Histórico
Acontece
A casa está caindo, e nós como ficamos?
postado em 08 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A CASA ESTÁ CAINDO, E NÓS COMO FICAMOS?

 

Ricardo Araújo - blog Novas Arenas, da Revista Exame.

Del Nero inicia a sua caminhada para o ostracismo, mas o que será do futuro do futebol brasileiro?

No mesmo dia em que Marin foi preso em Zurique, e que Del Nero espertamente fugiu às pressas, ficou claro que a agonia do cartola fujão seria lenta e o seu afastamento inexorável. Nesses 7 meses tornou-se um patético ¨prisioneiro do castelo¨, mudo, ausente, mas certo de que mais dia menos dia a conta chegaria.

Nesse meio tempo, Del Nero, apesar de se fazer de morto e aparentemente ceder um certo poder aos clubes além do que gostaria (pelas circunstâncias desfavoráveis), está fazendo o dever de casa com perfeição.

Primeiro, cedeu aos clubes o suficiente para evitar uma insurgência, mas nada que comprometesse o seu domínio sobre federações, clubes, a organização dos torneios, e óbvio os polpudos contratos de patrocínios.

Depois, articulou com seus aliados uma forma de sair de cena, mas deixando alguns testas de ferro mantendo seu poder intacto, tal qual vários chefes mafiosos presos o fazem de dentro dos presídios. Sua estratégia é utilizar um aliado idoso o suficiente para sucedê-lo e impedir que o atual vice-presidente mais velho, e seu desafeto o faça.

Quando todo esse vendaval deflagado pela justiça norte-americana começou, alimentamos a ilusão de que poderíamos aproveitar o espaço cedido para fortalecer novas práticas de gestão, e criar o arcabouço de uma nova forma de gerir e regular nosso futebol, seja pela reforma da encarquilhada entidade, seja pela criação de outra, comandada pelos clubes.

O tempo passou, houve um início tímido de união dos clubes, em torno de um novo projeto comum, uma nova competição, mas até agora nenhuma esperança maior no horizonte.

Ou seja, a casa está caindo, e pelo jeito, ficaremos (ou continuaremos) ao relento.

Brasileiro Série A
Passando a régua e fechando a conta
postado em 07 de dezembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Chegou a hora de passar a régua, fechar a conta e verificar o saldo. O Sport fechou sua conta com 59 pontos obtidos em 38 jogos; 15 vitórias; 14 empates e 9 derrotas que lhes levaram a ter um aproveitamento de 52%. O ataque leonino marcou 53 gols contra 38 sofridos pela defesa proporcionando um saldo positivo de 15 gols. É a melhor marca de um clube pernambucano na Série A desde que a competição passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos. A evolução é fato. Um brinde ao sucesso.

O Sport do técnico Paulo Roberto Falcão teve um aproveitamento de 67%, mas não se pode descartar o trabalho desenvolvido pelo treinador Eduardo Baptista, que no período de um ano e meio no comando dos profissionais rubro-negros implantou uma filosofia de trabalho que levou o clube a conquista de dois títulos e a uma sequência de bons resultados no início da Série A, quando foi o último invicto a cair. A saída de alguns jogadores que foram decisivos para o sucesso da campanha do rubro-negro pernambucano é inevitável, o que deixa os torcedores com a sensação de que tudo volta a estaca zero a cada final de temporada.

As injustas distorções na distribuição da verba de televisão, maior recurso de que dispõe os clubes para montagem de seus elencos, levam clubes da estatura do Sport a se depararem sempre com o mesmos desafios em início de temporada, como se eles fossem sazonais. Nem mesmo a boa campanha do Leão na Série A evita o sentimento de que nada muda. Para 2016 a projeção é de que o Sport venha a receber uma cota de R$ 35 milhões da televisão. Corinthians e Flamengo devem receber R$ 170 milhões. Diante deste abismo financeiro ficar entre os dez primeiros colocados da Série A será sempre um motivo de comemoração.

Falcão agora será analisado por uma outra vertente quando terá a responsabilidade de reformular o elenco para a temporada 2016. Afinal, ao passar a régua e fechar a conta, observar-se que vários profissionais que estão na Ilha do Retiro nada agregam a um clube de Primeira Divisão, como o Sport, e dever ser dispensados para serem substituídos por profissionais de melhor qualidade. A boa campanha do Sport é imperativa, e o projeto é qualificar, cada vez mais o elenco leonino.

Acontece
Caruaru fora da Fórmula Truck
postado em 04 de dezembro de 2015

 

CLAUDEMIR GOMES

 

A Fórmula Truck excluiu a etapa de Caruaru do seu calendário de 2016. A notícia bombástica pegou todos os que fazem o automobilismo pernambucano de surpresa, principalmente o presidente da FPA, Waldner Bernardo - Dadai - que não sabe mensurar o tamanho da lacuna, nem o prejuízo que tal fato causará ao município do Agreste Pernambucano. Afinal, depois do São João, a corrida de Fórmula Truck é o evento que mais aquece o turismo e a economia de Caruaru através de venda de produtos, ocupação de hotéis e leva uma população flutuante a consumir por três dias em bares e restaurantes da cidade.

Atribuo a surpreendente exclusão de Pernambuco do circo da categoria mais popular do automobilismo brasileiro, ao custo da logística. Em tempos de crise é preciso considerar que, trazer toda a infra-estrutura para uma única corrida no Nordeste implica em um investimento altíssimo. Anos atrás houve uma especulação neste sentido, mas a corrida no circuito de Caruaru foi mantida para não ferir o interesse das montadoras e dos patrocinadores da categoria.

A Fórmula Truck aportou em Pernambuco no final dos anos 90, quando o circo era formado unicamente por ex-caminhoneiros capitaneados pelo saudoso Aurélio Félix. Aqui contou com o apoio substancial do ex-presidente da FPA, Cleyton Pinteiro, atual presidente da CBA; do ex-presidente da FPA, o empresário, Zeca Monteiro, que colocava toda a estrutura da Zeca Reboque a disposição da categoria, e de Gilberto Lyra, também ex-presidente da FPA, que em Caruaru, além da abertura de portas com o seu prestígio, colocava a estrutura da empresa Rodoviária Caruaruense como apoio para todas as equipes que vinham participar do evento que sempre foi sucesso de público.

A resposta positiva dada por Pernambuco levou a Fórmula Truck a saltos expressivos e conquistas de espaço no cenário do automobilismo nacional, fato que levou a categoria a uma profissionalização que hoje é referência no esporte automotor. Em contrapartida, como reconhecimento ao impulso dado pelo Estado a categoria, Aurélio Felix passou a dar uma contribuição efetiva para o automobilismo pernambucano: todos os anos ele investia em obras de recuperação e manutenção de vários equipamentos no automobilismo estadual.

Com o passar dos anos a Fórmula Truck passou a ser o principal evento do automobilismo em Pernambuco. Todas as outras competições iam a reboque. O impacto que a ausência da categoria causará, somente o tempo nos dirá.  

Acontece
A mordida no Leão
postado em 03 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A MORDIDA NO LEÃO

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br 

 

Não existe nada melhor do que dirigir uma federação de futebol em nosso país.

É algo tão saboroso que nenhum cartola abre mão dos seus cargos, tornando-os vitalícios. 

Como é ¨bonito¨ assistirmos à passagem dos carrões, com motoristas conduzindo os cartolas e suas famílias.

Um verdadeiro sorvete de graviola, de uma boa marca do nosso Recife.

Vamos dar um bom exemplo da insanidade reinante nesse futebol desorientado, com clubes pobres e entidades ricas, e esse vem do nosso estado, com relação à participação da Federação Pernambucana no recebimento das taxas referentes aos jogos do Sport na Série A Nacional.

O único representante do estado nessa divisão em 2015, como também o único nordestino, que apesar disso não conseguiu aliviar a gula de sua entidade, ao abocanhar mais de 400 mil reais à custa do seu filiado.

Imagine em 2016, quando teremos dois representantes na divisão maior. Não será somente uma festa, e sim uma folia geral, quando seus cofres ficarão abarrotados. Os seus arrecadadores terão trabalho na contagem do dinheiro, e sairão dos estádios cantando ¨Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão¨.

Nas 18 partidas realizadas como mandante, desde que teve uma de portões fechados (Atlético-PR), o time da Ilha do Retiro pagou R$ 404.306,75 à Federação Pernambucana de Futebol, Em média, a cada partida o delegado do jogo levava do Leão R$ 22.481,48.

Trata-se de um caso diferente, quando a mordida não foi do Leão, sendo que esse é que foi mordido.

Se contarmos com as partidas do estadual, Copa do Nordeste e Copa do Brasil, a participação deverá ser bem incrementada.

Na realidade mesmo sendo uma competição nacional, de responsabilidade do Circo, toda Federação cobra uma taxa dos clubes (5%)- taxa administrativa sobre a renda bruta das bilheterias, ou seja, pela esperteza da turma que dirige o nosso futebol, essa cota é a primeira a ser retirada, aplicando-se o percentual ao movimento bruto.

O clube pode ter prejuízos no final, mas para a Federação isso é algo impossível, desde que a mordida é feita antes dos demais descontos.

Segundo dados estatísticos do site Sr. Goool, o maior repasse aconteceu durante o jogo contra o São Paulo pela 14ª rodada, que foi realizado na Arena Pernambuco, quando o Sport colocou na mochila da FPF, R$ 62.5112,00. Contra o Flamengo, também no mesmo local, o valor pago foi de R$ 57.451,00. 

Enquanto isso, a menor cobrança ocorreu na 1ª rodada, no jogo contra o Figueirense, no total de R$ 3.117,00, sendo que no fechamento do movimento financeiro o clube teve prejuízo, mas a entidade levou a sua fatia.

Por outro lado, quem paga aos delegados do jogo, funcionários dos portões de acesso ao estádio, gandulas e outras coisas é o clube, muito embora tais funções sejam da responsabilidade da entidade, que as joga para o mandante do jogo.

Quantos jogadores estão nas folhas das federações? Quantos membros das Comissões técnicas? Os custos do futebol são dos clubes, e os bônus das mentoras que o dirigem, e por isso vivem de cofres cheios, fazendo empréstimos ao filiados de recursos que na verdade lhes pertencem.

A culpa é dos filiados, que poderiam dar um basta nesses procedimentos, pressionando o Circo para que a cobrança deixe de existir, ou que as federações fiquem com no máximo 2%, e o restante para a cobertura dos gastos com a Série E, que iria perenizar o futebol brasileiro. O dinheiro seria mais bem empregado.

Enquanto tivermos entidades ricas, e clubes esmolando pelos bancos para pagarem seus compromissos, o futebol do Brasil jamais irá sair desse patamar, em um buraco cujo fundo é bem difícil de ser visualizado.

Essa é a verdadeira história de um futebol de sonhos, mentiras de muita alienação.

Copa do Brasil
Espírito de campeão
postado em 03 de dezembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Quando a televisão deu uma geral da arquibancada da Allianz Parque foi possível observar um torcedor com uma faixa expondo a frase: "São Prass nosso herói". Mais que uma homenagem e o reconhecimento ao goleiro palmeirense, a comunicação serviu de anúncio para uma das finais mais emocionantes da Copa do Brasil, onde o goleiro, Fernando Prass passou a ser o protagonista principal na decisão ao defender um pênalti e converter a última cobrança do seu time no gol do título.

Um público de 39.660 pagantes proporcionou uma renda de R$ 5.336.631,00, números recordes na Copa do Brasil. Do lado de fora da arena palmeirense, um quantitativo igual ou maior de torcedores tomava as ruas num prenúncio da festa que começou com o primeiro gol marcado por Dudu. O atacante também marcou o segundo gol palmeirense e coube ao artilheiro, Ricardo Oliveira descontar para o Santos, gol que levou a decisão para cobrança de tiros livres diretos da marca do pênalti.

Por vivenciar um melhor momento que o adversário, o Santos priorizou a Copa do Brasil como caminho mais próximo e fácil para chegar à Libertadores. O Palmeiras não tinha outra alternativa, e concentrou toda sua atenção na disputa que tem por característica o mata, mata, do princípio ao fim. O caráter decisivo de todos os jogos torna o mando de campo um fator determinante de sucesso. Foi justamente isso que vimos na decisão. Santos e Palmeiras fizeram valor as vantagens do mandante, e se saíram vitoriosos, mas não conseguiram construir um placar que lhes assegurasse o título com a bola rolando.

O segundo jogo foi mais emocionante, menos pegado, e com um nível técnico superior ao primeiro. A diferença que levou a balança pender para o lado do Palmeiras foi o espírito de campeão com que o time do Parque Antarctica foi a campo, fato que lhe levou a superar todos os obstáculos, e contratempos, de forma altiva. Além de uma boa postura tática que inviabilizou as principais investidas do adversário. Por outro lado, algumas peças decisivas do time do Santos não estiveram numa noite de brilho. E tudo conspirou para que o Palmeiras somasse mais um título da Copa do Brasil, até os bafejos da sorte em lances decisivos.

A decisão de ontem, o espetáculo produzido pela torcida do Palmeiras, reabre a discussão sobre as decisões em confrontos diretos, fato que não ocorre em competições por sistema de pontos corridos.