Histórico
Acontece
Uma quarta-feira recheada de futebol
postado em 24 de janeiro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

O cardápio do futebol para esta quarta-feira atende a todos os gostos: final da Copa São Paulo de Futebol Júnior; última rodada da primeira fase do Campeonato Pernambucano; estreia de Sport e Santa Cruz na Copa do Nordeste e, por fim, o amistoso da Seleção Brasileira com a Colômbia, no Engenhão, no Rio. É para saciar a sede de qualquer torcedor. Dentro de seus respectivos universos, todos os jogos têm seus atrativos. Evidente que, para nós pernambucanos, as coisas nossas nos chamam a atenção.

Ontem, em conversa com o experiente jornalista, Amaury Veloso, com quem trabalhamos por mais de duas décadas no Diário de Pernambuco, ele nos revelou um sentimento do qual comungo: a pouca divulgação, este ano, da Copa do Nordeste. Embora a competição siga recebendo toda a atenção do Canal Esporte Interativo, que sempre deu uma boa cobertura ao futebol da região, observamos que falta uma empolgação maior do torcedor para com o torneio que vem tomando o espaço dos estaduais.

Acompanhamos todas as edições da Copa do Nordeste. Confesso que o modelo mais interessante da disputa foi o utilizado na primeira edição, em 1994. Todos os jogos foram levados para um único Estado %u2013 Alagoas %u2013 seguindo o modelo da Copa do Mundo. A edição foi um sucesso, embora o modelo não tenha sido repetido. Apesar das mudanças a disputa seguiu sendo exitosa até que houve um hiato por conta de um desentendimento entre os promotores e a CBF. No seu retorno aconteceu um inchaço que provocou a queda da qualidade técnica. Sempre que se aumenta o número de participantes em uma competição à queda da qualidade técnica é inevitável. Isto é fato. Com a Copa do Nordeste não poderia ser diferente. E assim será na Copa do Mundo a partir de 2016, quando o número de seleções saltará de 32 para 48. Um absurdo.

Acredito que o empobrecimento técnico venha a ser a causa maior do desinteresse dos torcedores neste início da competição que, nas suas primeiras edições registou bons públicos.

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Acontece
As boas análises estão de volta
postado em 24 de janeiro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Um hacker invadiu o blog do mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, e causou um estrago imensurável, visto que, nos privou de uma boa leitura por um bom período de tempo. Mas como tudo tem começo e fim, o jejum acabou. O blog do JJ está de novo no ar para o deleite daqueles que gostam de boas análises sobre o desporto, em especial, sobre o futebol.

Aproveitamos e postamos um artigo que nos mostra o motivo principal de a maioria dos clubes brasileiros não conseguir dar continuidade a um crescimento que eventualmente tenha sido apresentado.

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Artigos
Quarteto Mágico
postado em 24 de janeiro de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Cesar Grafietti, executivo do Itaú BBA escreveu um artigo para o blog de Hiltor Mombach do jornal Correio do Povo de Porto Alegre, sobre a concentração de renda no futebol mundial e brasileiro, e na parte final desse, textualizou algo que sempre debatemos com os nossos visitantes, com respeito a gestão dos clubes.

Nenhum país do mundo tem tantos times considerados ¨grandes¨- há um aspecto que equilibra o desequilíbrio financeiro e, ao final, iguala a todos: gestão. Boa parte do equilíbrio se dá por conta da gestão e da oscilação entre elas. A má gestão do que recebem mais, destrói valor, enquanto gestões bem feitas agregam¨. Nada mais do que a verdade.

Dois exemplos sobre o tema. O Internacional com custos exacerbados, sendo rebaixado, e o Atlético-PR um time mediano com controle financeiro, classificado para a Copa Libertadores. Dois modelos de gestão bem diferenciados.

Existe um quarteto mágico que forma a base do sucesso de um clube de futebol: Planejamento, Comprometimento, Responsabilidade e Transparência. O Flamengo adota esse modelo, mas, a maioria dos gestores desconhecem a sua importância.

O planejamento é a base de tudo. É o começo, o meio e o fim. Tem que ser feito pelo menos para cinco anos, com algumas mudanças no seu curso nesse período, e com objetivos delineados. O equilíbrio das contas, entre receitas e despesas é fundamental.

Um clube para montar o seu elenco, deve levar em conta os recursos que estarão nos seus cofres durante a temporada, e comprometer as receitas do setor até no máximo de 60% de suas entradas. Nunca antecipar recursos.

Jogador caro não é a solução, e na maioria das vezes não resolve. O elenco deve ser uniforme, linear e com salários dignos dentro das suas condições.

O comprometimento é peça fundamental. Tanto dos dirigentes, como dos torcedores, como da cidade-sede e em especial do elenco, que podem cumprir os objetivos traçados.

O terceiro item é o da responsabilidade, que se reproduz nas ações tomadas, com os devidos pés no chão, com profissionais gerenciando os setores, sem sonhos mais altos do que a realidade, tudo dentro do seu limite.

No final, o quarto componente, que é por demais importante, a transparência, com todas as ações sendo divulgadas nas mídias, sem subterfúgios ou cláusulas confidenciais, que é coisa dos espertos. Os balancetes publicados, documentos à disposição dos associados, e tudo apresentado de forma clara e cristalina.

Essa é a receita que deve ser aplicada por um clube que deseja ter vida longa, desde que não irá somar dividas, pois não terá necessidade de faze-las, por conta do cumprimento do orçamento, e de fácil implantação, mas para que isso aconteça existe a necessidade de bons profissionais em suas gestões, de dirigentes sérios que queiram a evolução dos seus clubes e não as suas.

No lugar de dezenas de contratações inócuas, esse quarteto mágico deveria ser contratado.

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Futebol Pernambucano
Temporada de caça
postado em 23 de janeiro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A temporada de caça começou neste final de semana para os clubes recifenses, e termina com o Campeonato Pernambucano. Esta é a nossa realidade, como diz o mestre cartunista, Humberto Araújo. Santa Cruz e Sport animaram suas torcidas com as conquistas das Copas Asa Branca e Ariano Suassuna, respectivamente. Títulos que servem para apimentar uma rivalidade que é o maior tempero da competição estadual. O trio de ferro da Capital, Náutico, Santa Cruz e Sport estreiam neste meio de semana na Copa do Nordeste, disputa onde eles também têm chance de levantar o título.

Os torcedores mais exigentes de Náutico e Santa Cruz podem defender a tese de que, na Série B, alvirrubros e tricolores, se bem preparados, surgem como postulantes ao título. O problema é que a história nos mostra uma realidade bem diferente. O único título do Brasileiro da Série B no currículo do futebol pernambucano foi conquistado pelo Sport em 1990. Vamos torcer para que, 27 anos depois tal façanha seja repetida por Náutico ou Santa Cruz. Bom! Vale lembrar que estamos falando em título, não em acesso.

Quando o assunto fica restrito à conquista do título, a discussão gira em torno do futebol de resultados, o que é válido, pois é o que se cobra em disputas relâmpagos como as copas que foram disputadas no final de semana por tricolores e rubro-negros. As duas maiores torcidas do Estado estão rindo à toa. Caso uma das duas não tivesse festejado o título que disputou, a gréa estava correndo solta pelas ruas das cidades. Coisa da rivalidade. E o futebol apresentado por Santa Cruz e Sport foi convincente? Alguém poderia perguntar. Sugiro que evitem comparações. Em início de temporada falta ritmo de jogo e condicionamento físico às equipes. A ausência de entrosamento é outro fator prejudica o esporte coletivo.

Existe uma distância técnica muito grande entre o grupo de jogadores com o qual o Santa Cruz disputou a Série A, ano passado, e o grupo recrutado para o desafio desta temporada. Primeiro é primeiro em qualquer lugar do mundo. Portanto, não vamos exigir que um time montado para disputar a Série B seja tão bom quanto um que foi formado para encarar o maior campeonato do País.

A Copa do Nordeste começa a ser disputada amanhã e o Pernambucano no final de semana. Em jogo os títulos mais importantes da nossa temporada de caça. Afinal, para os nossos clubes, títulos nacionais são coisas raras e pontuais.  

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Acontece
O mestre CARLOS ALBERTO SILVA
postado em 20 de janeiro de 2017

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CLAUDEMIR GOMES

 

Com muita tristeza recebemos a notícia da morte de Carlos Alberto Silva, um dos amigos que o futebol nos presenteou, e que nos repassou muitos conhecimentos. A simplicidade era uma de suas marcas registradas. Ganhou notoriedade no futebol brasileiro quando conquistou o título nacional no comando do Guarani de Campinas. Treinou grandes clubes e a Seleção Brasileira. Mas foi aqui, quando de suas passagens pelo Santa Cruz e pelo Sport que estreitamos nossa amizade. Nosso último encontro foi ano passado, quando da festa de lançamento do livro, Santa Cruz de Corpo e Alma, no Arruda.

Carlos Alberto sempre me dizia que sua grande frustração foi não ter conquistado o título do Campeonato Pernambucano com o Sport. "O presidente, Roberto Massa, me deu tudo, ele merecia aquele título", revelava sempre que tínhamos a oportunidade de relembrar fatos que marcaram nossa convivência. Além de João Caixero de Vasconcelos e Rodolfo Aguiar, ele tinha uma admiração especial por Adonias de Moura, a época editor de esportes do Diário de Pernambuco. Teve também desafetos. Quando treinava o Santa Cruz se desentendeu com o presidente Vanildo Ayres. Quando o Santa conquistou o título de tri=super=campeão Ayres foi abraçar o treinador no vestiário e ele se negou a receber o cumprimento do presidente.

Em 1987, a Seleção Brasileira foi convidada para disputar a Copa Stanley Rous, no Reino Unido, e programou três amistosos: um na Irlanda, um outro em Helsinque, na Finlândia e um em Tel=Aviv, em Israel. Nosso editor, Adonias de Moura, eu e o fotógrafo, Maurício Coutinho, fizemos esta cobertura. Fred Oliveira, então presidente da Federação Pernambucana de Futebol, foi um dos convidados da CBF nesta excursão. O Brasil empatou (1x1) com a Inglaterra e venceu a Escócia (2x0), resultados que lhes deram o título do torneio. Nos amistosos, a equipe comandada por Carlos Alberto Silva perdeu para a Irlanda (1x0), venceu a Finlândia (3x2) e goleou Israel (4x0). Durante toda a excursão Carlos Alberto Silva teve em Adonias uma espécie de conselheiro. Sempre que tinha de tomar alguma posição consultava o editor do DP, ao qual ele tinha admiração e respeito.

A excursão a Europa serviu de preparação para a Copa América que foi disputada na Argentina. Se dentro de campo a seleção começava a apresentar um acerto através do trabalho de reformulação iniciado por Carlos Alberto Silva, nos bastidores o caos tomava proporções que fugiam ao controle. O futebol era controlado por Nabi Abi Chedid, que não comungava do mesmo pensamento do presidente da CBF, Otávio Pinto Guimarães. Essa espécie de Torre de Babel chegou ao vestiário onde era notória a insatisfação do grupo de jogadores, coisa que não foi bem administrada pelo treinador. A goleada sofrida pelo Brasil (4x1) para o Chile, culminou com a queda de Carlos Alberto.

No dia seguinte a esta "tragédia", quando chegamos à concentração da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Silva chamou Adonias de Moura e pediu a ele para acalmar o assessor de imprensa da seleção, Robério Vieira (Gata Mansa), que passara a noite bebendo e estava revoltado com o comportamento de alguns jogadores, que na opinião dele, havia feito corpo mole. São muitos os episódios vivenciados com Carlos Alberto Silva, e que gostávamos de relembrar sempre que tínhamos oportunidade.

Passagens que agora guardo na minha lembrança.

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