JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Essa mudança de local do jogo do Náutico, da Arena Pernambuco para o Arruda, causou estranheza a todos os alvirrubros, como também para os que acompanham o futebol de nosso estado.
Na realidade não entendemos essa solução equivocada da diretoria do clube, em especial por tirar de um campo de jogo que lhe deu 71% de aproveitamento nas partidas realizadas. Por outro lado, quando aconteceu o clássico entre o alvirrubro e o tricolor, o presidente Glauber Vaconcelos queria que o adversário chamasse o jogo para a Arena, já que o Arruda não oferecia segurança. De um momento para outro tudo mudou, e o estádio do Santa Cruz tornou-se um paraÃso.
Na realidade essa tentativa tem apenas um sentimento, o de que ao jogar no Arruda o Náutico irá receber o dinheiro das bilheterias de imediato, desde que estão pensando que a renda será grandiosa, o que é totalmente controverso.
Em primeiro lugar devem ter esquecido que antes do Bahia, tem um time que merece todo o respeito pela campanha que está sendo realizada, o CRB, que não é um pato morto qualquer, e que pelos seus últimos jogos pode pregar uma peça.
Uma decisão como essa de descumprimento do contrato teria que ter a anuência do Conselho do clube, mas passaram por cima de tudo, e certamente essa não seria aprovada e com razão, desde que estariam defendendo os interesses da entidade.
Conversamos com alguns alvirrubros e procuramos nos inteirar sobre os procedimentos do contrato do clube com o Consórcio que administra a Arena Pernambuco, em especial na sua parte financeira, e ficamos sabendo que se estabelece o pagamento em cada mês a parcela devida ao Náutico, em função das rendas dos jogos.
No final do ano é que pagaria a diferença entre a cota mÃnima anual e o total pago no ano. Por liberalidade do Consórcio, esse vinha pagando em cada mês, 1 1/2 do valor da cota mÃnima, e com o detalhe essa está sendo paga como se o clube estivesse jogando a Série A, desde que esse prevê um cota menor na B.
Um outro detalhe que não foi explicado pela diretoria do clube, é que o mesmo contrato prevê uma cota menor se o governo acabasse com o Todos com a Nota, e não conseguimos saber se essa redução foi aplicada.
Segundo fontes da Arena, o Consórcio não deve nada ao Náutico, e pelo que tomamos conhecimento, o único item do contrato que foi descumprido, está relacionado ao pagamento maior das cotas do Sport e Santa Cruz, que é proibido nesse documento.
Temos uma opinião pessoal que tal mudança foi um tiro no escuro, desde que tudo faz crê que haverá o rompimento do contrato firmado entre o governo do estado e o Consórcio, e o Náutico que poderia ser o grande beneficiado irá ficar vulnerável por ter quebrado uma cláusula contratual.
O clube pensou no imediato, e esqueceu o futuro, e a bomba irá explodir no colo de uma nova gestão.
Sómente uma pergunta: Depois disso, se o Bahia vencer o jogo, o que os responsáveis por essa atitude irão dizer?

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







