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Maio 2012 ›› ADALBERTO LEISTER FILHO E ERICH BETING - Máquina do Esporte
A disputa entre Globo e Esporte Interativo pelos direitos de
transmissão do futebol vai devolver aos clubes uma propriedade comercial
que por duas décadas foi explorada pela Globo.
A partir de 2019, quando passam a valer os contratos firmados com as duas emissoras, os clubes serão os responsáveis pela venda da publicidade estática que fica ao redor do gramado.
Atualmente, o contrato com a Globo concede à emissora o risco desse negócio, e os clubes recebem uma verba relativa às placas no contrato de TV.
Para 2019, porém, essa cláusula deixa de existir, o que vai forçar os clubes a voltarem a sentar juntos para discutir a comercialização de uma propriedade conjunta, algo que acabou em 2011, quando o Clube dos 13 foi implodido exatamente para discussão de novo contrato de televisão, que passou a ser negociado de forma individual pelos clubes.
Segundo a Máquina do Esporte apurou com fontes ligadas às negociações, a decisão de não vender as placas partiu da própria Globo. Geralmente, a emissora faz um pacote fechado para suas transmissões. O cotista da TV acaba comprando a placa de publicidade ao redor do campo. Este ano, a emissora teve mais dificuldade em fazer a venda casada, o que gerou até uma nova situação. A cerveja Proibida, concorrente da Brahma, que é a cotista da TV, foi quem comprou a placa estática nos gramados.
Esse modelo de negócio já é utilizado na Série B, em que a agência Sportpromotion faz a comercialização do torneio, num acordo com a CBF. No caso do Brasileirão da Série A, porém, a história pode ser diferente, já que os clubes costumam ser os donos das propriedades de comercialização da competição, e a CBF apenas dá o seu aval para a oficialização técnica do torneio.
Até agora, não há sinalização de que os clubes tenham feito qualquer movimento para começar a planjear essa venda. Como os direitos de arena são das duas equipes que disputam o jogo, obrigatoriamente a negociação terá de ser coletiva.
Ontem, o Internacional, que fechou com o Esporte Interativo um acordo para 2019 e 2020, anunciou acerto com a Globo para todas as mÃdias a partir do ano seguinte até 2024. O clube gaúcho é o 24º a fechar com a emissora. O negócio, porém, significa que pelo menos nos próximos oito anos não haverá como os clubes sentarem na mesma mesa para uma negociação dos contratos de TV. O mesmo não se pode dizer da publicidade estática.
Para 2019, porém, essa cláusula deixa de existir, o que vai forçar os clubes a voltarem a sentar juntos para discutir a comercialização de uma propriedade conjunta, algo que acabou em 2011, quando o Clube dos 13 foi implodido exatamente para discussão de novo contrato de televisão, que passou a ser negociado de forma individual pelos clubes.
Segundo a Máquina do Esporte apurou com fontes ligadas às negociações, a decisão de não vender as placas partiu da própria Globo. Geralmente, a emissora faz um pacote fechado para suas transmissões. O cotista da TV acaba comprando a placa de publicidade ao redor do campo. Este ano, a emissora teve mais dificuldade em fazer a venda casada, o que gerou até uma nova situação. A cerveja Proibida, concorrente da Brahma, que é a cotista da TV, foi quem comprou a placa estática nos gramados.
Esse modelo de negócio já é utilizado na Série B, em que a agência Sportpromotion faz a comercialização do torneio, num acordo com a CBF. No caso do Brasileirão da Série A, porém, a história pode ser diferente, já que os clubes costumam ser os donos das propriedades de comercialização da competição, e a CBF apenas dá o seu aval para a oficialização técnica do torneio.
Até agora, não há sinalização de que os clubes tenham feito qualquer movimento para começar a planjear essa venda. Como os direitos de arena são das duas equipes que disputam o jogo, obrigatoriamente a negociação terá de ser coletiva.
Ontem, o Internacional, que fechou com o Esporte Interativo um acordo para 2019 e 2020, anunciou acerto com a Globo para todas as mÃdias a partir do ano seguinte até 2024. O clube gaúcho é o 24º a fechar com a emissora. O negócio, porém, significa que pelo menos nos próximos oito anos não haverá como os clubes sentarem na mesma mesa para uma negociação dos contratos de TV. O mesmo não se pode dizer da publicidade estática.
O Náutico segue invicto pós chegada do técnico Givanildo Oliveira. Agora, são seis jogos sob o seu comando com dois empates e quatro vitórias, na melhor sequência do alvirrubro pernambucano no Brasileiro da Série B. O acerto não se deve a nenhuma mágica ou alquimia, e sim, a prática de uma receita simples, que sempre funciona, e é conhecida no futebol como "fazer o feijão com arroz".
Segunda-feira estava no estádio do Arruda para fazer a cobertura do jogo - Santa Cruz 2x3 Palmeiras - junto com os companheiros da Rádio Globo 720AM, Bartolomeu Fernando e Tiago Silva, quando recebi, na nossa cabine, a visita de Rodrigo Zovika, jovem que está terminando o curso de jornalismo, e tem se dedicado ao estudo do futebol. Interessado, e sempre buscando somar conhecimentos, Zovika passou a falar sobre a forma de trabalhar de alguns treinadores, e citou Givanildo destacando a insistência em mandar seus comandados repetirem jogadas, quantas vezes necessário for, até chegar ao ponto considerado ideal por ele.
Tive o privilégio de acompanhar, como repórter, os últimos anos da carreira de Givanildo como jogador de futebol, e testemunhar o seu batismo como técnico. Isto aconteceu em 1984, no Sport. Como atleta passou pelas mãos de grandes treinadores, no Santa Cruz, Sport, Corinthians e Seleção Brasileira. Conseguiu filtrar o que os mestres lhes repassaram de melhor. Com sabedoria e humildade, aprendeu que, quando se trabalha com jogadores medianos, não existe nada mais importante do que exigir deles que sejam eficientes na execução do básico. Trocando em miúdo, que façam o feijão com arroz com competência. Eis a razão pela qual ele se tornou o "rei do acesso" na Série B.
Enganam-se aqueles que dizem que Givanildo não evoluiu. Ele está em sintonia com a nova ordem. Isto é fato. Não tenho a menor dúvida. O problema é que ele tem o seu jeito de ser, e sempre esteve de bem com a vida mesmo parecendo carrancudo para alguns. A modernidade não altera alguns princÃpios do futebol, tampouco verdades que existem desde que o mundo é mundo. Primeiro é primeiro e segundo é segundo em qualquer lugar do mundo. Giva sabe, como poucos, lidar com esta verdade. A repetição de jogadas nos treinos leva a perfeição. Que nos digam grandes craques do passado.
Evidente que a qualidade é
imprescindÃvel para fazer a diferença. Não é por acaso que Marco Antônio chegou
para dar o toque de classe no Náutico de Givanildo. O gol da vitória - 1x0 - sobre o Bragantino, foi uma prova de que nada substitui o talento.
Blog do RODRIGO MATTOS
No meio da noite de domingo, a CBF anunciou que o Brasileiro agora distribuirá seis vagas para a Libertadores, elevando de cinco para sete os postos nacionais na competição. Ou seja, na reforma da Conmebol, o Nacional passará a classificar 30% de suas equipes ao principal torneio continental. Essa mudança causa uma distorção técnica no campeonato sul-americano em favor da obtenção de mais dinheiro e por interesses polÃticos.
A Conmebol confirmou a informação no meio da madrugada. Ironia: as mudanças que são para promover o torneio, e seus anúncios não foram feitos por canais oficiais.
Bem, a reforma da competição foi feita após uma consultoria que quer valoriza-la e propôs uma fórmula similar à da Liga dos Campeões. Aumentaram de 38 para 44 times em uma competição anual de fevereiro a dezembro. Mas a inclusão de sete brasileiros é só uma mudança fácil para obter mais apoio polÃtico e mais dinheiro em velhas práticas da cartolagem sul-americana.
Não há aproximação com os times do EUA, e possivelmente o México deixará o torneio. Em vez de expandir, a Conmebol simplesmente decide tirar o máximo do principal mercado, o brasileiro. A entidade diz ter usado critérios técnicos, esportivos e comerciais, incluindo o tamanho da população e mercado.
Havia clubes nacionais insatisfeitos com a Conmebol. Ameaçavam engrossar a liga sul-americana de times que questiona a confederação e pede por transparência dos contratos após três presidentes da entidade serem presos por receber propinas. O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, que é amigo do ex-presidente detido Napout, se aproximou dos brasileiros e lhes deu o maior naco na reforma da Libertadores com duas vagas.
Mais do que isso, com sete brasileiros, é possÃvel rediscutir todos os contratos com as emissoras de televisão do Brasil, além dos direitos de marketing. à o mercado na América do Sul que realmente tem dinheiro para pagar mais atualmente.
Haverá quem diga: a competição ficará bem mais forte. Será? O Brasil não se classifica para a final da Libertadores desde 2013. De nenhuma forma o desempenho técnico brasileiro recente justificaria um aumento de vagas. E ainda assim terão 16% dos participantes do torneio. Esse percentual pode subir ainda mais com até nove equipes se houver os campeões da Libertadores e da Sul-Americana. Neste caso, seria um quinto das agremiações.
Ora, a Liga dos Campeões tem alguns critérios técnicos da UEFA para classificação de seus times. Há rankings por paÃses para dar a vaga de acordo com o desempenho dos anos anteriores. Isso, óbvio, foi ignorado. Ressalte-que a UEFA também inchou a liga na era Michel Platini por questões polÃticas.
Para piorar, as mudanças na Libertadores ocorrem a poucos meses do inÃcio da competição de 2017 com o Brasileiro em curso. Dentro do Nacional, a vaga na Libertadores passa a ser uma obrigação para grandes times já que sete deles se classificam dependendo do resultado da Copa do Brasil. Ou seja, a vaga perde qualquer aspecto de conquista e de indicador de bom desempenho como em ligas europeias.
Na prática, a Conmebol copia o modelo da Liga dos Campeões (com um mérito que é o torneio anual), mas introduz a sua velha polÃtica e interesses financeiros na reformar a Libertadores. E a gente acreditou que poderia melhorar.
CLAUDEMIR GOMES
O sinal de alerta está ligado
há muito tempo, embora os sites que estudam as probabilidades dos clubes que
disputam o Brasileiro da Série A, apontem o Sport com apenas 22% de chance de
ser rebaixado. A dez rodadas do final da disputa o cenário pode ser alterado.
Afinal, a competição dividida em 38 rodadas apresenta mudanças a cada cinco
jogos. Os ciclos servem para uma melhor avaliação da regularidade, ou da
oscilação de cada equipe ao longo do campeonato.
à certo que, para cada resultado há sempre uma explicação apresentada pelos treinadores, e no Sport não poderia ser diferente. Apesar de, em campo o rubro-negro pernambucano apresentar um aproveitamento muito fraco, no momento está a dois pontos da zona de rebaixamento, o técnico Oswaldo de Oliveira se mostra sempre muito habilidoso no trato com as palavras, fato que o leva a desenhar, no seu discurso, um cenário que não condiz com a realidade do futebol apresentado pelos seus comandados dentro das quatro linhas.
Oswaldo de Oliveira assumiu o comando do Sport na fase final do Pernambucano, o que lhe isenta de cobranças em relação a perda do tÃtulo estadual. Entretanto, a pÃfia campanha que os leoninos descrevem no Brasileiro deve ser colocada na sua conta. Em 28 rodadas o treinador não conseguiu equilibrar o time que tem uma das piores defesas da competição. Em nove partidas do returno, o Sport sofreu 3 gols em quatro confrontos: contra Botafogo, Corinthians, Santa Cruz e Fluminense. O rubro-negro pernambucano é um dos poucos clubes que segue com o mesmo técnico desde o inÃcio do campeonato.
A 28ª rodada será fechada nesta segunda-feira com dois jogos: Coritiba x América/MG e Santa Cruz x Palmeiras. No caso de uma vitória do clube paranaense, o ponto de corte pode vir a ser elevado para 47 pontos, passando a ser um fator de risco para o Sport e os outros clubes que lutam para fugir do fantasma do rebaixamento. Enfim! à preciso ficar mais atento aos sinais de alerta que estão sendo emitidos rodada após rodada. Afinal, futebol não é uma ciência exata, e as desculpas após cada tropeço dado pelo time em campo, não altera em nada o seu destino.