Histórico
Futebol Brasileiro
As arenas da Copa e a corrupção
postado em 06 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


A revista Veja sistematizou os nomes que estão sendo investigados no esquema de corrupção dos estádios da Copa:

MANÉ GARRINCHA- José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz e Tadeu Filipelli.

ITAQUERÃO- Lula e Andrés Sanchez.

MARACANÃ- Sergio Cabral.

ARENA AMAZÔNIA- Eduardo Braga e Omar Aziz.

ARENA DAS DUNAS- Henrique Alves e José Agripino Maia.

Uma verdadeira goleada da corrupção.

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Brasileiro Série A
Para se livrar da lanterna
postado em 03 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Santa Cruz e América/MG disputam domingo, no estádio do Arruda, aquele que podemos chamar de "o jogo da lanterna". Os dois clubes ocupam as duas últimas posições na tabela de classificação, e a queda para a Série B já está sacramentada para ambos como castigo pelas campanhas bisonhas que descreveram na Série A. Seguindo um raciocínio lógico, é possível afirmar que o confronto não atrai a atenção dos torcedores. No entanto, há controvérsias. Afinal, estamos falando da torcida do Santa Cruz, que no seu imaginário encontra motivações que contrariam a lógica.

Os tricolores já encantaram o planeta futebol quando o Santa Cruz disputava a Série D, quarta divisão nacional, e em determinada partida foi registrado um público de 60 mil torcedores. Agora, quando tudo conspirava para o jogo = Santa Cruz x América/MG = ser o mais discreto da 34ª rodada do Brasileiro da Série A, os fieis amantes corais lançam o mote: "Pela Camisa". Mais que uma convocação de fidelidade, o apelo também funciona como uma ordem aos profissionais que ora vestem a camisa tricolor. A vitória é uma questão de honra, de pudor. O castigo para o 17º colocado é o mesmo para o 20º, ou seja, o rebaixamento. Contudo, o último colocado recebe o carimbo e o lacre de "lanterna" da competição. É como se fosse o último dos condenados. O profissional pragmático não analisa o cenário por tal ótica. Mas o apaixonado, o amante tricolor se sente torturado com o indesejado troféu. Coisa da paixão que jamais será desvinculada do futebol, por maior que venha a ser sua evolução.

O gesto, a atitude dos torcedores não isenta os gestores do clube de culpa pela desastrosa campanha na Série A. Se a lanterna vir a ficar nas mãos dos tricolores, é um troféu com a marca registrada deles, dos atuais dirigentes, que ainda estão pegando carona no movimento deflagrado pela torcida, anunciando que, a renda do jogo servirá para resgatar parte do débito que o clube tem com os funcionários administrativos.  

Não vamos sonhar com um milagre similar ao da multiplicação dos pães, mas quando se trata da torcida do Santa Cruz é sempre bom reservar um espaço para aquilo que chamamos de inimaginável.

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Artigos
O futebol desafia Lavoisier
postado em 03 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Na escola aprendemos a ¨Lei de Lavoisier¨, com sua famosa frase: ¨Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma¨. O futebol desafia essa teoria.

Esse esporte existe por mais de cem anos, e não consegue se transformar. As suas normas são estáticas. Diversos esportes discutem as aplicações de suas regras e os possíveis ajustes, visando a qualidade do espetáculo. No basquete a linha de três pontos, que depois foi ampliada, foi uma conquista dos atletas de menor porte, que já não conseguiam participar desse esporte. No voleibol, o libero, o set corrido. Avanços.

Há anos que estudamos os esportes em todos os seus segmentos, e não entendemos que o futebol permaneça estático, sem transformações em suas regras. Um pequeno grupo domina-o com conservadorismo, e barra qualquer tentativa de modernidade.

Na FIFA de tudo pode, inclusive corrupção, mas alterar as regras é um pecado mortal. Essas são como um dogma papal. Ninguém pode discuti-lo por conta de sua infalibilidade.

Embora o futebol seja o esporte com mais densidade de penetração, vem perdendo espaço para outros que resolveram se atualizar e modificar conceitos que estavam travando o progresso.

As modificações nas suas regras foram tão pequenas que pouco repercutiram nos jogos. Existem alguns pontos que poderiam ser testados que não iriam ferir os seus conceitos básicos, que certamente dariam uma maior movimentação e equilíbrio nos jogos de futebol.

Uma nova norma para o impedimento seria bem importante, quando passaria a ser contado apenas na linha da grande área em diante. Os gols que são a essência de um jogo iriam crescer, e com isso a empatia dos torcedores.

Outro ponto importante seria o aumento do número de substituições, de três para cinco, inclusive os goleiros em qualquer momento do jogo. Os conservadores fizeram uma modificação ridícula para o aproveitamento de mais um atleta nas partidas contempladas com prorrogação, que na verdade são resumidas. Hoje os bancos de reservas abrigam doze jogadores.

Fizemos uma experiência em Pernambuco nos campeonatos abertos, e constatamos que a substituição de cinco atletas durante o jogo, tornava-o mais movimentado, e com uma maior oxigenação.

Uma das maiores imbecilidades que acontecem em uma partida de futebol, está relacionada as expulsões de jogadores por conta de faltas sem gravidade, após a exibição de dois cartões amarelos. Perde o clube, perde o jogo, e perdem os torcedores.

Para uma atitude como essa, poderia haver uma substituição do apenado por um jogador do banco, entre os cinco que seriam utilizados. A expulsão só seria procedida em caso de uma falta grave. No Handebol o atleta é apenado com dois minutos no banco, sem substituto.

Com esse modelo proposto haveria a melhora do espetáculo, e atenuação da importância da arbitragem, permitindo que tenha mais tranquilidade no exercício da sua função. Existe uma pesquisa que mostra de forma clara que as expulsões tumultuam o restante do jogo, e motivam pressões aos seus mediadores.

São detalhes bem simples, e que aplicados dariam uma maior dinâmica ao futebol, fato esse que está faltando nos gramados.

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Sport
Para reviver 1987
postado em 01 de novembro de 2016

Resultado de imagem para fotos de Homero Lacerda


CLAUDEMIR GOMES

 

O novembro azul chega para acelerar o processo sucessório no Sport Club do Recife. No próximo dia 16 será publicado o edital de convocação para as eleições que acontecerão em dezembro. Até o momento nenhum nome foi oficializado como candidato a sucessor do presidente executivo, João Humberto Martorelli. A expectativa gira em torno do provável encontro de várias lideranças do clube, nesta terça=feira, no qual poderá ser anunciado o nome do ex=presidente, Homero Lacerda, como candidato ao executivo. Por tradição, já que não é regra, Martorelli passaria a ocupar a presidência do Conselho Deliberativo no próximo biênio. O ex=presidente, Luciano Bivar, se colocou a disposição para ocupar qualquer cargo, abrindo a possibilidade de ser formada a dupla, Homero/Luciano, que levou o Sport ao título mais importante de sua história: o Brasileiro de 1987.

Em meados de outubro, Luciano Bivar sugeriu o nome do empresário, Eduardo Monteiro, presidente do Grupo EQM, projeto inviabilizado devido aos muitos compromissos de Monteiro. O ex=presidente, Milton Bivar, que levou o Sport a conquista do título da Copa do Brasil em 2008, teve seu nome lembrado pelo atual presidente do Conselho, Jarbas Guimarães, mas a proposta não chegou a ser oficializada. O grupo capitaneado pelo ex=presidente, Wanderson Lacerda, pode lançar o ex=diretor de futebol, Fred Domingos como candidato.

No atual cenário Homero Lacerda aparece como o grande favorito dada a empatia do torcedor rubro=negro com o seu nome. O ano de 87 nunca acabou para o Sport. A história da conquista do título emblemático foi enaltecida pela luta travada nos bastidores, onde Lacerda se mostrou um guerreiro incansável na defesa dos direitos do Sport. As batalhas homéricas contra CBF, Rede Globo, Coca=Cola, Flamengo, Clube dos 13... o transformou em um ídolo. Em 2000, tendo Luciano Bivar como presidente, Homero Lacerda assumiu o comando do futebol leonino, e trouxe de volta a Ilha do Retiro, o técnico Emerson Leão, que havia comandado o Sport na exitosa campanha de 87. O clube da Ilha do Retiro fez uma campanha brilhante na Copa João Havelange, fato que levou o treinador a ser convocado para a Seleção Brasileira. Em 2006, Lacerda foi convocado, outra vez, para assumir o comando do futebol pelo presidente a época, Gustavo Dubeux. Naquele ano o Sport conquistou o título pernambucano e ascendeu a Série A após uma espera de quatro anos.

Como sempre acontece nas eleições do Sport, o surgimento de candidatos nanicos é inevitável. Na maioria das vezes as candidaturas são lançadas e funcionam como moeda de troca por algum cargo.

"Para reviver 87". Este deve ser o mote para o lançamento da campanha de Homero Lacerda.   

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Brasileiro Série B
A reta final da segundona
postado em 01 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


A 34ª rodada do Brasileiro da Série B será iniciada na noite de hoje com dois jogos. A sua conclusão dar-se-á no final da semana, completando 89,4% da tabela. Restarão apenas 12 pontos dos 114 que estavam em disputa.

O cenário do acesso está aberto para seis clubes, que irão ocupar as quatro vagas, com vantagens para o Atlético-GO e Vasco, com 99% e 92% de chances, respectivamente. Quatro equipes irão disputar as duas restantes, Avaí, Náutico, Bahia e Londrina.

O número mágico sem decisões pelos critérios técnicos é de 63 pontos, embora os 62 não devam ser descartados, com possibilidades de 50% para que isso possa acontecer, com o risco do desempate pelo regulamento.

Um tropeço será fatal para os disputantes, desde que o tempo de recuperação é escasso. A 34ª rodada que será aberta hoje tem um jogo bem importante para essa luta, envolvendo o Londrina x Paysandu.

O time paraense briga contra o carrasco da degola, enquanto o paranaense tem o G4 como meta. Um empate será trágico para a equipe da casa, desde que é o time que tem menos vitórias (14) entre os pretendentes. Numa decisão pelos critérios será derrotado.

Alguns detalhes estatísticos nos ajudaram para a formação de uma visão do que poderá acontecer. Os cinco melhores clubes do returno, pela ordem são: Avaí, Bahia, Atlético-PR, Náutico e Londrina.

Um fato que tem que ser destacado é o da performance do Vasco, que está 10ª colocação dessa etapa, com apenas 19 pontos ganhos em 32 disputados, aproveitamento de 45,24%, longe dos demais. Isso acendeu a luz amarela na Colina, mas na verdade por conta dos poucos jogos, o time vascaíno tem o acesso garantido.

Nas últimas 10 rodadas, o Avaí teve a melhor pontuação (25), seguido pelo Náutico (23), Atlético-GO (22), Bahia (18), Vasco na 6ª colocação (17) e Londrina (9º) com 16 pontos. São números que fortalecem as previsões estimadas.

Dos cinco jogos que restam para serem cumpridos, os clubes na disputa pelo acesso, terão a seguinte missão:

AVAÍ- Paraná (C), Oeste (F), Náutico (C), confronto direto, Londrina (F), confronto direto, e Brasil (C). Três jogos como mandante e 2 como visitante. Suas chances são de 75% para o acesso. Só uma tragédia irá tira-lo da Série A de 2017.

NÁUTICO- CRB (F), GOIÁS (C), AVAÍ (F), confronto direto, Tupi (F) e OESTE (C). 2 jogos em casa e 3 fora. Chances de 50% para a obtenção do sucesso.

BAHIA- Vila Nova (F), Sampaio Correa (C), Luverdense (F), Bragantino (C) e Atlético-GO (F).  2 jogos como mandante e 3 como visitante. Tem 40% de chances para o sucesso.

LONDRINA- Paysandu (C), Atlético-GO (C), Sampaio Correa (F), Avaí (C), Bragantino (F). Três jogos em casa e dois fora. Chances de 35%.  

Consideramos o time de Santa Catarina classificado, e a última vaga com três pretendentes.

Os números como mandantes e visitantes são os seguintes:

MANDANTE- 1º BAHIA (80,39%), 2º NÁUTICO (74,51%), 11º- LONDRINA (60,42%).

VISITANTE- 4º LONDRINA (47,06%), 7º- NÁUTICO (33,3%) e Bahia (25%).

Na verdade são apenas números, mas esses representam a realidade da competição, de acordo com o retrospecto dos disputantes, mostrando as curvas que estão sendo formatadas por cada um.

Os jogos em casa serão importantes, e nesse item o LONDRINA leva vantagem por receber três equipes, inclusive um confronto direto, mas esbarra na sua mediana performance como mandante. O NÁUTICO só depende do seu futebol, e apesar de atuar mais como visitante, tem todas as possibilidades de fechar a competição no G4.

É só esperar, e rezar.

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