Histórico
Brasileiro Série B
A hora e a vez dos protagonistas
postado em 10 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Nossos visitantes sabem que, diariamente conversamos, por telefone, com o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo, que considero uma fonte inesgotável de conhecimento. Ontem, no nosso bate papo matinal, ele fez referência ao comentário que fiz, na Rádio Globo, sobre o jogo Náutico 1x0 Goiás, onde destaquei a participação dos protagonistas das duas equipes: Marco Antônio e Walter. Foi o mote que encontrei para sair do lugar comum e tentar, repassar para os ouvintes, o porque daquela igualdade no placar. A observação foi feita no comentário do intervalo da partida.

Como sempre, Azevedo fez uma colocação inteligente: "Os comentaristas de hoje falam da guerra e não analisam as batalhas". Verdade. Talvez este seja mais um efeito do futebol de resultados. O mestre Adonias de Moura sempre nos orientou que a prioridade para um analista tem que ser a causa. O efeito é para a satisfação de uns torcedores, e tristeza de outros. Há muito tempo que observamos o empacotamento da Série B. O único clube que conseguiu se desgarrar foi o Atlético/GO. A estagnação dos times que postulam uma vaga de acesso, em determinado momento da competição, permitiu a chegada de outros à briga, como foi o caso do Náutico, que evoluiu sobremaneira pós chegada de Givanildo Oliveira. O outro efeito do baixo rendimento é o equilíbrio estabelecido na disputa que ficará marcada como uma das edições de pior nível técnico, fato que abre um leque de possibilidades para os clubes que hoje brigam por três vagas para a Série A em 2016.

Estamos a quatro rodadas do final do campeonato, e o único time que se livrou da pressão do resultado foi o Atlético/GO, por ter cravado sua classificação no último jogo. A meta foi alcançada e o título fatalmente chegará como bonificação a boa campanha que teve a regularidade como marca registrada. Os demais, Náutico, Vasco, Bahia, Avaí e até CRB e Londrina, que correm por fora, além da força do conjunto, ficarão à mercê de seus respectivos protagonistas. Sabemos que também existe "Oscar" para coadjuvantes, mas deles não podemos esperar mais do que eficiência na execução do básico. O coadjuvante faz acontecer.

Marco Antônio apostou nos Aflitos no mesmo período de Givanildo, fato que levou os dois a dividirem os méritos pela reação e crescimento apresentado pelo time alvirrubro. Experiente, e com uma técnica mais apurada que seus companheiros de equipe, não demorou para, através de suas atuações, ser eleito o protagonista do grupo nesta reta final do campeonato. O problema é que nas últimas três partidas o seu rendimento caiu de forma vertiginosa. Sem o seu protagonismo o Náutico perde o diferencial. Tal fato torna ainda mais desafiante a busca pelo acesso para o alvirrubro pernambucano.  

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Artigos
O País de "Tancinha"
postado em 09 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


O Brasil vive o seu melhor momento na Era da Imbecilidade. No dia de ontem em pleno supermercado ouvimos um debate ¨antológico¨ sobre o destino de ¨Tancinha¨. Tudo isso na fila do caixa.

Na verdade na ocasião não entendemos a razão de tanta preocupação pelo destino de uma pessoa. Pensamos que tratava-se de algum caso de sequestro que faz parte da cultura nacional. Descobrimos finalmente que era uma personagem de uma novela global, através do jornalista Claudemir Gomes, cuja esposa é expert na leitura das colunas televisivas do UOL.

Por conta disso voltamos o nosso olhar para as ¨Neimazetes¨ mineiras, e os ¨coxinhas¨ que estarão no Mineirão para presenciarem o jogo de duas seleções que representam as entidades com dezenas de anos de lama em suas gestões.

Brasil e Argentina são almas gêmeas em podridão, e ambas com bons jogadores. Esse apoio faz parte da Era da Imbecilidade instalada no Brasil, desde que existem protestos contra tudo, e nenhum desses relaciona-se com o futebol. 

O Circo Brasileiro do Futebol (CBF) é comandado por um presidente envolvido no esquema de corrupção, que está sendo investigado pela Justiça dos Estados Unidos desde 2015. Essa já levou à prisão o ex-presidente José Maria Marin, e provocou a renúncia do ex-do-ex Ricardo Teixeira.

Das entidades do nosso Continente, Del Nero é último dos moicanos, e por conta disso não sai do Brasil nem que a vaca tussa, com receio das algemas do FBI.

Por outro lado, a Argentina teve por décadas Julio Grondona dirigindo o seu futebol, com uma gestão corrupta e com graves problemas.

Hoje encontra-se com um interventor nomeado pela FIFA, já que a eleição para a presidência da entidade teve algo grotesco: Os dois candidatos tiveram 38 votos cada um, mas, o grande problema está relacionado ao número de votantes, 75, ou seja teve um jabuti colocado numa árvore.

Os ufanistas da mídia nacional que tratam essa seleção como brasileira, o que na verdade é apenas do Circo não exploram esse tema, com relação ao sistema implantado no futebol dos dois países que representa o atraso e sobretudo enlameia os esportes. Eles são coniventes.

Se o Circo ganhar da Argentina, a imprensa irá dar um grande destaque, com manchetes afirmando que a entidade voltou a ter o respeito, e deixa de lado os seus gestores que representam o que de pior existe em nosso país.

O futebol brasileiro nunca foi tão mal gerenciado, vivendo em um caos administrativo, e duas das maiores seleções do futebol mundial estarão no gramado do Mineirão, como representantes de administrações corruptas, fracassadas e sem futuro.

Os nossos amigos visitantes sabem que não somos politicamente corretos, e por isso não assistimos jogos desse time do Circo, e torcemos contra, para que o clamor da sociedade enfim possa aparecer, muito embora a era da imbecilidade não o permita.

¨Tancinha¨ é maior do que tudo isso.

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Brasileiro Série A
O talento de Diego Souza fez a diferença
postado em 08 de novembro de 2016

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CLAUDEMIR GOMES

 

"Nada substitui o talento". Verdade mestre, Paulo Jardel. Diego Souza nos provou isso quando, desfilou com sua arte dentro das quatro linhas do gramado da Arena do Grêmio, capitaneando a inédita vitória (3x0) do Sport sobre o Tricolor Gaúcho, em Porto Alegre. O feito do clube entra para a história, o virtuosismo do craque ficará gravado na memória daqueles que tiveram a oportunidade de testemunhar, in loco, ou pela televisão, seus passes mágicos, os deslocamentos inteligentes e os gols de bela feitura. A arte também ficou ressaltada num lance mágico, onde, com sua genialidade, ele deu a famosa cavadinha na saída do goleiro, mas a bola irônica e caprichosa resolveu beijar a trave, para que a perfeição não fosse alcançada.

Como é maravilhoso se deleitar com o futebol arte, pouco comum nos gramados brasileiros nos dias de hoje. O craque deu a cavadinha e correu para o abraço. Ao ver a bola esbarrar na trave veio a desilusão com aquela que ele tem tanta intimidade, e que cuja cumplicidade o fez, inúmeras vezes, levitar ante a caçada incessante de brutamontes que utilizam o antijogo na tentativa de ofuscar o talento. O primeiro gol de Diego Souza foi uma pintura; o de Rogério também merecia ser emoldurado tal a precisão do chute de primeira. Entretanto, tal como aconteceu na Copa de 70 com Pelé, os lances magistrais não redundaram em gols: uma tentativa de cobertura do meio de campo e um toque após dar o drible da vaca no goleiro. Para as gerações que assistiram, as jogadas foram memoráveis. Até hoje são mostradas como pérolas do futebol. Assim será a cavadinha do craque leonino.

Quanto ao jogo, há quem queira desmerecer a vitória do Sport, sob o argumento de que o Grêmio estava desinteressado no confronto. Coisas do futebol, onde o contraditório se faz presente sempre. O fato é que, depois de um período de adaptação, no qual o adversário foi mais ativo, o Sport descobriu os espaços que poderia explorar e tomou às rédeas do comando. O acerto do coletivo foi decorrente do brilho individual de algumas peças. A conquista dos três pontos em disputa deixou o Sport menos pressionado, próximo a ultrapassar o ponto de corte. Com os dois gols que marcou na Arena do Grêmio Diego Souza assume a artilharia do campeonato ao lado de Fred do Atlético Mineiro. Um prêmio ao talento.     

Aquela bola merecia ter entrado. Pelo brilho que deu ao jogo, o craque tinha todo o direito de pedir música no Fantástico.

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Brasileiro Série B
Para manter a esperança
postado em 08 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com


A terça-feira será gorda na Série B do Brasileiro, com uma rodada cheia com 10 jogos. Para os cinco clubes mais próximos do acesso essa 35ª etapa da competição é definidora.

Vamos ter um processo do ¨SALVA-SE QUEM PUDER!

O único clube com folga é o Atlético-GO, cuja pretensão é apenas a conquista do título, desde que o acesso praticamente já foi conquistado.

O Clube Náutico não poderá sequer empatar com o Goiás. Se isso acontecer e dependendo dos outros resultados, o alvirrubro perderá as condições de acesso. Como mandante, o time pernambucano tem um ótimo aproveitamento (74,51%), enquanto a equipe goiana é péssima quando joga fora com apenas 29,41%. As chances de vitória do time da Rosa e Silva são grandes.

O maior drama é do Vasco da Gama que vem de uma queda nas últimas rodadas, e de favorito absoluto tornou-se mais um disputante.

Embora as suas chances sejam altas, o clube da Colina está com a mesma pontuação do Avaí, separado apenas pelo critério técnico do saldo de gols. Enfrentará em casa o Luverdense, que vem fazendo uma boa campanha nesse returno.

Por outro lado a distância do Vasco para o Náutico (5º) é de apenas quatro pontos. Como mandante o time tem um aproveitamento de 68,63%, enquanto o adversário como visitante tem uma campanha frágil, com 29,41%. Os números apontam para a equipe carioca, mas esse jogo será de vida ou morte.

Por sua vez, o Avaí enfrentará o Oeste fora de casa, e com chances de aumentar a sua pontuação, mas é apenas um razoável visitante (33,33%). O adversário luta contra a degola e tem um percentual de 41,88% de aproveitamento quando joga em casa, que na verdade não é sua.

O Bahia tem uma partida mais fácil do que os demais. Enfrenta na Fonte Nova o Sampaio Correa, lanterna da competição, que tem apenas 15,69% de aproveitamento como visitante.  

Fechando os jogos desses cinco disputantes, o Londrina recebe o líder da competição, Atlético-GO, que é bom visitante (47,06%), enquanto esse é bom como mandante (58,82%), tem uma boa defesa mais encontra dificuldades no ataque.

Uma rodada de emoções para quem luta por uma vaga no G4 do acesso. É o verdadeiro ¨SALVA-SE QUEM PUDER!¨ Quem não puder, morre. 

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Brasileiro Série B
Givanildo e a conta das 19 vitórias
postado em 06 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Ao ver o Náutico na iminência de conquistar o acesso à Série A, o torcedor alvirrubro se encheu de otimismo e empolgação. Coisa da paixão, o que é natural e imprescindível para o futebol manter o clima contagiante e inspirador que se observa nas arquibancadas em qualquer lugar onde o esporte mais popular do mundo é praticado. Diferentemente dos torcedores, os profissionais envolvidos nas disputas têm a obrigação de pautarem seus comportamentos de forma pragmática. Tal lição nos foi dada pelo técnico, Givanildo Oliveira, que, em momento algum, deixou se contagiar pelo pressuposto, ou seja, com o que porventura venha acontecer nas partidas a serem disputadas.

Os torcedores do Náutico que marcaram presença, neste sábado, no estádio Rei Pelé, tinham como certa a vitória do time pernambucano, resultado que o manteria no G4 da Série B, e lhe aproximaria do sonhado acesso. Ao ser indagado sobre tal possibilidade, antes de a bola rolar, Givanildo foi taxativo: "Isso de quase não existe. Precisamos de três vitórias", destacou de forma enfática. Quem vive atento aos números captou, sem dificuldade, a mensagem do treinador alvirrubro que, do alto de sua experiência sabe que o passaporte para Primeira Divisão é carimbado com 19 vitórias. Daí a necessidade de o Clube dos Aflitos vencer um dos jogos que fará na condição de visitante, além de ter um aproveitamento de 100% nas partidas que realizará na Arena Pernambuco. Vale lembrar que o Náutico tem 16 vitórias. Para não correr nenhum risco teria que construir 4 vitórias, o que lhe levaria a um total de 20 vitórias no final da competição e um acumulo de 66 pontos.

De forma equivocada, alguns analistas estão tomando como referência a campanha do Avaí, como sendo o concorrente com o qual o Náutico terá que manter a queda de braço até o final na disputa por uma vaga de acesso. Ora, o clube catarinense chegou aos 58 pontos, e mesmo que perca o jogo para o alvirrubro pernambucano e vença as partidas que disputará com Oeste, Londrina e Brasil de Pelotas chegará a um montante de 20 vitórias e 67 pontos. Eis a razão pela qual, ao final da vitória sobre o Paraná, pelo magro placar de 1x0, o que mais foi ressaltado pelos comentaristas foi o fato de o Avaí ter colocado 4 pontos de vantagem sobre o time pernambucano.

A disputa direta pela vaga será com o Bahia, que nas cinco últimas rodadas contabilizou quatro vitórias e um empate. O Tricolor da Boa Terra tem 16 vitórias e 8 empates, resultados que lhes asseguram na quarta posição do G4, dependendo apenas dos seus resultados para assegurar o acesso. Caso contabilize três vitórias nos confrontos que terá com Sampaio Corrêa, Luverdense, Bragantino e Atlético/GO, chegará ao total de 19 vitórias e 65 pontos, que teoricamente lhes assegura a classificação.

As estatísticas são claras, precisas e imperativas, ou seja, quem estuda as probabilidades tem a obrigação de adotá=las como referência, tal como tem feito Givanildo Oliveira. Desde que o Brasileiro passou a ser disputado por pontos corridos que o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, nos chama a atenção para a matemática da classificação: 19 vitórias e 8 empates. Cálculos infalíveis.

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