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Maio 2012 ›› Blog do RODRIGO MATTOS
Enquanto boa parte dos clubes pena com falta de recursos, a CBF tem sobra de dinheiro em meio à crise no paÃs: a entidade fechou 2015 com R$ 227,2 milhões em caixa. As reservas da entidade aumentaram em mais de R$ 100 milhões em um ano. Os números estão registrados no balanço da confederação apresentado à s federações nesta segunda-feira.
Como mostrado no blog, a entidade teve uma queda na receita de patrocÃnio, mas um aumento na sua renda total graças à variação cambial. Atingiu um total de R$ 584 milhões em receitas, sendo R$ 518,9 milhões operacionais e o restante de resultado financeiro. Com isso, obteve um superávit de R$ 72 milhões.
Ora, isso gerou um aumento de 82,5% no item "Caixa, banco e equivalentes de caixa''", isto é, dinheiro em forma de investimentos no banco. Esse montante, teoricamente, deveria ser usado no desenvolvimento do futebol, atividade fim da CBF.
A entidade registra um custo de mais de R$ 226 milhões com futebol, mas só as seleções consomem R$ 100 milhões. E as mesadas das federações também estão incluÃdas neste investimento: são mais de R$ 20 milhões para essas entidades.
Apesar de ter aumentado seu dinheiro em caixa, a CBF também permitiu o crescimento da sua dÃvida em tributos e encargos sociais. Neste item, o valor saltou de R$ 35 milhões para R$ 78 milhões. Ou seja, apesar de cheia de dinheiro, a entidade deve mais ao governo do que alguns clubes.
O balancete da confederação apresentado às federações contém poucas informações detalhadas, apenas números brutos. Não há detalhamento sobre quanto é ganho com cada patrocinador, nem quais são os gastos com despesas administrativas que somam mais de R$ 100 milhões.
"Quando divulgarmos o balanço, vocês ficarão impressionados com o nÃvel de detalhes e transparência''", prometeu o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. "Todo mundo que quis teve acesso aos documentos de receitas e despesas da CBF''", afirmou o presidente da Federação Bahiana, Ednaldo Rodrigues.
O balanço não pode ser votado porque o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, conseguiu liminar na Justiça para impedir a sua aprovação alegando falta de acesso a documentos. A CBF informou ter lhe permitido consultar os dados, embora não tenha aceitado que fossem feitas cópias. A sessão para aprovação de contas continua aberta nesta terça-feira e será realizada caso a confederação casse a liminar obtida por Delfim.
CLAUDEMIR GOMES
As
redes sociais se transformaram em válvula de escape da sociedade.
Todos os temas são abordados com uma carga emocional absurda. As
pessoas agem por impulso, a maioria das vezes sem conhecimento de
causa, fato que leva os debates alcançarem um nÃvel de insanidade
impressionante. Quando o assunto é futebol sempre se tem solução
para tudo. Nos últimos dias a Arena Pernambuco foi colocada no
epicentro das discussões após o Governo do Estado anunciar a
suspensão do contrato com o consórcio que administra o equipamento.
O tema é por demais complexo, e a falta de informação tem levado muita gente a opinar de forma leviana. Não é fácil a contextualização por falta de embasamento. O projeto da Arena não passou por discussões. A simplificação da importância de inserir o Estado, de forma efetiva, na disputa da Copa do Mundo de 2014, era convincente e imperativa. Ninguém ousava se contrapor ao projeto governamental.
O secretário a época, Ricardo Leitão, foi o encarregado de negociar com os clubes, mas não teve habilidade suficiente para conseguir a adesão do Sport e do Santa Cruz ao projeto. Apenas o Náutico se tornou parceiro da empreitada. Os estudos de viabilidade apontavam que, a Arena Pernambuco somente seria viável se fossem realizados 60 jogos por ano, com uma média de público de 20 mil torcedores. O projeto foi tocado na certeza de que, se encontraria um meio de forçar rubro-negros e tricolores a levarem seus principais jogos para a arena edificada em São Lourenço da Mata.
Itens de confidencialidade impediram a transparência do projeto milionário, cujo valor inicial foi alterado pelo fato do prazo de conclusão da obra ter sido antecipado em um ano para poder colocar Pernambuco na Copa das Confederações, evento teste para o Mundial. Direitos e deveres nunca foram respeitados, o que gerou uma série de fatores que contribuÃram para tornar a Arena Pernambuco inviável nos moldes que vinha sendo gerida.
A queda de braço do Governo de Pernambuco com o Consórcio que vinha administrando o equipamento, nos remete o sentimento de que foi iniciada uma grande batalha judicial. Frequento a Arena desde os primeiros jogos. São mais de dois anos e a maioria dos cronistas quando se refere ao equipamento o faz de forma pejorativa, com raras exceções. Neste final de semana, por exemplo, quando do clássico - Náutico 1x1 Sport - um repórter, sempre que se referia ao estádio usava a expressão: "arena do meio do mato". A falta de consciência dos formadores de opinião é um mal que não foi combatido de forma eficaz. Faltou habilidade e sensibilidade.
A Arena Pernambuco é nossa, temos de preservá-la, e não contribuir para que a mesma seja vista como um gol contra, como vem acontecendo nos dois últimos anos. O primeiro passo seria uma campanha de conscientização neste sentido, coisa que não é fácil.
Blog do RODRIGO MATTOS
Na briga pela disputa dos direitos do Brasileiro-2019, a Globo mudou a postura e aceitou uma divisão mais igualitária de cotas de televisão para TV Aberta e TV Fechada
para novos contratos. Mas não houve nenhuma alteração nas propostas
para o pay-per-view que continuará a ser distribuÃdo por pesquisa de
audiência, o que dá significativa vantagem a Flamengo e Corinthians. A
maior beneficiada, no entanto, é a própria a Globo que fica com o grosso
do dinheiro.
Com o novo contrato a partir de 2016, o Pay-Per-View distribuirá 38% do valor arrecadado aos times, sendo que o restante fica com a emissora carioca. A cota mÃnima para todos os clubes é R$ 500 milhões que, em geral, fica próximo dos 38%. A distribuição desse montante é por meio de pesquisa Ibope e Datafolha.
Nos últimos anos, o Flamengo tem ficado com um percentual em torno de 16%, e o Corinthians com 13% da parte dos clubes. Ou seja, juntos, abocanham cerca de 30%, o que representaria R$ 150 milhões. Assim, só o Fla teria direito a quase R$ 80 milhões.
O clube rubro-negro já arrecada mais com pay-per-view do que com o contrato de televisão aberta, como pode se verificar nos balancetes de 2015. Por isso, dirigentes do time carioca não estão tão preocupados com a nova divisão de cotas na Aberta e Fechada. Segundo eles, o contrato de TV Aberta já tinha uma diferença menor do Flamengo para os outros clubes.
O fato de a Globo ficar com a maior parte do ppv e de o restante ser distribuÃdo com grande diferença levou o Atlético-PR a oficializar acordo com o Esporte Interativo. "Não concordamos com esse percentual de 62% para a Globo e 38% para os clubes. E, além disso, a Globo não estendeu as condições de 40% (igual), 30% (premiação) e 30% (audiência) para o pay-per-view. Um clube pode ganhar mais que outro, mas não com essa disparidade", explicou o presidente do Conselho do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.
Uma posição parecida foi adotada pelo Bahia cujo Conselho Deliberativo também aprovou a proposta do Esporte Interativo a partir de 2019. A Globo chegou a igualar a proposta de televisão fechada em relação à Turner, mas o clube não viu evolução na Aberta, nem no pay-per-view.
"O sistema é equivocado. O dinheiro é distribuÃdo através de uma pesquisa cuja metodologia a maioria dos clubes não concorda. Há discordâncias, mas a maioria acha que tem de mudar. E o percentual dos clubes deveria ser ampliado. Isso ajudaria a mudar uma distorção de que um clube ganha R$ 75 milhões, e outro R$ 6 milhões", contou o presidente do Bahia, Marcelo Sant''ana.
Tanto o Atlético-PR quando o Bahia, no entanto, aceitarão negociar com a Globo contratos de TV Aberta e pay-per-view do Brasileiro no futuro.
CLAUDEMIR GOMES
Desde ontem a tarde que a notÃcia sobre a morte do ex-jogador, Leonado, do Sport, ocupa bom espaço na mÃdia e redes sociais. Acompanhei a carreira de Léo desde que ele aportou na Ilha do Retiro, no inÃcio da década de 90. Testemunhei a ascensão e queda de um dos maiores atacantes que vestiu a camisa do rubro-negro pernambucano. Nossa amizade se estreitou quando fomos vizinhos por um perÃodo. Leonardo foi uma indicação de Bento Ferreira, que foi informado das qualidades do jogador e levou a conhecimento dos dirigentes leoninos. Até se tomar uma decisão se passaram dois dias, tempo suficiente para o Santa Cruz entrar na briga pelo jogador, fato que levou Pedro Lacerda e Paulo Ferro a viajarem à noite para ir buscar o jovem promissor na cidade de Picos, interior do PiauÃ. Qualquer versão que não seja esta sobre a chegada do jogador à Ilha do Retiro não condiz com a verdade.
Passei na sede do Sport, no inÃcio da tarde, para dar adeus ao amigo, e como era esperado, encontrei com muitos outros, inclusive ex-companheiros de Léo com os quais troquei alguma informação. Fiquei impressionado com o número de informações desencontradas sobre o jogador. A vida profissional de Leonardo, se traduzida em gráfico, nos mostraria muitas oscilações, altos e baixos. Vou atribuir a tais oscilações, à s estórias que foram criadas sem nenhuma desfaçatez.
Quando Leonardo foi hospitalizado no inÃcio do mês de fevereiro, um ex-diretor do Sport foi ao Hospital da Restauração, tirou uma foto com ele e publicou no facebook. Ontem, outros ex-diretores participaram do programa - O Assunto à - comandado pelo Maciel Júnior, na Rádio Jornal, e deram asas a imaginação e criação. à impressionante como a maioria dos dirigentes de clubes de futebol gosta de explorar a imagem dos Ãdolos. Muitos ultrapassam o limite do ridÃculo por não saberem diferenciar momentos e situações.
O torcedor do Sport se despediu do Ãdolo ao melhor estilo do Cazá, Cazá.