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Maio 2012 ›› MAQUINA DO ESPORTE
A Eurocopa da França, definitivamente pegou para as emissoras abertas
de TV. O jogo entre Portugal e PaÃs de Gales, que definiu um dos
finalistas da competição, rendeu audiência de 18 pontos na tarde de
quarta-feira (dia 6), com share (número de TVs ligadas) de 38% em São
Paulo.
A partida, que deu ao time de Cristiano Ronaldo uma vaga para decidir o tÃtulo, rendeu à Globo a liderança no horário do jogo (das 16h à s 17h49). A emissora carioca conquistou 11 pontos e 24% de share em São Paulo e 15 pontos com 30% de share no Rio de Janeiro.
Cada ponto no Ibope equivale a 69.417 casas na Grande São Paulo e 43.346 lares na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Na capital paulista, a Band conquistou a segunda posição com a transmissão do duelo entre Cristiano Ronaldo e Gareth Bale. O canal teve 7 pontos de média e chegou a atingir pico de 8. A emissora atraiu 14% da audiência entre as TVs ligadas.
Segundo a Máquina do Esporte apurou, os bons Ãndices devem se repetir no duelo entre França e Alemanha, disputado na quinta-feira (dia 7), pela semifinal. A audiência consolidada será divulgada nesta sexta-feira (dia 8).
Com os direitos de TV do torneio, a Band obteve bons Ãndices de audiência desde o inÃcio do campeonato. A emissora transmitiu todas as partidas da primeira fase, com exceção dos jogos da rodada final de cada grupo, disputados em horários coincidentes.
Com isso, o canal assegurou, em geral, a vice-liderança no horário das partidas, atrás da própria Globo. Foi o que bastou para a principal emissora do paÃs decidir antecipar a exibição dos jogos ao vivo. A nova estratégia fez sua estreia com o jogo entre França e Irlanda, pelas oitavas de final.
A final, entre França e Portugal, no domingo, obrigou a Globo a mudar sua grade de programação. Como o jogo será às 16h, a emissora programou a exibição da rodada do Campeonato Brasileiro para o sábado. São Paulo irá assistir Chapecoense x Corinthians, enquanto o Rio terá Coritiba x Botafogo.
CLAUDEMIR GOMES
Conversar com o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, sobre futebol é somar conhecimento. Na manhã desta quarta-feira, falávamos sobre a situação dos dois representantes pernambucanos na Série A - Sport e Santa Cruz - que estão afogados na zona de rebaixamento, e investiram numa corrida desenfreada, e desesperada, em busca de reforços que possam qualificar seus elencos, numa prova inconteste dos erros cometidos por falta de um planejamento visando a disputa do maior campeonato do PaÃs.
"Planejamento é pornografia para os dirigentes do futebol pernambucano", destacou Azevedo. Verdade. Talvez este seja um dos males que afligem o nosso futebol e impede a evolução dos clubes. A centenária história dos três grandes clubes do Recife - Sport, Náutico e Santa Cruz - mostra que os perÃodos de maior crescimento foram decorrentes de um planejamento. Por serem pontuais não são analisados como exemplos a serem seguidos. Apostar no imediatismo virou regra, os erros se tornaram recorrentes e sazonais.
O Santa Cruz retorna a Séria A após uma ausência de dez anos. Neste perÃodo o Tricolor do Arruda chegou ao fundo do poço. Trilhou um caminho nunca desbravado por um grande clube do futebol brasileiro. Chegou ao fundo do poço: a Série D. A árdua trajetória, que lhe causou grandes prejuÃzos, não foi suficiente para mostrar aos atuais gestores das Repúblicas Independentes do Arruda que o planejamento era imprescindÃvel para encarar o desafio da Série A. Dessa forma, o clube comete o mesmo erro de 2006, última vez que esteve na Primeira Divisão: disputar a Série A com a mesma estrutura com a qual logrou sucesso na Série B. Equivocados, os dirigentes corais não perceberam que a distancia que separa a Primeira da Segunda Divisão é abissal. Ao final da disputa da décima-terceira rodada, o time tricolor ocupa a penúltima posição na tabela de classificação com 11 pontos ganhos e um aproveitamento de 28,2%, números que lhes levam ao assustador percentual de 60% de chance de rebaixamento. Resumindo: nem os dirigentes, nem os profissionais contratados pelo clube foram capazes de fazer um planejamento.
Ao analisarmos os números do Sport chegamos a conclusão de que a situação do clube rubro-negro não difere muito da do coirmão. O torcedor leonino fica sem entender como um time que, em 2015 fez uma campanha de manutenção muito positiva, tendo finalizado sua participação na sexta posição da tabela de classificação, pode estar fazendo campanha tão discreta nesta edição da Série A. Na realidade são muitos os fatores, mas um dos principais deles é o desconhecimento dos atuais dirigentes da matéria futebol. O executivo do futebol, os gestores do clube e os treinadores falharam na remontagem do time para a temporada 2016. A reposição de peças foi uma tragédia, fato que explica a dificuldade do clube de deixar a desconfortável zona de rebaixamento.
Sport e Santa Cruz investiram na contratação de vários jogadores que, no meio do ano, já foram dispensados por deficiência técnica, fato que escancara a falta de planejamento. E os torcedores que fiquem a espera de um milagre.
CLAUDEMIR GOMES
O
impacto de um gol no primeiro minuto de jogo desarticula qualquer
plano tático. Isto é fato. Alguns times conseguem superar, outros
não. Este, talvez, ser o álibi utilizado pelo técnico Milton
Mendes para justificar mais um tropeço do Santa Cruz. à como se ele
estivesse se segurando no pincel para não cair da escada.
Entretanto, nada explica o treinador abdicar do futebol de Keno, o
melhor atacante do time, que ficou no banco e, quando acionado,
mostrou o tamanho do equÃvoco do comandante. A oitava derrota em
nove jogos disputados dividiu as opiniões nas Republicas
Independentes do Arruda. Portanto, a semana tanto servirá para
recuperar jogadores e treinar melhor o grupo, buscando novas
alternativas táticas, como também esquentará os bastidores,
comportamento natural quando o time não vai bem dentro das quatro
linhas.
Todos no Arruda se iludiram com o canto da sereia. As conquistas dos tÃtulos do Pernambucano e da Copa do Nordeste têm sua importância, alegram os torcedores, mas não são referências para o Brasileiro da Série A. Os dirigentes tricolores esqueceram o passado e incorreram no mesmo erro que foi cometido há dez anos, quando o time ascendeu à Série A e manteve um grupo com perfil de Série B. O resultado não foi outro senão uma queda imediata. Este ano o Santa Cruz manteve praticamente o mesmo grupo com que disputou a Segunda Divisão, ano passado. A maioria dos jogadores contratados não tem qualidade para suprir as deficiências do elenco. Enfim, a qualificação que se faz necessária ainda não aconteceu.
A campanha de manutenção, que no inÃcio da disputa parecia fácil, se transformou num grande desafio diante da sequência negativa que levou o time a contabilizar três pontos em vinte e sete disputados. Um clube que atinge o patamar de dezenove derrotas sela o seu rebaixamento. Nas seis rodadas que faltam para fechar o primeiro turno, o Santa Cruz terá quatro confrontos com um nÃvel de dificuldade altÃssimo contra Internacional, Atlético/MG, Grêmio e São Paulo. Os outros dois adversários, América/MG e Coritiba, são da mesma estatura do Tricolor do Arruda.
CLAUDEMIR GOMES
Dizer o que?
Sport e Santa Cruz deram vexame na décima-segunda rodada do Brasileiro da Série A. As frustrantes derrotas para o Vitória/BA (3x2) e para a Ponte Preta (3x0), respectivamente, deixaram rubro-negros e tricolores sem respostas, fato que levou dirigentes, técnicos e jogadores a serem protagonistas de cenas lamentáveis, tão patéticas quanto as apresentações das duas equipes que encontram dificuldade para sair da zona de rebaixamento.
Na quarta-feira, em Salvador, pós jogo, numa flagrante falta de respeito para com a torcida, e os profissionais da imprensa pernambucana, o técnico Oswaldo de Oliveira, os jogadores e os dirigentes leoninos fizeram um pacto de silêncio e não concederam entrevistas. Não é fácil encontrar respostas para vexames sem reconhecer as falhas e fragilidades do grupo. Seria tentar explicar o inexplicável. Mas faz parte da liturgia do cargo de treinador, e Oswaldo não é nenhum trainee na profissão. Após uma noite em silêncio, a delegação desembarca no Recife atribuindo a derrota aos erros de arbitragem. Erros que aconteceram penalizando os dois clubes. à difÃcil pensar em evolução quando não se faz mea culpa. Diante do Vitória, o time do Sport não foi sequer a caricatura da equipe que goleou (5x1) a Chapecoense. O desafio da regularidade ainda não foi alcançado pelo treinador e seus comandados.
Vexame lá, vexame cá. O Santa Cruz foi a campo enfrentar a Ponte Preta e os 8.517 torcedores que marcaram presença no estádio do Arruda tiveram a impressão de que estavam assistindo a uma nova versão do filme king Kong, com a Macaca esmagando a Cobra Coral. Um time sem qualidade técnica, sem qualidade tática e com um condicionamento fÃsico acabou se transformando uma presa fácil para a equipe visitante que não teve dificuldade de impor sua proposta de jogo.
O pior não aconteceu dentro das quatro linhas. Na coletiva de imprensa, do técnico Milton Mendes, um ensaio de ópera cômica. Tão logo o treinador começou a tentar explicar o inexplicável, um grupo de jogadores, as lideranças do grupo, invadiu a sala e o volante, Uillian Correia, tentou intimidar os repórteres. Iranildo Silva, repórter da Transamérica/FM e presidente da Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco encarou o desequilibrado, com o treinador se pondo entre os dois, o que levou o experiente Léo Moura a tirar o grupo da sala. O incidente levou o treinador a elucubrações em todas as respostas na tentativa de explicar o vexame.
Não precisa ser nenhum estudioso em futebol para observar que o Santa Cruz não se qualificou para disputar a Série A, fato que lhe levou a amargar sete derrotas nas oito últimas rodadas. Para escapar do rebaixamento, o Tricolor do Arruda precisa adicionar aos pontos contabilizados até o momento, nove vitórias e seis empates, o que lhe levaria a soma de 44 pontos, que nas últimas edições tem sido a marca do ponto de corte.
Por ROBERTO VIEIRA
Duas coisas passam pela cabeça tricolor nesta sexta-feira.
Primeiro.
A linha de passe do terceiro gol da Macaca.
Segundo.
O inevitável choque de realidade da Série A.
Aquele instante em que muita coisa pode ser feita para não cair.
Mas quando o cérebro registra que não somos tão fortes quanto imaginávamos ser.
à nessa hora que muitas vezes o barco perde o rumo.
Onde se esquece o sextante.
Onde se soltam as âncoras sem nem saber porque...