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Liga terá estrutura modesta
postado em 18 de novembro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Em seu ano de estreia, a Primeira Liga terá uma estrutura modesta. Primeiro, a intenção é fazer um contrato de tv de apenas um ano para 2016 sem cláusula de extensão, o que permitirá um acordo maior a partir de 2017. Segundo, por economia, a sede da entidade será em Belo Horizonte em imóvel cedido gratuitamente pelo seu executivo Alexandre Kalil.

"Em 2016, a competição é curtíssima, com cinco ou seis datas. Queremos fazer contrato ano a ano, assim pode ser Globo em um ano e Record no outro", contou Kalil. "Aprendi nos meus anos de futebol que dar preferência em renovação em contrato mata o futebol brasileiro porque fica um preço fixo."

A liga tem três propostas até agora, duas para acordo de televisão e uma para placas de publicidade. Com ajuda de consultores, Kalil afirmou que ainda está avaliando o preço da competição, e por isso "não está pedindo muito alto".

Outro ponto é a contenção de custos. A sede da liga foi transferida de Curitiba para Belo Horizonte a partir do momento em que Kalil assumiu como executivo. Funcionará em uma casa de propriedade do dirigente, sem pagar aluguel, segundo ele. O local, que fica no bairro de Santa Efigênia, está em reforma no momento.

"A liga não vai ter dinheiro em caixa. Não queremos a função do Clube dos 13 de distribuir, emprestar. Vai pegar o dinheiro e fazer o rateio entre os clubes. Será uma liga pobre", contou Kalil.

Do ponto de vista operacional, a Primeira Liga ganhou o apoio do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para julgar casos de indisciplina, e terá árbitros de federações aliadas. Por isso, já dispensou qualquer reunião adicional com a CBF, que aprovou a liga com ressalvas. Em assembleia, clubes determinaram que não haverá novo encontro com a diretoria da confederação.

Kalil não vê hoje a liga com possibilidade de negociar contratos de televisão pelos clubes para o Brasileiro, como chegou a cogitar. Entende que cabe a cada um fazer seu próprio acordo como tem sido feito com a Globo em relação a renovações até 2020. Se um dia os times pedirem para a liga, aí poderia negociar.

Entre os que participam da liga, estão Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Coritiba, Atlético-PR, e times de Santa Catarina.

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Acontece
Fiz que fui! Terminei não fondo
postado em 17 de novembro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

O Circo Brasileiro do Futebol-CBF, no dia de ontem atendeu o pedido do Náutico, e transferiu o seu jogo contra o Bahia no próximo sábado para a Arena Pernambuco, que era o local anteriormente designado.

O motivo foi o da segurança, desde que os torcedores corais estarão na mesma hora desse encontro, assistindo o Santa Cruz atuar contra o Mogi Mirim na sede do clube, trazendo um alto grau de risco tanto para os adeptos do Náutico, como os do time coral.

Por conta desse fato, o jogo que causou tanta polêmica em nossa cidade, carente de notícias, voltou para o seu antigo local, a Arena Pernambuco.

Tanta confusão por nada.

Na verdade o Náutico nos fez lembrar a famosa frase de um seu ex-jogador, Dedeu, ao explicar uma jogada, quando disse: ¨Fiz que fui!!! Terminei não fondo¨.

São coisas do futebol.

Brasileiro Série A
Equívocos de Falcão levam Sport à derrota
postado em 16 de novembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

A derrota do Sport para o Cruzeiro - 3x0 - não foi nada fora do contexto. Talvez o torcedor rubro-negro
se mostre indignado com o placar elástico, mas o resultado em sim estava dentro de um contexto de previsão lógica. Quem se detém aos detalhes deduziu tal cenário através do comportamento do técnico Paulo Roberto Falcão, que passou a semana segredando uma formação e um plano de jogo equivocados.

Sport e Cruzeiro evoluíram após a troca de técnicos. Os números atestam o crescimento do rubro-negro pernambucano pós chegada de Falcão, o mesmo acontece em relação ao Cruzeiro de Mano Menezes. Tal fato levou os dois treinadores a serem precavidos na definição da postura dos times no início do jogo, deixando a ousadia para o transcorrer da partida, após detectarem falhas na desenvoltura do adversário. O efeito do excesso de respeito mutuo foi um agrupamento no meio de campo, o que levou os dois conjuntos a cometerem inúmeros erros de passe.

Sempre que foi lançado como lateral direito, Oswaldo, que é zagueiro de origem, deixou a deseja por não ter cacoete de um ala. Suas boas intervenções durante o jogo foram como zagueiro, ou seja, em ações dentro da área. O time mineiro não demorou a descobrir tal deficiência na equipe leonina e passou a explorar o lado direito da defesa do Sport. Durante todo o tempo em que esteve em campo, foi substituído no segundo tempo, o lateral Ceará, do Cruzeiro, teve uma liberdade impressionante, sem que Neto Moura, ou outro jogador, desse o primeiro combate em ajuda ao lateral Renê que ficou sobrecarregado. O equilíbrio do time mineiro, que soube explorar os dois lados do campo, fez a diferença diante de um Sport que abdicou de um atacante velocista, deixando tal função para Marlone que jogou pela direita.

Os ajustes feitos por Mano Menezes no intervalo do jogo surtiram efeito imediato. O goleiro Danilo Fernandes, mais uma vez, se destacou com defesas brilhantes. O Sport sofreu três gols em oito minutos, e só não retornou para o Recife amargando uma goleada por conta da displicência dos atacantes mineiros. Questionar o pênalti que originou o primeiro gol cruzeirense é ir de encontro a um fato, e contra fato não há argumento. Foi patético o desabafo feito pelo apoiador, Diego Souza, querendo transferir para a arbitragem a responsabilidade de uma derrota que foi resultante de uma pífia apresentação do rubro-negro pernambucano.

O trabalho de Falcão tem um saldo positivo, mas a derrota - 3x0 - para o Cruzeiro tem que ser creditada aos seus equívocos, tanto na definição da equipe como no plano de jogo que deixou o time preso e sem criatividade.

Acontece
A pisada de bola do Náutico
postado em 13 de novembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PISADA NA BOLA DO NÁUTICO

 

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

Essa mudança de local do jogo do Náutico, da Arena Pernambuco para o Arruda, causou estranheza a todos os alvirrubros, como também para os que acompanham o futebol de nosso estado.

Na realidade não entendemos essa solução equivocada da diretoria do clube, em especial por tirar de um campo de jogo que lhe deu 71% de aproveitamento nas partidas realizadas. Por outro lado, quando aconteceu o clássico entre o alvirrubro e o tricolor, o presidente Glauber Vaconcelos queria que o adversário chamasse o jogo para a Arena, já que o Arruda não oferecia segurança. De um momento para outro tudo mudou, e o estádio do Santa Cruz tornou-se um paraíso.

Na realidade essa tentativa tem apenas um sentimento, o de que ao jogar no Arruda o Náutico irá receber o dinheiro das bilheterias de imediato, desde que estão pensando que a renda será grandiosa, o que é totalmente controverso.

Em primeiro lugar devem ter esquecido que antes do Bahia, tem um time que merece todo o respeito pela campanha que está sendo realizada, o CRB, que não é um pato morto qualquer, e que pelos seus últimos jogos pode pregar uma peça.

Uma decisão como essa de descumprimento do contrato teria que ter a anuência do Conselho do clube, mas passaram por cima de tudo, e certamente essa não seria aprovada e com razão, desde que estariam defendendo os interesses da entidade.

Conversamos com alguns alvirrubros e procuramos nos inteirar sobre os procedimentos do contrato do clube com o Consórcio que administra a Arena Pernambuco, em especial na sua parte financeira, e ficamos sabendo que se estabelece o pagamento em cada mês a parcela devida ao Náutico, em função das rendas dos jogos.

No final do ano é que pagaria a diferença entre a cota mínima anual e o total pago no ano. Por liberalidade do Consórcio, esse vinha pagando em cada mês, 1 1/2 do valor da cota mínima, e com o detalhe essa está sendo paga como se o clube estivesse jogando a Série A, desde que esse prevê um cota menor na B.

Um outro detalhe que não foi explicado pela diretoria do clube, é que o mesmo contrato prevê uma cota menor se o governo acabasse com o Todos com a Nota, e não conseguimos saber se essa redução foi aplicada.

Segundo fontes da Arena, o Consórcio não deve nada ao Náutico, e pelo que tomamos conhecimento, o único item do contrato que foi descumprido, está relacionado ao pagamento maior das cotas do Sport e Santa Cruz, que é proibido nesse documento.

Temos uma opinião pessoal que tal mudança foi um tiro no escuro, desde que tudo faz crê que haverá o rompimento do contrato firmado entre o governo do estado e o Consórcio, e o Náutico que poderia ser o grande beneficiado irá ficar vulnerável por ter quebrado uma cláusula contratual.

O clube pensou no imediato, e esqueceu o futuro, e a bomba irá explodir no colo de uma nova gestão.

Sómente uma pergunta: Depois disso, se o Bahia vencer o jogo, o que os responsáveis por essa atitude irão dizer?

Artigos
Antagonismo olímpico
postado em 11 de novembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

O antagonismo parece ser a marca registrada do futebol brasileiro quando se trata de futebol olímpico, de base ou sub23, como queiram chamar. A começar pelo tratamento que é dado à
Seleção Olímpica, por parte dos dirigentes e da mídia. Hoje a noite teremos, na Ilha do Retiro, um amistoso entre as seleções olímpicas do Brasil e dos Estados Unidos. Apenas duas rádios solicitaram credenciamento para transmitir o jogo: Globo e Jornal. Tal disposição é justificada por conta do patrocínio de uma empresa de telefonia.

Não poderia haver momento mais inoportuno para trazer a Seleção Brasileiro Olímpica ao Recife do que nesta reta final de Campeonato Brasileiro onde os clubes pernambucanos ainda buscam metas e suas torcidas estão com as atenções voltadas unicamente para a competição nacional. Por certo o estádio não estará vazio porque houve uma distribuição gratuita de ingressos muito grande. Além do mais, o espaço dedicado pela mídia a este amistoso foi mínimo.

Vivemos num país onde se cobra muito em relação a trabalho de base e pouco se faz. Esta cultura equivocada vive um processo de mudança muito lento. O atual Campeonato Brasileiro - Série A - tem um dado muito significativo: um terço dos jogadores que atuam como titular em seus clubes tem idade inferior a 23 anos. O grupo de jogadores recrutado pelo técnico Rogério Micale para os dois amistosos da seleção olímpica com os Estados Unidos tem nove atletas que estão vinculados a clubes europeus. A juventude é uma imposição do futebol moderno. Tal fato tem levado muitos clubes a reverem seus conceitos. Falta a mídia enxergar tal realidade e promover uma mudança de paradigma, não ficar apenas em cobranças. A imprensa também precisa fazer a sua parte e abrir espaço para o trabalho de base, que apesar da importância, é tratado como subproduto.

O Brasil nunca conquistou o ouro olímpico, mas outras potencias futebolísticas também não têm um bom desempenho neste torneio que valoriza a juventude. Quando se trata de jovens, a irreverência também se mostra no futebol, eis o porque das medalhas de ouro conquistadas por Camarões e Nigéria, e de outras, não de ouro, que contemplaram os esforços de países asiáticos. O antagonismo do futebol olímpico é um fator mundial. No Brasil a distância se torna abissal pela falta de planejamento dos gestores e de visão da imprensa.