver é Eliza...

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Seleção Brasileira
Pedido de Tite muda preparação para 2018
postado em 11 de maro de 2017

Blog do RODRIGO MATTOS


Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

"Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado", contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

"É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido", contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.

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Futebol Brasileiro
Um escárnio à sociedade
postado em 11 de maro de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Que tipo de gente poderia contratar um assassino condenado para jogar em seu clube? Na verdade é de uma espécie pior do que o jogador.

Que tipo de cidade irá recebe-lo como atleta de um clube local?

Trata-se de um prêmio dado a um criminoso, pelo Boa Esporte Clube, clube de empresário, que está cuspindo na cara de nossa sociedade.

Aprendemos há anos que o crime não compensa, mas nesse caso é o inverso. Compensa.

O que a família de Elisa, que não teve o direito de enterra-la, desde que desapareceram com o cadáver, que segundo as denuncias na época foi entregue aos cachorros, hoje estará pensando? 

Qual a reação da Nutrends patrocinadora do clube, e o que pensam os consumidores dos seus produtos?

Vaginha é uma importante cidade mineira, e seus habitantes não deveriam concordar com tal presença, que enlameia o seu nome, e organizar protestos contra a ousadia dos cartolas do BOA.

Trata-se um escárnio à sociedade do bem que ainda existe no Brasil.

A foto do jogador já na cidade mineira, com o seu séquito, mostra de forma bem clara que não existe mais esperança para o nosso país. 

Apodreceu moralmente.

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Acontece
Força Mental
postado em 08 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A missão era considerada impossível: reverter uma vantagem de quatro gols construída pelo PSG no primeiro jogo. Por esta razão, a goleada de 6x1 que o Barcelona aplicou no Paris Saint=Germain, entra para a galeria dos épicos do futebol. Momento de glória para o clube catalão, e de vergonha para a agremiação francesa que, por duas vezes, teve a classificação nas mãos, mas pagou caro por uma covardia imperdoável. "Obra do imponderável", diria o mestre, Nelson Rodrigues, mas Juninho Pernambucano, que por quase uma década reinou no futebol francês, usou a frase perfeita para explicar o inesquecível feito do Barça: "Força mental".

O futebol é o esporte mais apaixonante do planeta porque tem sempre uma surpresa reservada para aqueles que acreditam que já viram de tudo dentro das quatro linhas. E está sempre a contrariar os senhores da verdade. Evidente que, numa partida onde aconteceram vários lances polêmicos, muitos vão querer desmerecer a vitória do Barcelona, que deve ser atribuída, acima de qualquer coisa, a atitude do grupo. Mesmo sem Messi brilhar como em jogos passados, o time da Catalunha, ao longo dos 90 minutos viveu momentos intensos de agonia e êxtase. A construção de uma vitória por 4x0, que antes de a bola rolar parecia improvável, se tornou viável quando o time espanhol colocou uma vantagem de três gols. O gol solitário do PSG, num esboço de reação, tornou o cenário sombrio, mais uma vez, para Messi e companhia.

Mas o Barcelona tinha aquilo que Juninho Pernambucano destacou: a Força Mental. E contou com o talento de Neymar que funcionou como ponto de desequilíbrio. O atacante brasileiro fez a diferença: sofreu um pênalti que foi convertido em gol por Messi; marcou um golaço de falta reascendendo as esperanças e criando novas possibilidades de reação; converteu em gol um pênalti sofrido por Soares e deu um passe magistral para o gol da vitória épica no último minuto do jogo.

Não sei o que passa na cabeça do zagueiro Thiago Silva, que já tem seu currículo manchado pela fatídica goleada de 7x1 aplicada pela Alemanha na Seleção Brasileira. O inacreditável 6x1 que o Barça impôs ao PSG, é outro pesadelo que deverá lhe atormentar por um bom tempo.

Um épico para se rever varias vezes, e nunca esquecer que o "jogo só termina quando acaba".

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Acontece
O jornalismo atual
postado em 07 de maro de 2017

ADALBERTO LEISTER FILHO - Máquina do Esporte


A notícia esportiva mais comentada na segunda-feira não foi a vitória do Corinthians no clássico com o Santos. Nem o Fla-Flu de seis gols e decidido nos pênaltis. Nem sequer os dois tentos ilegais feitos pelo São Paulo. Nas minhas redes sociais, Tite e Wellington monopolizaram as atenções.

Vamos aos fatos: o treinador da seleção foi à Arena Corinthians para ver o clássico paulista. Na chegada, o telão do estádio exibiu a imagem de Tite, efusivamente aplaudido pelos torcedores. Ele ficou emocionado. No momento em que Jô fez o gol da vitória, o técnico foi flagrado comemorando.

Corta para o dia seguinte, na saída do estádio do Morumbi. O volante Wellington é alertado por um dos membros da TV oficial do clube de que sua mochila está aberta. %u201CAinda bem que é no São Paulo, imagina no Corinthians%u201D, brincou o jogador, que talvez nem tenha percebido que participava de uma transmissão ao vivo.

Corto para quando iniciava minha carreira no jornalismo. Certo dia fui com a equipe do Lance! cobrir o jogo de um grande clube de São Paulo. Um dos repórteres não resistiu quando viu seu clube fazer o primeiro gol e ergueu um braço para festejar. Foi advertido de que aquele não era comportamento aceitável na tribuna de imprensa. Tínhamos pouco mais de 20 anos. Aprendemos a lição.

Tite e Wellington, da mesma maneira, sabem que suas atitudes podem despertar ódio num ambiente tão passional como o futebol. Mas, diante da emoção despertada no treinador e da inocência do volante, são derrapadas aceitáveis.

Por que, então, a repercussão dos atos foi muito maior do que deveria?  Busca da polêmica fácil? Matérias caça-cliques? O pretenso deslize da dupla diz muito mais sobre o jornalismo atual do que sobre futebol.

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