Histórico
Futebol Brasileiro
O porque do monopólio da Globo
postado em 16 de outubro de 2016

Blog do RODRIGO MATTOS


Em processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), as emissoras de TVs abertas, Record, SBT e RedeTV! explicaram que problemas no modelo de negociação as impedem de concorrer com a Globo pelo Brasileiro apesar de terem interesse na competição. A Band, que era parceira da Globo, destacou alguns entraves, mas apoiou o formato atual.

Desde o início do ano, o Cade abriu um processo para investigar um possível monopólio da Globo em direitos de transmissão esportivos. Isso ocorreu por conta de notícias de distorções nas negociações relacionadas aos direitos de TV fechada no Nacional, em disputa entre Sportv e o Esporte Interativo.

A investigação, no entanto, se tornou mais abrangente. No meio do ano, o Cade enviou ofícios às redes de TVs abertas para saber do seu interesse pelo Brasileiro. Todas revelaram ter interesse, mas se sentem impedidas por entraves, segundo respostas enviadas em junho de 2016.

A Record respondeu: "À Record sempre interessa a possibilidade de participar da negociação justa e em termos razoáveis dos direitos de transmissão de campeonatos esportivos em geral e, em especial, do Campeonato Brasileiro de Futebol."

Uma das reclamações da emissora foi o fato de não haver uma regulamentação do uso dos direitos de imagem dos clubes em partidas entre dois deles. Ou seja, uma emissora pode comprar só de um time e não poder passar o jogo por não ter os direitos do outro. "A negociação direta dos direitos de transmissão pelos clubes é um modelo interessante, todavia deve-se regulamentar os conflitos de direito de imagem na transmissão dos eventos", completou. Assim, a emissora poderia comprar só os jogos em casa de um time, por exemplo.

O SBT também se mostrou interessado no Brasileiro e apontou cinco problemas principais no modelo de negociação de direitos da competição. Vamos lista-los abaixo:

a) Falta de uma liga ou associação para negociar em bloco pelos clubes com o fim do Clube dos 13; b) Falta de regulação transparente no processo para definir a venda sem exclusividade; c) Negociação em bloco de todos os campeonatos, regionais, nacionais e sul-americanos; d) Ausência de proibição a pagamentos antecipados na hora da renovação de contratos, o que desestimula a entrada de TVs novas; e) Calendário dos jogos e horários de transmissão que não estimulam presença do público e deixam times dependentes de TVs.

"Fazer uma oferta para aquisição dos direitos de eventos/campeonatos de futebol, no modelo de negócio hoje praticado, que prevê "exclusividade", torna-se inviável para o SBT, e, provavelmente para as demais redes de TV aberta e fechada", completou a emissora.

A Band também apontou que, na maioria dos países, a negociação dos direitos de televisão é coletivo, embora existam exceções como o México. Mas a emissora destacou que o modelo atual de transmissão é o mais eficiente.

"Cada rodada tem 10 jogos; 2 são selecionados para TV aberta sendo que para a cidade em que o jogo acontece não há transmissão nem por TV aberta nem por assinatura (exceto em pay-per-view); os jogos exibidos na TV por assinatura são transmitidos em horários não concorrentes e o pay-per-view transmite todos os jogos. Com isso, todos os interessados (emissoras, clubes, público e anunciantes) obtêm o melhor resultado possível", descreveu.

Embora tenha escondido os motivos pelos quais deixou a parceria com a Globo no Brasileiro, a Band deu a entender que foi por conta da queda das taxas de retorno do futebol. Segundo a emissora, o Nacional "somente é interessante se houver boas perspectivas de retorno dos investimentos realizados, sendo que as taxas vêm caindo gradativamente no caso do futebol, em razão do aumento dos custos dos direitos de transmissão e da conjuntura econômica no Brasil, que evidentemente afeta os anunciantes."

A RedeTV! foi outra que demonstrou interesse no Nacional, mas pediu uma rediscussão do modelo de negociação. A emissora, no entanto, não apontou quais os problemas.

"Para aumentar a concorrência pelos direitos de transmissão do campeonato em TV Aberta no Brasil, pode-se adotar novos modelos, a fim de permitir maior democratização do acesso do esporte ao público telespectador", disse. "Entendemos que o modelo atual necessita de uma discussão mais ampla entre todos os agentes."

A Globo já se manifestou neste processo e defendeu seu modelo de negociações por pacotes como o mais vantajoso para os clubes. Mas não é possível ler todas as suas posições porque foi requisitada confidencialidade em alguns deles. Publicamente, a emissora já disse que procura o melhor para o futebol brasileiro e que fez modificações em seu modelo ao alterar a divisão de cotas de televisão dos clubes.

leia mais ...

Brasileiro Série A
Só a Ilha pode salvar o Sport
postado em 16 de outubro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com.br


O Sport Recife começa hoje a sua jornada na luta contra a degola enfrentando um concorrente direto, o Vitória da Bahia.

Teremos um domingão de futebol com a realização de nove jogos da 31ª rodada, que representa 81,5% da competição, que está chegando ao seu disco final.

Todos terão as devidas importâncias, mas na verdade o que interessa ao nosso futebol é o que será realizado na Ilha do Retiro, que é o único fator que poderá salvar o rubro-negro de Pernambuco da degola.

Sem as vitórias em casa, o clube será encaminhado para o cadafalso para que tenha a cabeça cortada pelo carrasco. Tal afirmativa é real, factível, desde que são os números que dão a garantia de que isso poderá acontecer.

O Sport tem apenas 17,7% de aproveitamento jogando como visitante. No returno em cinco jogos não conquistou um único ponto. No seu terreno tem 57,7%. Se mantiver essa performance fugirá da ZR, mas para que isso possa acontecer, terá que ganhar todos os jogos, para não contar com o ovo dentro da galinha, que representa uma vitória fora de casa.

A última conquista como visitante ocorreu na 16ª rodada, no mês de julho, contra o Cruzeiro, de lá para cá são cinco derrotas e um empate. Dos adversários na Ilha do Retiro somente o Cruzeiro tem um grau maior de dificuldade. Os demais, contando-se com o Vitória no jogo de hoje, são times que poderão ser batidos (Ponte Preta e Figueirense).

Com relação aos encontros longe de casa, somente o America-MG é mais frágil. Nenhum rubro-negro mais apaixonado pode esperar que o time escape da degola ganhando do Palmeiras, Grêmio e Atlético-PR. Uma jornada impossível, desde que um luta pelo título e os outros dois pelo G6.

A sua bala de prata é a casa e não pode ter um único percalço, para não depender do jogo contra o time mineiro, que poderá ser embalado por todas as malas do mundo.

Quando observamos a situação do Internacional, temos a certeza de que essa é mais grave do que a do Sport, desde que o time é um mandante razoável, mas também um péssimo visitante, e os adversários que estarão no Beira Rio, pelo menos dois são de excelente qualidade, Flamengo (hoje) e Cruzeiro, um mediano, a Ponte Preta e o rebaixado Santa Cruz.

Quanto aos jogos como visitante são quatro pedreiras, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e Fluminense, com poucas chances de vitória. Se o Colorado não ganhar como mandante, certamente pela primeira vez na história estará na Série B, e poderá ajudar o rubro-negro pernambucano.

A Ilha do Retiro será a salvação do Sport Recife, que só depende de si próprio, e o encontro de hoje é de matar ou morrer.

leia mais ...

Sport
Bivar trabalha nome de Eduardo Monteiro
postado em 14 de outubro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

O Sport tem um jogo decisivo com o Vitória/BA, neste domingo, na Ilha do Retiro, cujo resultado pode selar o seu futuro no Brasileiro da Série A. Entretanto, nos bastidores do clube o assunto dominante é o processo eleitoral, que começa a ser desencadeado, com o nome do empresário Eduardo Monteiro, presidente do grupo EQM, sendo apresentado como principal opção para suceder João Humberto Martorelli, na executiva do clube rubro=negro. A sugestão é do ex=presidente, Luciano Bivar, e de saída recebeu o apoio de Martorelli, do ex=presidente, Homero Lacerda, e do ex=presidente do Conselho, Sílvio Neves Baptista.

O processo sucessório do Sport vinha sendo tratado de forma sigilosa. O primeiro nome a ser trabalhado foi o do ex=presidente, Milton Bivar, por indicação do presidente do Conselho Deliberativo, Jarbas Guimarães, mas todos ficaram no aguardo de um aceno de Luciano Bivar em relação ao apoio que o mesmo daria ao irmão, fato que não ocorreu. O engenheiro, Fred Domingos, que é ligado ao grupo do ex=presidente, Wanderson Lacerda, também teve seu nome lembrado. Chegou=se a ventilar uma composição com os dois "candidatos", com Fred sendo o vice de Milton.

Ontem, durante almoço, João Humberto Martorelli, Homero Lacerda e Sílvio Neves Baptista conversaram bastante sobre o processo sucessório do Sport. Em seguida, no mesmo restaurante, Homero Lacerda e Luciano Bivar se encontraram, com Martorelli e Sílvio passando a compor a mesma logo a seguir. Durante a conversa Luciano falou sobre Eduardo Monteiro, e perguntou a Martorelli se ele apoiava. O presidente executivo do Sport conversou, por telefone, com Monteiro, e hipotecou sua solidariedade. Do outro lado, Eduardo Monteiro afirmou que somente aceitaria se Homero Lacerda ficasse responsável pelo departamento de futebol. As primeiras tratativas findaram por aí. Lacerda não confirmou se abraçaria o futebol, mas todos os presentes acreditam no "sim".

O lançamento do empresário Eduardo Monteiro, que passaria a ter o apoio da situação, com o aval de vários ex=presidentes, leva a pretensa candidatura de Milton Bivar a morrer no nascedouro, uma vez que, no encontro de ontem, ficou claro que o mesmo não terá o apoio do irmão sob hipótese alguma.

leia mais ...

Brasileiro Série A
Carolina
postado em 13 de outubro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Chico Buarque de Holanda, em seus bons tempos, escrevia boas canções, e entre essas estava "Carolina", aquela que ficava na janela e não via o tempo passar.

Ao sabermos que após a sua saída do Sport, o técnico Oswaldo de Oliveira estaria no banco do clube em seu jogo de despedida, contra o Chapecoense, nos lembramos dessa personagem, transportando-a para o futebol brasileiro, onde diversas Carolinas estão nas janelas vendo os problemas dos seus clubes, e nada fazem para contê-los. 

O Sport não merecia ser tão humilhado por seus dirigentes, que prestigiaram um profissional que estava contratado por outro clube. Desespero ou covardia? O resultado de 3x0 para o time local foi a resposta para tantos equívocos.

O seu modelo de gestão que já perdura há um bom tempo, está ultrapassado, com um grupo dominante que manda e desmanda, sem chances para a renovação.

O rubro-negro da Ilha do Retiro já foi uma referência nacional, e hoje vive uma longa seca em suas conquistas. A partir de 2000 a situação complicou-se, quando o time passou um tempo maior na Segunda Divisão.

Uma boa conquista, mas pontual, da Copa do Brasil, alguns campeonatos locais, sendo que esses pouco representam, não tem muito a comemorar. São anos de pão e água com pouca representatividade.

Um clube que dava orgulho, mas isso caiu, tornando-se mais um entre as dezenas de times de futebol desse país.  O seu quadro social não evoluiu, não existe a menor transparência do que acontece nos seus intramuros.

O patrimônio abandonado, quase era destruído com o golpe da Arena. Teríamos hoje um enorme buraco.

Enquanto isso os seus sócios e torcedores, copiando o modelo da Carolina de Chico, assistem de suas janelas de forma passiva, sem contestações ou mesmo resistências, dando sinais que tomaram a anestesia geral que foi dada nos últimos anos ao povo brasileiro.

Nunca em sua história foi tão necessárias as mudanças, que o grupo que domina o clube entenda que já deu a sua colaboração, e que abra as suas portas para o futuro, com pessoas que pensem, que possam elaborar um projeto de desenvolvimento, com ideias que agreguem valores em torno desses.

Isso não poderá acontecer se os associados e torcedores continuarem como a Carolina, que ficou vendo o tempo passar pela janela.

O futebol brasileiro, e em especial o Sport, não necessita de Carolinas e sim de muitos Leonidas para as suas defesas.

leia mais ...

Sport
Oswaldo Oliveira de saída
postado em 11 de outubro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O Sport joga na manhã desta quarta-feira com a Chapecoense, partida válida pela trigésima rodada da Série A, mas o assunto dominante nos bastidores do clube leonino, é a provável saída do técnico, Oswaldo de Oliveira, que segundo as notícias extraoficiais, entregará o cargo após o confronto com o time catarinense. Os enredos que levam a este epílogo divergem na contextualização, mas o final é o mesmo: a despedida de um treinador que nunca chegou a ser unanimidade na Ilha do Retiro, e se desgastou por não ter tido a competência de equilibrar o time na disputa do Brasileiro. O Sport há muito que vem paquerando com o rebaixamento, e irá a campo amanhã com a obrigação de contabilizar os três pontos em disputa.

Oswaldo Oliveira tem um aproveitamento abaixo dos 40% a frente do time leonino. Apesar da fraca campanha, seu nome tem recebido o aval do presidente do Corinthians, que espera reconduzi-lo ao Parque São Jorge, onde escreveu seu nome na história ao levar o clube a conquista de um título mundial.

Os boatos na Ilha do Retiro dão conta de que, os dirigentes do Sport mantiveram contatos com empresários de três treinadores, entre eles, Milton Cruz. Semana passada, Milton revelou para o seu amigo pessoal, Armando Pedrosa, que tem muito interesse em trabalhar como treinador do clube rubro-negro. Ao tomar conhecimento da movimentação dos dirigentes, Oswaldo de Oliveira teria se antecipado para um acerto com o Corinthians. Um episódio bem parecido com o que ocorreu com Eduardo Baptista, ano passado, quando trocou o clube pernambucano pelo Fluminense, ao descobrir que estava sendo fritado pela diretoria.

Agora, é aguardar os fatos.

leia mais ...