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Bancada da bola trava investigação
postado em 02 de dezembro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS

 

A CPI do Futebol conseguiu avançar com as quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônicos de ex-dirigentes e cartolas da CBF. Mas há diversas investigações que podem complicar o presidente Marco Polo Del Nero travadas na comissão pela resistência de senadores ligados à bancada da bola. Além disso, o presidente da CPI, Romário, está envolvido em polêmica em torno de suposta conta sua na Suíça, o que pode afetar sua imagem.

Nesta terça-feira, a comissão quebrou sigilos graças a acordo feito por Romário e aliados com senadores do PMDB que têm defendido cartolas. Ele negociou para conseguir esses dados. Uma demonstração foi quando Ciro Nogueira (PP-PI), aliado da CBF, entrou na sessão. Ficou em dúvida em como votaria até que o relator Romero Jucá (PMDB-RR) lhe informou que havia acordo. Votou a favor das quebras.

Em troca, a CPI teve que deixar de fora pedidos de quebras de sigilo da Klefer, de Kleber Leite, e de pessoas e empresas envolvidas na compra da sede e de outras operações da CBF. Essas informações são importantes para dar seguimento a pistas levantadas pela comissão nas quebras de sigilo de Del Nero. Mas os senadores ligados à confederação deixaram claro que não as aprovariam.

Representantes da CBF presentes não ficaram muito satisfeitos com o resultado mesmo assim. Esperavam que a reunião nem tivesse quórum para votar os pedidos.

Além da bancada da bola, Romário enfrenta questionamento a sua palavra. Primeiro, a Veja divulgou que ele tinha uma conta na Suíça no banco BSI com US$ 7 milhões. O senador foi ao país, e conseguiu um documento do banco que mostrava que não havia o dinheiro. Recebeu pedido de desculpas da revista.

Depois, diálogo interceptado do senador Delcídio do Amaral insinuou que, sim, haveria a conta. Romário só admite que tinha dinheiro no BSI na época em que era jogador. Nega que tivesse valores em 2015 no banco como afirmou a revista.

Para provar seu ponto, Romário aposta em pedido à Procuradoria Geral da República para obter um documento suíço que reafirme que não tem conta no BSI. A procuradoria da Suíça, até agora, diz que não quer apurar o caso porque não há crime no país, disse o %u201CEstadão''''.

Se conseguir se livrar a suspeita sobre a Romário, a CPI tem mais seis meses a partir de janeiro para fechar as pontas da investigação que a CBF tenta barrar. Em caso contrário, sua imagem será afetada e seus inimigos na comissão terão armas para sabotar o trabalho de investigação.

Acontece
Mais um advogado no Sport
postado em 02 de dezembro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

O Sport Recife tentou outros nomes para o cargo de executivo do futebol, e finalmente bateu nas portas do Andre Zanotta, que teve até agosto a mesma ocupação no Santos, e estava no seguro desemprego.

Mais um advogado a compor o quadro diretivo do time da Ilha do Retiro, falando várias línguas, e pelo que tomamos conhecimento na tarde de ontem, numa conversa com um ex-executivo do time peixeiro, esse ocupou por dois anos a Superintendência de Esportes da gestão de Odilio Rodrigues, que foi uma das mais desastradas do clube, e de janeiro a agosto desse ano, assumiu pela primeira vez o cargo de gerente de futebol, ou seja, tem pouca experiência no ramo.

Por outro lado, fomos informados que se trata de uma pessoa jovem, correta, com algumas amizades com empresários. 

Aliás, existe um fato bem interessante em nosso futebol, quando o Circo tem como chefe do seu picadeiro um advogado, e 10 entre os vinte clubes que disputam a Série A são dirigidos por pessoas dessa profissão.

Parece que estão desfalcando os nossos tribunais, por conta de algo mais interessante, o de serem cartolas, que no momento atual não é algo bem visto em nossa sociedade.