JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Não tÃnhamos lido o Jornal do
Comércio de ontem, muito embora o tenhamos todos os dias, mas fomos
alertados pelo jornalista Claudemir Gomes sobre uma matéria
publicada por esse periódico, onde Evandro Carvalho, presidente da
federação local defende as cotas que são distribuÃdas pelos
direitos de transmissão.
Depois quer fizemos essa leitura, ficamos na certeza de que o cartola pernambucano está totalmente desinformado com relação à distribuição dos recrusos pela RGT, desde que tudo que foi dito pode acontecer em outro planeta não o nosso.
Como um presidente de uma entidade pode defender algo que vai contra os interesses dos seus clubes, e que é repudiado do norte ao sul do paÃs, com exceção do Corinthians e Flamengo? Vamos mostrar os equÃvocos de sua entrevista, e sobretudo o desconhecimento do que acontece no sistema.
Misturar pay-per-view com as cotas fixas delineadas nos contratos, é o mesmo que misturar alho com bugalhos. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
A distribuição das receitas do pay-per-view é feita no final da temporada, através de uma pesquisa do Ibope nas capitais do paÃs, e de forma absurda a pergunta formulada é sobre o time que o assinante torce e estendida para toda a famÃlia, que muitas vezes não estão assistindo aos jogos. Ãbvio que com uma contagem maliciosa como essa os maiorais são os mais beneficiados com os recursos, que representam no máximo 15% das cotas fixas, e nada tem a ver com essas.
Com relação à s cotas fixas, o presidente analisou de forma totalmente errada, quando afirmou que essas eram alocadas em três nÃveis, quando na realidade são em seis, e a diferença do primeiro para o último não é de 20%, e sim de 79,4%.
Em 2016, Corinthians e Flamengo irão receber R$ 170 milhões. Ambos portencem ao grupo 1, enquanto Coritiba, Goiás, Sport, Vitória, Bahia e Atlético-PR receberão R$ 35 milhões, com uma diferença de R$ 135 milhões. Na matemática que aprendemos nos bancos escolares, essa tem o percentual acima relacionado (79,4%).
Por outro lado, nem para o São Paulo, que é do grupo 2, a diferença é de 20%, quando essa representa R$ 60 milhões, com um percentual de 35,2%. Palmeiras e Vasco estão no grupo 3, com uma diferença para o 1 de 70 milhões, ou seja, 41,2%. O Santos é o único do grupo 4, com uma diferença de R$ 90 milhões, 52,4%.
O grupo 5 que era desconhecido pelo presidente da entidade local, é composto por Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, e contempla uma diferença de R$ 110 milhões, ou seja, 64,7%.
Para que o cartola pernambucano possa entender, na época do Clube dos 13, o Sport recebia a sua cota com uma diferença das pagas aos chamados grandes clubes, de 48%, enquanto hoje essa é de 79,4%, dobrou.
As cotas são indecentes, e atitudes como essa de considerá-las como justa, colabora para que o sistema perdure, já que os clubes são incompetentes e assistem a tudo isso calados e sem reação.
Mais uma conta matemática, se hoje a diferença do Sport para o Corinthians e Flamengo fosse apenas de 20%, o clube da Ilha do Retiro iria receber R$ 136 milhões no lugar dos R$ 35 milhões. Aconselhamos ao presidente do time rubro-negro cobrar de sua federação tal diferença.
Pobre futebol de Pernambuco, quando o presidente de sua entidade defende o indefensável, e com números que não existem, a não ser que esses sejam do Mundo da Lua.
Voltamos mais uma vez a repetir, futebol é para profissionais, e não para os amadores que tomaram conta desse e o levaram ao fundo do poço.
Pernambuco não merece.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










