Histórico
Campeonato Pernambucano
Falência decretada
postado em 19 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A sétima rodada do hexagonal do título serviu apenas para ratificar o que estamos escrevendo desde o primeiro momento em que a bola começou a rolar na competição estadual: esta é a pior edição da história do Campeonato Pernambucano. O clube de maior torcida no Estado, segundo as últimas pesquisas, jogando na sua cidade, o Recife, levou apenas 263 pagantes ao estádio do Arruda. Eis o decreto da falência da competição. O público total de Belo Jardim 0x1 Sport foi de 437 torcedores. Lamentável.

Embora ainda existe chance matemática para uma mudança de cenário, podemos dizer que, neste caso a lógica não será contrariada, e podemos cravar as classificações de Salgueiro, Sport, Santa Cruz e Náutico para as semifinais do Estadual como ponto pacífico. Líder isolado com 16 pontos, quatro a mais que Santa Cruz e Sport, seus seguidores mais próximos, o Salgueiro tem tudo para fechar o hexagonal como primeiro do grupo. Afinal, dos três jogos que lhes restam dois serão contra os limitados Central e Belo Jardim. A partir das semifinais o Pernambucano passa a ser disputado pelo sistema mata, mata, o que aumenta as chances do clube sertanejo vir a levantar o título, criando um fato novo na centenária história da combalida competição.

A goleada do Santa Cruz sobre o Central (5x1), ontem a tarde, no Arruda, na abertura da rodada, impressionou dentro do conceito de futebol de resultados por conta do número de gols, entretanto, contudo, não chegou a revelar uma evolução do time tricolor ante a fragilidade do adversário.

O Náutico foi ao Sertão enfrentar o Salgueiro no Cornélio de Barros e tropeçou nos próprios erros, e no equívoco do treinador que escalou um time com três volantes para buscar uma vitória. A equipe alvirrubra não teve criatividade no meio campo e foi inoperante no ataque, sem falar nos erros de posicionamento da defesa. A vitória do Salgueiro por 2x0 traduziu com fidelidade a história da partida, onde os donos da casa tiveram o domínio das ações durante os 90 minutos.

O Sport voltou a utilizar uma equipe alternativa para medir forças com o limitado time do Belo Jardim. O confronto foi marcado pela apatia que dominou o conjunto leonino. O placar de 1x0 foi o mesmo do primeiro confronto entre os dois times, ocorrido na Ilha do Retiro, e para reforça a coincidência, o autor do gols das duas vitórias foi o mesmo: Paulo Henrique. Como sempre acontece, ao final da partida, na coletiva de imprensa, o técnico Daniel Paulista disse ter gostado da atuação do time rubro=negro. É querer tapar o sol com a peneira.

Os três jogos da sétima rodada do Pernambucano teve como marca registrada a pobreza técnica, que é um forte componente nesta engrenagem que está triturando, e tornando em pó uma disputa que já teve seus encantos.

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Artigos
Salamaleques
postado em 15 de maro de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Ao assistirmos, ontem, o programa Bola da Vez, da Espn, com o convidado Eurico Miranda, presidente do Vasco, ficamos convictos de que o brasileiro adora a cultura do salamaleque, oriunda do império.

Observamos tal fato nas entrevistas que são realizados com personagens importantes, quando as perguntas efetuadas tem um único sentido, o de não desagradar.

Essa cultura é disseminada, e isso acontece no futebol e outros esportes, nas entrevistas coletivas que são realizadas com dirigentes, profissionais dos clubes ou outras envolvidas no segmento.

Sem dúvida, o Brasil é o maior país "salamalaqueiro" do mundo.

Nas coletivas existe um certo receio de se questionar os personagens.

Quantas vezes sentimos o constrangimento quando uma pergunta mais profunda é realizada, levando aquele que está assim procedendo a fazer uma abertura cheia de salamaleques, quase pedindo desculpas pelo seu procedimento.

Na realidade estamos citando um segmento que vive pressionado, desde que os dirigentes e profissionais detestam críticas, e quando uma pergunta sai do script preparado, a reação é imediata, chegando a intimidar quem ousou sair da linha programada. No final, quem ainda aguenta ouvir tais entrevistas, observa que foi uma festa de salamaleques.

Por conta disso, essas perdem o conteúdo. Esses só gostam de elogios, e, do outro lado os torcedores recebem uma carga de fatos que não esclarecem os acontecimentos. Eles são divinos.

A vida de um jornalista esportivo não é fácil, inclusive com um mercado difícil com poucas opções, e além disso tem que contar com as pressões que são grandes, e ficam tolhidos de serem investigados, e quando tentam são ameaçados.

Temos um caso pessoal sobre isso, embora não sejamos jornalistas, fomos ameaçados de morte por conta de nossa participação em um programa esportivo. Essa é a triste realidade, imagine o que acontece com aqueles que vivem da profissão.

Dirigente esportivo tem suas raízes na Casa Grande, com o chicote nas mãos, detestando confrontos. O jornalismo político e econômico é bem diferente do esportivo, desde que as críticas são formuladas, o sistema investigativo funciona, trazendo uma maior audiência por conta das verdades.

O futebol brasileiro vive na Ilha da Fantasia.

Estagnado, apequenado em relação aos grandes centros, e todos continuam felizes, e não conseguem ousar, criticar os cartolas, pois poderão encontrar pela frente alguém que baixará um ato proibindo as suas presenças no clube, ou então um outro que tentará cooptá=los, trazendo=os para o seu lado.

Falta ao futebol brasileiro um jornalismo que busque nas suas entranhas, que denuncie as suas mazelas, posto que somente assim esse esporte poderá sair do atoleiro em que se encontra.

Quando abordamos o tema nos lembramos de alguns personagens do jornalismo esportivo de outras épocas, que tiravam as notícias debaixo do tapete como Geraldo Freyre, José Menezes, Amaury Veloso, aulo Morais, Claudemir Gomes (esse último ainda na ativa no setor), e tantos outros cujos nomes fugiram da memória, que nos seus trabalhos enfrentavam a todos com perguntas duras, éticas, e que deixavam os torcedores com o conhecimento de tudo o que acontecia na realidade

Os muçulmanos, tão perseguidos hoje por Trump, foram aqueles que deram origem a esse termo há centenas de anos, quando saudavam um visitante com "As Saaçamu Aleikum", ou seja, "Que a paz esteja contigo". O Brasil colônia mudou o sentido e a transformou em um beija=mão.

Bons tempos que não voltam mais.

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Brasileiro Série A
Regulamento ratifica 9 clubes na Libertadores
postado em 15 de maro de 2017

Blog do RODRIGO MATTOS


O regulamento do Brasileiro da Série A oficializa a possibilidade de haver até nove times brasileiros na Libertadores. Isso estava previsto na mudança de regras da competição em outubro que inchou o formato com equipes nacionais. Com isso, a Primeira Divisão pode classificar até 15 equipes a campeonatos sul-americanos.

A Conmebol decidiu em outubro por mudar a Libertadores e determinou duas vagas a mais para o Brasil. O Nacional estava no meio e por isso foram criadas regras de emergência para a classificação para a Libertadores de 2017.

Então, a Conmebol já decidiu que o campeão da Sul-Americana já não teria descontada uma das vagas do seu país. Esse desconto não ocorreu, portanto, no último campeonato quando a Chapecoense foi campeã. Assim, o país teve oito participantes na edição de 2017.

Divulgadas nesta segunda-feira, as regras do campeonato nacional confirmam essa prática para 2018. Com isso, na verdade, o Brasileiro ganhou duas vagas e meia. Explica-se: o regulamento previa até 2015 que a vaga de campeão da Sul-Americana fosse descontada, excluindo-se o quarto do Nacional.

Assim, são sete vagas fixas para o país, sendo o 1o a sexto do Brasileiro, mais o campeão da Copa do Brasil. Além disso, podem-se se somar mais dois times com títulos da Sul-Americana e da Libertadores. O regulamento fala então em Brasil 1 a Brasil 9 caso o país ganhe ambas as competições. E seriam sete times já garantidos na fase de grupos, e dois na fase preliminar.

O Brasileiro ainda prevê seis vagas para a Sul-Americana. Agora, não existe mais contradição com a Copa do Brasil, pois as competições não são disputadas simultaneamente. Desta forma, poderão ser até 15 times do Nacional classificados para competições continentais. Só ficariam de fora os quatro rebaixados e o 16o colocado.

Fora isso, o regulamento do Brasil previu as modificações aprovadas no Conselho Técnico, isto é, proibição de um time jogar fora de seu Estado, veto à grama sintética a partir de 2018 e capacidade mínima de 12 mil pessoas para estádios, em vez de 15 mil.

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Futebol Brasileiro
Muita torcida e pouco público
postado em 13 de maro de 2017


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Assistimos na última sexta-feira a um programa esportivo de uma emissora de TV, com um debate focado no publico do futebol brasileiro, e um membro da bancada afirmou que antigamente era melhor.

Na verdade existe uma desinformação sobre o tema, pois, apesar do crescimento da população, com cerca de 114.007 milhões de pessoas que dizem gostar de futebol, o público tem um lento crescimento e não fica distante do que acontecia décadas atrás.

Com as novas arenas ascenderam as esperanças que os estádios deixassem de lado as suas ociosidades, mas na verdade isso não aconteceu, embora em 2014 ano da abertura dessas praças esportivas a média de público pagante cresceu em relação a 2013, saindo de 14.951 pagantes/jogo para 17.196. Os números de 2014 representam apenas 8,3% da população que poderia frequentar jogos de futebol.

Os públicos presentes aos estádios no Brasileirão demonstram o outro lado do esporte, e se mantêm numa estagnação desde 1967, quando começou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, substituído pela Taça do Brasil e finalmente em 1971 pelo atual campeonato.

Nos quatro anos da década de 60, a média de público foi de 20.221 por partida, e depois disso nunca mais vimos esse patamar.

Partindo-se para os anos de 70, essa caiu  para 15.548 torcedores. A competição tinha um novo formato.

Na década de oitenta aconteceu uma pequena evolução, apresentando uma média de 16.100 torcedores/jogo, e na de 90 uma queda radical, com apenas 12.503 torcedores por jogo.

Na década de 2000, com os campeonatos de pontos corridos (à partir de 2003), aconteceu uma evolução após 2005. De 2001 a 2010 essa foi de 15.474, graças ao novo sistema. De 2011 a 2016 a média ficou em 14.928 torcedores por partida, embora tenha evoluído em 2014 para 16.555, subindo para 17.052 em 2015, e com uma queda em 2016 para 15.251.

O crescimento nesses dois anos citados foi por conta das novas arenas de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

A realidade é que o público cresceu de forma tímida, permanecendo quase no mesmo nível de anos anteriores, e as bilheterias que eram o sustentáculo para as receitas dos clubes, com raras exceções foram deixadas de lado, e a TV passou a ser a maior financiadora, e para essa e seus patrocinadores pouco importa se os estádios estarão cheios e sim as poltronas, que irão dar o Ibope necessário para a alegria dos investidores.

Quem faz publicidade no futebol, inclusive nos clubes, querem saber da audiência e não quantos torcedores estiveram nos estádios.

Por outro lado o torcedor brasileiro adota a cultura dos resultados, ou seja, se o time vai bem frequenta os seus jogos, no inverso desaparece.

O interessante é que são quase cinco décadas de competição, e só conseguimos em sete anos ter uma média acima de 20 mil torcedores. Em 1967 (20.540), 1969 (22.017), 1970 (20.259). Em 1971 ano que começou o Brasileirão a média foi de 20.360, 1980 (20.792), 1983 (22.953) e 1987 (20.887).

Algo de estranho aconteceu, quando a população aumentou e o público foi reduzido. Se somarmos os telespectadores das poltronas, o  número de torcedores dobraria.

Infelizmente não temos no Brasil pessoas que estudem e discutam o futebol no seu contexto, e por isso fatos como esses passam despercebidos.

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Campeonato Pernambucano
Clássicos testam treinadores
postado em 13 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

No futebol pernambucano vitórias em clássicos dão sustentação aos técnicos. Partindo deste princípio, Milton Cruz não poderia ter melhor início de trabalho no Clube Náutico Capibaribe. Num curto espaço de tempo o treinador alvirrubro disputou três clássicos contabilizando duas vitórias e um empate, resultados que lhes dão a tranquilidade necessária na implantação de uma nova filosofia, creditam suas idéias e devolvem o otimismo a uma torcida carente de títulos.

Na Copa do Nordeste, por conta de resultados anteriores, o Náutico segue na condição de franco atirador. Como bem disse o treinador, "só um milagre assegura nossa classificação para a próxima fase". Verdade. Como o clube já foi eliminado da Copa do Brasil, resta correr atrás do Pernambucano. As próximas quatro rodadas do Estadual servirão para definir posições, uma vez que já conhecemos os semifinalistas: Salgueiro, Náutico, Sport e Santa Cruz. Nesta reta de chegada os alvirrubros ainda terão um confronto com os tricolores na décima rodada. Uma nova vitória do Náutico no Clássico das Emoções deixará o técnico Milton Cruz com uma cotação altíssima para os mata=matas das semifinais e final do campeonato.

O Sport ainda não venceu nenhum clássico pernambucano nesta temporada, embora o clube rubro=negro possua o melhor elenco de jogadores: empatou com o Santa Cruz; empatou com o Náutico e perdeu para o time dos Aflitos na segunda queda de braço. Os resultados aqueceram as discussões sobre a capacidade do técnico Daniel Paulista. A sequência de jogos do Leão, até o próximo clássico, dia 26 de março, com o Santa Cruz, reservou para o treinador aquilo que poderíamos chamar de "treinos de luxo". A programação de cinco partidas com adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente, tem oportunizado ao técnico leonino fazer correções e experiências que contribuíram, e devem contribuir ainda mais, para o ajuste do time. Nos jogos com Boavista e Juazeirense, respectivamente pelas Copas do Brasil e do Nordeste, o Sport contabilizou duas vitórias e marcou 8 gols sem sofrer nenhum. Os próximos compromissos serão contra Boavista (jogo de volta na Copa do Brasil); Belo Jardim (Campeonato Pernambucano) e Sampaio Correa (Copa do Nordeste). Enfim, Daniel Paulista e seus comandados têm tudo para contabilizarem cinco vitórias numa sequência altamente positiva antes do Clássico das Multidões.

Vinícius Eutrópio, técnico do Santa Cruz, já disputou quatro clássicos, até o momento: dois válidos pelo Estadual e dois pela Copa do Nordeste. Tem na sua contabilidade: uma vitória; dois empates e uma derrota. Voltará a medir forças com o Sport no dia 26 de março e na última rodada do hexagonal enfrenta o Náutico, dia 9 de abril. Ao final das fases de classificação do Reginal e do Estadual, Eutrópio terá sido testado em seis clássicos, número mais que suficiente para os "analistas" do Tricolor do Arruda chegarem a uma conclusão sobre causas e efeitos da evolução ou estagnação do time.

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