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Maio 2012 ›› Por ERICH BETING
Qual o esporte preferido do torcedor brasileiro nessas
OlimpÃadas? Ao que tudo indica, a visita ao Parque OlÃmpico leva essa
medalha de ouro.
Após a primeira semana de Jogos, o torcedor brasileiro percebeu que nunca mais teremos essa oportunidade.
A crescente procura por ingressos à s competições que fazem parte do complexo olÃmpico na Barra da Tijuca, a escassez de voos na ponte aérea Rio-SP, os preços surreais de hospedagem. Todos são indicativos de que o torcedor entendeu que os Jogos já estão acabando, a festa está muito legal e não tem sentido ficar de fora dessa.
Desde o sábado, o Parque OlÃmpico se tornou um local de encontro. Polo aquático, handebol feminino, esgrima, nado sincronizado%u2026 O esporte é o de menos. Quero ir lá conhecer o Parque, esperar pelo Guga no terraço do complexo Globo/Sportv, tirar foto em qualquer um dos vários anéis olÃmpicos espalhados no caminho.
Isso sem falar na visita à s ações das marcas ali dentro. O show das mascotes do Bradesco, os carregadores com sofá e cadeira na Nissan, a balada da Skol, o museu olÃmpico da Coca-Cola, as tecnologias de Claro e Samsung.
Ah, tem também a chance de dar um match em alguém nas redondezas. Quem ganhou? Opa, preciso dar um pulo lá na arena para poder ver%u2026
Você acha que tem muito lugar vazio na arena? à que o esporte preferido no Rio é o passeio no Parque.
Ainda não veio? Dá um jeito! Vale. Quem sabe você até vê algum esporte.
CLAUDEMIRGOMES
O
dia de ontem foi encerrado com um brinde à medalha de ouro
conquistada por Thiago Braz da Silva, na disputa do salto com vara.
Hoje, acordo na certeza de comemorar um feito inédito da canoagem
brasileira através do baiano Isaquias Queiroz, que aconteceu com o
brilho da prata. Outras boas notÃcias estão por vir. Este é o
nosso sentimento. Entretanto, para tudo na vida existe um
contraponto. Em meio as boas novas, surge a notÃcia da morte de João
Havelange, ex-presidente da FIFA. Viveu 100 anos, chegou a ser uma
das maiores personalidades mundiais, mas teve sua biografia manchada
com acusações de corrupção quando estava com sua aposentadoria em
curso.
O
Havelange que conheci conquistou minha admiração. Sua estreita
amizade com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, a
época, Rubem Moreira, rendeu bons frutos e prestÃgio ao futebol
pernambucano. Em 1976, eu era redator do Telesporte, na TV Tupi,
programa apresentado por Roberto Nogueira e que tinha o comando e um
comentário de Robson Sampaio. Dayse Cysneiros era a diretora de
jornalismo. Pois bem! Certo dia João Havelange veio ao Recife. A
emissora havia comprado um equipamento novo de reportagem que
representava um avanço fantástico, e nos deixava a frente das
concorrentes. Fui escalado para minha primeira reportagem.
O nervosismo era notório. Não tinha nenhuma intimidade com o microfone, mas encarei o desafio. Cláudio, nosso cinegrafista, com uma experiência fantástica, comandava a equipe. No aeroporto dos Guararapes ele definiu a estratégia: "Quando o homem aparecer na escada do avião você corre ao encontro dele e já chega fazendo uma pergunta. Não pare senão a polÃcia nos tira da pista". Ordem dada, ordem cumprida. Quando o presidente surgiu no topo da escada eu fiz sinal para o Cláudio e corri. A polÃcia corria atrás da gente. Não deixei nem o presidente Rubem Moreira dar boas vindas ao convidado. Só que eu tremia mais que vara verde. João Havelange percebeu meu nervosismo e me puxou para junto dele, segurou meu braço com força e falou tudo o que eu queria saber.
Nosso segundo encontro foi também aqui no Recife. Na programação do presidente da FIFA havia uma visita a Itamaracá, um almoço na casa do superintendente, onde Havelange foi homenageado com uma talha feita pelo artista plástico Caxiado. Fui escalado para fazer a cobertura do evento para o Diário de Pernambuco. Com toda sua fidalguia, o presidente olhou para Rubem Moreira e disse que eu já não tremia mais.
Os anos passaram e, em 1986, no congresso de abertura da Copa do México, estava com o nosso editor, Adonias de Moura e o cartunista, Humberto Araújo, no teatro onde acontecia o evento. Encerrada a solenidade, Havelange vinha com toda a comitiva quando avistou Adonias. De imediato parou e veio cumprimentar o representante do DP. Ficamos envaidecidos e orgulhosos com tal deferência.
João Havelange só praticou o bem para o futebol pernambucano. Isto é fato. Como também é inegável que ele alavancou o futebol mundial. Os erros também são verdadeiros. Mas, para os que gostam de fazer juÃzo de valor, é preciso analisar as duas vertentes: a do bem e a do mal.
CLAUDEMIR GOMES
O
técnico Doriva, contratado semana passada para substituir Milton
Mendes no comando do Santa Cruz, assistiu, de camarote, o seu novo
clube empatar - 2x2 - com o Vitória, neste domingo, no Barradão, em
Salvador. Um jogo de muitas possibilidades, com a interferência de
vários fatores, inclusive a rivalidade existente entre o futebol
pernambucano e o futebol baiano. Por conta de um passivo bastante
negativo, o resultado não foi o melhor para o Tricolor Pernambucano,
mas no confronto direto entre dois clubes que têm como meta uma
campanha de manutenção, o Santa Cruz leva vantagem. Afinal, dos
seis pontos disputados entre si, o time do Arruda contabilizou
quatro.
O desafio maior do novo treinador coral é disputar o returno com uma margem mÃnima de erro, ou seja, diante da imperiosa necessidade de somar pontos que sejam suficientes para lhes tirar da zona de rebaixamento, o Santa Cruz precisa ter um aproveitamento de 100% como mandante, uma vez que, como visitante conseguiu apenas uma vitória e três empates. Nos jogos de ida, o time que a época era comandado por Milton Mendes perdeu seis partidas no Arruda. Embora os jogos de volta representem a subtração de oportunidades de reação, existe uma quantidade real de partidas que pode proporcionar ao clube um salto na tabela de classificação.
O estudo da tabela se faz necessário deste o momento em que ela é divulgada. Como nos ensina o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, mesmo não existindo uma verdade absoluta, o futebol segue uma lógica. As derrotas para Sport, Ponte Preta e Coritiba, no Arruda, tornaram o desafio do returno maior para os tricolores. Afinal, terão que buscar, na casa desses adversários, os pontos que, teoricamente, lhes livrarão do rebaixamento. As circunstâncias do momento também torna imperiosa a necessidade de vencer Fluminense e Chapecoense, seus próximos adversários como mandante, no Arruda. No primeiro turno o Santa Cruz empatou com ambos na condição de visitante. Caso se saia vitorioso nos próximos jogos que disputará no Arruda, o time comandado por Doriva estará somando mais de 60% dos pontos em confrontos diretos com Fluminense e Chapecoense. A vantagem nos confrontos diretos - jogos e ida e de volta - é determinante para o alcance das metas em qualquer esfera.
CLAUDEMIR GOMES
O esquema de transporte coletivo montado para o jogo do Sport com o Flamengo, neste sábado, na Arena Pernambuco, é similar ao que fora montado para o jogo da Seleção Brasileira. A expectativa é de que o equipamento receba um público superior a 40 mil torcedores, que se confirmado será um dos melhores, até o momento, desta edição do Brasileiro da Série A. Os dois clubes - Sport e Flamengo - vivem momento de reação na competição, ambos contabilizaram 3 vitórias e 2 empates nas últimas cinco rodadas. Entretanto, o que mais atrai o torcedor é uma rivalidade que nasceu há 30 anos.
Tudo começou em 1987, ano que ainda não terminou para flamenguistas e leoninos. A época o futebol brasileiro vivia uma turbulência que impedia qualquer prognóstico sobre o futuro. O campeonato nacional chegou ao absurdo de ser disputado por mais de cem clubes. A situação fugia ao controle da CBF. Doze dos chamados grandes clubes do futebol brasileiro - São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro e Atlético/MG - fundaram o Clube dos 13, para o qual a Confederação transferiu a responsabilidade de organizar o Campeonato Brasileiro.
Por conta do momento de transição e por se desenvolver um projeto embrionário, foi feito o esboço da Copa União, com os clubes divididos em dois grupos: Verde e Amarelo. Um equÃvoco na elaboração do regulamento - a regra do jogo - acabou gerando a maior discussão do futebol nacional. Os dois módulos - Verde e Amarelo - não era outra coisa senão a Série A e a Série B. Entretanto, reza no regulamento da disputa que o campeão brasileiro seria conhecido através de um cruzamento entre campeão e vice dos módulos Verde e Amarelo. No final, Flamengo e Internacional se recusaram a fazer o cruzamento com Sport e Guarani de Campinas.
A disputa saiu do campo de jogo para o campo do Direito. Sport e Guarani foram reconhecidos pela CBF, Comenbol e Fifa como campeão e vice do Brasil. Representaram o paÃs na edição da Libertadores da América de 88, mas a disputa nos tribunais segue até hoje. Para os rubro-negros pernambucanos a matéria está mais que vencida. Afinal, já foi transitada em julgado em várias instâncias, contudo, para os rubro-negros cariocas ainda cabe recurso. Pelo sim, ou pelo não, a matéria ainda está sendo vista no STJ.
Flamengo e Sport não mediram forças em 87, e a partir daà foi criada uma rivalidade sem fim, que serve para apimentar todos os confrontos entre os dois times rubro-negros. A Arena Pernambuco receberá um grande público neste sábado e os leões depositam toda a esperanço no Ãdolo, Diego Souza, que não é por um acaso que joga com a camisa 87.
Por ADALBERTO LEISTER FILHO - MÃQUINA DO ESPORTE
A matéria que abre nossa newsletter de hoje mostra que, caso tenha
tempo e disposição, o jornalista credenciado pode aproveitar os dias
olÃmpicos para conhecer cidades próximas, viajar a locais distantes,
como Ceará e Amazônia, ou até aproveitar experiências como um Beer Tour
pela região serrana ou se aventurar no stand up paddle ou no bodyboard.
Esse não é o único agrado à disposição do profissional de imprensa durante o perÃodo de competições. Patrocinadores e comitês olÃmpicos oferecem festas periódicas, seja para celebrar a medalha de algum atleta, seja para ativar suas marcas.
Assim, é possÃvel assistir a um show exclusivÃssimo de Maria Rita, com menos de cem pessoas na cobertura do hotel da Nissan, em Copacabana. Comes e bebes incluÃdos. Ou aproveitar a noite para curtir o Rio Scenarium, no centro, uma das principais casas noturnas da cidade, com entrada na faixa.
Para um bom programa vespertino, jornalistas credenciados também ganharam direito a ingresso gratuito no charmoso Cine Odeon, na Cinelândia.
"Tem tanta coisa legal para fazer e a gente tem mesmo que cobrir a OlimpÃada?", ironizou um colega de cobertura durante deslocamento de BRT até o Parque OlÃmpico.
De fato, assim como os atletas não podem perder o foco com festas e badalações à s vésperas de competir, jornalistas têm que se resguardar para ter energia para aguentar a cobertura dos Jogos. Há dias com eventos pela manhã, à tarde e à noite. Caso caiam nas tentações da cidade olÃmpica, assim como acontece com os competidores, o desempenho profissional será decepcionante.