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CBF fatura o dobro na era Tite
postado em 16 de novembro de 2016

Blog do RODRIGO MATTOS


A chegada de Tite ao comando da seleção brasileira não foi boa apenas em campo para a CBF: teve efeito positivo para os cofres da entidade. A entidade teve um incremento de 92% no seu ganho com bilheteria nos jogos com o atual treinador nas eliminatórias em relação às partidas da era Dunga.

Isso ocorreu porque, nos confrontos com Tite, a CBF aumentou consideravelmente o valor dos ingressos. Os bilhetes para assistir à seleção tiveram uma inflação de 107%. Como a média de público caiu pouco, os ganhos de bilheteria explodiram para confederação.

Obviamente, isso só foi possível graças à boa fase da seleção. Com seis vitórias em seis jogos sob o comando de Tite, o time nacional voltou a despertar a atenção da torcida. O nome do treinador tem sido gritado nos jogos.

Nos três primeiros jogos da seleção com Dunga (Fortaleza, Salvador e Recife), a CBF faturou R$ 11,9 milhões com um ingresso a preço médio de R$ 91,63. A média de público foi de 43,2 mil pessoas.

Nas três partidas seguintes do Brasil em casa, já com Tite no comando (Manaus, Natal e Belo Horizonte), a CBF ganhou R$ 22,9 milhões apesar da média de público mais baixa. Com o novo técnico, o ingresso médio cobrado pela confederação foi de R$ 190,45. Foi mais alto em todos os jogos, mas atingiu o ápice no Brasil e Argentina com R$ 238 de média.

Com esses valores inflados, sobraram ingressos em Manaus, em Natal e em Belo Horizonte. A média de público ficou em 40.034, abaixo portanto da época de Dunga. Mas isso não teve importância para a CBF que ganhou R$ 11 milhões a mais com o novo treinador em relação ao anterior no mesmo número de jogos. O blog tentou ouvir a CBF que não respondeu sobre o assunto.

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O Dr. Jekyll do futebol brasileiro
postado em 16 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Preferimos esperar por um dia para analisarmos o Calendário do Futebol Brasileiro para 2017, que veio substituir o primeiro há meses divulgado, por conta da transformação da Copa Libertadores em um torneio durante o ano todo.

Nada contra a ampliação desse torneio, mas na verdade em qualquer lugar sério, a Conmebol deveria ter dado o prazo de um ano para que as suas filiadas pudessem se adaptar ao novo sistema, mas de forma açodada resolveu implanta-lo à partir de 2017.  

Deu no que deu, um Calendário Mr.Hyde, criado por um Dr.Jekyll tupiniquim em um laboratório sediado na Barra da Tijuca. O monstro foi parido e apresentado pelos apedeutas que fazem o Circo do Futebol Brasileiro. O Brasileirão que é o seu maior Campeonato mais uma vez foi sacrificado por conta de estaduais que vão do nada para o nada, e que engoliram 18 datas.

Já que os cartolas ainda não conseguiram uma fórmula para abrigar os clubes menores, e por isso os estaduais ainda sobrevivem, pelo menos as datas fossem reduzidas para no máximo 12, abreviando o início da Série A, que pelo monstro criado irá começar na segunda quinzena de maio, e terá 6 meses e meio para abrigar as suas 38 rodadas.

Os clubes irão jogar 5,5 partidas por mês somente nessa competição, além da Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana. Para atender essa obra prima do Dr.Jekyll, o Congresso Nacional irá votar uma PEC para alterar o Calendário Gregoriano, com o objetivo de atender o futebol brasileiro.

A Copa do Brasil mais uma vez foi estrupada. O torneio mais democrático do Brasil, deu lugar a uma composição formulada pela oligarquia que comanda o futebol, tirando dos clubes menores a esperança da disputa de um título nacional. Começará no dia 08  de fevereiro e terminará no dia 12 de outubro. Esse sempre terminou em novembro.

Além disso, tem a manutenção da regra dos times da Libertadores só entrarem nas oitavas de final, e uma alteração que será o adeus definitivo para os clubes sonhadores de regiões pouco assistidas, quando as duas primeiras fases serão disputadas em jogos únicos.

Certamente na tabela os grandes serão os mandantes. A apoteose da inteligência do nosso DR. Jekyll está na decisão dessa Copa, quando dois feriados nacionais foram escolhidos, 7 de setembro e 12 de outubro, ou seja, um espaço de 36 dias entre o primeiro jogo e o segundo. Uma monstruosidade.

O mais bizarro é que 48 antes de cada uma das duas partidas decisivas, acontecerão jogos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. As Copas do Nordeste e Verde foram citadas, mas sem datas, que ficarão por conta das federações estaduais, enquanto a Primeira Liga foi deixada de lado.

Tudo isso aconteceu e o silêncio é sepulcral.

Criaram um monstro, o deixarão nas ruas e certamente esse irá trucidar o que resta do futebol brasileiro.

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Seleção Brasileira
Por uma marca histórica
postado em 15 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

O Brasil enfrenta o Peru, hoje as 23h15, em jogo válido pelas Eliminatórias Sul=Americanas para a Copa da Rússia. É jogo pra bacurau ver. Bacurau é uma ave noturna, razão pela qual seu nome é sempre colocado naquilo que acontece no final da noite. Como estamos vivenciando o feriado da Proclamação da República, o torcedor pode tirar uma soneca no período da tarde, e ficar acordado para torcer e testemunhar a sexta vitória consecutiva do time comandado por Tite. Fato similar só ocorreu em 1969, nas eliminatórias para a Copa de 70, com João Saldanha no comando da Seleção Brasileira.

É importante separar o joio do trigo. Os desmandos da CBF, entidade cujo presidente vive sob suspeita, não pode servir de argumento para se enterrar o futebol de uma seleção. Ela existe e o trabalho está dando uma resposta positiva. É bem verdade que o sucesso da Seleção Brasileira serve de escudo para os dirigentes, mas isto nos arremete a uma outra discussão. O foco do momento é o acerto do time dentro das quatro linhas. Não vamos incorrer no ufanismo que pauta o trabalho de alguns profissionais, mas também não podemos deixar de reconhecer a transformação que ocorreu pós chegada do novo comandante.

É bem verdade que não temos o melhor técnico do mundo no comando do nosso selecionado, mas isso nunca ocorreu. O Brasil tem cinco títulos mundiais e nenhum deles tem a marca do treinador como o diferencial, o ponto de desequilíbrio. O futebol brasileiro perdeu, ao longo dos anos, sua característica, e ainda procura um norte para uma nova identidade. A drástica mudança do futebol arte, característica do nosso futebol, para um futebol mais pragmático, competitivo, provocou um vácuo que ainda não foi preenchido. O grupo ficou mais livre, leve e solto pós chegada do Tite. O coletivo ganhou força e o futebol passou a ser praticado dentro das exigências da nova ordem.

Acompanhei, com atenção, as últimas apresentações das grandes seleções européias nas Eliminatórias. Busquei como referência as tradicionais postulantes ao título mundial. Alguns trabalhos são mais consistentes, até pelo fato de virem sendo desenvolvidos há mais tempo. Contudo, deu para perceber que a Seleção Brasileira está trilhando o caminho certo. A sequência de jogos até o Mundial da Rússia dará mais harmonia e sincronia ao conjunto, que são imprescindíveis num esporte coletivo.

Bom! Ontem a noite, o céu nublado frustrou os brasileiros de apreciarem o belo espetáculo produzido pela superlua, fenômeno ocorrido, pela última vez, em 1949. Como chuva é uma coisa que praticamente inexiste em Lima, capital do Peru, esperamos que nada ofusque o brilho da Seleção Brasileira.

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Brasileiro Série B
Um campeão inquestionável
postado em 13 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A duas rodadas do final da disputa da Série B, quando então será passada a régua e fechada a conta, o Atlético/GO, que vem descrevendo uma campanha com a marca da regularidade, comemorou o título da temporada com números bem expressivos, que tornam sua conquista inquestionável. Vasco e Avaí, com as vitórias obtidas no final de semana têm mais de 90% de chance de acesso; o Bahia também está bem próximo de concretizar o sonho de voltar à Série A, enquanto o Náutico, com a goleada sofrida para o Avaí (3x0) se apega a máxima de que "no futebol tudo é possível", para seguir pensando no acesso.

Os números nos mostram que a  tese do mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, de que, "o futebol tem lógica", está correta. Nesta reta final, quando os clubes que perseguem a meta do acesso precisavam dar uma demonstração de força, o Náutico foi o único que contabilizou três derrotas nos últimos cinco jogos. O campeão Atlético/GO venceu quatro partidas e perdeu uma; o Vasco, que não foi bem no returno, tendo apresentado uma queda de produção vertiginosa, somou duas vitórias, dois empates e uma derrota; Avaí e Bahia venceram três jogos e empataram dois. Até o Londrina, que tem o mesmo número de pontos do Náutico, só perdeu uma partida neste ciclo decisivo, quando adicionou a sua contabilidade duas vitórias e dois empates. É através da análise de desempenho que se observa a lógica do futebol.

Alguns analistas preferem jogar para a torcida, e se deixam levar por comentários de ex=jogadores e ex=árbitros como se eles fossem donos da verdade. É preciso ter opinião própria, mesmo indo de encontro ao pensamento do torcedor, que age por emoção. O Náutico perdeu para o Avaí porque o seu desempenho durante os 90 minutos deixou a desejar, fato que fora ressaltado pelo goleiro, Júlio César, ao final da partida. Como já dissemos em outro post, um dos fatores que concorreram para a queda de produção do time alvirrubro, no momento de afirmação e decisão do campeonato, foi o baixo nível do futebol apresentado por jogadores que estavam "escalados" para serem protagonistas.

Atribuir o insucesso a prováveis erros de arbitragem é não enxergar as limitações de um grupo que não teve capacidade de lidar com a pressão natural que é exercida sobre quem persegue metas ousadas.

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A Lava Jato chegando ao futebol
postado em 13 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


O Brasil é um país onde uma parte da sociedade aplaude os corruptos, e apedreja aqueles que os estão combatendo. O maior exemplo está na Lava Jato, cujos componentes estão prestando um relevante serviço no combate a corrupção que está encravada em vários segmentos da nação, e existe um movimento para abafa-la, fato esse que a sociedade do bem não irá permitir.  

Os nossos coxinhas e as mídias ufanistas estão abraçados a uma seleção que representa a podridão do futebol brasileiro, esquecendo que a entidade dona desse time tem três péssimos exemplos de gestores envolvidos em investigações policiais, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Vivemos um momento surreal, quando o currículo é esquecido por conta de uma vitória no gramado. A casa cedo ou tarde irá cair, com a Lava Jato adentrando no futebol com a abertura do inquérito determinado pelo Ministro do STF, Teori Zavascki, para averiguar denúncias de corrupção contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

Tal fato não foi repercutido como deveria ser pelo seu grande alcance. Mas os analistas acharam um novo herói para ser aclamado, o técnico Tite, que é a bola da vez. Até quando não sabemos.

Não vamos julgar o cartola, mas devemos caracterizar que as denúncias não tem nenhuma vinculação ao seu mandato de deputado federal, e sim como dirigente do alvinegro paulista, e da delação da Odebrecht que o cita, inclusive com nome nas planilhas dos pixulecos.

Enfim a Lava Jato chega ao futebol brasileiro. Trata-se de um momento histórico que foi percebido por poucos, mas é real. Uma investigação é um novelo, e qualquer fio da meada puxado, poderá abrir a caixa preta desse esporte. Uma investigação é uma bola de neve, que vai crescendo quando essa vai rolando.

Enquanto o esporte está sendo deixado de lado pelos poderes de investigação do Brasil, investigadores americanos apuram suspeitas de que os cartolas do futebol foram beneficiados por contratos obtidos pela Odebrecht, empresa foco da Operação Lava Jato.

Segundo o jornalista Jamil Chade, do jornal Estado de São Paulo, tanto o escândalo da FIFA, quanto o da empresa brasileira estão sendo analisados pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Segundo a matéria, os investigadores estão cruzando informações no que se refere à construção de estádios para a Copa de 2014. O resultado do inquérito pode alimentar o julgamento dos cartolas brasileiros e mesmo europeus.

Essas investigações contra Sanchez torna-se mais importante desde que poderá solicitar informações do FBI, que já conta com um bom número de documentos.

Se nesse fio que poderá ser puxado da meada originar delatores, poderemos ter uma delação premiada pela primeira vez no futebol brasileiro, e quem sabe os bastidores insondáveis, escondidos nos ¨bunkers¨ de concretos poderão ser escancarados.

Certamente se isso acontecer muita gente deixará de dormir.

Em Pernambuco tem um personagem que se resolvesse delatar os bastidores do futebol, não sobraria pedra sobre pedra.

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