Histórico
Brasileiro Série A
A volta do asterisco
postado em 19 de outubro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


O Brasileirão de 2016, apesar da fraca média de público e de um futebol mequetrefe, tem se pautado pelo equilíbrio entre os disputantes, na luta por vagas no G4, G6 ou contra o rebaixamento, e sobretudo pelo título de campeão. Ã‰ sem dúvidas o mais interessante dos últimos anos, quando os pontos disputados estão sendo valorizados.

De repente por conta da arrogância de um árbitro ao validar um gol ilegal, e depois retroceder anulando-o, a competição voltou a ¨Era Do Asterisco¨, quando a pontuação de um clube fica com esse sinal, por conta da Justiça Desportiva, que determinou ao Circo para não contabilizar os pontos ganhos pelo Flamengo no seu jogo contra o Fluminense.  

Faltando sete rodadas para o final da competição, o futebol brasileiro corre o risco de esperar uma decisão do tapetão para que o torcedor possa conhecer a sua classificação.

Os cartolas do tricolor carioca agiram com um viés politico, por conta do seu processo eleitoral, ao ingressarem na Justiça Desportiva com um recurso pedindo a anulação do jogo, alegando influência externa, movido principalmente por uma tal de leitura labial divulgada pela Rede Globo em um dos seus programas, e que na verdade após ouvirmos várias vezes, nada prova que o árbitro recebeu informações externas.

Todos falavam sobre a televisão, mas no relatório de Sandro Meira Ricci que foi modificado no outro dia, não existe uma única citação sobre esse fato.

Vamos e venhamos, batalhar na Justiça por algo ilegal, é como os presos da Lava Jato solicitarem no STF a volta para os seus bolsos do dinheiro roubado do erário público.

Na verdade o direito de recurso existe, como também existe o direito de recusa da parte do tribunal, desde que o problema é ético, quando se deseja retirar os pontos de um clube que foram ganhos de forma correta no gramado, por conta de um gol ilegal e que foi detectado pelo auxiliar quando levantou o bastão.

O Circo está sendo armado e os juristas irão aparecer com enfase em todos os programas de televisão. O futebol deverá ficar de lado por conta dos holofotes, e com isso tirando as atenções de um final de competição que apresentava sinais de grandes emoções, para dar lugar ao Tribunal cujo presidente foi indicado pela Anaf por solicitação de Del Nero na época vice-presidente do Circo, que tinha o comando do prisioneiro Marin, conforme nos mostrou a excelente repórter da Espn Gabriela Moreira, inclusive mostrando provas com os emails remetidos pelo cartola para Sergio Correa, na época chefe da Comissão de Arbitragem, que foi o intermediário desse estranho tapetão. 

Isso mostra a realidade da Justiça Desportiva Brasileira, onde a maioria dos seus membros fazem parte do Sistema Único do QI, ou seja quem indicou, e quando indicam é por conta de outros interesses. É o modus operandi da República de São Paulo que domina o esporte da chuteira no Brasil.

O presidente do Fluminense está prestando um desserviço ao futebol brasileiro, ao defender o errado por interesses não esportivos, e sim políticos na tentativa de alimentar um FLA-FLU fora dos campos e incentivar os seus associados no processo eleitoral. 

Uma vergonha, um constrangimento entre aqueles que lutam por um futebol melhor, mas com tais procedimentos esse esporte está sendo conduzido aos canos de esgotos dessa nação.

Enquanto isso, o Figueirense também entrou com um recurso no STJD, solicitando a anulação do seu jogo contra o Palmeiras por conta de um erro de direito da arbitragem.

O vídeo é bem claro. O atacante Dudu cobra um lateral posicionado lateralmente ao campo, e a bola toca o solo antes de entrar no gramado. Nesse caso, o time catarinense tem razão, desde que o lance feriu a regra 15, e originou o gol da equipe paulista.

Iremos ter mais um asterisco nesse avacalhado futebol brasileiro.

Aliás o futebol é a cara do Brasil em que vivemos.

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Futebol Brasileiro
A opção pela mediocridade
postado em 18 de outubro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


A sociedade brasileira optou pela mediocridade, derrotando a qualidade. Isso em todos os setores, e o futebol é o maior exemplo, quando vivencia um dos períodos mais medíocres de sua história, em que o menos ruim é o melhor, por não existirem bons no segmento.

Há anos que estudamos os esportes no Brasil, e sempre alertando que a passagem do regional para o nacional deveria ter sido feita de forma gradual e com uma linha de ação que contemplasse a todos.

Nada disso aconteceu. A nacionalização do esporte substituiu a regionalização como um verdadeiro tsunami, varrendo-a do mapa esportivo brasileiro. 

No domingo ao assistirmos os jogos do Sport que teve o Vitória como adversário, Santa Cruz, Figueirense, America-MG e Coritiba, observamos as diferenças existentes entre aqueles que hoje são considerados grandes, embora para nós sejam medianos, e esses que são os pequenos.

Na verdade a história do futebol brasileiro começou nos estados, de forma totalmente regionalizada, com estaduais com peso, principalmente na estruturação de clubes fortes, e que deu ao país o que chamam de agremiações grandes, em quantidade bem superior aos países do Velho Continente.

A grandeza regional fez com que esses clubes ocupassem espaços nacionalmente com grandes conquistas, como Bahia, Coritiba, Atlético-PR e Sport, todos campeões brasileiros, mas que foram perdendo a consistência por conta de uma política irracional adotada no país. Nos lembramos que há anos atrás o jornalista Julio Gomes também analisava esse problema.

Obvio que a globalização é um fato, mas deveria ser aproveitada de forma a atender a todos, e não trucidando muitos clubes. Pelo contrário, foi formatada apenas para doze, contando com o apoio da Rede Globo a verdadeira dona desse esporte no Brasil. Deu no que deu.

Faltam pensadores em nosso país, em especial no futebol, onde a mediocridade das gestões é assustadora. A ruptura foi muito grande na passagem de um sistema regional para o nacional, sem um projeto que pudesse dar um equilíbrio, e isso se fez sentir na pornográfica distribuição de receitas, sobretudo as cotas da televisão. 

O abismo foi se aprofundando e resultou no que temos hoje, um futebol com alguns clubes bem aquinhoados, e outros recebendo migalhas.

Se houvesse seriedade nessa passagem, o aproveitamento da regionalização poderia ter servido de orientação para o processo por ser a responsável pela história do futebol brasileiro, e sobretudo pelo número de bons atletas e de jogos com qualidade.

O modelo atual é o de jogar para não perder, e ganhar por acaso, e isso tirou os torcedores dos estádios, inclusive os das poltronas.

Infelizmente poucas vozes na ocasião em que isso acontecia foram ouvidas, e a esperteza de alguns, aliada a mediocridade de uma sociedade tomou conta da nação, e do futebol, e com um agravante, quando não aparece nenhum sinal de reação para mudanças, e o conformismo de ser medíocre tornou-se algo geral no país.

Lamentável.

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Brasileiro Série A
Os nove pontos da sobrevivência
postado em 17 de outubro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


Os três pontos conquistados em cima do Vitória/BA levaram o Sport a dar um salto na tabela de classificação. Se não chegam a ser uma garantia de que o clube seguirá na Série A, no próximo ano, ao menos deu para os leoninos respirarem mais aliviados, uma vez que, estavam na iminência de entrarem na zona de rebaixamento. Apenas dois pontos separam o Leão desta aterrorizante zona, o suficiente para dirigentes e jogadores recorrerem a matemática simples e definirem a meta da sobrevivência: somar nove pontos nos setes jogos que disputarão até o final da competição.

A tarefa não é fácil. Afinal, os rubro-negros disputarão 21 pontos e precisam ter um aproveitamento de 42% nas sete partidas restantes. Nos 31 jogos realizados o Sport teve um aproveitamento de 39,8%. O que alimenta o otimismo dos torcedores leoninos é o fato de que três dos sete jogos decisivos serem disputados na Ilha do Retiro. Aliás, o artigo do mestre José Joaquim Pinto de Azevedo - "Só a Ilha pode salvar o Sport" - que postamos ontem, foi bastante pertinente por ressaltar um fator que passou a ser determinante neste final de campeonato: o mando de campo. Vencer Ponte Preta, Cruzeiro e Figueirense na Ilha do Retiro é o mesmo que assinar um certificado de aprovação na Série A. Naturalmente que no futebol as coisas não são tão precisas assim. Analisamos, e apostamos, uma probabilidade a partir de um raciocínio lógico decorrente as estatísticas. Afinal, os resultados atestam a dificuldade do Leão em somar pontos como visitante.

O novo técnico leonino, Daniel Paulista, que vivenciou inúmeras situações nos três anos que atuou como jogador no rubro-negro pernambucano, sabe bem da força da torcida, e os efeitos causados pela energia que emana das arquibancadas. No jogo que marcou seu batismo como jogador, ele procurou interagir com os torcedores. Essa comunicação do campo com a arquibancada estava faltando, e pode servir como ponto de desequilíbrio nos jogos que o Leão disputará na Ilha do Retiro.

Se adicionar nove pontos nos trinta e sete conquistados até o momento, o Sport alcança a casa dos 46 pontos, ou seja, ultrapassa o ponto de corte que hoje é de 45 pontos. A matemática é simples, e o único caminho que leva o Leão a se manter na Série A é o mando de campo. Nos 16 jogos disputados, até agora, como mandante, o Sport somou 8 vitórias; 5 empates e 3 derrotas. Nas 15 partidas que se apresentou como visitante o time rubro-negro contabilizou 2 vitórias; 2 empates e 11 derrotas. Não há outro caminho senão apostar tudo na eficiência doméstica.

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Acontece
A obsessão pelo poder
postado em 17 de outubro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Qual a razão de um dirigente esportivo passar um longo tempo no poder? Uma boa pergunta na busca de uma resposta.

Os esportes brasileiros sofrem de uma doença denominada de TOP- Transtorno Obsessivo Pelo Poder.

Trata-se de uma síndrome que ataca os dirigentes, jogadores e torcedores, e cujo tratamento demanda muito tempo.

São cargos que representam encargos, com muitas cobranças, mas nada disso interfere, desde que todos desejam continuar. Conhecemos várias pessoas que já estiveram no poder, o deixaram, mas continuam sonhando numa volta. Rondam os clubes na espera de uma vaguinha.

Nada mais obsessivo do que acontece em nossas entidades que administram o futebol e dos clubes participantes, onde os dirigentes quando abocanham o comando, ficam inebriados com as benesses do mando, e não querem largar.

Muitas vezes são péssimos gestores, fingem que não o são, por conta do TOP que tomou conta de seu organismo. Basta dar uma volta no Brasil esportivo e os exemplos estão bem latentes à disposição de todos.

Por sua vez, os atletas abandonaram a bola, transformaram-se em um produto de marketing. São mais celebridades do que jogadores de futebol. Estão mais nas páginas sociais do que nas esportivas. Fazem parte dessa cadeia atacada pelo TOP. Hoje fala-se mais dos seus cabelos, do que das  suas performances nos gramados.

Estamos em plena "Era da Imbecilidade".

O consumidor, que é a parte mais importante do sistema, também contaminou-se e tornou-se omisso com relação ao que se passa em seu entorno, principalmente nos clubes, onde os sócios são de pouca valia, e se acomodam com aquilo que vem de cima.

Qual o clube que convoca uma Assembleia para discutir o processo eleitoral com os seus sócios?

Nenhum. Uma mesa e quatro cadeiras resolve o problema, quando tiram da cartola os futuros dirigentes, que são sempre os mesmos do sistema. No Sport existe a "República de Toquinho", cujos assuntos são tratados e resolvidos à revelia dos associados.

Os consumidores atacados pelo TOP, só enxergam o seu clube, e não contemplam o que acontece no mundo futebolístico, que é importante para todos.

Se esses tivessem a capacidade de mobilização o sistema já teria sido derrubado, mas preferem as filas para as compras dos ingressos, as borrachadas da Policia, de chegarem em casa no outro dia por conta dos horários pornográficos de alguns jogos, mas felizes pela vitória do seu time.

Isso acontece há anos, e não irá mudar, desde que essa doença quase não tem cura, e as gerações vão mudando, trazendo dentro de si algo que impede uma união contra o sistema apodrecido e que está arruinando o futebol brasileiro.

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Brasileiro Série B
"Tá lá, tá lá...É gol do Náutico!"
postado em 16 de outubro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Se é verdade que ninguém esquece o primeiro beijo, também não é menos verdade que o torcedor não esquece o último gol do seu time do coração. Principalmente se ele provocar uma sobrecarga de emoção, como ocorreu com o Náutico na vitória por 1x0 sobre o Ceará, ontem, na Arena Pernambuco. Tudo aconteceu ao apagar das luzes, como diria o narrador da Rádio Globo, Bartolomeu Fernando, que estava ficando convencido de que colocaria um ponto final no seu trabalho sem o vibrante grito de gol. Mas aos 48 minutos do segundo tempo, no último lance da partida, o zagueiro Igor Rabello, desvia, de cabeça, a bola para dentro do gol. Parte dos 25 mil torcedores que pagaram ingresso já havia deixado o estádio, mesmo assim a explosão de alegria foi contagiante entre os alvirrubros.

Um gol que manteve a máxima do futebol de que "o jogo só termina quando acaba", e foi muito além da simples conquista dos três pontos em disputa. "Tá lá, tá lá...É gol do Náutico!", esbravejava Bartolomeu Fernando que é considerado um dos melhores narradores do rádio esportivo brasileiro. Foi como se estivesse anunciando que o Náutico está de volta à Série A do Campeonato Brasileiro. É certo que ainda restam sete partidas, mas o acerto apresentado pelo time alvirrubro, pós chegada do técnico Givanildo Oliveira, leva o torcedor a ter bons sentimentos. Afinal, a sequência invicta é marcada por dois empates e seis vitórias, período em que a equipe marcou 12 gols e sofreu 3. O crescimento na fase decisiva do campeonato levou o clube ao G4, onde hoje aparece com 60% de chances de acesso.

O jogo? Nem me pergunte caro torcedor. Não foi dos melhores. O Ceará foi a campo como um franco atirador, e conseguiu impor um melhor futebol em boa parte da disputa. Entretanto, os mais experientes asseguram que, o sucesso no futebol também acontece com uma pitada de sorte. Verdade. Ontem, Givanildo Oliveira e seus comandados receberam esse "bafejo da sorte", para chegarem a uma vitória que, se não foi a mais importante, pode ser classificada como a que definiu o rumo da história. Os sete jogos que virão pela frente serão todos encardidos, nada fácil. E tudo indica que com uma dose cavalar de emoção.

O experiente Bartolomeu Fernando cantou a pedra: "Quarenta e oito minutos do segundo tempo. Sinto que o gol vai acontecer agora, fumacinha de gol, tá lá, tálá... É gol do Náutico".

Esta emoção o torcedor alvirrubro não esquecerá jamais.

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