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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR
GOMES
O fechamento da campanha do Santa Cruz na Série B não
poderia ter sido mais alvissareiro: vitória convincente - 3x1 - sobre o Vitória
da Bahia, adversário tradicional que sempre leva a campo o tempero da
rivalidade. O resultado levou o Tricolor do Arruda a fechar uma sequência de
seis vitórias, feito só alcançado por ele durante a competição; a ter o ataque
mais positivo do campeonato - 63 gols - e ficar na condição de lÃder. Enfim, um
"The End" como manda o figurino, para a felicidade geral de toda a
nação coral.
Sem pressão, mas comprometidos com a meta final que era
alcançar a segunda posição na tabela de classificação, os jogadores se
mostraram leves e soltos, fato que facilitou a imposição da melhor qualidade do
time da casa sobre um Vitória recheado de jogadores oriundos da base. A
conquista do vice-campeonato abre a possibilidade do Santa Cruz vir a disputar
a edição 2016 da Copa Sulamericana, caso interesse, uma vez que o clube teria
que optar pela Copa do Brasil ou pela competição continental.
O torcedor tricolor foi ao estádio com o firme propósito
de celebrar uma conquista que foi o acesso, e celebração com vitória fica mais
doce ainda. Os 36.666 torcedores presentes ao Arruda exercitavam projeções para
o futuro. Comportamento natural de quem acabara de conquistar uma carta de alforria.
Isso mesmo. O acesso livrou o Clube do Arruda de um pesadelo que durou quase
dez anos, e levou a queimar no mármore do inferno por três anos, isso porque, a
Série D para um clube do tamanho e da tradição do Santa Cruz senão o inferno.
Mas o Clube do Povo está de volta ao céu, a Série A, lugar reservado à elite do
futebol nacional.
Quem vai e quem fica? Esta era a pergunta que mais se
ouvia na sede do clube, onde a festa rolou até altas horas da noite do sábado,
e nas arquibancadas. O técnico Marcelo Martelotte, grande responsável pela
reação do time ao longo da competição, já trabalha neste sentido, embora tenha
evitado falar sobre o processo. Afinal, tratar de dispensa num grupo vencedor
não é tarefa fácil, embora seja imprescindÃvel. Qualificar o grupo é de
fundamental importância para assegurar uma campanha de manutenção.
O momento é para se deliciar com os sabores da vitória.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O Sport Recife não atravessa um
bom momento financeiro, graças a uma gestão que gastou além do
orçamento, quando tentou dar um passo maior do que as suas pernas.
Teve que recorrer a uma Instituição Bancária através de um
empréstimo para fechar o ano com um melhor equilÃbrio.
Mas como algumas receitas já foram antecipadas e não estarão no orçamento de 2016, o presidente João Martorelli resolveu criar a sua CPMF para garantir o clube na próxima temporada.
Foi buscar nas atas de anos anteriores uma tal de ¨quota de atualização patrimomial¨, que deve ter sido aprovada em uma Assembleia com poucos participantes, para cobrá-la dos portadores dos tÃtulos patrimoniais. Quando do nosso retorno ao Recife iremos verificar se existe legalidade em tal fato, para tomarmos uma posição.
Na realidade o Sport é um péssimo cobrador, e vamos citar o nosso caso pessoal. Como não somos cobrados, e não conseguimos tirar o boleto via on-line, estamos com quatro meses de atraso, fato esse que nunca aconteceu, desde que a pessoa que pagava no caixa do clube as nossas mensalidades há algum tempo está fora do Recife e não nos sentimos confortáveis em ingressarmos em um patrimônio que está sendo depedrado no dia a dia, e que ajudamos a construir e mantê-lo com a dignidade que merece.
O jeito será o de fazer um depósito judicial, fato esse que estamos analisando. Um pequeno detalhe, estamos completando 50 anos de sócio patrimomial, sem contarmos com o perÃodo como atleta de voleibol do clube.
Não somos contrários a pagamentos extras que possam ajudar o clube com relação ao seu patrimônio, mas esses deveriam ser justificados para os associados, e não através de uma entrevista do cartola, respondendo suas próprias perguntas no site do clube.
Cobrar uma nova taxa em um clube sem a devida transparência é algo para um debate bem maior.
CLAUDEMIR GOMES
Impossibilitado de
fazer viagens internacionais, o presidente da CBF, Marco Polo Del
Nero, renunciou ao cargo que ocupava no Comitê Executivo da FIFA. A
carta de renúncia foi entregue ao comitê executivo da Conmebol.
Para o seu lugar foi indicado Fernando Sarney, filho do ex-presidente
José Sarney, que é um dos quatro vice-presidentes da entidade que
comanda o futebol brasileiro.
A troca será oficializada na próxima semana, durante reunião do comitê da Fifa, em Zurique. Sarney, inclusive, já viajará para este encontro.
Del Nero faltou a todos os compromissos internacionais da Fifa desde maio, quando teve inÃcio o escândalo de corrupção que abalou o futebol mundial. Na ocasião, sete dirigentes de alto escalão foram presos, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria MarÃn, à s vésperas do congresso geral da entidade em Zurique. No mesmo dia das prisões, Del Nero voltou ao Brasil e não viajou mais ao exterior.
Apesar de todos esses episódios o mandatário já afirmou que irá disputar a reeleição em 2019. Como bem diz o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo: "Vamos e convenhamos, como o futebol nacional poderá continuar ser dirigido por alguém que vive preso no paÃs com receio de viajar para o exterior, por conta das investigações do FBI, e sequer comparece aos jogos de sua seleção realizadas em território nacional, e no último domingo não esteve presente na festa de entrega do troféu de campeão ao Corinthians".
CLAUDEMIR GOMES
Nos
últimos anos venho afirmando que o grande problema do Náutico é a
briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros. A intolerância
tomou conta dos homens e o clube ficou fracionado. Um comportamento
fratricida que fatalmente levaria a instituição a uma degradação
sem precedente, caso tivesse continuidade. As vésperas de mais uma
eleição, quando já se tinha conhecimento de duas chapas que foram
inscritas para concorrerem ao pleito - "Vermelho de Luta e Branco
de Paz" e "Náutico de Todos" - o bom senso levou os lÃderes
das duas correntes a uma reflexão. Assim, a eleição que está programada para o dia 13 de desembro terá apenas uma chapa de consenso, ou seja, o futuro presidente será aclamado. E o Náutico de todos parte para a luta em paz.
O "desarmamento" daqueles que postulam cargos provocou uma revisão
de conceitos e como resultante aconteceu uma reunião para selar a
união que até então parecia improvável. A distribuição de
cargos é uma engenharia polÃtica fácil. O essencial é a
conscientização de todos sobre a importância da unidade, visto
que, este é o único caminho para o fortalecimento do clube que se
apequenou, se distanciou das conquistas e teve o patrimônio
dilapidado.
O patrimônio humano e intelectual é o único vetor que o clube dispõe para o seu soerguimento. O desafio era encontrar a alquimia que promovesse a união dos alvirrubros. Aconteceu. Quem é quem na chapa da unidade passou a ser subjetivo. Afinal, o Clube Náutico Capibaribe é infinitamente maior que qualquer um dos seus amantes.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Na era de pontos corridos a partir de 2003, 11 clubes participaram do bate volta, ou seja, subiram em um ano e desceram no outro.
O Joinville foi o 11º primeiro a ingressar nesse sistema, ao ser degolado no último domingo. Bateu em 2014 e voltou em 2015.
O ranking desses times que brincaram de ioiô tem a seguinte ordem:
2003- Fortaleza, 2005- Brasiliense, 2006- Santa Cruz, 2007- América-RN, 2008- Portuguesa e Ipatinga-MG, 2009- Santo André, 2010- Guarani, 2011- América-MG, 2012- Sport e 2015, o Joinville, sendo que na atual temporada um recorde poderá ser batido com três clubes participando do Bate e Volta.
No ano de 2004 não aconteceu tal efeito, desde que Palmeiras e Botafogo ascenderam em 2003, e continuaram, em 2013, os que acessaram no ano anterior, Criciúma, Goiás, Atlético-PR e Vitória resistiram, e, em 2014, que também contou com a permanência de Palmeiras, Chapecoense, Sport e Figueirense.
Foram 5 clubes do Sudeste, 4 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e 1 do Sul.