Histórico
Brasileiro Série A
Clássico dos Afogados
postado em 09 de setembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A derrota para o Corinthians - 3x0 - deixou o Sport com a mesma pontuação do Figueirense (27 pontos), clube que, no momento, abre a zona de rebaixamento no Brasileiro da Série A. O que leva o rubro-negro pernambucano a se posicionar uma casa acima na tabela de classificação são os critérios de desempate: o Leão tem uma vitória a mais e o seu saldo de gols é menos negativo que o do time catarinense. Com todos os faróis de alerta ligados na Ilha do Retiro, o Clássico das Multidões que será disputado domingo, passa a ter um caráter de decisivo para os leoninos, como se fosse uma final de campeonato, como bem classificou o goleiro Magrão.

Por ironia, a disputa do Troféu Givanildo Oliveira, criado pela Federação Pernambucana de Futebol, para marcar o centenário de um dos clássicos mais tradicionais do futebol brasileiro, serve para emoldurar e apimentar esta queda de braço entre os "afogados" que lutam contra o fantasma do rebaixamento. O fato de ter sete pontos a mais que o arquirrival dá ao Sport uma vantagem nesta fuga da degola, mas não lhe assegura sucesso no oitavo confronto entre os dois clubes na temporada 2016, que acontece neste domingo, na Ilha do Retiro. Nos clássicos já disputados foram registradas 2 vitórias do Sport; 2 do Santa Cruz e 3 empates.

Com o ponto de corte chegando aos 46 pontos, o Sport precisa somar 19 pontos nas 15 partidas que irá disputar até o final do campeonato, para se ver livre do rebaixamento. O desafio do Santa Cruz é maior: o campeão pernambucano só permanecerá na Série A em 2017 se contabilizar 26 pontos até o final desta edição. Diante do pragmatismo dos números só resta uma saída para rubro-negros e tricolores no clássico do final de semana: a vitória. A imperiosa necessidade de vencer obriga os dois times a serem intensos, o que vai assegurar ao clássico um nível de competitividade altíssimo. Em relação a qualidade técnica do espetáculo, a posição dos dois clubes na tabela de classificação diz tudo.

Como diria o mestre dos traços, Humberto Araújo, "este é o tamanho do nosso futebol".

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Artigos
O troféu SAMU
postado em 09 de setembro de 2016
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO (blogdejjpazevedo.com)

O povo brasileiro está se acostumando com as coisas ruins. Ninguém grita fora ladrões, pelo contrário os festejam. No futebol o torcedor não liga para a mediocridade geral que tomou conta do esporte em todos os setores. O jornalismo Pokemon vibra com uma seleção que eles chamam de brasileira, que na verdade é do Circo do Futebol Brasileiro, uma entidade que exala mau cheiro. E aí segue a vida.
Por acaso alguém observou que o nosso futebol tornou-se uma sucursal do Samu por conta do número de contusões, que são produtos de um calendário irracional formulado por apedeutas com um excesso de jogos, atrelados a longas viagens?
Não tem um único jogo sem que um profissional não saia lesionado. A maior parte é de ordem muscular. Até os goleiros são afetados. Fizemos um levantamento para o blog, e constatamos que até o dia de ontem eram 77 jogadores nos diversos departamentos médicos, o que representa 7 times completos. Realmente é assustador.
Qual o veículo de mídia que divulgou ou analisou tais números? Estão mais preocupados com a dança de Neymar e com os uniformes grotescos dos clubes. É a realidade que convivemos, que faz parte da era da imbecilidade.
O Circo e as federações estaduais são instituições atrasadas, e esse atraso se deve a pessoas, que agem como sem elas, o esporte não existiria. A insistência dos jurássicos estaduais, que ocupam várias datas do calendário, demonstra realmente o modelo superado que é adotado. Quando se fala na proteção aos clubes menores, e que esses campeonatos pelo menos servem para movimenta-los, esquecem que a grande maioria torna-se sazonal com apenas três meses de atividades.
Não se debate a ampliação do número de participantes nas competições, inclusive com uma nova Série, com um modelo regionalizado e bem distribuído durante toda a temporada. Pelo contrário, são Estaduais, Ligas Regionais, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana e Brasileiro. Os atletas se preparam para o sacrifício, atendendo a um calendário ponográfico, podendo realizar até 75 a 80 partidas em um ano, para atender os interesses de terceiros e não dos esportes, enquanto os europeus jogam no máximo entre 60 e 65 por conta do seu calendário bem elaborado.
Os clubes formatam elencos gigantescos para que possam atender a maratona de jogos, inflando as folhas salariais, e onerando os seus cofres. Mas apesar de viverem sob esse guarda-chuva perverso ficam calados, desde que são dependentes da televisão e dos órgãos que administram esse esporte.
No final do ano serão premiados com o Troféu Samu, que é entregue aquele que conseguiu ter menos gente no Departamento Médico.
Grotesco.
São coisas de um futebol dirigido "muito bem" por Del Nero e seguidores

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Artigos
"O apogeu da merda"
postado em 08 de setembro de 2016
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO (blogdejjpazevedo.com)


Tínhamos uma visão equivocada do apresentador Fausto Silva, o Faustão, talvez pelo conteúdo vulgarizado do seu programa, mas, depois de assistirmos a sua entrevista no "Programa do Jô", verificamos um outro lado, o do cidadão bem informado, com cultura e pensamentos corretos e avançados.
O que nos chamou mais atenção foi um texto sobre o futebol brasileiro, algo que sempre escrevemos sobre o tema, que é abandonado pelo jornalismo Pokemon, onde o ufanismo prevalece por conta dos interesses.
"Já falava o meu amigo Flavio Costa que o futebol brasileiro só evoluía dentro das quatro linhas. Fora de campo, não. Hoje em dia você vê a situação do Brasil. Embora tenha ganho a medalha de ouro, a situação é cada vez mais catastrófica. Por que? A ascensão social e econômica e social no Brasil ou é através do futebol, da música sertaneja e do Big Brother Brasil. Então é um país que não investe na educação. Conclusão: É O APOGEU DA MERDA", afirmou.
Trata-se de uma realidade que constatamos muitas vezes em nosso cotidiano, quando os pais desembolsam recursos que irão lhes fazer falta para que os seus filhos participem de uma escolinha de futebol. O sonho que hoje se coloca na cabeça do jovem, é de que o futebol irá leva-lo a riqueza, e daí poder dar maiores condições a todos os do seu convívio. Na sociologia trata-se de um fato social.
A realidade é bem outra, muito distinta, desde que no universo dos atletas profissionais 90% desses tem salários de um a três mínimos, o que caracteriza as distorções existentes no setor. Uma minoria é levada a clubes maiores e com faixas salariais mais altas.          
Aí é que entra o poder público, no seu projeto esportivo, que na maioria dos estados é inexistente, quando através de um planejamento, levar os alunos de suas escolas a praticarem esportes, tornando-se na realidade o celeiro alimentador de todas as modalidades esportivas.  
A educação brasileira é falida, nada acrescenta ao jovem, e muitas vezes só existe para que o aluno tenha sua refeição diária através da merenda escolar. Existe uma necessidade de mudança do foco, com a inclusão dos esportes, inclusive o futebol, colocando-os como parte de sua grade de educação e lazer, e daí com pessoas especializadas orienta-los devidamente, da importância da atividade esportiva, que aliada a educação poderá visualizar um melhor caminho para esses, inclusive com uma perspectiva profissional e de melhoria de vida.    
O esporte não pode ser tratado como salvação familiar, e sim como um rumo a ser tomado para dar mais vida, saúde, formação humana e social, e que poderá ser concretizado na formação de talentos esportivos. A base esportiva é a escola. A educação física e desportiva é um elemento específico da cultura geral adquirida na escola, e é sem dúvidas um dos três mais importantes princípios para sairmos desse "APOGEU DA MERDA", citado brilhantemente por Fausto Silva.
Um novo Brasil será aquele em que a base esportiva seja a escola, com condições de produzir uma geração de homens e atletas, sem que os pais tenham que dispender um valor tão grande para que o seu filho tenha o sonho de ser um jogador de futebol.                                                                                                                         

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Brasileiro Série A
Adeus as ilusões
postado em 08 de setembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O fantasma do rebaixamento se agiganta a cada rodada do returno da Série A diante do Santa Cruz. Embora seja comum entre os cronistas esportivos, principalmente os que fazem rádio no Recife, vender ilusões, fato que, ma maioria das vezes distorce a realidade dos fatos ou, no mínimo, desconsidera o pragmatismo dos números, o atual cenário na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro nos mostra dois clubes com suas quedas consolidadas para a Segunda Divisão em 2017: América Mineiro e Santa Cruz. O empate - 2x2 - com a Chapecoense no meio da semana, na Arena Pernambuco, soou como um adeus as ilusões para os tricolores.

Com 20 pontos contabilizados em 23 partidas, o Santa Cruz precisa somar 25 pontos nos quinze jogos que ainda irá disputar, uma vez que, o ponto de corte está estimado em 45 pontos. O desafio é grande, mas torna-se insuperável diante da fragilidade apresentada pelo campeão pernambucano ao longo da competição onde tem um aproveitamento de 29%. O site, Chance de Gol, que faz uma projeção da campanha de cada clube envolvido na competição, assim como mostra as probabilidades, após a disputada de 23ª rodada, cravou o time tricolor com 90% de chance de rebaixamento. Foram apenas 5 vitórias em 23 rodadas. Para se livrar do rebaixamento o Santinha precisa de 8 vitórias e um empate, ou 7 vitórias e 4 empates.

Como diz o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, "o futebol tem sua lógica", e os números apontam o norte do final da campanha do Santa Cruz. É certo que, quem aposta no pragmatismo dos números não pode se deixar impressionar com acontecimentos que levam a analisar os fatos pela ótica do misticismo. Os 12 mil torcedores que pagaram ingresso para assistir ao confronto do Santinha com a Chapecoense deve ter deixado o estádio com a impressão de que os deuses do futebol estão conspirando contra o time comandado por Doriva.

Bom! Prefiro seguir defendendo a tese que faltou planejamento para o clube enfrentar a principal série, onde desfilam os melhores clubes, do futebol brasileiro. Mesmo com algumas pessoas alertando os atuais dirigentes, para que eles não incorressem nos erros cometidos em 2006, o pecado mortal foi repetido: encarar a Série A com um time cujo perfil é de Série B. O resultado não poderia ser outro. Afinal, "futebol não aguenta desaforo", como bem falam os mais experientes.

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Futebol Brasileiro
Estruturas fissuradas
postado em 06 de setembro de 2016
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

No dia de ontem assistimos partes de alguns programas esportivos. Não conseguimos contempla-los na sua totalidade por conta do esvaziamento dos seus conteúdos. O mundo desse jornalismo é totalmente diferente de uma realidade em que vivemos.
O trabalho do jornalismo esportivo no Brasil faz parte da sua estrutura geral que está totalmente fissurada, e bem perto de romper. Não são discutidos os temas mais importantes, a razão de nossa decadência, pelo contrário o esporte na maioria dos casos é tratado de forma alienada e humorística.
O jornalismo perdeu a sua essência , quando a procura pela noticia foi deixada de lado, dando lugar a uma reprodução fixa de fontes, sem a busca pelo furo, que dá o lugar a audiência. O seu ponto principal é a apuração e isso não mais existe. O jornalista não sai mais da redação, e tem a internet como a sua maior fonte.
O futebol é um dos esportes brasileiros que vem definhando há muito tempo, e os seus segmentos deixam passar despercebido o fato. Um único jogo da seleção já transformou o treinador Tite como um novo Guardiola. Aqueles antes apaixonados por Scolari, já o adotaram. 
Nos apequenamos nos diversos setores relacionados aos esportes e em especial o futebol. Todos nós que o estudamos com afinco sabemos que os nossos problemas estão relacionados aos conceitos de gestão, que hoje na maioria das entidades estão ultrapassados. Ninguém observa, e preferem promover fatos isolados do que uma análise do contexto geral.
Não há, nem haverá melhora nesse esporte se não acontecer uma renovação em sua gestão. A modernização é necessária, para que possa atender a uma nova demanda totalmente insatisfeita na busca de novos produtos. Vivemos das glórias do passado e deixamos de lado o essencial que é o desejo do futuro.
O mais importante para os esportes em geral é o investimento nos recursos humanos, captando profissionais qualificados, para que as fissuras sejam costuradas, e novos caminhos pavimentados.
Uma entidade com boa gestão, com pessoas que pensem tem tudo para dar certo, em um país onde os esportes fazem parte de sua população. O jornalismo  serve como formador de opinião, alimenta o debate, mas infelizmente o está alimentando de forma equivocada, sem discutir que o nosso maior problema é na realidade a ausência de gestores competentes e sobretudo sérios.
Hoje Neymar dançando na concentração da seleção é noticia, enquanto os estádios estão vazios e o fato passa ao largo. Ou mudamos, ou iremos morrer de inanição. O futebol não pode fazer parte de programas humorísticos, e sim de debates sérios e produtivos.
É preciso renovar o modus operandi, inclusive no setor jornalístico. Humor é bom, mas em programas do gênero, não aqueles dedicados aos esportes.

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