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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Desmandos e corrupção são coisas comuns, banais, na polÃtica e no desporto brasileiro. Afinal, não é de hoje que convivemos com denúncias e escândalos que se multiplicam a cada dia no paÃs da impunidade. Apesar de convivermos com tal realidade, quando vemos nomes de pessoas conhecidas, com as quais nos relacionamos, e até então, para nós, estavam acima de qualquer suspeita, nos surpreendemos. Foi justamente isto que aconteceu quando tomei conhecimento da matéria publicada pela Speed on line, denunciando uma série de irregularidades cometidas pelo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro.
Conhecemos Pinteiro desde a época em que presidia a Federação Pernambucana de Automobilismo. Durante sua gestão se mostrou incansável no trabalho pelo desenvolvimento do automobilismo estadual e regional, fato que lhe levou a conquistar prestÃgio e espaço no cenário nacional, passando a ser uma alternativa para a presidência da CBA. Ao assumir a presidência da entidade nacional, Cleyton Pinteiro não conseguiu corresponder as expectativas, dando mostras de que não estava preparado para o desafio do cargo, fato que transformou sua gestão num entrave ao desenvolvimento do automobilismo nacional, tendo sido alvo de crÃticas por parte da mÃdia especializada. Com exceção de favores pessoais, pois nomeou vários amigos para ocupar cargos na entidade nacional, nada fez, como presidente da CBA, para alavancar o automobilismo pernambucano, que se apequenou ao ponto de se aproximar do nada.
Tudo que foi exposto acima passa pela discussão de idéias. Acertos e equÃvocos são resultantes do direcionamento da gestão. Mas o que a Speed on line publicou foi de uma gravidade estarrecedora. Dentre as acusações está a da criação de uma empresa fantasma, em março de 2011, e fechada em novembro de 2015, para qual a entidade nacional repassou R$ 784 mil. A publicação traz um farto material que transforma o presidente, Cleyton Pinteiro numa das figuras mais nocivas do automobilismo nacional. A reportagem fecha falando do seu esforço no sentido de fazer, Waldner Bernardo = Dadai =, presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo o seu sucessor.
As eleições na CBA acontecem dentro de oito dias. Até lá ficamos no aguardo dos esclarecimentos de Pinteiro.Análise de DUDA LOPES para Máquina do Esporte
Não há muita dúvida: tecnicamente, a bola irá sofrer na Copa do Mundo
com 48 times, pelo menos na fase de grupos. Mas, mais do que uma
valorização financeira em curto prazo, o futebol tem a ganhar de maneira
geral.
A verdade é que a Copa do Mundo atual, mesmo bastante inchada, ainda é um clube seleto. PaÃses grandes e ricos têm problemas para chegar nela. E, sem estar presente, o desenvolvimento do esporte nesses paÃses fica bastante prejudicado.
Em termos de comparação, seria como pensar no crescimento do vôlei no Brasil sem a participação do paÃs nos Jogos OlÃmpicos, especialmente nos anos 1980. Dificilmente ele seria o que é hoje no paÃs.
Caso a estratégia dê certo, a Copa do Mundo poderá ser prejudicada, mas todas as outras competições serão engrandecidas. Desde a Liga dos Campeões, com os olhos ainda mais atentos do mundo, até as ligas regionais, de paÃses emergentes na bola.
Vale a lembrança que, apesar de ser o esporte mais popular do mundo, o futebol ainda é preterido em paÃses como China, Ãndia, Japão, Venezuela, Austrália entre outros. Isso sem considerar Estados Unidos e Canadá. Aliás, China, Estados Unidos e Japão são os três maiores PIBs do mundo.
Para nós, amantes do futebol, pode parecer uma iniciativa desastrosa. Mas talvez nossos filhos e netos venham a aproveitar um mundo ainda mais boleiro do que é hoje. E pensar nisso é também função da Fifa
CLAUDEMIR GOMES
O blog do amigo, José Joaquim pinto de Azevedo foi invadido por um hacker, fato que nos causou um prejuÃzo tremendo, pois estamos privados de uma das melhores leituras sobre o futebol. São tantos os assuntos, "borderôs", para serem dissecados pelo mestre, neste inÃcio de temporada, e estamos sendo castigados com a falta de suas análises. A impressão que temos, caro JJ, é de que passou um tsunami no futebol brasileiro. A devastação é geral, vai de Norte a Sul do PaÃs. De repente, passamos a enxergar uma realidade que nos apavora: a pobreza franciscana que tomou conta dos nossos clubes. Por imposição, ou seja, por falta de dinheiro, a moeda corrente neste inÃcio de ano é a da troca.
O Sport, único clube pernambucano na Série A do Campeonato Brasileiro, anuncia o atacante Marquinhos, do Internacional, como a primeira contratação da temporada. Os senhores do futebol leonino devem estar de ressaca do reveillon. Este profissional, desde que deixou o Vitória/BA, em 2009, passou por vários clubes e não conseguiu acertar o passo. Neste perÃodo participou de 127 jogos e marcou 12 gols. Ano passado o Sport investiu em vários atacantes e não obteve êxito com nenhum. Ao que tudo indica 2016 ainda não acabou para os gestores do clubes da Ilha do Retiro.
Apesar de não de ter acesso a boa leitura do blog de JJ, converso com o mestre todos os dias por telefone. Aliás, ele me repassou, por email, uma entrevista do atacante Grafite, ex=Santa Cruz. O profissional não poupou crÃticas ao Clube do Arruda. Fez algumas revelações que nos deixou perplexo por expor o excesso de amadorismo da gestão de um clube que disputava a Primeira Divisão Nacional. Aliás, José Joaquim sempre se mostrou intrigado com o fato de vários jogadores do Santa Cruz terem sido recrutados por clubes da Série A. Conclusão lógica: o problema não era a qualidade do grupo, e sim a estrutura do clube. Eis a causa maior do descenso.
Tenho visto alguns jogos da Copa São Paulo, a famosa "Copinha", e confesso que, nas partidas que assisti, nenhum garoto me chamou a atenção com seu talento diferenciado. A pobreza técnica do torneio também foi observada pelo mestre José Joaquim. Pior que isso só a condição dos campos nos quais estão sendo disputados os jogos da primeira fase do Pernambucano. O responsável pelas vistorias tinha que ser exonerado do cargo. Mas como o Estadual passou a ser tratado como subproduto, fica difÃcil cobrar coisa melhor.
Enfim, a temporada começa sem fatos que nos deixe otimistas. Os telejornais foram transformados em resenhas policiais. A coisa está feia mestre JJ.
CLAUDEMIR GOMES
Não seria justo afirmar que a Federação Pernambucana de Futebol não vistoriou os estádios nos quais estão sendo disputados os jogos do Campeonato Pernambucano, iniciado nesta quarta=feira. Mas, a julgar pelo que nos foi repassado pela mÃdia = jornais, rádios, televisão, blogs...= podemos assegurar que tudo foi feito na base do faz de conta. Contra imagens não há argumentos. E a avacalhação da guerra começa com essa flexibilização na vistoria. A forma de disputa do Estadual é excludente e devastadora. E bastou apenas uma única rodada, a primeira, para escancarar a degradação do futebol do Interior. A partir do momento em que o Campeonato Pernambucano foi reduzido a um hexagonal, o que acontece sem as presenças de Sport, Náutico e Santa Cruz é subproduto. Nem a embalagem presta para enganar o público consumidor.
A precariedade dos estádios do Interior é fato. Não pode ser contestada. Este é apenas um dos reflexos da forma equivocada, da negligência como a interiorização vem sendo tratada pelos gestores da FPF. Se questiona muito quando um dos grandes clubes da Capital admite a possibilidade de disputar a competição estadual com um grupo de jogadores formado na divisão de base, poupando o elenco de profissionais. Diante do que foi exposto na primeira rodada do Pernambucano surge a pergunta: Seria uma atitude racional ou irracional de Sport, Náutico e Santa Cruz escalarem seus melhores jogadores para atuarem em campos tão precários, expondo os profissionais ao risco de contraÃrem graves lesões?
à possÃvel que apareça algum advogado do diabo com o argumento cretino de que "esta é a realidade do futebol brasileiro". E daÃ? Por se tratar de um mal nacional não quer dizer que somos obrigados a aplaudir o espetáculo do circo dos horrores. A corrupção também é um mal da polÃtica nacional e é abominada pela maioria da população. Consegui, via internet, ouvir um pouco da transmissão do jogo Salgueiro 2x0 Serra Talhada, que sofreu uma paralisação de 30 minutos por falta de energia elétrica no estádio. Neste espaço de tempo, jogadores de ambos os times não pouparam crÃticas ao péssimo estado do gramado.
E assim vamos testemunhando o ocaso do Estadual.