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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A
passagem do técnico Alexandre Gallo pelo Náutico não correspondeu
as expectativas dos alvirrubros. Após o clube contabilizar três
derrotas em quatro jogos disputados no returno da Série B,
resultados que, teoricamente inviabilizaram o projeto de acesso Ã
Primeira Divisão Nacional, o treinador foi demitido e, para ocupar o
lugar deixado por ele, a diretoria do clube recrutou Givanildo
Oliveira, que tem no seu currÃculo quatro acessos à Série A. A
simples troca do comandante técnico é coisa corriqueira nos clubes,
mas os problemas do Náutico vão além do factual que ocorre dentro
das quatro linhas.
"Hexa é luxo!". A frase virou um mantra para os alvirrubros, que se estabeleceram no passado e não prepararam o clube para entrar em sintonia com o futuro. O resultado foi uma deteriorização ao longo dos 48 anos que separam a conquista de um tÃtulo emblemático, de um presente desolador, sem perspectiva. A preocupação, única e exclusiva com a conquista de tÃtulos no futebol fez com que o Náutico ficasse pequeno como clube. Ao longo de quatro décadas, os dirigentes sequer conseguiram enxergar o vizinho Country Club, hoje a maior referência de clube socioesportivo no Estado.
Na década de 80 o clube se desfez de um patrimônio valioso, o Caça e Pesca, um equipamento localizado em Barra de Jangada, Jaboatão dos Guararapes. A garagem de remo, edificada na rua da Aurora, onde o metro quadrado é um dos mais valiosos na cidade do Recife, é um equipamento que poderia ter um outro fim, mas que fica sendo sub utilizado com um esporte decadente em Pernambuco. Da mesma forma, a incapacidade dos dirigentes não permitiu que o clube se expandisse no seu habitat. A expansão imobiliária criou um cinturão ao redor do seu patrimônio fÃsico nos Aflitos, fato que inviabilizou o crescimento naquela área. A pequena reforma feita no estádio Eládio de Barros Carvalho foi fruto da persistência e do sonho de um alvirrubro: Raphael Gazzaneo. Não foi projeto de diretoria, ou de uma comissão patrimonial.
Ao longo de quatro décadas o Náutico promoveu um desfile de presidentes cuja incompetência foi desastrosa para a agremiação alvirrubra. A análise não se refere aos cidadãos, e sim, aos gestores. Antônio C. Barros, Josemir Correa, Fred Oliveira, Márcio Borba, Berillo Júnior, Glauber Vasconcelos, são alguns exemplos de administradores que em nada contribuÃram para o crescimento do clube. O perfil dos atuais mandatários, Marcos Freitas e Ivan Brondi, homens de conduta ilibada, não se adéqua à s necessidades do momento, fato que ressalta a forma de como o Náutico vem sendo rifado a cada processo eleitoral, por conta da falta de um planejamento que impulsione o seu crescimento.
Não podemos eximir Alexandre Gallo de culpa em relação a oscilante campanha do time na Série B, mas o "diabo não é tão feio quanto se pinta". Por falta de dirigentes capacitados ele passou a definir determinadas coisas que não são da atribuição do treinador. O problema do Náutico não se restringe ao comando técnico, vai muito além do futebol. Infelizmente o hexa funcionou como uma venda nos olhos dos alvirrubros impedindo-os de verem o clube como um todo, e não apenas como um time de futebol.
CLAUDEMIR GOMES
Vencer um clássico é sempre motivo de regozijo para o torcedor, principalmente se este for apimentado por uma rivalidade centenária como é o Clássico das Multidões. Eis a razão pela qual a torcida do Santa Cruz amanheceu feliz. A vitória - 1x0 - foi a segunda do clube do Arruda sobre o Sport, nos sete confrontos que os dois clubes tiveram na temporada 2016. Detalhe: a primeira vitória assegurou ao time coral o tÃtulo pernambucano. A segunda, nesta quarta-feira, classificou Grafite e companhia para as oitavas de final da Copa Sul-Americana.
Além do fato de vencer o arquiinimigo, o torcedor do Santa Cruz brinda a classificação como uma conquista inédita, afinal, a edição 2016 da Copa Sul-Americana tem como uma das novidades o batismo do Tricolor numa competição internacional oficial. A exposição em um novo mercado cria a possibilidade de conquista de novos investidores. Mas para que tal experiência venha ser exitosa é imprescindÃvel que o clube descreva uma boa campanha, o que parece pouco provável ante as dificuldades que o time atravessa no momento.
A vitória sobre o Sport ecoou apenas no cenário doméstico. A fase nacional da competição continental nada acrescenta em termos de visibilidade. Costumo dizer que os clássicos pernambucanos na Sul-Americana são chocolates domésticos vendidos com uma outra embalagem. A internacionalização, ou seja, os confrontos entre clubes de diferentes paÃses começa a partir das oitavas de final. O grande desafio do campeão pernambucano começa agora, fato que nos leva a pergunta: o Santa Cruz está preparado para o desafio?
A julgar pela campanha que vem descrevendo na Série A, podemos afirmar que não. Mas o futebol reserva surpresas, e é justamente no imponderável que os dirigentes tricolores apostam.
Pela ótica dos otimistas, a classificação para a próxima fase da Sul-Americana pode, inclusive, alavancar o clube na Série A, competição na qual está estagnado na desconfortável posição de vice-lanterna, na iminência do rebaixamento para a Segunda Divisão nacional. A análise dos pragmáticos é inversamente proporcional. Num momento em que o Santa Cruz precisa concentrar todos os seus esforços na luta para se livrar do rebaixamento, vai ter que encarar viagens desgastante para outros paÃses. Como não dispõe de um grupo qualificado, as chances de obter sucesso na Copa Sul-Americana são mÃnimas. Além disso, o cansaço provocado pelas viagens pode vir a ser determinante para o insucesso na tentativa de descrever uma campanha de manutenção na Série A.
Como no futebol não existe uma verdade absoluta, embora os números apontem uma lógica, resta ao tricolor torcer para que a vitória sobre o Sport, que lhe permitiu avançar na competição continental, não venha a ser uma "vitória de Pirro".