Histórico
Campeonato Pernambucano
O peso do mando de campo
postado em 01 de fevereiro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

O encontro entre Rivelino, Zico e Luxemburgo, ontem a noite, em programa exibido pelo Esporte Interativo, foi marcado por assuntos diversos, embora o tema dominante tenha sido a Libertadores da América, cuja edição deste ano contará com 47 clubes, sendo o Brasil o país com o maior número de representantes: 8. Um dos detalhes mais discutidos foi o mando de campo, por conseguinte, a participação efetiva das torcidas locais no jogo. Foi inevitável traçar um paralelo da realidade vivenciada pelos ex=jogadores e o atual momento do futebol pernambucano, onde o êxodo dos torcedores dos estádios tem sido uma das notas destoantes neste início do Campeonato Estadual.

Luxemburgo lembrou uma época em que "os jogadores sentiam os torcedores dentro do campo". Trocando em miúdo, da participação efetiva do torcedor no jogo. Foi neste sentido que surgiu a expressão; "A torcida jogar junto com o time". Para que isto aconteça se faz necessário que a disputa seja atrativa, que o time transmita confiança, ou seja, que o torcedor acredite no seu potencial. O público geral da primeira rodada do Pernambucano, menos de 9 mil pagantes, é a tradução maior de que nem a competição, nem as equipes empolgam os torcedores.

Hoje vamos ter o início da segunda rodada do hexagonal que vai definir os semifinalistas do Estadual. A novidade fica por conta do Santa Cruz que volta a jogar no Arruda. O adversário é o limitado Belo Jardim, que não joga na sua cidade, e perdeu para o Salgueiro na rodada de estréia. Além de possuir um elenco de melhor qualidade, o mando de campo é um diferencial a favor do atual campeão. Evidente que a qualidade do espetáculo não deve atrair um bom público, muito embora a história nos mostre de que não devemos nunca duvidar da torcida tricolor.

O Náutico vai a Caruaru enfrentar o Central. O alvinegro caruaruense conseguiu se livrar das lambanças cometidas pela Federação e jogará na sua cidade, embora não seja no seu estádio, o Luís Lacerda. A partida foi levada para o Antônio Inácio. O maior complicador para os comandados de Dado Cavalcante é o estado do campo. Aliás, todos os gramados do Interior estavam num estado de conservação deplorável, mas mesmo assim a FPF deu condição de jogo a todos eles. O Náutico jogando em Caruaru é uma atração, mas a torcida do Central nunca funcionou como ponto de desequilíbrio. O grau de dificuldade maior para os clubes da Capital quando medir força com o Alvinegro do Agreste sempre foi a condição do gramado, ou seja, o campo de jogo.

A rodada será fechada amanhã com o Sport jogando em Salgueiro. O técnico Daniel Paulista já revelou que mandará a campo a equipe suplente, fato que também deverá ocorrer quando o rubro=negro for a Caruaru para enfrentar Central e Belo Jardim. O fato de o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste acontecerem simultaneamente, dá ao treinador a prerrogativa e priorizar uma das competições. Nesta fase inicial a prioridade tem sido para a disputa regional. Enfrentar o Carcará no Sertão nunca foi fácil, e os resultados dos últimos confrontos tendo o Salgueiro como mandante, não deixam dúvidas sobre as dificuldades enfrentadas por quem vai jogar no Estádio Cornélio de Barros. Detalhe: a torcida do Salgueiro abraça muito mais o time do que a torcida do Central.

Bom! Em todos os níveis o mando de campo é sempre uma vantagem substancial para o mandante, menos "nas novas arenas", como bem pontuou Zico no papo com Rivelino e Luxembrugo.   

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Acontece
Uma estrutura pesada e carcomida
postado em 01 de fevereiro de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  blogdejjpazevedo.com


Os esportes no Brasil, em especial o futebol, são vitimas de estruturas pesadas e carcomidas, e nada se faz para que seja feita uma implosão, para que um novo sistema seja construído.

A velha politica, está sendo destruída pela operação Lava-Jato, que infelizmente não chegou ao sistema esportivo brasileiro.

Entra ano e sai ano, e o modelo implantado, em que a prática do toma lá, dá cá continua como seu carro chefe. Não existe a credibilidade necessária ao setor, como também não existem pessoas para muda-lo.

Projetos para mudanças são discutidos, mas falta o mais importante, dirigentes para implanta-los. Se debate muito o varejo, enquanto não se observa o atacado. O setor é desinformado.

Sabemos que o calendário, excesso de jogos, a própria Justiça Desportiva são fatores que estancam o futebol nacional, mas na realidade o ponto mais negativo é a presença de uma Confederação que não serve mais ao sistema, aliada a diversas federações, que formam uma estrutura pesada, hoje carcomida e viciada, e  muitas vezes com práticas não institucionais.

O Circo Brasileiro do Futebol montou uma armadilha e todos os segmentos que participam do esporte da chuteira no país caíram nela. Um modelo destruidor, que conseguiu leva-lo ao fundo do poço.

O ex-presidente Ricardo Teixeira, de forma sorrateira e com habilidade diabólica, foi o responsável pelo equipamento, ao levar a sua seleção para o mundo, valorizando uma marca que a sustenta com milhões, enquanto os clubes se tornaram locais, sem penetração no exterior. O Brasil é o único país do planeta, onde uma seleção está acima das agremiações.

As entidades que administram o futebol são cartórios, que cobram por todos os serviços, e com um detalhe sem produtividade positiva.

A armadilha implantada pelo Circo montou uma estrutura de muitas toneladas, deixando os clubes, atletas e sobretudo os torcedores como meros figurantes no processo, quando não são consultados, e ao mesmo tempo não conseguem cortar as suas amarras.

O futebol nacional precisa contratar uma empresa especialista em implosão, para que possa assim derrubar a pesada estrutura que o asfixia, e quebrar os grilhões que foram colocados por Teixeira, sob os olhares pacientes de todos, inclusive da nossa imprensa que só sabe falar em contratações, como fosse um torcedor de arquibancada.

Com nhem, nhem, nhem e bla, bla, bla nada será modificado, e só profissionais sérios poderão destruir algo que está enraizado no solo há muitos anos.

O dia do Juízo Final chegará, como está acontecendo em nossa politica, quando poucas pedras irão sobrar.

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