Histórico
Brasileiro Série B
Difícil prognóstico
postado em 07 de outubro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Nunca na história da Série B, desde que a competição passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos, se observou um equilíbrio de forças tão grande, fato que dificulta prognósticos e contraria a definição de tendências na acirrada briga por vagas de acesso, visto que, até o décimo colocado, a Luverdense - 45 pontos - tem chance real de ascender à Série A. O líder Botafogo construiu uma vantagem confortável.

As inúmeras possibilidades que surgem a cada rodada, mesmo com o campeonato estando em contagem regressiva para o seu final, a consulta aos números se torna frenética pelo fato de os clubes patinarem, e permitirem um agrupamento nunca visto nesta fase de definições. Por mais fundamental que seja a análise de desempenho, a paridade das campanhas leva a valorização do futebol de resultados. Isto ficou claro na vitória do Náutico - 1x0 - sobre o lanterna Mogi Mirim, ontem, na Arena Pernambuco.

A soma dos três pontos em jogo deixou o time alvirrubro a dois pontos do G4, que tem o Santa Cruz como quarto colocado, valorizando, ainda mais, o clássico que será disputado no dia 17, no Arruda - Santa Cruz x Náutico - que vai definir o destino dos dois representantes pernambucanos na competição. Naturalmente que tal dedução vem de um raciocínio lógico, o que prevalece tanto nesta disputa parelha.

O Santa Cruz não passou no teste de força, fez uma apresentação bisonha no Rei Pelé, e foi derrotado pelo CRB: 3x2. Apesar do esforço do técnico Marcelo Martelotte de atribuir a arbitragem o insucesso do Tricolor Pernambucano, é incontestável o fraco futebol praticado pelos corais. Apesar do tropeço, é importante observar que o resultado não representa um fato novo na campanha do campeão pernambucano que, como visitante sempre deixou a desejar. A combinação dos resultados manteve o time de Martelotte no grupo de acesso.

Numa disputa tão travada não será surpresa se a conquista da última vaga de acesso se dê através dos critérios de desempate, ou seja, o número de vitórias.

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Eliminatórias Mundial 2018
Domínio argentino
postado em 07 de outubro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A decadência técnica do futebol brasileiro se reproduz em algo bem interessante com relação aos seus treinadores, que não conseguem sair do território para treinar seleções de outros países.

Já passou a época de Didi em 1970, e Tim, em 1982, quando dirigiram com êxito a seleção peruana, ou Paulo Cesar Carpegiani, com o Paraguai, em 1998, na França.

Os brasileiros sumiram do mapa e entregaram o bastão para os técnicos argentinos, que hoje fazem sucesso em todo o mundo, e dirigem 6 seleções entre as dez que irão disputar as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Tal fenômeno já tinha sido observado na Copa América deste ano, mas agora aparece com mais intensidade nesses jogos eliminatórios.

O mais badalado é Jorge Sampaoli, que comanda o Chile, adversário do Circo no jogo de estreia das duas equipes, no dia de amanhã. Campeão da Copa América há três meses, Sampaoli comanda aquela que é considerada como a melhor geração chilena dos últimos tempos.

Assim como o Chile, a Colômbia entra nas Eliminatórias como uma das favoritas, e tem como treinador o argentino José Pékman, que fez história comandando as seleções de base do seu país. O Peru apostou em Ricardo Gareca, ex-Palmeiras, para tentar voltar a uma Copa, que não disputa desde 1982.

O jejum do Paraguai é menor, pois dos dois últimos Mundiais só ficou de fora no de 2014, no Brasil, e também fez a sua aposta em Ramon Diaz, que é argentino naturalizado boliviano. Gustavo Quinteros comanda o Equador, e Gerardo Martino está à frente da seleção portenha.

Uma farra, uma folia, e que deixa em dúvida a competência dos técnicos brasileiros.

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Acontece
Para encher o bolso
postado em 07 de outubro de 2015
Logo da Liga dos Campeões das Américas

Logo da Liga dos Campeões das Américas



Blog do RODRIGO MATTOS


Ao mesmo tempo em que a Liga Sul-Minas se consolida para 2016, uma empresa tenta botar de pé uma Liga de Campeões das Américas (ACL) para 2017. Os projetos das duas competições têm atiçado o interesse dos clubes, e há uma  explicação: o bolso. Há a promessa de ambos os organizadores de aumentar significativamente a renda dos times e da sua exposição em mídias.

A empresa MP & Silva apresentou o projeto da Champions das Américas para os clubes brasileiros. A oferta é de US$ 5 milhões para cada time por participação de no mínimo de dois jogos - seriam 64 equipes. O prêmio pode atingir US$ 30 milhões para o campeão.

Ora, a Libertadores dá apenas US$ 900 mil para as três partidas da fase de grupo. Um título eleva o prêmio a US$ 5,1 milhões. O projeto da MP & Silva ainda promete globalizar as marcas dos clubes brasileiros ao exibi-los para o mundo inteiro, usando a sua rede de distribuição de direitos de televisão.

"A Liga dos Campeões das Américas vai permitir que os clubes brasileiros se tornem marcas globais, se aproximando dos níveis de renda, de marca global, de base de fãs e qualidade de jogadores (da Europa)", projetou Riccardo Silva, fundador do projeto da liga.

Ele revende direitos do Brasileiro para certas áreas do mundo como Asia após compra-los da Globo. "A Liga Brasileira é rentável, mas poderia valer muito mais internacionalmente do que no momento", disse ele, ressaltando que as Ligas Inglesa, Alemã e Espanhola despertam muito mais interesse pela qualidade dos jogadores.

Clubes que se reuniram com Silva, como Flamengo, Corinthians e São Paulo, demostraram interesse no projeto da ACL, embora considerem a conversa ainda preliminar. Serão necessários outros passos para realizar a competição. Novo executivo da Liga Sul-Minas, Alexandre Kalil dá o tom:

"Temos que ver qual a liga, seu tamanho, seriedade, se vai seguir o ranking da Fifa ou um critério técnico. Se for mais dinheiro do que a Conmebol, por que não?", comentou ele, que ainda não teve acesso ao projeto da Liga das Américas.

Mas adota a mesma lógica usada para a Sul-Minas: buscar o melhor negócio. "Já temos proposta de uma rede de televisão. A Globo já mostrou interesse e vamos sentar com ela também. O futebol precisa pagar a conta", contou ele. "Podemos vender TV fechada, pay-per-view, TV Aberta, internet, um para cada um. O que der mais dinheiro."

Kalil ainda não sabe quanto cada clube ganhará com a Sul-Minas, ou Primeira Liga, mas faz projeções otimistas. "Podem ganhar metade de um Brasileiro (em cota), e no futuro pode dar o dobro do Brasileiro. O Paulista fez um bom contrato com Bragantino e Penapolense. Vamos ter o Flamengo, Atlético-MG, Grêmio. Qual é mais atrativo?

Em comparação com o quadro atual, os times grandes do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro ganham em torno de R$ 7 milhões cada um como cotas pelos Estaduais. É muito menos do que as cota dos times grandes paulistas a partir de 2016 com a renovação do contrato do Estadual. O valor não está fechado, mas certamente ultrapassará R$ 10 milhões e deve se aproximar de R$ 20 milhões.

No final das contas, o interesse dos clubes brasileiros pela Liga dos Campeões das Américas e pela Liga Sul-Minas tem a mesma motivação: buscar aumentar suas receitas e parar de ser explorados como órgãos como a Conmebol e as federações. Essas entidades vendem mal seus produtos e ainda retém boa parte das receitas, no caso da primeira com as propinas pagas a dirigentes, e no caso das outras por meio de taxas.

A MP & Silva ainda estrutura seu projeto da Liga das Américas antes de avançar mais na sua realização. A Liga Sul-Minas já terá nova conversa com a CBF na próxima sexta-feira, segundo acertado entre Kalil e o presidente da confederação Marco Polo Del Nero. Mas a liga só quer um encaixe no calendário porque diz não precisar de aval da entidade.

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Brasileiro Série B
Uma divisão estagnada
postado em 05 de outubro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA DIVISÃO ESTAGNADA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Série B Nacional tem os mesmos problemas de demanda do Brasileirão, com uma estagnação que já dura há anos.

Estivemos analisando os públicos da 29ª rodada da competição, e as distorções são gritantes. Enquanto o Bahia colocou na Fonte Nova 37.169 torcedores e o Sampaio, 21.436, o Boa no seu jogo contra o CRB teve apenas a presença de 239 testemunhas, o Macaé no seu encontro com o ABC, tinha em seu estádio apenas 969 pagantes.

Clubes como esses, sem demanda, merecem jogar em divisões maiores do futebol brasileiro? Qual a razão do setor de bilheterias não ser um dos pontos das suas classificações?

São perguntas bem pertinentes, e que deveriam ser bem analisadas, desde que o sistema deixa de lado clubes com demandas, para atender a outros que jogam para estádios vazios.

Um time que não leva pelo menos 2 mil torcedores aos seus jogos em três anos seguidos, deveria ser rebaixado, e para o seu lugar aquele que não obteve o acesso, mas somou o maior número de pagantes em seu estádio.

Quando dirigíamos o futebol de Pernambuco, colocamos no Regulamento da Competição um artigo que rebaixava um participante que tivesse em dois anos seguidos uma média de público menor do que 2 mil pagantes, o que é baixa, mas está mais ou menos de acordo com o sistema.

Jogo de futebol sem torcida é o mesmo que uma missa sem fiéis. Não existem emoções, nem sentimentos.

Para que se tenha uma ideia, o BOA tem uma média de 516 pagantes por jogo. Outros sete clubes participantes da Série B não atingiram 2 mil seguidores, e todos os anos estão disputando essa divisão.

Na realidade a Série B sofre dos mesmos problemas da A, com uma demanda estagnada. Para que se tenha uma noção do problema, os anos de 2006 e 2007 foram os únicos que tiveram uma média de público acima dos sete mil pagantes por jogo. No primeiro, a soma de torcedores na competição foi de 2.896.651, com uma média de 7.958 por jogo e, no segundo, o público total foi de 2.678.313 torcedores, com uma média de 7.219.

No ano de 2008 aconteceu uma queda, com 2.376.085 pagantes, e uma média por jogo de 6.291. Aconteceu uma melhora em 2009, sem chegar à casa dos 7 mil, com 2.508.173 torcedores, e uma média de 6.635 por cada partida realizada.

Dai em diante começou a estagnação, e até o ano de 2014 a média de público não chegou aos 6 mil por partida realizada, melhorando de forma tímida no atual campeonato, com um pouco mais do que esse número, demonstrando que falta algo a mais para motivar a competição, e um dos fatores são clubes de pouca demanda, na maioria de empresários, e que não somam nada ao processo.

2010- 1.949.936 torcedores- Média de 5.131/jogo

2011- 2.151.598 torcedores- Média de 5.662/jogo

2012- 1.748.802 torcedores- Média de 4.614/jogo

2013- 2.086.175 torcedores- Média de 5.437/jogo

2014- 2.136.236 torcedores- Média de 5.681/jogo

2015- 1.728.479 torcedores- Média de 6.044/jogo

Contra números não existem argumentos, os quais mostram de forma bem clara que temos uma competição há muitos anos estagnada e que não sai do lugar. Travou.

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Brasileiro Série A
Cordão Azul x Cordão Encarnado
postado em 04 de outubro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

Respeito os senhores marqueteiros, mas por conta de suas ousadias, que têm preterido o tradicional uniforme rubro-negro do Sport, ontem me senti vendo a disputa do cordão azul (Sport) com o cordão encarnado (Internacional). Lembrei das apresentações dos pastoris, em Carpina, que deixavam à população dividida entre o azul e o encarnado. Como não temos uma diana, vestida nas duas cores, o árbitro traduziu bem a figura neutra. Diego Souza se encarregou de fazer o papel do velho das pastoras com suas trapalhadas.

Como a apresentação foi na Arena do Beira Rio, em Porto Alegre, sabíamos que o cordão encarnado iria se sobressair. Afinal, desde que a competição começou que o cordão azul não consegue brilhar como visitante. Nem com a troca de maestro - saiu Eduardo Baptista e entrou Falcão - o cenário mudou. No Interior é comum se dizer que "o uso do cachimbo entorta a boca". O Sport passou um ano e sete meses jogando dentro de um esquema tático. O grupo adquiriu vícios que foram detectados pelo novo treinador, cujo maior desafio é tirá-los com a implantação de uma nova filosofia.

Dirigentes e torcedores também estão viciados em transferir responsabilidades, atribuindo o insucesso a possíveis erros de arbitragem. O cordão azul apresentou um bom jogo durante os dez minutos iniciais, depois o cordão encarnado tomou conta do palco e empurrou os visitantes contra a parede. Só não contavam com a eficiência do goleiro Danilo Fernandes, que fez defesas espetaculares dando uma sobrevida ao azulão pernambucano.

O técnico Argel Fucks observou que a defesa do Sport se posiciona de forma errada, em linha - a famosa linha burra - fato que leva os jogadores a acompanharem a bola. Não deu outra: o cordão encarnado forçou o jogo pelos lados e sempre que a bola era cruzada os leoninos batiam cabeça. No primeiro gol do Internacional, marcado pelo atacante Lisandro, as queixas da turma do cordão azul. Após um cruzamento da esquerda o jogador desviou a bola com o peito, no rebote do goleiro a bola bateu na sua cabeça. Depois de consultas ao árbitro reserva e orientação de quem estava assistindo pela televisão, o árbitro validou o gol. O cordão azul reagiu, mas dois minutos depois, em nova falha da defesa, o cordão encarnado se colocou na frente do placar dando os números finais ao jogo: 2x1. Aos 45 minutos do segundo tempo, Diego Souza, que já sente os efeitos da imposição do tempo, foi protagonista de uma cena grotesca, atingindo violentamente um jogador adversário quando o mesmo já estava fora de campo. Nem todas as piadas do velho do pastoril são engraçadas, esta foi uma delas. Lamentável.

Agora, o técnico Paulo Roberto Falcão terá onze dias para dar novas instruções ao cordão azul, que errou passo e nunca mais entrou no compasso.

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