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A pior arbitragem do planeta
postado em 23 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Sabemos que o futebol brasileiro tem um comando bem discutível, por conta da folha corrida de alguns cartolas, mas no item arbitragem é o pior do mundo, com o troféu Bola de Ouro da mediocridade.

O mais interessante é que essa profissão é considerada como 100% honesta, desde que os comentários dos pós-jogos estão sempre focados no velho ditado- ¨Errar é humano¨. Será que isso é verdade? Uma pergunta difícil de ser respondida.

Não vamos fazer juízo de valor com relação aos árbitros brasileiros, desde que seria uma leviandade, mas em um país com corrupção em todos os poderes, esse setor ser o único que não foi afetado, é algo para se estudar. Se isso acontece sugerimos que um árbitro seja candidato a presidente da República, cargo esse que há anos vem deixando à desejar nesse segmento.

As vezes nos questionamos sobre o que é pior: um péssimo juiz bem intencionado ou um bom árbitro mal-intencionado. A resposta vem rápida: Nem um, nem outro, o pior é a arbitragem brasileira.

Em todas as rodadas do Brasileiro, seja em qualquer de suas divisões, pelo menos três jogos em cada uma são afetados pelos seus erros.

No domingo passado assistimos o jogo Cruzeiro e Santos, e o árbitro Heber Roberto Lopes fechar os olhos para o gol do empate do time Celeste, com Manoel dormindo na banheira.

Além disso, o mediador perseguiu durante toda a partida Arrascaeta, do time mineiro, e conseguiu no final do jogo expulsa-lo, Foi a sua apoteose. Estava consagrado. Com o empate o Palmeiras ficou com o troféu nas mãos.

Na realidade a conquista do time palmeirense é justa, foi o melhor em toda a competição, e não podemos afirmar que teve uma ajuda para tal. Um campeão de verdade.

Na último jogo da rodada, que foi realizado na segunda-feira, mais uma do apito amigo, com um pênalti marcado contra o Internacional, pelo soprador Rodolfo Marques, que foi inexistente de forma explícita, e escondido durante o desenrolar do jogo pela Sport TV. Por conta disso o Corinthians ganhou a partida por 1x0.

Devemos destacar que o time Colorado merece a situação que se encontra, virtualmente rebaixado, fato esse que não aconteceu por conta exclusiva das arbitragens, e sim pelos seus problemas internos protagonizado por atores canastrões, que hoje estão propagando um complô do Circo Brasileiro de Futebol, contra a equipe gaúcha. Desculpas esfarrapadas, na terra dos Farroupilhas.

O erro foi grotesco. Se repetirmos o vídeo centenas de vezes, não iremos entender o comportamento do árbitro, como também em alguns lances que foram sempre contrários ao Internacional.

Os nossos analistas acham que uma arbitragem ruim é apenas aquela que influi no resultado do jogo, mas, existem falhas gritantes, muitas vezes inexplicáveis, para quem entende um pouco de futebol, e que prejudicam uma partida.

Do lado do Circo, a sua Comissão de Arbitragem é composta por pessoas que vivem no sistema por um bom tempo, nada fazem para muda-lo. As desculpas são as mesmas, de que os árbitros recebem orientações, uma boa estrutura para apitar, mas no final escalam alguns que não tem a minima condição de atuar.

No século XIX, o naturalista francês Saint Hilaire cunhou uma frase que tornou-se polêmica: ¨Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil¨. Poderia ser transferida para a nossa Comissão de Arbitragem que está destruindo o nosso futebol.

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Brasileiro Série A
Sinal de alerta
postado em 21 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

O sinal de alerta está aceso na Ilha do Retiro desde o primeiro turno do Brasileiro da Série A. Afinal, o Sport povoou a zona de rebaixamento por várias rodadas, e mesmo emplacando uma sequência de seis jogos onde permaneceu invicto, não conseguiu, em  nenhum momento da disputa, figurar na parte de cima da tabela. Enfim, o Leão descreveu uma campanha marcada pela oscilação, e sempre com saldo negativo. Os jogos finais, contra América/MG e Figueirense, adversários que já estão rebaixados para a Série B em 2017, deixam a torcida leonina com a quase certeza de que o clube se livrará do rebaixamento.

A expectativa do livramento da queda passa pelo exercício da secação. Hoje a noite a tarefa dos rubro=negros é secar o Internacional que enfrenta o Corinthians. Caso contabilize os três pontos em disputa, o Colorado fica a um ponto do Sport na tabela de classificação, com a mesma pontuação do Vitória/BA. Sport, Vitória e Internacional lutam para escapar da queda. Além do jogo de hoje o Inter terá o Cruzeiro e o Fluminense como adversários nas duas rodadas finais. O Vitória/BA medirá forças com o Coritiba e com o Palmeiras. Portanto, teoricamente os "obstáculos" do clube pernambucano são menores, ou mais fáceis de serem transpostos.

As probabilidades existentes no campo da teoria podem ser anuladas pelo desempenho dos times em campo. Na realidade nenhum dos três times inspira total confiança em seus torcedores. Como depende unicamente dos seus resultados para se livrar do rebaixamento, o Sport está menos pressionado. É torcer para que o seu jogador de melhor qualidade técnica, Diego Souza, saia do lugar comum e faça a diferença. O elenco do Leão é de grande limitação técnica, realidade que fica escancarada cada vez que o treinador busca peças de reposição na tentativa de encontrar uma alternância tática e não consegue uma resposta positiva por conta da baixa qualidade técnica dos profissionais que dispõe.

Bom! A sofrência irá até o fim. Segundo a turma da arquibancada, pior do que torcer para time ruim é ficar na obrigação de secar adversários. Coisas de um pobre futebol. Afinal, falta de qualidade também tem um alto preço.

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Náutico
Até o Fim
postado em 20 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

"Minhas raízes estão no ar

Minha casa é qualquer lugar

Se depender de mim

Eu vou até o fim..."

Acima temos um trecho da letra da música "Até o fim", da banda Engenheiros do Hawaii, que considero uma tradução perfeita para o momento vivido pelo Náutico, neste final de semana, na sua luta incansável em busca do acesso à Série A. E o Timbu fez da casa do Tupi, em Juiz de Fora/MG, o lugar apropriado para mandar um recado, em forma de goleada (4x1): que segue vivo, muito vivo, na busca do seu sonho.

De uma coisa temos certeza: se depender do time comandado por Givanildo Oliveira, ele vai até o fim. O último confronto, a batalha final, será contra o Oeste, na Arena Pernambuco, que por certo abrigará o maior público da temporada. O bordão, "jogo de vida ou morte", bastante usado no futebol, é a melhor definição da partida do Náutico com o Oeste, marcada para o próximo sábado. Aos dois times só interessa a vitória, ou seja, ambos irão a campo pressionados pelo resultado. Em tais circunstâncias, o mando de campo faz uma diferença absurda, principalmente quando os donos da casa são respaldados por uma grande, ruidosa e participativa torcida. O posicionamento dos dois clubes na tabela de classificação, e as metas que perseguem neste último jogo do ano, servem para definir a distância técnica que separa as duas equipes. Mas sabemos que futebol é jogo traiçoeiro, onde nem sempre vence o melhor. Portanto, a energia que emana das arquibancadas pode funcionar como ponto de desequilíbrio a favor do alvirrubro pernambucano.

A previsão é de que Náutico e Oeste farão um jogo antológico. Há muito que o time paulista não vence. As duas equipes chegam à batalha final com o mesmo número de derrotas: 13. O Oeste descreveu uma campanha com a marca da igualdade: empatou 17 vezes e somou 7 vitórias. Por outro lado o Náutico contabilizou 18 vitórias e 6 empates. Um empate, ou uma derrota, pode livrar o Oeste do rebaixamento. Para que esta possibilidade se torne real basta o Joinville perder para o Vila Nova. Como o futebol tem suas ironias, o Náutico mesmo somando os três pontos em disputa, alcançar o número desejado de 19 vitórias, pode não atingir a meta que é o acesso, pois depende de tropeços de Vasco e Bahia. Mas isto é uma contingência. Primeiro, as primeiras coisas, ou seja, a obrigação do Timbu é vencer o Oeste.

É seguir cantando:

"Não vim até aqui

Pra desistir agora

Se depender de mim

Eu vou até o fim..."   

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Brasileiro Série A
Rodada pode definir o campeão
postado em 20 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Dependendo dos resultados de três jogos que serão realizados pela 36ª rodada do Brasileirão no dia de hoje, o Palmeiras poderá ser o primeiro clube brasileiro desde 2003, a conquistar o título esperando nos vestiários.

O clube alviverde enfrenta o Botafogo às 17 horas (de Brasilia), no Allianz Parque. Se vencer irá somar 74 pontos. No mesmo horário o Santos, que tem 67 enfrentará o Cruzeiro no Mineirão. Em caso de derrota ficará sem chances de título. Um empate manterá uma tênue esperança.

Entretanto, a conquista palmeirense não depende apenas da queda do time da baixada santista. Precisará acompanhar no vestiário, e os torcedores nos seus sofás, o resultado do jogo entre Flamengo e Coritiba, que será realizado no Maracanã ás 19h30. Uma derrota ou mesmo o empate, somando-se ao insucesso do Santos e a vitória do Palmeiras, esse poderá dar o grito de campeão.

Para que isso possa acontecer, necessita de uma combinação com os russos, e pelos números e estatísticas isso não irá se concretizar. O clube do Parque Antarctica confirmará o seu título na 37ª rodada, sem combinação matemática.

Teremos mais seis jogos nessa tarde/noite, e um na segunda-feira, envolvendo o Corinthians e Internacional que jogará sabendo dos resultados do Sport Recife e Vitória. Só mesmo numa entidade que cheira a podridão e que dirige o nosso futebol isso poderia acontecer.

O rubro-negro da Ilha do Retiro irá enfrentar o Atlético-PR e seu gramado sintético, e será mais uma vitima de um time que só joga em casa, e pena como visitante. O clube paranaense somou 52 pontos na tabela de classificação. Desses, 44 foram conquistados na sua Arena (14 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota).

Enquanto isso, o time pernambucano é um péssimo visitante. Somou apenas 11 pontos (3 vitórias, 2 empates e 12 derrotas), aproveitamento de 21,57%. Pelos números irá acumular mais uma derrota nesse encontro de rubro-negros.

Em Salvador acontecerá uma peleja de times desesperados, envolvendo o Vitória (16º) e Figueirense (18º).  Na realidade o sonho do time catarinense de escapar da degola não será realizado, e para que isso pudesse acontecer só através de um tsunami que arrastasse a equipe baiana e o Internacional.

Sonhar é um direito, mas nesse caso, para isso tornar-se uma realidade é acreditar no impossível.

As demais partidas serão amistosos profissionais, desde que os clubes envolvidos já definiram as suas permanências na competição de 2017, e outros já deram o adeus com o rebaixamento (America-MG e Santa Cruz).

O Atlético-MG irá enfrentar o Santa Cruz no Arruda com um time reserva, e que servirá de teste para o lateral Marcos Rocha. Por outro lado o adversário do time mineiro na Copa do Brasil, Grêmio, também colocará em campo para o seu jogo contra o América-MG uma equipe com a mesma escala.  Ponte Preta x Fluminense e Chapecoense x São Paulo completam os amistosos.

O insano Calendário do futebol brasileiro, ao juntar duas competições importantes, cria motivos para que fatos como esses aconteçam, desmoralizando o seu maior Campeonato.

Enquanto a Lava Jato não tomar conta desse esporte, a avacalhação continuará firme.

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Sport
O "teorema" das eleições
postado em 17 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


Quem já passou pelo ensino médio se lembra do "Teorema de Pitágoras", que deixava milhares de estudantes em pânico, tal a dificuldade que encontravam de equacionar questões onde o dito cujo estava incerido. Pois bem! O processo sucessório do Sport nos parece mais confuso que o teorema mais famoso da geometria. O problema é que na Ilha do Retiro não existe uma definição do que são catetos e hipotenusa. E as triangulações são feitas, muitas vezes sem respeitar lados e somas, fato que leva o que é quadrado a se transformar em retangulo num piscar de olhos. A dinamica das "conspirações" que acontecem nos bastidores é tão intensa quanto a do futebol.

Tal como acontece nas corridas de longa distância, meia maratonas e maratonas, a sucessão do clube rubro-negro foi puxada por um "coelho", ou seja, um candidato que não tem fôlego para chegar ao pódio. Em seguida foram sendo sugeridos nomes com credibilidade, mas que por um motivo qualquer se esquivaram do processo: Eduardo Monteiro, Luciano Bivar, Milton Bivar, João Humberto Martorelli, Fred Domingos, Celso Stanford... São muitas as possibilidades, mas que vão sendo descartadas diante das objeções de A e de B.

Carente de um maior conhecimento da política do clube, o presidente executivo, João Humberto Martorelli, que teve o bom senso de reconhecer que não havia como chegar a um denominador comum com o ex-presidente, Luciano Bivar, quando o assunto é sucessão no Sport, retirou o seu nome da disputa, o mesmo acontecendo com Bivar. A expectativa passou a ser sobre o nome de consenso a ser apresentado pelo atual presidente executivo. O início da manhã foi marcado por troca de telefonemas e a surpresa com a proposta apresentada por Martorelli como nome de consenso: Arnaldo Barros, atual vice-presidente de futebol.

Uma sugestão que foi rechaçada de imediato por várias lideranças, por entenderem que o candidato da preferência do presidente pouco soma e representa o continuismo de uma gestão que é criticada pela maioria dos rubro-negros. Sem luz própria, Arnaldo Barros seria uma espécie de "poste" a ser imposto por Martorelli, que se equivocou por completo na sua sugestão por um nome de consenso.

As "costuras" continuam e é possível que, até segunda-feira seja anunciado oficialmente um nome que venha agregar, como resultante de uma grande composição. Como diz o Teorema de Pitágoras, "a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa." O difícil é descobrir o que é quadrado e o que hipotenusa na Ilha do Retiro. Afinal, em toca de leão é difícil definir até os lados.

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