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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Foi bom, mas poderia ter sido melhor. A vitória do Santa Cruz - 2x1 - sobre o Campinense, no primeiro confronto das finais da Copa do Nordeste, deixou o time tricolor com a certeza de que cumpriu sua missão dentro das quatro linhas. Afinal, a vantagem para o segundo jogo fora construÃda, fato que levou a torcida ao delÃrio em virtude das circunstâncias como tudo aconteceu, com o gol salvador marcado no último minuto do jogo.
O objetivo, que era a vitória, foi alcançado, entretanto, a zona de conforto na qual o Santinha deveria estar transitando, caso seus atacantes não tivessem desperdiçado as boas chances de gols criadas, não existe, razão pela qual o técnico do Campinense, Francisco Diá, deixou o estádio prognosticando que "domingo nós vamos vencer". A sequência de jogos, marcada por bons resultados do Tricolor do Arruda, se contrapõe ao pensamento do treinador do rubro-negro paraibano. As vitórias sobre o Ceará, Bahia e Náutico, todas na casa dos adversários, e no segundo jogo, provocam bons sentimentos na torcida do Santinha, mesmo com Diá mostrando que, em dois anos no comando da Raposa, só perdeu um jogo na condição de mandante.
A volta de João Paulo ao time do Santa Cruz é um reforço substancial. Sua ausência no jogo do Arruda provocou a queda de rendimento no conjunto, que perdeu a "batalha" do meio campo por falta de um jogador que pensasse o jogo e fizesse uma boa distribuição de bola. O Santa Cruz utilizou muito a ligação direta, fato que facilitou a marcação do time adversário.
A mobilidade do time do Campinense chegou a impressionar e confundir os jogadores do Santa Cruz, fato revelado pelo volante Uillian Correia. O técnico Milton Mendes, que volta a sentar no banco neste domingo, tem muito que corrigir no time do Santa Cruz, pois mesmo sabendo que numa decisão toda vantagem é substancial, não é aconselhável ficar refém dos lampejos de Grafite, que foi o ponto de desequilÃbrio contra Ceará, Bahia, Náutico...
ROBERTO VIEIRA
O futebol tem coisas inesperadas.
O Náutico tem menos dinheiro.
Mas acaba de contratar um baita técnico.
O Sport está cheio de grana.
Mas acaba de contratar um técnico ultrapassado.
Gente boa, mas ultrapassado.
Caso tenha a cabeça no lugar.
O Náutico arranca o terceiro lugar do estadual.
E constrói sua campanha de volta a Série A.
Gallo que deixou o Náutico arrumado em 2013.
Com certeza deseja novamente vencer.
Osvaldo Oliveira?
Está mais para o Geninho dos últimos dias na Ilha.
Milton Mendes?
Vamos ver.
A mão que afaga nas semifinais.
à a mão que apedreja nas finais e Série A...
Blog do ERICH BETING
"O futebol é feito também de dinheiro, mas não só de dinheiro. O futebol é feito de respeito com torcedor, com as tradições, e com aquilo que cada clube fez durante competição".
A frase foi dita por Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, justificando a escolha dos estádios para a final do Paulistão Itaipava de 2016. A opção de mandar os jogos para o José Liberatti e a Vila Belmiro preserva o princÃpio básico do esporte, que é a garantia de competitividade entre os clubes.
Mas será que essa é, para o campeonato, a melhor escolha?
A opção de privilegiar apenas a questão do mando de campo na final fará com que, pela primeira vez neste século, o Paulistão realize dois jogos de final para menos de 30 mil pessoas. Nem quando São Caetano e Paulista decidiram o torneio, em 2004, tão pouca gente foi ao estádio, já que o Pacaembu abrigou a partida decisiva.
Pelos dados oficiais, nem quando Bragantino e Novorizontino decidiram o Paulistão de 1990, na primeira %u201Cfinal do interior'''', o público foi tão baixo. Nas contas chutadas de quase 30 anos atrás, eram 15 mil torcedores empilhados nos dois estádios em cada um dos jogos.
E aà voltamos à frase de Reinaldo Carneiro Bastos. O futebol não é só dinheiro, sem dúvida. Nisso ele está coberto de razão. Mas o futebol precisa ter respeito ao torcedor. Essa é a essência do negócio. à o torcedor, afinal, quem faz existir todo esse espetáculo.
Será que é respeitar o torcedor restringir uma decisão de campeonato para no máximo 25 mil pessoas?
Soma-se a isso sugestão dada pelo brilhante publicitário Ricardo Chester em seu perfil no Facebook. Por que não fazer da decisão do Paulistão um grande evento, em jogo único, sempre no Pacaembu? Como bom publicitário que é, além de fã de futebol, Chester até já imaginou a campanha de inÃcio da competição %u201CRumo ao Pacaembu''''.
Ter uma final em jogo único, num local pré-definido, permite nortear uma série de ações para todos os envolvidos no campeonato: atletas, clubes, torcedores, federação, patrocinadores, mÃdia%u2026
Não adianta querer dizer que isso fere qualquer princÃpio esportivo. O clube já sabe, de antemão, que a decisão será em jogo único, naquele estádio. Não é jogo de torcida única, não é mando de campo de A ou B. à um lugar onde será realizada a decisão do campeonato.
Isso permite planejar como será dividida a carga de ingressos para a partida, permite à federação vender antecipadamente bilhetes, permite às marcas ativarem seus clientes, permite aos clubes programarem ações para o torcedor se engajar com ele durante todo o torneio e até mesmo permite aos torcedores já comprarem antecipadamente passagem e hospedagem para ver a decisão do campeonato, independentemente do time que a disputar.
Não é qualquer novidade fazer dessa forma. à o modelo adotado pela NFL e que foi copiado pela Uefa na Liga dos Campeões, hoje o campeonato de futebol mais desejado do mundo.
Esportivamente é justo. Comercialmente é muito mais rentável. E, promocionalmente, é muito mais fácil trabalhar.
O que o torcedor merece, afinal, não é só o respeito à tradição no futebol, mas um evento legal para ele acompanhar, independentemente do time para o qual ele torce.
CLAUDEMIR
GOMES
A
final do Pernambucano 2016 foi definida do jeito que o povão gosta:
com o confronto entre Santa Cruz e Sport, os dois clubes donos das
maiores torcidas do Estado, fato que torna iminente o sucesso de
público nos jogos programados para os dias 4 e 8 de maio. Com
exceção do clássico - Santa Cruz 3x1 Náutico -, válido pelas
semifinais, onde mais de quarenta mil torcedores marcaram presença
no estádio do Arruda, o campeonato foi um fracasso de bilheteria.
Que venham os jogos finais recheados de rivalidade e com cara de
festa. O fato de rubro-negros e tricolores estarem na Série A do
Brasileiro qualifica a disputa do tÃtulo.
O Sport ainda não acertou o passo nesta temporada, e ontem, no Cornélio de Barros, em Salgueiro, por pouco perde o compasso. Foi derrotado pelo Salgueiro - 1x0 - no tempo normal e chegou a condição de finalista numa disputa de pênaltis(5x4). Nada de sorte, o Leão foi competente, coisa que não aconteceu nas semifinais da Copa do Nordeste, quando caiu diante do Campinense, em Campina Grande, também numa decisão de tiros livres diretos. Com um trainee no comando técnico, Thiago Gomes, o Sport aposta na tradição do Clássico das Multidões para, escudado na mÃstica da camisa rubro-negra, superar o melhor momento do adversário. Afinal, situação similar foi vivenciada há dez anos, em 2006, quando o Santa Cruz, com um melhor time, havia ascendido à Série A no ano anterior, perdeu o tÃtulo numa decisão por pênaltis. No futebol é assim: quando se está em desvantagem a superstição também entra em campo.
Se por um lado os leoninos evocam a façanha de 2006, considerada pelo então vice-presidente de futebol, Homero Lacerda, como "um dos tÃtulos mais importantes" da história do clube da Ilha do Retiro, os tricolores contra-atacam lembrando um passado mais recente, o inÃcio da década atual onde o Santa Cruz se sagrou tricampeão estadual conquistando os três tÃtulos em cima do Sport. O momento do time do Arruda é mais alvissareiro. Ninguém contesta. O fato de ter superado adversários do nÃvel de Ceará, Bahia e Náutico em decisões do tipo mata, mata, como será a final do Pernambucano, aumenta a confiança dos comandados de Milton Mendes, e da imensa torcida coral. Detalhe: em todas as decisões com os adversários citados, o Santinha disputou o segundo jogo na condição de visitante e contabilizou três vitórias, o que leva o ex-presidente coral, José Neves Filho, a mandar um recado: "Prepara a casa de festejos que estamos chegando".
Estamos a precisos dez dias do primeiro jogo das finais, mas a disputa já começou nas redes sociais com gozações de ambos os lados. Este é o clima. E assim sempre será todas as vezes que tivermos Sport e Santa Cruz numa decisão de tÃtulo: festa de povo, com jeito e cheiro do povo.