Histórico
Futebol Brasileiro
Eles estão chegando
postado em 20 de dezembro de 2016

JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com


Os estaduais estão chegando em alguns estados da União, e com eles o atraso, a mesmice, do nada para o nada.

Ano após ano nada se fez para mudar o sistema, objetivando algo melhor para que os clubes menores, a maioria do interior, possam ter um futuro promissor.

Qual a alegria de um time disputar no mês de janeiro um turno classificatório para o estadual, quando seis irão hibernar durante o resto do ano? Não enfrentarão um clube da capital na temporada. Uma cabeça normal não consegue assimilar fatos como esses.

Quantos modelos existem pelo mundo afora que contemplam as atividades futebolísticas durante 10 meses, com clubes perenes, disputando as diversas séries? Existe espaço para cada um, mas esses devem ter pelo menos o mínimo do necessário para a disputa de uma competição de bom nível. 

Há pouco tiveram o acesso à maior divisão de nosso estado dois clubes,  Afogados da Ingazeira e Flamengo de Arcoverde, que irão disputar um pré-campeonato no próximo mês. Mal acabou uma Segunda Divisão fraca, sem maiores objetivos, e de imediato esses entrarão numa disputa entre nove clubes por três vagas para a fase final da competição.

Quais as estruturas desses times? Os estádios são precários, sem as condições para a disputa de um campeonato profissional. Um amadorismo total.

A alegação dos cartolas que dirigem as federações estaduais, é que tal evento protege os clubes menores e não os deixam morrer.

Uma bobagem sem limite, desde que jogar 60 dias no ano para a maioria é o caminho para o inferno. Quantos já fecharam as portas?

O mundo globalizou, e o esporte tornou-se nacional e internacional, e por conta disso os muros dos estados foram derrubados, para dar lugar as várias divisões nacionais, alocando os clubes com maiores condições.

A municipalização bem feita do futebol é uma necessidade. Essa será a formatadora do futuro, com a apresentação de novos talentos, e sobretudo o fortalecimento dos seus times.

A Quinta Divisão Nacional é necessária. Poderia ser regionalizada para abrigar os clubes que disputam as primeiras divisões dos estados e que não estão nas demais competições. Esses teriam a chance de atuar por uma temporada completa. As Series C e D deveriam ser reformuladas para a adoção dos pontos corridos. 

Se existem recursos para a sustentação dos altos salários dos cartolas do Circo, certamente esses poderiam ser carreados para o futebol nacional, que é a função dessa entidade.

Os municipais ficariam no lugar dos estaduais, criando assim um objetivo maior para os representantes das diversas cidades. Obvio é que esses deveriam comprovar as suas capacidades de que poderiam participar.

Estadual não representa mais nada no contexto. Os clubes maiores jogam por jogar, os menores são sacrificados, pagam para atuar, e a vida continua cada vez pior do que a do Brasil atual.

Ou mudamos, ou todos irão morrer de inanição. 

Para o torcedor todo o cuidado, desde que ¨ELES ESTÃO CHEGANDO¨.

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Futebol Brasileiro
De volta à realidade
postado em 05 de dezembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Comoção dura enquanto dura a comoção. Aos poucos se volta à realidade, que sem dúvida é difícil para as familias que perderam seus entes e amigos, no caso da Chapecoense, mas a luta continua com mais força.

O jornal Extra-RJ publicou na sua edição de ontem uma entrevista com Hélder Lopes, ex-presidente do Brasil de Pelotas-RS, na época de um acontecimento com o ônibus que transportava o time, com a morte de três dos seus integrantes e deixando 26 feridos, no dia 15 de janeiro de 2009.

Embora as proporções sejam bem diferentes com o que aconteceu com o clube catarinense, as palavras do dirigente poderão servir de alerta para aqueles que estarão no seu comando após a tragédia.

Muitas vezes em casos como esses, as promessas se tornam apenas promessas. Segundo o ex-presidente do time gaúcho, a reconstrução do clube teve capítulos difíceis, mas essa atingiu o ápice no ano de 2015, com o acesso a Série B, e a boa campanha na temporada de 2016.

Logo após o acidente, as primeiras atividades foram ligadas as pessoas que foram atingidas, e o futebol foi deixado para uma segunda étapa, muito embora o clube tivesse a necesidade de continuar desde que precisava de patrocinadores para a sua sobrevivência, e com uma competição para disputar.

A comoção ficou longe do que foi presenciado com a Chapecoense, desde que esse era um clube da maior divisão nacional, mas as promessas recebidas pelo time gaúcho foram imensas, e poucas cumpridas. Baixou a poeira e entraram no esquecimento.

Os únicos apoios recebidos foram da Federação Gaúcha de Futebol, do então Clube dos 13 e de patrocinadores locais. O Botafogo fez um amistoso na cidade, com a renda revertida para os familiares atingidos.

¨Ouvimos muitas promessas, mas poucos foram cumpridas. Faltou sensibilidade. A CBF não mandou nem uma carta para o clube- lamenta o ex-presidente.

O elenco foi montado em menos de um mês, para a disputa do Campeonato Estadual. O Grêmio emprestou alguns atletas e outros foram contratados. O técnico Claudio Duarte se ofereceu para comandar a equipe sem receber salário.  

Eram dois elencos: um em campo e outro no hospital. Apesar das dificuldades, o clube não deixou de cumprir a sua responsabilidade com as duas partes¨.

No final o time foi rebaixado no Gaúcho, mas a reconstrução seguiu em busca de coisas boas, e o resultado chegou nessa campanha de 2016.

A cidade de Pelotas tem uma população maior do que Chapecó, com 343 mil habitantes, e essa abraçou a causa do seu principal clube. Após a tragédia um grupo de torcedores criou a ¨Associação Cresce Xavante¨. Sem fins lucrativos a entidade abraçou o clube em seu momento mais difícil.

Como as promessas de fora não foram cumpridas, a torcida teve um papel importante nessa reconstrução, inclusive na parte estrutural.

Na realidade um bom exemplo, e que seis anos após a tragédia, a Associação continua ativa, sendo forte no auxílio ao Brasil, principalmente na reforma do estádio , que inagurou a sua ampliação no último jogo em casa pela Série B, com uma vitória contra o Vasco da Gama.

A Chapecoense tem todas as condições de um ressurgimento, em especial por conta do apoio da população de Chapecó que abraçou o clube durante a sua história.

Uma entrevista que ensinou os caminhos a serem seguidos.

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Santa Cruz
Para o sonho de tornar realidade
postado em 03 de dezembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A nova ordem nos mostra que, mesmo para se usar velhas receitas é necessário novos equipamentos. Eis a razão pela qual levanto um brinde aos dirigentes da Comissão Patrimonial do Santa Cruz que, sexta=feira começou a tirar do papel do projeto de construção do Centro de Treinamento Ninho das Cobras Rodolfo Aguiar, em homenagem a uma das maiores referências da história do clube tricolor. É o início de um novo tempo que coloca o Santa Cruz em sintonia com a realidade atual do futebol, onde a formação de novos jogadores é imprescindível, e vital, para a sobrevivência, soerguimento e manutenção de um clube de futebol que sempre buscou metas ousadas dentro do seu universo.

Ao receber uma série de fotos de uma Patrol executando o serviço de terraplanagem no terreno onde será construído o primeiro campo, invoquei o passado numa viagem saudosista. Tive o privilégio de participar da equipe que criou uma das maiores obras literárias do futebol brasileiro = Santa Cruz de Corpo e Alma = fato que levou a ter um conhecimento mais abrangente da história do clube mais popular do Estado. A história do Santa Cruz é pontuada por mutirões, e a construção do CT não será diferente. Todo o patrimônio físico do clube do Arruda tem a marca da participação popular através de doações, inclusive de mão de obra.

Futebolisticamente o Santa Cruz se recriou na segunda década do novo século, mas o clube precisa dar um segundo salto que somente será possível com a construção de um Centro de Treinamento. O período de maior crescimento do futebol coral foi na década de 70, quando teve por base a formação de jogadores. Todos os grandes clubes do futebol brasileiro têm o seu CT. O Tricolor do Arruda estava participando de uma corrida de ferrares a bordo de um fusca. A partir de agora é possível sonhar com um futuro competitivo, tal como aconteceu nos anos em que jogadores como Detinho, Gena, Levir, Pedrinho, Luciano, Zito, Givanildo, Ramon, Pio, Mirobaldo... encantavam o futebol brasileiro vestindo a camisa coral.

É certo que um empreendimento de tamanha envergadura não ficará pronto da noite para o dia, mas a construção do primeiro campo representa a criação de um novo ninho que, por certo dará muitos cobras para o futebol pernambucano e brasileiro.

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