Histórico
Copa do Brasil
Técnico erra e o Santa Cruz é eliminado
postado em 21 de julho de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Os "professores" também erram, e quando isso acontece, ou seja, quando eles se equivocam em suas propostas de jogo, em seus planejamentos táticos, o resultado não é outro senão uma amarga derrota. Foi justamente isso que aconteceu ontem à noite, no Arruda. O técnico, Milton Mendes, do Santa Cruz, cometeu um erro estratégico que possibilitou o crescimento e a vitória do Vasco - 3x2 - com um futebol convincente. O resultado levou o time carioca às oitavas de final da Copa do Brasil.

Se há oito dias, no primeiro confronto entre os dois times, em São Januário, no Rio, Mendes acertou ao escalar três volantes, dando maior consistência ao setor de contenção da equipe, fato que permitiu maior liberdade aos jogadores de criação e de ataque, nesta quarta-feira ele se equivocou ao optar por uma formação com três zagueiros de origem, plano de jogo com o qual a equipe tricolor não tem nenhuma identificação.

O Santa Cruz jogava por dois resultados: empate sem gols ou vitória simples. O treinador pôs o regulamento debaixo do braço, e esqueceu os riscos de uma equipe que adota uma postura defensiva diante de um adversário que tinha uma única alternativa: atacar. Ao final do primeiro tempo era notória a tensão que reinava nas arquibancadas. O resultado parcial assegurava a passagem do Tricolor do Arruda para a próxima fase da competição, entretanto, o futebol exibido nos 45 minutos iniciais não deixou a torcida com a confiança de que a meta seria alcançada. O Vasco jogou melhor. O técnico Jorginho enxergou os erros do adversário, e posicionou sua equipe de forma mais inteligente para explorar as falhas do Santa Cruz. Falhas coletivas e individuais, diga-se de passagem, como a do goleiro Tiago Cardoso no último gol vascaíno.

Milton Mendes esqueceu que vantagem de empate é consequência, ou seja, se ao final dos 90 minutos a igualdade no placar beneficia o time, tudo bem. Mas isso é para ser explorado depois que se passar a régua e fechar a conta. Agora, é concentrar as atenções no jogo com o Coritiba, programado par sábado, às 18h30, no Arruda. A vitória é essencial para os dois times, cuja meta é uma campanha de manutenção. Milton assistiu, ao jogo do time paranaense com o Atlético/MG, segunda-feira, em Belo Horizonte. Agora, é torcer para que ele não cometa novos equívocos ao definir o plano de jogo do Santa Cruz. Afinal, uma derrota pode levar o time de volta a zona de rebaixamento.  

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Acontece
Olimpíada de Ipanema
postado em 21 de julho de 2016
 Por ROBERTO VIEIRA

Cheia de desencantos mil.
Chega a nova Olimpíada da Era Moderna.
Milhões criticam.
Milhões de zikas.
Mas sejamos justos.
A Olimpíada de Ipanema tem colegas formidáveis no balança mas não cai.
O fracasso da Olimpíada de Paris em 1900.
Jogos que começaram em maio e terminaram em... outubro.
O triunfo da vontade e do nazismo na Berlim de 1936.
O massacre de estudantes na véspera da Cidade do México em 1968.
O massacre de judeus em Munique, 1972.
O boicote africano em Montreal, 1976.
O boicote americano em Moscou, 1980.
O boicote russo em Los Angeles, 1984.
O atentado em Atlanta, 1996.
O colapso financeiro espartano em 2004.
O absurdo da olimpíada celestial na ditatorial Pequim de 2008.
O Rio de Janeiro fica na Terra.
E o planeta Terra está em profunda crise.
A Turquia arde expressos da meia noite.
Multidões buscam refúgio no Velho Mundo.
Caminhões assassinam inocentes em Nice.
Ingleses abandonam os parceiros comerciais.
Machados surgem na Alemanha.
Fome mutila a Venezuela.
Doping e Tolstoi na Rússia de Putin.
Mísseis coreanos no Mar do Japão.
Trump ergue muros nas fronteiras do bom senso.
Cheia de desencantos mil e garotas de Ipanema.
Chega a nova Olimpíada da Era Moderna.
Milhões criticam.
Milhões de zikas.
Mas sejamos justos.
O Rio de Janeiro continua lindo.
E muito mais democrático que nos dias daquele abraço...
Quem sabe o Rio não mostre ao mundo mais uma vez.
Que a beleza nada mais é que uma gota de orvalho cheia de graça numa pétala de flor...

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Olimpíada 2016
Isenção fiscal para quase 800 empresas
postado em 21 de julho de 2016

Blog do RICARDO MATTOS

A Olimpíada do Rio-2016 dará isenção fiscal para um total de 780 entidades e empresas. Entre elas, estão gigantes como a Globo, a Odebrecht, o Bradesco, a Coca-Cola e a Nike. Além disso, firmas de pessoas ligadas ao presidente do Comitê Organizador do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, também são favorecidas. A Receita Federal confirmou o benefício aos integrantes da lista, mas não informou a parte de cada um no bolo.

Em 2013, a presidente Dilma Rousseff, hoje afastada, sancionou a Lei 12.780 aprovada pelo Congresso que concedia isenções fiscais ao COI (Comitê Olímpico Internacional) e ao Rio-2016. Isso incluiu fornecedores de serviços e patrocinadores do evento. É uma exigência do COI ao país-sede, compromisso firmado na candidatura do país, e praxe em outras edições. No Brasil, o total previsto é de R$ 3,8 bilhões.

"A Lei tem o propósito de criar incentivos fiscais para o comitê organizador. Isso é nos moldes da Copa do Mundo para desonerar custos da realização", informou o comitê. "O Rio-2016 requer as habilitações. Só as empresas que estão com regularidade fiscal que podem ser incluídas, e só em notas para pagamento do Rio-2016."

As isenções se restringem aos serviços ou produtos usados pelas empresas ou entidades para os Jogos, no período de janeiro de 2013 e 2017. Cada empresa passa a ter o direito a não pagar os impostos a partir do momento em que a Receita a inclui na lista.

No caso das empresas nacionais, elas não precisam pagar nenhum imposto de importação para produtos ou serviços vindos do exterior. Também não pagam IPI de produtos adquiridos no país para realizar os Jogos, nem têm de quitar PIS/Pasep e Cofins por serviços contratados. Firmas vinculadas ao COI não têm de pagar nem imposto de renda.

Envolvida na operação Lava-jato por acusações de corrupção, a Odebrecht tem duas empresas na lista de isentas. No início de janeiro de 2015, a empresa foi incluída como integrante do consórcio integrador do Parque Olímpico. Além disso, a Maracanã Entretenimento, subsidiária da empresa que administra o estádio, também goza de isenção.

Questionada, a Odebrecht não quis dar mais informações sobre quais eram os serviços e produtos que tiveram isenção: limitou-se a dizer que fora informada de que poderia gozar do benefício.

A construtora têm a maior parte dos contratos de construção da Olimpíada, incluindo parte do Parque Olímpico, Porto Maravilha, BRT da Transolímpica, entre outros. No total, os projetos ultrapassam R$ 10 bilhões. Mas esses contratos são com a prefeitura do Rio de Janeiro e portanto não devem ter isenção. A Carvalho Hosken, parceira da construtora no parque, também está na lista das beneficiadas.

A Globo Comunicações foi incluída na lista da Receita em maio de 2015 como prestadora de serviços e transmissora oficial do evento. "A isenção se estende aos tributos devidos pelo COI e aquelas entidades em razão de pagamentos feitos por detentores de direito de transmissão - a Globo entre eles", informou a assessoria da Globo. Acrescentou que o pagamento da importação de equipamentos também está isento.

A emissora disse que ganhos com publicidade não estão livres de impostos. Com cotas de R$ 255 milhões, a Globo ganhará R$ 1,5 bilhão só em propaganda direta com os Jogos. "O valor da desoneração das emissoras é pequeno em relação ao total da isenção prevista em lei", disse a assessoria.

Um dos dois maiores bancos brasileiros, o Bradesco tem quatro empresas na lista da isenção por conta do patrocínio à competição. São Bradesco Saúde, Companhia de Seguros, Previdência e Seguros. Não fica claro porque a unidade de Seguros foi incluída duas vezes. Todas entraram na lista em junho de 2014. No primeiro trimestre de 2016, o Bradesco teve lucro de R$ 4,1 bilhões. O banco não quis se pronunciar sobre a isenção.

Outros patrocinadores como Coca-Cola, Nike, Panasonic, Tam e Nissan ainda estão na lista. Entre os fornecedores de serviços beneficiados está ainda a WTorre, outra construtora envolvida na operação Lava-Jato, e a Concremat, responsável pela construção da ciclovia da Avenida Niemeyer que caiu matando duas pessoas.

Fora esses grandes grupos, outros favorecidos foram o escritório de advocacia HB Cavalcanti e Mazzilo, que é do amigo de Nuzman Sergio Mazzilo. O escritório foi contratado pelo Rio-2016, como revelou o site da ESPN. A agência de viagens Tamoyo Internacional também ganhou o benefício: trata-se da agência oficial do COB.

O Comitê Rio-2016 não respondeu a perguntas específicas sobre cada empresa, mas defendeu sua forma de trabalhar.  %u201CO Comitê trabalha com transparência e uso correto e competente dos recursos. Todos os prestadores de serviços executam suas obrigações para receber as contrapartidas. E as contratações são informadas de forma transparente para a sociedade'''', disse por meio de assessoria.

A lei estabelece que o COI ou Rio-2016 têm que disponibilizar informações individualizadas sobre as renúncias fiscais por transparência no processo. O blog pesquisou na sessão de documentos do site do comitê e não encontrou esses dados, e o comitê não informou onde eles estão.

Já o TCU (Tribunal de Contas da União) cobrou transparência no processo de isenções fiscais. Mas a Receita também se recusou a informar quanto cada empresa teve de benefício fiscal. Alega sigilo fiscal.

"Informo que todas as pessoas físicas e jurídicas listadas nos arquivos (lista da própria Receita) abaixo estão habilitadas à fruição dos benefícios tributários referentes à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, criados pela Lei nº 12.780, de 2013, que detalha quais impostos e em quais condições podem ser suspensos ou isentos", disse a Receita Federal.

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Brasileiro Série A
O otimismo do momento
postado em 19 de julho de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O sucesso dos clubes pernambucanos - Santa Cruz e Sport - nos confrontos com os clubes gaúchos - Internacional e Grêmio - provocou uma onda de otimismo que tem levado tricolores e rubro-negros a bons sentimentos em relação às campanhas dos respectivos times no Brasileiro da Série A. Os números estabelecem mudanças de cenários em competições de tiro longo, e o momento é favorável a uma reação dos pernambucanos na tabela de classificação. Entretanto, os bons ventos que ora sopram a favor dos nossos clubes, não chegam a ser uma garantia de sucesso. O alcance das metas estabelecidas está ligado diretamente à regularidade da campanha.

A disposição dos jogos na tabela reforça o comportamento do torcedor que é sempre ditado pela emoção. O Santa Cruz venceu o Internacional e, em seguida enfrentou o América/MG, em Belo Horizonte, somando outro resultado positivo. O Sport, que goleou o Grêmio, domingo, na Ilha do Retiro, no próximo final de semana irá à Capital Mineira medir força com o Cruzeiro, que também está na zona de rebaixamento e não atravessa um bom momento no campeonato. Tal coincidência serve de combustível para o torcedor, embora não haja nenhuma interligação entre as campanhas. A esperança deve ser alimentada através de um estudo profundo da tabela, marcado pelo pragmatismo. O próximo adversário do Santa Cruz é o Coritiba, que nesta segunda-feira foi derrotado pelo Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Apesar da derrota em Minas, o time paranaense jogou com muita intensidade, apresentou uma marcação forte e tentou se superar durante os 90 minutos. O técnico do Santa Cruz, Milton Mendes, assistiu o jogo in loco, fato que lhe proporcionou uma visão global do posicionamento do seu próximo adversário dentro das quatro linhas. Vencer o Coritiba será de fundamental importância para o estabelecimento de um equilíbrio na campanha do Santa Cruz, que na sequência terá três jogos dificílimo no fechamento do primeiro turno: Atlético/MG e Grêmio na casa dos adversários, e por fim, o São Paulo, no Arruda.

Enganam-se aqueles que afirmam que "no futebol não tem lógica". Existe uma lógica sim, mas ela vez por outra é contrariada, como aconteceu domingo, quando o Grêmio, tido como favorito antes de a bola rolar, foi goleado pelo Sport: 4x2. O resultado devolveu a autoconfiança ao grupo que domingo precisa vencer o Cruzeiro para dar sustentação ao salto que pode ser decisivo para o sucesso de sua campanha. Os próximos adversários do Sport, após o enfrentamento com o time mineiro, abrem possibilidades para os rubro-negros construírem uma sequência de vitórias que fatalmente levará o clube a parte de cima da tabela de classificação. Naturalmente que a análise parte de um raciocínio lógico, e compete ao técnico Oswaldo de Oliveira e seus comandados transformar todas as previsões em realidade.

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Libertadores
Fim dos mitos
postado em 15 de julho de 2016

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Blog do MENON

A inesperada final entre o colombiano Nacional de Medellin e o equatoriano Independiente del Valle é um fato que deve marcar época. Ele destrói conceitos do passado, clichês baseados em orgulho e falta de informação e aponta para o futuro. Quem olhar, analisar e planejar - baseado no dado de hoje - vai se dar bem. Quem ficar de mimimi e chororô, continuará de mimimi e chororô.

Os clichês que foram destruídos?

1) Libertadores é outro tipo de competição - Repetimos e ouvimos isso tantas vezes%u2026 Como se os títulos tivessem de ser baseados em pontapés, murros, pressão de torcida e pressão sobre árbitros. Como se fosse impossível ganhar jogando um futebol com base em troca de passes, em ultrapassagem pelos lados, em dribles. A América do Sul é o continente dos grandes craques e dizer que sua principal competição deve ser vencida na base do pragmatismo é uma redução muito grande. É lógico que o Estudiantes venceu com a escola Pachamé-Billardo, mas e os outros. Pense em um campeão que te marcou e perceba como jogava bem. Tite, Guerrero, Riquelme, Neymar, Marcos, Ceni%u2026 Muitos craques venceram a Libertadores. Há esta opção. Não podemos ficar atados a um modo de vencer. Não é o único. Tite errou, por exemplo, ao abdicar de jogar fora de casa. Lutou por um empate sem gols em Montevidéu, com certeza de vencer em casa. E perdeu.

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2) Camisa ganha jogo - O Independiente del Valle chegou à primeira divisão do Equador em 2010. O ano do centenário do Corinthians. O São Paulo já havia conquistado três Libertadores e três mundiais. O Independiente, com seu campo para 10 mil pessoas, assumiu o lema: "futuro campeão do Equador", mostrando que tinha sonhos. E pode até ganhar um título muito mais importante. Até hoje, suas principais conquistas são: vice-campeão equatoriano em 2013 e campeão da segunda divisão do Equador em 2009. E esse clube eliminou River Plate e Boca Jrs. Eliminou jogando bem, de acordo com suas forças, defendendo e contra-atacando. Jogando futebol, não acreditando em mitos e destruindo mitos.

3) Bombonera joga %u2013 Isso já havia sido duramente contestado pelo Paysandu há 13 anos. No ano passado, a Bombonera serviu para eliminar o Boca depois daquela cafajestice do gás de pimenta. Está claro: se o Boca não jogar, a Bombonera não joga.

4) Favoritismo brasileiro - A cada ano, a cada sorteio, nos colocamos como favoritos e apontamos o Boca como o único a nos impedir a vitória. Não serei cínico de dizer que eu sabia que o Independiente chegaria à final. Também apostava no Boca. Mas o conceito foi quebrado. Há três anos não ganhamos. Há três anos estamos fora da final. Esse clichê tem a ver com outro: "Eurocopa é a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina". Os últimos resultados apontam para outra frase, mais justa e também errada: "Eurocopa é Copa do Mundo sem Chile e Argentina".

5) Catimba - Ainda há quem procure explicar o fato de o Nacional de Montevidéu ter 83,3% de aproveitamento contra Corinthians e Palmeiras (três vitórias e um empate) à catimba, à violência, como se nossos jogadores fossem virgens sequestradas por ogros. Já ouvi falar em catimba do Boca e não de Riquelme do Boca.

6) Eles são selvagens - Lembremos da morte de Kevin, lembremos da PM batendo em jogadores argentinos no Horto, lembremos da torcida do São Paulo invadindo o campo após o título da sul-americana. Não cito a briga no vestiário do Tigre por não saber se a culpa foi exclusivamente do São Paulo ou dos argentinos.

7) Libertadores - Este é o grande mito a ser derrubado. É mesmo a competição mais importante? Vale a pena apostar tudo nela, montar um time só para ela, apostar todas as fichas nela, escalar time reserva no Brasileiro? Se vale, que os clubes se unam para melhora-la. Exigir respeito nos estádios, exigir árbitros honestos, exigir mudança no calendário para que não corra paralelamente ao Brasileiro.

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