JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Não existe nada melhor do que dirigir uma federação de futebol em nosso paÃs.
à algo tão saboroso que nenhum cartola abre mão dos seus cargos, tornando-os vitalÃcios.
Como é ¨bonito¨ assistirmos à passagem dos carrões, com motoristas conduzindo os cartolas e suas famÃlias.
Um verdadeiro sorvete de graviola, de uma boa marca do nosso Recife.
Vamos dar um bom exemplo da insanidade reinante nesse futebol desorientado, com clubes pobres e entidades ricas, e esse vem do nosso estado, com relação à participação da Federação Pernambucana no recebimento das taxas referentes aos jogos do Sport na Série A Nacional.
O único representante do estado nessa divisão em 2015, como também o único nordestino, que apesar disso não conseguiu aliviar a gula de sua entidade, ao abocanhar mais de 400 mil reais à custa do seu filiado.
Imagine em 2016, quando teremos dois representantes na divisão maior. Não será somente uma festa, e sim uma folia geral, quando seus cofres ficarão abarrotados. Os seus arrecadadores terão trabalho na contagem do dinheiro, e sairão dos estádios cantando ¨Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão¨.
Nas 18 partidas realizadas como mandante, desde que teve uma de portões fechados (Atlético-PR), o time da Ilha do Retiro pagou R$ 404.306,75 à Federação Pernambucana de Futebol, Em média, a cada partida o delegado do jogo levava do Leão R$ 22.481,48.
Trata-se de um caso diferente, quando a mordida não foi do Leão, sendo que esse é que foi mordido.
Se contarmos com as partidas do estadual, Copa do Nordeste e Copa do Brasil, a participação deverá ser bem incrementada.
Na realidade mesmo sendo uma competição nacional, de responsabilidade do Circo, toda Federação cobra uma taxa dos clubes (5%)- taxa administrativa sobre a renda bruta das bilheterias, ou seja, pela esperteza da turma que dirige o nosso futebol, essa cota é a primeira a ser retirada, aplicando-se o percentual ao movimento bruto.
O clube pode ter prejuÃzos no final, mas para a Federação isso é algo impossÃvel, desde que a mordida é feita antes dos demais descontos.
Segundo dados estatÃsticos do site Sr. Goool, o maior repasse aconteceu durante o jogo contra o São Paulo pela 14ª rodada, que foi realizado na Arena Pernambuco, quando o Sport colocou na mochila da FPF, R$ 62.5112,00. Contra o Flamengo, também no mesmo local, o valor pago foi de R$ 57.451,00.
Enquanto isso, a menor cobrança ocorreu na 1ª rodada, no jogo contra o Figueirense, no total de R$ 3.117,00, sendo que no fechamento do movimento financeiro o clube teve prejuÃzo, mas a entidade levou a sua fatia.
Por outro lado, quem paga aos delegados do jogo, funcionários dos portões de acesso ao estádio, gandulas e outras coisas é o clube, muito embora tais funções sejam da responsabilidade da entidade, que as joga para o mandante do jogo.
Quantos jogadores estão nas folhas das federações? Quantos membros das Comissões técnicas? Os custos do futebol são dos clubes, e os bônus das mentoras que o dirigem, e por isso vivem de cofres cheios, fazendo empréstimos ao filiados de recursos que na verdade lhes pertencem.
A culpa é dos filiados, que poderiam dar um basta nesses procedimentos, pressionando o Circo para que a cobrança deixe de existir, ou que as federações fiquem com no máximo 2%, e o restante para a cobertura dos gastos com a Série E, que iria perenizar o futebol brasileiro. O dinheiro seria mais bem empregado.
Enquanto tivermos entidades ricas, e clubes esmolando pelos bancos para pagarem seus compromissos, o futebol do Brasil jamais irá sair desse patamar, em um buraco cujo fundo é bem difÃcil de ser visualizado.
Essa é a verdadeira história de um futebol de sonhos, mentiras de muita alienação.