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Uma delicada relação
postado em 17 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS DELICADAS RELAÇÕES ENTRE PATROCINADORES E PATROCINADOS


 Ricardo Araujo - blog Novas Arenas, da Revista Exame


Por que é tão difícil gerenciar essa relação, especialmente no mundo do futebol?

Recentemente pudemos observar 2 episódios de entreveros entre patrocinador e patrocinado, dignos de registro.

O primeiro, aconteceu entre Palmeiras e Crefisa. O clube incentivou uma ação de marketing da empresa de material esportivo que veste o time, fazendo referência a um ex-patrocinador, mas esquecendo que o patrocinador atual é outro e nem ao menos foi consultado. A boss da patrocinadora, por sua vez, ao invés de tratar o caso com diplomacia ¨soltou os cachorros¨ no marketing do clube publicamente, causando um estremecimento inoportuno e desnecessário para ambas as partes. Ambos falharam, ambos perderam.

Depois, foi a vez do Corinthians. Anunciou um novo acordo de patrocínio e no dia seguinte precisou gerenciar uma situação constrangedora causada pela incontinência verbal do representante da empresa patrocinadora, que usou da grande mídia espontânea gerada pelo clube para falar pelos cotovelos, principalmente sobre o que não deveria. Ponto para o clube, que prontamente desmentiu o cidadão, e aparentemente o colocou em seu lugar. E a relação já começou desse jeito, acreditem.

Esses casos foram recentes mas podemos lembrar de muitos outros, na maioria das vezes condenando o clube pelo amadorismo na gestão de marketing e comercial com seus patrocinadores (acreditem, mas os clubes brasileiros não disponibilizam uma equipe de atendimento exclusiva para seus patrocinadores master, apesar do alto investimento realizado por esses). Mas mesmo no dito ¨primeiro mundo¨ do marketing esportivo, acontecem coisas estranhas, por exemplo.

Ontem, o time do Barcelona viajou para o Japão para disputar o Mundial de clubes. E com toda a mídia gerada pela viagem, uma coisa soou estranha. Por que os catalães voaram pela Malasia Airlines, e não pela Qatar Airlines sua patrocinadora master? Comeram mosca?

Não, não comeram. O Barça tem contrato até junho de 2016 com os catarianos, mas negociam a renovação há 3 meses sem sucesso. Existe pressa, porque o clube precisa que seu Conselho aprove o novo contrato, antes do fim de 2015, e encontrou uma forma de pressionar a empresa mostrando a eles que abir mão do clube que possui o time mais badaldo do planeta não é um bom negócio. E a forma escohida foi fazer essa pirraça viajando e dando mídia espontânea para uma concorrente.

O Qatar ofereceu um contrato de 4 anos, pagando 60 milhões de euros por temporada, mas o clube quer mais, e fez uma contra oferta que assustou a empresa. E olha que para assusta-los em termos financeiros é porque os valores devem ser de arrepiar.

De qualquer forma, fica o exemplo de que a gestão dessa relação é sempre muito delicada, mesmo quando se trata de um clube extremamente profissional como o Barcelona. O desafio é pressionar pelo melhor acordo, mas sempre lembrando que nem a onça pode morrer de fome, nem a cabra de sede.

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Acontece
Clubes frágeis e desunidos
postado em 17 de dezembro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


A eleição do vice-presidente da CBF Coronel Nunes foi uma demonstração de fragilidade dos clubes brasileiros no poder do futebol nacional. Desunidos, adotaram posições isoladas ou em grupos pequenos sem efeito nenhum. Na prática, Marco Polo Del Nero e as federações aliadas saíram fortalecidas apesar dos escândalos de corrupção.

Um exemplo foram os clubes paulistas. Juntos com a federação, fecharam apoio a Nunes desde que eles se comprometessem com medidas para aumentar o poder dos clubes que tomariam conta do Brasileiro.

O blog apurou que os times de São Paulo votaram em Nunes, mas não receberam nenhuma garantia ou resposta da CBF de que a sua agenda seria cumprida. Palmeiras, Santos e Corinthians foram, mas saíram sem se manifestar. Não foi possível confirmar a presença do São Paulo.

Entre os clubes, o Coritiba, que era membro da Liga Rio-Sul-Minas, também votou no vice Nunes.  "Se houve golpe, foi de quem foi a Justiça", defendeu o diretor do Coritiba Valdir Barbosa. Ele afirmou que não sabe se será realizada a liga em 2016 e defendeu que ela deveria tentar autorização da CBF.

Os clubes de Minas Gerais, que já foram artífices da liga, não foram à confederação. Deram procuração para o presidente da federação local votar em seu lugar, mas Castellar Neto voltou a Minas porque sua mulher teria filho. Outros artífices da Liga, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e do Atlético-PR, Mauro Celso Petraglia, não foram à CBF. O clube rubro-negro apenas apresentou pacote de mudanças na CBF.

Um dos poucos clubes a se manifestar, o presidente do Bahia, Marcelo Sant''ana, reconheceu a desmobilização dos clubes. "As federações estão bem à frente dos clubes nesta questão do poder. Os clubes tinham que conversar mais. Mas os clubes ficam mais preocupados com a operação do dia a dia e isso não acontece", contou ele, que discursou no plenário.

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Acontece
Os ciclos devastadores
postado em 15 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS CICLOS DEVASTADORES

 

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

O que falta ao nosso futebol é um estudo aprofundado sobre os ciclos de vida dos chamados grandes clubes. Na realidade se isso tivesse acontecido poderíamos estar em situação totalmente diferenciada da atual.

A partir de 1950, quando o futebol estadual começou a consolidar-se profissionalmente, tivemos alguns ciclos no tocante às conquistas dos clubes. Devemos referenciar que o campeonato estadual era, e apesar dos anos continua sendo o único polo catalizador de algum título.

Tomamos por base o ano de 1968, que foi o da conquista do Clube Náutico do Hexa-Campeonato, onde realmente os ciclos começaram a aparecer, e com isso a evolução e involução dos clubes ficaram patenteadas.

De 1968 até 2015 são 47 anos, quase meio século, e nesse período o Sport conquistou 21 títulos, o Santa Cruz 19 e o Náutico apenas 7.

Se distribuirmos por ciclos, verificamos que a partir da data base (1968), o Sport consolidou-se nas décadas de 90 e 2000, somando 15 títulos dos 21 conquistados. O Santa Cruz teve, até os anos 80, uma boa performance, conquistando 8 campeonatos dos 12 disputados.

O tricolor passou um período de 10 anos (entre 1995 e 2005) para uma conquista, e depois mais 10 anos entre 2005 e 2015, para mais cinco conquistas, ou seja, em 20 anos seis campeonatos.

Para o Clube Náutico o ciclo foi mais devastador. Foram 47 anos para conquistar apenas 7 titulos. De 1968 a 1974, em seis anos apenas um, de 1974 a 1984, foram mais dez anos (1), de 1985 (1) a 1989 (1), o ciclo foi de 4 anos. A década de 90 foi a mais trágica sem nenhuma conquista, e a de 2000 com 3 (2001, 2002 e 2004).

Se os ciclos tivessem sido acompanhados, certamente esse não estaria na atual situação. O clube alvirubro adormeceu com o Hexa e não se estruturou para o futuro. Na ocasião, o clube vivia sob as benesses da elite pernambucana, com dirigentes o financiando. O sistema mudou e faltou na ocasião um trabalho para planejar o futuro.

O mesmo aconteceu com o Santa Cruz, onde em determinados momentos viveu sob a ajuda de alguns endinheirados que também não tiveram a capacidade de analisar o futuro. O Sport foi o único a vislumbrar um novo futebol que se iniciou a partir dos anos 90 e se preparou para tal, consolidando-se no período de 1991 a 1994, e anos depois com a participação do Clube dos 13 e de melhores recursos financeiros distanciou-se dos demais.

Apesar disso a partir do ano 2001, o rubro-negro teve alguns desvios de rumo.

O futebol mudou, hoje o mais importante é um título nacional, e essa é a grande dificuldade para os nossos clubes, que são coadjuvantes no sistema do futebol brasileiro.

Os ciclos nas conquistas de títulos influenciaram na redução das demandas daqueles que pouco ganharam, assim como nas suas receitas, pois com menos sócios, menos visibilidade, redução nos patrocínios e sobretudo aumentando o endividamento para sobreviverem.

Qualquer década perdida representa uma linha nas curvas ascendentes ou descendentes do nosso futebol.

Os dados são importantes e que podem servir de mote para um grande debate que possa objetivar os novos caminhos a serem tomados, principalmente nas competições nacionais que hoje tem um peso bem maior.

Náutico
Vitória apertada do novo presidente
postado em 13 de dezembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

No início da noite deste domingo o grito de guerra - N-A-U-T-I-C-O - ecoou nos Aflitos. Era o forma mais simbólica, e original, de anunciar que o Clube Náutico Capibaribe tinha um novo presidente: Marcos Freitas. O candidato da chapa Náutico de todos venceu o seu opositor, Edno Melo, da chapa Vermelho de Luta, Branco de Paz, por uma diferença de dez votos: 777x767. Os 1544 sócios que participaram do pleito, na sede do clube alvirrubro, também elegeram o novo presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Ventura, da Vermelho de Luta, Branco de Paz. Ventura teve 806 votos contra 699 do candidato da Náutico de todos.

Os números remetem todos a uma reflexão. Afinal, apesar do declarado apoio que Marcos Freitas recebeu de ex-dirigentes e lideranças do clube, a vitória pela pequena margem de dez votos revela sua falta de carisma. O novo presidente está muito distante de vir a ser uma unanimidade no clube, fato que exigirá dele muita habilidade política para por seu projeto de gestão em prática com sucesso. A participação efetiva do associado foi uma demonstração de vitalidade do Clube da Rosa e Silva. Vale lembrar que, o Flamengo, considerado o clube mais popular do futebol brasileiro, em sua recente eleição não conseguiu arregimentar quatro mil sócios. Se traçarmos um paralelo entre as duas torcidas, a do alvirrubro pernambucano e a do rubro-negro carioca, os sócios do Náutico deram um banho com uma presença bem mais expressiva.

E todos ressaltaram a forma ordeira como transcorreu todo o pleito, numa demonstração inconteste de civilidade dos alvirrubros no exercício da democracia. A convivência com o contraditório é o primeiro passo para se estabelecer uma harmonia, que a depender de como venha a ser administrada  poderá se transformar em união. O grande desafio está na forma como será conduzida a discussão de idéias, visto que, o presidente do Conselho - Gustavo Ventura - atual vice-presidente executivo, faz parte de uma outra corrente de pensadores. Um dos maiores complicadores na gestão do atual presidente executivo, Glauber Vasconcelos, foi a briga sistemática que travou durante dois anos com o Conselho Deliberativo. Aliás, tenho dito sempre aqui no blog, e nos comentários na Rádio Globo, que o maior obstáculo para a evolução do Náutico é a briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros.

As mudanças feitas no estatuto irão corrigir um erro que tem alimentado discórdias. O novo estatuto somente será válido nas próximas eleições. As necessidades do Náutico é do conhecimento de todo alvirrubro. Em suas primeiras declarações como presidente eleito, Marcos Freitas se mostrou antenado, com conhecimento de causa e com um equilíbrio que deve pautar a sua administração. As eleições lhes impuseram uma verdade: o exército do contra é tão numeroso quanto o seu, fato que vai exigir muita habilidade e atenção para que sua vitória não venha a ser igual a vitória do rei Pirro.

Futebol Brasileiro
Federações nordestinas contra eleição na CBF
postado em 09 de dezembro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Oito federações do Nordeste protocolaram um pedido de cancelamento da eleição para vice da CBF marcada para a próxima semana em manobra executada pela situação. Alegam que o pleito não pode ser realizado porque José Maria Marin, que está em prisão domiciliar, não foi retirado do cargo: está suspenso o que não torna o cargo vago. Não houve nenhuma comunicação ou publicação de sua saída do cargo.

Essa atitude fragiliza ainda mais a manobra da corrente dominada pelo presidente licenciado Marco Polo Del Nero que pretende eleger o Coronel Nunes para vice da entidade, em pleito marcado para o dia 16. Del Nero pediu afastamento ao ser indiciado nos EUA por acusação de que recebeu propinas. Com a eleição de Nunes, ele ficaria como primeiro na fila de sucessão da CBF no lugar de Delfim Peixoto por ser mais velho para substituir o presidente acusado de receber propinas.

O pedido de cancelar a eleição foi assinado pelos presidentes das federações do Piauí, Sergipe, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Alagoas e pelo vice-presidente da CBF para região Nordeste, Gustavo Feijó. O único presidente nordestino que não assinou foi Mauro Carmélio, do Ceará. A reivindicação tem a data de oito de dezembro.

%u201CMe sinto orgulhoso de que oito federações do Nordeste tenham se oposto a essa eleição. Momento do país é muito ruim para fazermos as coisas desse jeito. As coisas têm que ser mais claras'''', afirmou o vic da CBF Gustavo Feijó, sobre a manobra da situação. %u201CNão é dizer que está vago(cargo de Marin) para fazer nova eleição e defender o interesse de A, B, ou C. Temos que defender o interesses coletivo do futebol brasileiro e ver quem é melhor para o futebol, não escolher o mais novo ou o mais velho.''''

No documento, está dito que, apesar da marcação da eleição, %u201Cnão se tem notícia de que o respectivo cargo de vice-presidente está cago, condição %u201Csine qua non'''' para a convocação da assembléia eleitoral, fato a merecer urgente esclarecimento, pelo fundamentos a seguir expostos''''.

O texto em seguida afirma que Marin está afastado por suposta prática de corrupção sem qualquer condenação, e alega que esse ato %u201Cé temporário, especialmente se considerado o princípio constitucional da presunção de não culpabilidade, previsto na Constituição''''. E lembra que não há pedido de renúncia de Marin.

E as federações alegam que não é o momento para fazer nova eleição: %u201CCom efeito, dado ao momento delicado em que passa esta confederação, é prudente que todos os atos sejam tomados com a mais absoluta cautela, evitando-se decisões precipitadas e até mesmo prejulgamento de ordem interna e externa o que terminam por fragilizar ainda mais estar tão nobre entidade.''''

Por isso, pede o cancelamento da assembléia do dia 16 e pede que uma nova só seja convocada após cumprimento do estatuto.

Feijó contou que, na última quinta-feira, Del Nero chegou a chamá-lo para substitui-lo no cargo de presidente da CBF, logo após a desistência de Fernando Sarney. %u201CSe ele (Del Nero) se diz inocente, não entendi porque largar a presidência. Me ligou para chamar para ser presidente. Eu respondi que só conversaria pessoalmente, e ele escolheu outro presidente. Nada contra o Marcus Vicente. Mas não pode largar e ficar indicando presidente.''''

Pela posição jurídica defendida pelas federações do Nordeste, Marcus Vicente é hoje o presidente interino da CBF. Quando acabar a licença de 180 dias de Del Nero, ou ele volta ou assume Delfim Peixoto, vice mais velho. Isso apesar de Feijó não ser favorável ao presidente da federação de Santa Catarina por discordar das suas críticas a vices da confederação.

Caso a CBF tenha u então, se ninguém for eleito, acabada a licença de 180 dias de Del Nero, assumiria Delfim Peixoto, vice mais velho. Isso apesar de Feijó não ser favorável ao presidente da federação de Santa Catarina.

O vice da CBF não descarta que se vote na assembléia um novo pleito para presidente da CBF caso fique configurado que Del Nero não volta mais à presidência. Isso teria que contar com aprovação da assembléia administrativa. Mas ele ressalta que, no momento, o afastamento de Del Nero é tão provisório quanto o de Marin.

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