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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR
GOMES
Com relativo atraso, a diretoria do Santa Cruz anunciou, na manhã desta terça-feira, a dispensa do técnico Milton Mendes, que comandou o clube nas conquistas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, mas que não conseguiu manter a performance do grupo no Brasileiro da Série A. Na sua passagem pelo Tricolor do Arruda, Mendes disputou 32 jogos e acumulou 12 vitórias; 9 empates e 11 derrotas, com um aproveitamento de 46,8%.
Não se pode creditar a desastrosa campanha na Série A apenas aos equÃvocos cometidos pelo treinador. Uma série de fatores contribuiu para o baixo rendimento do grupo que não foi qualificado para descrever uma campanha de manutenção com relativo conforto. A Copa do Nordeste e o Pernambucano não podem servir de parâmetro para um campeonato que reúne os maiores clubes do futebol brasileiro. Milton Mendes recrutou 12 profissionais para reforçar o elenco coral, a maioria sem condição de ser protagonista.
Desde que o Brasileiro passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos que, um clube que acumula 19 derrotas não consegue sobreviver, ou seja, é rebaixado para a Série B. O Santa Cruz fechou sua participação no primeiro turno da edição 2016 da Série A com 11 derrotas, 4 empates e 5 vitórias. Os números são assustadores pois indicam uma tendência de rebaixamento. Fato que nos leva a conclusão de que os dirigentes tricolores perderam o time de tirar o treinador num momento em que o cenário não estava tão sombrio.
Gilmar Dal Pozzo e Péricles Chamusca foram os primeiros nomes especulados como forte candidatos para ocupar o cargo deixado por Mendes. Eduardo Baptista, atualmente na Ponte Preta, também foi lembrado nos vários debates em diferentes emissoras de rádio no inÃcio da tarde. Seja qual for o felizardo, sabe-se que sua missão no returno do Brasileiro não será outra senão evitar o rebaixamento.
Por ROBERTO VIEIRA
A culpa não é de Gabriel Barbosa.
Ele joga direitinho - não é nenhum Coutinho.
Junto com Jesus e Neymar poderia ser um Trio Irakitan.
Mas daà a SantÃssima Trindade é puro marketing.
Como transformar água em vinho.
Daà a ilusão vira pó nas arquibancadas da vida.
Ainda bem que Gabriel já foi vendido.
Já fez seu pé de meia.
Mas o que ajuda mesmo é esse apelido de Gabigol.
Arte de transformar Maravilha nos Fios dessa vida.
CLAUDEMIR GOMES
O
técnico do Sport, Oswaldo de Oliveira, se recusou a dar uma
entrevista coletiva, pós jogo onde o rubro-negro pernambucano
empatou - 1x1 - com o Figueirense, e utilizou como argumento os erros
de arbitragem, que teriam lhes deixado irritado. Os jogadores da
Seleção OlÃmpica Brasileira de Futebol, deixaram o campo, pós um
empate sem gols com o Iraque em silêncio. Nenhum deles teve coragem
de enfrentar os microfones. Existem várias interpretações para o
silêncio dos inocentes: covardia, imaturidade, falta de respeito,
falta de ética... Enfim, seja lá qual for a melhor definição para
tal comportamento, o fato revela o despreparo de todos para fazer uma
autocrÃtica.
O que foi pior, um erro de arbitragem ou o equÃvoco de Oswaldo de Oliveira em definir o plano de jogo do Sport para enfrentar o Figueirense? A dependência do time rubro-negro de Diego Souza é fato. Afinal, trata=se do único jogador do grupo com uma técnica apurada, o que lhe leva a sair do lugar comum. Sem ele em campo o nÃvel do setor de criação da equipe leonina desce a um nÃvel bastante sofrÃvel. Sem o seu maestro restava ao Sport buscar a vitória explorando a velocidade de Rogério. Com as entradas de Gabriel Xavier e Mark Gonzalez no time, Rogério passou a se movimentar bastante pelo meio, faixa de campo onde não havia espaço para ele explorar sua velocidade. Com suas caracterÃsticas, o atacante rubro=negro é mais objetivo explorando as laterais do campo, fato que ocorreu quando o treinador tentou corrigir seu equÃvoco e colocou em campo Túlio de Melo e Edmilson. A partir daà Rogério foi o ponteiro agudo que se destacou desde os tempos em que vestia a camisa do Náutico. O Figueirense joga com um quarteto no meio campo formado por jogadores com idade avançada, o que lhe impõe um ritmo cadenciado, mesmo assim conseguiu envolver e anular o setor de armação do time do Sport.
Em relação à Seleção OlÃmpica Brasileira, o fato de o time passar 180 minutos sem marcar gols diante de adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente, escancara, ainda mais os erros estruturais. As seguidas frustrações, que começaram na Copa de 2014, e seguiram nas duas edições da Copa América - Chile e Estados Unidos - parece que surtiram pouco efeito junto aos gestores da CBF.
"Mais importante é como termina, não como inicia". A frase que esbanja otimismo é do técnico Rogério Micale, em alusão ao mau começo de Neymar e companhia nos Jogos OlÃmpicos. Apesar dos dois empates sem gols contra a Ãfrica do Sul e Iraque, a Seleção Brasileira tem chance de se classificar para a próxima fase do torneio, contudo, fica difÃcil ter bons sentimentos após as bisonhas apresentações iniciais. à impossÃvel ser otimista observando as limitações do treinador, a falta de comprometimento e de vontade dos jogadores. O silêncio na saÃda do campo pode ter sido uma forma de retrucar os protestos dos torcedores, mas foi de uma imaturidade imperdoável. Um amadorismo do tamanho da incompetência dos gestores do nosso futebol. Bom! Se o técnico acredita, que venha o ouro. Afinal, "o ouro é ouro mesmo na lama".
CLAUDEMIR GOMES
Dois empates frustraram alvirrubros e rubro-negros neste meio de semana. Resultados - Oeste 0x0 Náutico e Sport 1x1 América/MG - que, aparentemente, não provocaram efeitos devastadores momentaneamente, mas que podem se transformar em complicadores para o alcance das metas traçadas pelos dois clubes nas respectivas competições que disputam: Série A e Série B. O técnico, Oswaldo de Oliveira, do Sport, simplificou o prejuÃzo como sendo apenas "a perda de dois pontos". Mas a ausência de dois pontos, quando se passa a régua e fecha a conta, pode impedir o acesso, como aconteceu com o Náutico, ano passado, ou determinar o descenso.
A conta do acesso é simples: 19 vitórias e 8 empates. O Náutico fechou o primeiro turno com 8 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, com um aproveitamento de 49%. Seu aproveitamento como mandante foi o melhor dentre todos os clubes participantes da Série B: 81,5%. Entretanto, como visitante deixou a deseja, fato que puxou sua campanha para baixo. Na casa dos adversários o time comandado por Alexandre Gallo teve um discreto aproveitamento de 20%. Para chegar aos 65 pontos que lhes garantem o acesso à Série A, o Náutico tem que vencer 11 jogos, empatar 4 e perder apenas 4 partidas no returno. Trocando em miúdo, os alvirrubros precisam de um aproveitamento de 100% no dever de casa e melhorar o desempenho como visitantes. Uma tarefa que parece pouco provável de ser executada por um time cuja objetividade do ataque é muito questionada.
Não são poucas as pessoas, inclusive formadores de opinião, que gostam de usar a frase: "Os clubes pernambucanos são acostumados a levantarem defuntos", em alusão a insucessos dos nossos representantes no Brasileiro diante de adversários de pouca expressão. Isso não é regra. Quarta-feira, antes do confronto do Sport com o América/MG, a frase foi repetida com uma frequência impressionante, como se fosse a verdade mais verdadeira. Por coincidência, os rubro-negros fizeram uma das piores apresentações nesta edição da Série A. Os comandados de Oswaldo de Oliveira estiveram irreconhecÃveis dentro das quatro linhas, e foram bafejados pela sorte com um gol marcado pelo chileno Mark Gonzalez aos 48 do segundo tempo. As circunstancias levaram os vinte mil torcedores presentes ao estádio, a comemorar o empate - 1x1 - como uma vitória. A sequência de quatro vitórias não foi alcançada, que poderia levar o clube para a parte de cima da tabela de classificação. A soma de apenas um ponto, em casa, a depender da combinação dos resultados da rodada, pode levar o Sport a descer duas posições na tabela.
Numa competição de tiro longo como o Brasileiro, a necessidade de vencer em determinados momentos é imperativa. Por maior que seja o esforço de técnicos, dirigentes e jogadores em amenizar o impacto dos dois empates, sabemos que eles podem funcionar como bombas de efeito retardado.
CLAUDEMIR GOMES
No próximo dia 18 de agosto, o
Santa Cruz Futebol Clube encerra as festividades de comemoração do seu
centenário com o lançamento do álbum
SANTA CRUZ DE CORPO E ALMA. Trata-se da maior obra literária sobre um
clube do futebol brasileiro. Idealizado por João Caixero de Vasconcelos e
Aristófanes de Andrade, o projeto é de uma riqueza de informações inigualável.
O acervo de documentos e imagens, que atestam os grandes momentos da história
de um dos clubes mais populares do futebol brasileiro, transforma os três
volumes que compõem o álbum numa fonte de consultas imprescindÃvel para quem
quer conhecer, de forma mais abrangente, a história do Mais Querido. Detalhe:
parte da narrativa dos cem anos do clube foi feita pelos próprios personagens,
fato que ressalta a alma do projeto que ganhou corpo durante sua execução.
"A obra é grandiosa em todos os sentidos, a começar pelo tempo que demandou a execução do projeto: 22 anos. A idéia inicial era fazer um relato da história dos 80 anos de fundação do Santa Cruz. A época foram convocados os jornalistas, Claudemir Gomes, Lenivaldo Aragão e Hélio Pinto. Em 1997, José Neves Cabral passou a fazer parte da equipe. Outros profissionais também foram convidados para se incorporar ao desafio. A medida que os depoimentos foram sendo colhidos junto a inúmeros personagens que tiveram uma participação efetiva nesta história, observamos que a narrativa não era sobre um simples clube de futebol. Toda a grandeza centenária das Republicas Independentes do Arruda é a resultante do sentimento de um povo que se doa de corpo e alma ao Tricolor. Daà surgiu a necessidade do desdobramento da obra até o centenário. As recentes conquistas nos levaram a dar inÃcio a narrativa da história do bicentenário. Por tudo que está contido nestes três volumes podemos afirmar que a história do Santa Cruz Futebol Clube nunca terá um ponto final", destacou João Caixero de Vasconcelos.
Em 2013 Caixero montou uma nova equipe de jornalistas para o que ele chamou de "força tarefa": Lenivaldo Aragão, Claudemir Gomes, José Neves Cabral, Humberto Araújo e Deusdedith Antônio. Na primeira reunião do grupo se chegou a conclusão de que a grande obra não poderia ter um tÃtulo que traduzisse melhor o seu conteúdo do que "Santa Cruz de Corpo e Alma". A chegada da Gráfica FacForm foi decisiva na concepção final do projeto. A transformação de um sonho em realidade resultou em um álbum composto por três volumes - 400 páginas, cada um - apresentado em um boxe com encadernação luxuosa.
"O projeto superou todas as expectativas, até mesmo as dos profissionais que estiveram envolvidos na sua elaboração. A montagem e a finalização do primeiro volume nos trouxe uma força motriz impressionante. Uma nova carga de energia tomou conta da equipe que se sentia realizada a cada passo dado na fase final dos trabalhos. O encantamento de todos com a obra por eles realizada foi a maior demonstração de humildade de um grupo que, em momento algum, se sentiu maior que o projeto. Naturalmente que, durante a longa caminhada aconteceram choques de idéias. Afinal, de um lado se encontravam profissionais pragmáticos com grande conhecimento jornalÃstico. Do outro, um sonhador que cada vez mais se embriagava com o fascÃnio da grande obra. Os contrapontos foram essenciais para o entendimento de que ninguém é dono da verdade, embora os interesses fossem comuns. A história do Santa Cruz é pontuada por mutirões, e a criação da maior obra literária sobre um clube do futebol brasileiro, também foi o resultado de um esforço coletivo. O Santa Cruz é tão especial que acrescentamos dois anos ao seu centenário", concluiu João Caixero.