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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
O amistoso da Seleção Brasileira com a Colômbia, na próxima quarta=feira, no Engenhão, no Rio de Janeiro, abriu um leque de possibilidades, uma vez que, o técnico Tite somente iria convocar profissionais que estivessem atuando em clubes brasileiros. Dessa forma, não foram poucos aqueles que sonhavam em vestir a camisa de uma das seleções mais importantes do planeta. Naturalmente que, em condições normais, ou seja, se o treinador tivesse a prerrogativa de chamar jogadores que atuam em clubes europeus, ou de outros continentes, muitos dos que figuram na lista para "o jogo da amizade" estariam de fora. Mas partindo da premissa de que "futebol é momento", quem foi convocado dará o máximo de si neste momento de grande visibilidade.
Diante das possibilidades havia uma expectativa sobre as convocações de Rithely e Diego Souza. Os belos gols, as boas partidas realizadas por Diego Souza no Brasileiro 2016 e a condição de um dos artilheiros da competição levaram o atacante leonino a ganhar a preferência do treinador brasileiro. A concorrência para o volante era maior, fato que nos levava a quase certeza de que ele estaria de fora da lista. Esta será a terceira vez que Diego Souza vestirá a camisa da Seleção Brasileira. Ele havia sido convocado para um jogo com a Argentina, em 2001 e para uma partida contra a BolÃvia, em 2009. Uma convocação que, além de massagear o ego do atleta, é bastante positiva para o clube e para o futebol pernambucano. A última vez que um jogador vinculado a um clube pernambucano foi convocado para a Seleção Brasileira de profissionais, foi em 2001, quando o técnico a época, Emerson Leão, chamou Leomar para a disputa da Copa das Confederações, que serviu para testar a estrutura da Copa de 2002.
Veja a lista completa
Goleiros
Alex Muralha (Flamengo)
Danilo Fernandes (Inter)
Weverton (Atlético-PR)
Laterais
Fabio Santos (Atlético-MG)
Fagner (Corinthians)
Jorge (Flamengo)
Marcos Rocha (Atlético-MG)
Zagueiros
Rodrigo Caio (São Paulo)
Pedro Geromel (Grêmio)
Luan (Vasco)
Vitor Hugo (Palmeiras)
Meio-campo
Camilo (Botafogo)
Diego (Flamengo)
Henrique (Cruzeiro)
Rodriguinho (Corinthians)
Walace (Grêmio)
Willian Arão (Flamengo)
Gustavo Scarpa (Fluminense)
Lucas Lima (Santos)
Atacantes
Dudu (Palmeiras)
Diego Souza (Sport)
Luan (Grêmio)
Robinho (Atlético-MG)
Blog do MENON
A contratação de Felipe Melo transcende ao futebol. Vai dar muito o que falar também fora de campo. Em sua apresentação, ele mostrou-se como um jogador esclarecido e com intuito de confrontar jornalistas. A Imprensa, como ele diz. Eu acho ótimo. Contestação e discussão sempre fazem bem. Traz a luz. Dialética.
O problema é que a contestação de Felipe Melo se baseia em mágoa e vai além da discussão teórica. Ele, que não se julga violento, vai com os dois pés (ou duas bocas?) e busca o lado pessoal de quem considera inimigo. Foi assim com Zé Elias. Foi assim com Renato MaurÃcio Prado. E, dizem, foi assim com Neto. Não ouvi.
Também discordo quando ele fala "a imprensa", como uma entidade unitária. Não existe "a imprensa". Existem jornalistas e cada um tem o seu pensamento. A grande maioria convergiu quando colocou Felipe Melo como o culpado pela eliminação do Brasil na Copa. Eu acho que ele foi o maior culpado, sem dúvida. O Brasil dominou o primeiro tempo, Robinho fez um gol (passe genial dele, Felipe Melo) e depois piorou muito. Julio Cesar errou, o jogo ficou equilibrado, com Sneijder dando um show. E Felipe Melo, após uma falta violentÃssima, foi expulso.
Sou contra a caça às bruxas, mas é preciso apontar um culpado. Foi ele. Se não tivesse feito a falta, se não tivesse sido expulso e o Brasil vencesse, ele seria aclamado pela maioria dos jornalistas e brasileiros, como o herói do jogo. Como um volante moderno, que deu um passe de Gerson de Oliveira Nunes. Não foi. E, é preciso repetir, seu erro foi fundamental para a eliminação do Brasil.
Felipe Melo, que chegou falando grosso, dizendo que vai bater na cara de uruguaios no Uruguai, precisa ser valente também para assumir seu erro. Aliás, eu não entendi a frase: vou bater na cara dos uruguaios com responsabilidade para não ser expulso. Então, faltou responsabilidade em 2010?
A mágoa contra "a imprensa" faz Felipe Melo ver coisas que não existem. Seria ótimo se existisse, mas não é o caso. "Eu acho que a classe (dos jogadores) é uma classe muito desunida. Vocês, jornalistas, são muito unidos. Se um jogador fala mal de qualquer um de vocês, vocês se unem e vão contra. Nós, jogadores, somos bobos, porque temos que ser mais unidos".
Ora, Felipe, se a classe fosse tão unida assim, não aceitaria a ditadura dos assessores de imprensa (que também são jornalistas) e talvez tivesse um piso salarial maior.
Mas, mesmo tendo suas crÃticas baseadas no caldo de cultura da mágoa e mesmo tendo uma visão equivocada da "imprensa" como algo único e coeso, Felipe acertou quando falou no exagero das crÃticas pesadas. Disse que jornalistas chamam jogadores de "songamongas". Nunca ouvi, mas já ouvi pior. Já li coisa pior.
Limpeza, por exemplo. Um dos orgulhos da minha carreira é nunca haver usado esse termo para me referia à uma dispensa de vários jogadores ao mesmo tempo. Jogador não é lixo. Felipe está certÃssimo. Precisa haver respeito e jornalista precisa saber seu limite. Eu me lembro de um narrador que se negava a dizer o nome de Edmundo. Falava apenas "o número sete" do Palmeiras. E dizia, alto e bom som, que "a respeito dele, só falo dentro de campo". Uai, mas onde mais? Que direito, ele teria fora do campo, fora do aspecto essencialmente profissional? Ele acerta também ao falar que não vai generalizar, mas, reparem que repete a todo momento: vocês são isso, vocês são aquilo%u2026
Felipe também disse não precisar da relação com jornalistas. "Nunca precisei de imprensa para nada. Nunca precisei ir em programa de TV para ficar famoso ou ganhar isso ou aquilo. Sempre precisei de Deus. à ele que me capacita. E da minha famÃlia". O problema aÃ, e não estou falando dele, é que muitos jogadores procuram a aproximação quando necessária. Como os jornalistas ficam sabendo que o jogador foi levar ovo de páscoa para crianças doentes? Porque eles avisam. Dias antes. Repetidamente. Pedem. Não seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e não praticam o bem sem olhar a quem. Fazem e avisam para todo mundo. E eu duvido que comprem os ovos de páscoa. Não colocam a mão no bolso, não.
Por fim, o último desabafo de Felipe Melo é uma lição, a meu ver, de como deve ser a relação entre jornalista e jogador. "Sei que quando eu fizer jogada boa, vão falar ''o Felipe é bom'', quando eu fizer falta vão falar ''o Felipe é maldoso''. Antes isso me preocupava, hoje entra pelo meu ouvido e sai pelo outro".
Mas, não tem de ser assim? Se jogar bem, é elogiado, se for expulso, será criticado. Qual é o problema?
Que os jornalistas e Felipe Melo cheguem a um consenso. Que haja justiça para ambos. Que não seja a justiça obesa retratada pelo escultou dinamarquês Jens Galchiot, com o povo pobre carregando uma justiça mórbida e lenta, favorece apenas o mais poderoso.
CLAUDEMIR GOMES
O fato de Givanildo Oliveira, Emerson Leão, Eduardo Baptista e outros técnicos que se destacaram no futebol brasileiro terem iniciado suas respectivas carreiras no Sport, não garante que o atual treinador leonino, Daniel Paulista, venha a ter uma carreira exitosa no comando do rubro=negro pernambucano. No seu primeiro teste foi reprovado ao revelar uma imaturidade que pode vir a ser um complicador nesta fase de afirmação.
Daniel Paulista se sentiu incomodado com o fato do técnico da Seleção Brasileira Sub=20, Rogério Micale, ter revelado, em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, que "o único clube que gostaria de treinar era o Sport". A revelação tem que ser vista como um elogio ao trabalho que se desenvolve no clube da Ilha do Retiro.
A insegurança e a imaturidade do novo treinador lhe levou a julgar a declaração como "desnecessária e deselegante". Bom! Micale não precisa de emprego, pois dirige a seleção nacional campeã olÃmpica. A julgar pelo primeiro passo, Daniel Paulista, ainda não percebeu que existe uma distância muito grande entre ser jogador e treinador. O tempo que passou na cozinha como auxiliar técnico não foi suficiente para lhe repassar tal ensinamento. No trato com as palavras, ele deu a primeira pisada de bola como técnico de um clube de Série A, deixando claro que ainda não tem embocadura para tocar tal instrumento.
CLAUDEMIR GOMES
Após a disputa da quarta rodada do Campeonato Pernambucano, fase inicial que reúne oito equipes do Interior e mais o América, o Salgueiro aparece como lÃder isolado da competição com 9 pontos ganhos e um aproveitamento de 100%. Uma vitoria sobre o América, quarta=feira, classifica o Carcará para o hexagonal do tÃtulo a duas rodadas do final da fase inicial do Estadual. O Central é o segundo colocado na classificação geral com 7 pontos ganhos em 3 jogos disputados. Numa comparação direta de valores e estrutura entre os 9 clubes que participam desta fase de classificação, podemos afirmar que a lógica não foi contrariada, fato que nos leva a dedução lógica de que teremos, mais uma vez, uma semifinal com o trio de ferro da Capital, Sport, Náutico e Santa Cruz e mais o Salgueiro.
O Central pode vir a ser o fato novo. No próximo domingo a Patativa voa até Salgueiro para medir força com o Carcará. O confronto será o teste maior dos dois times nesta fase de classificação, e nos mostrará "quem tem garrafa para vender", como diz o narrador, Bartolomeu Fernando, da Rádio Globo. A previsão é uma das consequências do modelo da disputa, que é atribuÃdo ao calendário nacional. Afora os três grandes clubes da Capital, que disputam as Séries A e B do Brasileiro, apenas o Salgueiro disputa a Série C, se mantendo em ação durante quase toda a temporada. Os representantes do Estado na Série D nunca conseguem avançar até a fase final da competição, o que abrevia e aumenta o perÃodo em que fica inativo. Enfim, dos clubes do Interior o Salgueiro é o único criou musculatura para dar um salto de qualidade. Tal evolução lhe levou a disputar uma edição da Série B e edições da Copa do Nordeste.
Independente da tragédia que o transformou num dos clubes mais conhecidos do planeta, a Chapecoense sempre foi adotada pela cidade de Chapecó. Isto era fato notório. Fato parecido acontece com o Salgueiro. O Carcará foi adotado pela cidade. Sabemos que falta um trabalho efetivo de marketing no sentido de estreitar a relação clube/torcedor. Isto é um sentimento de bairrismo. O sertanejo tem que ser provocado e sentir: "O Salgueiro é coisa nossa". Esse é o caminho. O Central deu inÃcio a contagem regressiva para o centenário. Apesar do clube ter sua legião de torcedores, torcida organizada e tudo o mais, sentimos que a cidade de Caruaru nunca adotou o clube como deveria, ou como gostarÃamos que adotasse. Apesar da idade, e ter sido, durante muito tempo, a quarta força do futebol pernambucano, o alvinegro da Terra do Forró sempre foi carente de um apoio mais efetivo do torcedor caruaruense. O apoio local foi um dos fatores que levou o Carcará a desbancar a Patativa como a quarta força do futebol estadual.
Blog do RODRIGO MATTOS
Após 48 dias do acidente de avião que matou a maior parte de seu time, a Chapecoense tem um elenco praticamente pronto para a temporada 2017. Houve cessão gratuita de jogadores, houve contratações com investimento em dinheiro, houve incorporação da base e um orçamento como diretriz. Até que se chegou a um grupo de cerca de 30 atletas. à o que conta o diretor de futebol, Rui Costa."Teremos um elenco já fechado para o amistoso com o Palmeiras. Era esse nosso objetivo. Depende agora da avaliação do Mancini (técnico) na pre-temporada de atletas da base para saber se haverá outros jogadores contratados. E o grupo que pode ser enxugado", disse o dirigente. Ou seja, pode ser que chegue mais uns poucos reforços, e que atletas jovens voltem à base.
No total, a Chapecoense contratou 21 ou 22 jogadores nas contas de Rui Costa. E não foram todas chegadas fruto de benemerência de times grandes. O time catarinense escolheu quem queria e investiu dinheiro para comprar direitos de alguns.
"Fizemos alguns investimentos na aquisição de direitos em jogadores que tiveram o perfil de que podem ser revendidos. Outros vieram emprestados com opção de compra. Nosso objetivo é transformar a Chapecoense em um time comprador no futuro. Agora, há jogadores que vieram só pelo aspecto técnico, emprestados, porque não terÃamos como comprar", justificou.
Entre as cessões, o Palmeiras foi quem mais ajudou com três jogadores. Houve ainda dois atletas do Cruzeiro. Na maioria dos clubes que se dispuseram a contribuir, chegou um jogador. Sempre quando houvesse cessão de atletas foi dos que interessavam a Chapecoense: não vinha qualquer um indicado.
Além disso, foram incorporados entre oito e onze atletas da divisão de base, sendo utilizados os que eram considerados mais prontos para o profissional. O time que faz boa campanha na Copa São Paulo, portanto, é um bem novo e não deve ser aproveitado. Rui Costa explicou que é perceptÃvel a diferença fÃsica deles para as outras equipes.
Em toda a construção do time, houve um respeito ao orçamento implantado pela Chapecoense. O valor destinado ao futebol foi maior pela necessidade de remontagem, inclusive de todo o departamento de futebol como profissionais de comissão técnica.
"Houve uma diretriz muito clara do orçamento. Mas não podemos trazer tantos jogadores e não ter um gasto maior. à um orçamento com essa particularidade", disse o dirigente da Chape. E completou: "Estou acabando uma planilha, mas devemos ficar próximo da meta."
A necessidade de montar um grupo mais robusto de 30 atletas tem relação com o alto número de jogos que enfrentará a Chapecoense na temporada. O time deve entrar em campo 70 vezes por estar classificado à Libertadores, e isso pode aumentar a 80 se houve avanço às finais. Essa trajetória começa no amistoso diante do Palmeiras.