Histórico
Brasileiro Série A
Jogadores e técnico do Sport em alta
postado em 27 de outubro de 2015


CLAUDEMIR GOMES


O interesse do São Paulo pelo técnico Paulo Roberto Falcão; o investimento que o Corinthians está fazendo para ter o atacante André no próximo ano; o interesse do Flamengo pelo meia-atacante Diego Souza são notícias que têm aquecido os bastidores do Sport. Nesta reta final do Campeonato Brasileiro, e com a aproximação do fim da temporada 2015, o mercado do futebol brasileiro entra em ebulição. Naturalmente que, os jogadores que estiverem atravessando um bom momento, como Diego Souza e André, donos de talentos incontestáveis, estarão com cotação alta.

O trabalho que Paulo Roberto Falcão vem desenvolvendo no rubro-negro pernambucano surpreendeu a todos aqueles que cobravam uma prova mais concreta de sua capacidade como treinador. Incluo-me neste grupo. É gratificante ver o quanto o time evoluiu dentro dos seus conceitos. Os números atestam a evolução do grupo, assim como é notória a recuperação de alguns jogadores. Naturalmente que tudo também passa pelo trabalho desenvolvido pelo preparador físico, Paulo Paixão.

O Sport de Falcão é mais agudo, joga de forma mais objetiva e aproveita todos os recursos de que dispõe, explorando a capacidade individual de cada peça. Não existe nenhuma alquimia que possa transformar o técnico em um bruxo, apenas ele exige que cada um seja eficiente na execução do básico. Dessa forma os jogadores reconquistaram a autoestima e o grupo a autoconfiança.

O Sport descreve sua melhor campanha na Série A desde que a competição passou a disputada pelo sistema de pontos corridos. Naturalmente que, os jogadores que se sobressaírem serão cobiçados e cortejados por outros clubes. O desafio agora é manter a estrutura, a partir do treinador. E tudo passa pela questão financeira. Sabemos que não é fácil concorrer com os abonados clubes do Sul e Sudeste. Por conta da injusta distribuição de renda, tal concorrência se torna desleal.

leia mais ...

Artigos
Corrupção e bola pra frente
postado em 26 de outubro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CORRUPÇÃO E BOLA PRA FRENTE

* Artigo escrito pelo advogado Luiz Francisco Carvalho Filho, publicado no caderno ¨Cotidiano¨ do Jornal Folha de São Paulo.

A principal semelhança entre governantes e dirigentes esportivos é que eles lidam com dinheiro que não lhes pertence. A diferença é que a legislação penal alcança políticos desonestos. O problema transcende o futebol. Não existe no Brasil a figura da corrupção privada.

Condutas condenáveis no âmbito da administração pública, como prometer vantagem para funcionário praticar determinado ato ou exigir algo em troca de contratações, quando acontecem na iniciativa privada e não geram prejuízo para a empresa, representam apenas quebra de confiança. Ficam no território da ética. A antiga Lei de Imprensa, revogada pelo STF, punia o jornalista que procurava obter vantagem para não publicar uma notícia. O Estatuto do Torcedor estabelece prisão de dois a seis anos para quem aceita ou oferece pagamento para alterar resultado de competição esportiva. Mas o vácuo legislativo existe e projetos tramitam no Congresso.

Grandes coorporações criam mecanismos internos de controle para tentar inviabilizar desvios de conduta. Mas, no Brasil, se um executivo receber suborno para escolher entre dois fornecedores que apresentaram propostas semelhantes de preço para produtos similares, está livre de processo criminal.

Isso significa que escândalos do futebol que atingiram Fifa e CBF ou as desastrosas administrações do São Paulo Futebol Clube, caso não se configurem um prejuízo econômico concreto, estarão impunes por aqui. O que pode proporcionar eventual punição são os aspectos laterais de corrupção, como fraude fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Mas a receita para a legitimação da propina é simples. Basta a simulação bem feita de pagamento de honorários profissionais ou de consultoria em favor de parente ou amigo do beneficiário, com impostos devidamente recolhidos, para que contratações de atletas, patrocínio ou direitos de transmissão sejam firmados em desfavor da contratante. A aquisição de um jogador de futebol, por exemplo, pode estar dentro do subjetivo e infinito mercado da bola, mas o dirigente encontra espaço para abocanhar um pedaço do valor.

Tecnicamente, confederações e clubes são entidades privadas e seus dirigentes dizem atuar por¨amor¨ ao esporte ou à camisa. José Maria Marin e Ricardo Teixeira vivem as aflições criminais de hoje porque os subornos que supostamente receberam tiveram como origem empresas com sede nos EUA ou porque a dinheirama circulou por bancos norte-americanos. Caso contrário, estariam bem humorados e reafirmando que não devem satisfação a ninguém.

Política e esporte caminham de mãos dadas. Até o venerável Ulysses Guimarães foi cartola do Santos. O corintiano Andrés Sanchez é o deputado paulista com mais votos no PT. O filho de Lula conseguiu a proeza de arranjar patrocínio de grandes empresas para um torneio de futebol americano que, no Brasil, tem tanto apoio popular como o simpático ¨curling¨, dos Jogos Olímpicos do Inverno.

E por falar em Olímpiadas, os comitês organizadores nacionais e internacionais também são entidades privadas. Em meio ao ufanismo carioca e à desenfreada realização das obras, a possibilidade de algum escândalo se revelar no rescaldo da Rio-2016 não parece ser remota.

leia mais ...

Brasileiro Série B
Congelamento do grupo de acesso
postado em 26 de outubro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O CONGELAMENTO DO GRUPO DE ACESSO NA SÉRIE B


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Faltando um jogo para a conclusão da 32ª rodada do Brasileiro da Série B, que envolve o Paraná x ABC, com influência apenas no rebaixamento, os clubes que estão no elevador do acesso deram um grande salto para que em 2016 estejam participando do Brasileirão.

Essa rodada deixou um espaço maior entre os postulantes da vaga. O Bahia, 4º colocado, tem 54 pontos, 4 a mais do que o Sampaio Corrêa.

Na classificação anterior a vantagem era de dois pontos, ou seja, em apenas uma rodada essa dobrou, garantindo a presença dos ocupantes do elevador mesmo se perderem os seus jogos na 33ª rodada na mesma situação, com modificações apenas nas colocações. Até hoje isso não tinha acontecido, e justamente no momento em que faltam apenas 6 jogos para o encerramento do Campeonato.

Para que se tenha uma ideia da competitividade, em 13 rodadas as pontuações do 4º e 5º eram iguais, e nas restantes não passaram de dois pontos. Isso representa que a atual diferença chegou em um momento crucial da competição, quando estarão em disputa apenas 18 pontos.

Embora possam aparecer surpresas no restante do caminho, as chances dos quatro que estão nas melhores posições são bem maiores do que os demais que lutam pelo mesmo objetivo.

O Botafogo tem 99,9% de chances, Vitória (96%), Bahia (76%), América-MG (70%), Sampaio Corrêa (19%), Santa Cruz (13%), Payssandu (11%), Náutico (6%), Bragantino (5%) e Luverdense (3%).

No caso dos clubes de Pernambuco, ambos tiveram o cavalo passando selado por suas portas, mas não conseguiram montá-lo. Estiveram no GA mas não souberam aproveitar para as suas solidificações, e os resultados da última rodada serviram para reduzir os percentuais de probabilidade do acesso, o que é lamentável, embora as chances ainda permaneçam de pé.

Na 32ª rodada, só tivemos uma vitória dos visitantes, do Botafogo contra o Náutico, 6 dos abarrancados mandantes e 2 empates. O maior público foi do jogo do Bahia x Criciúma, com 14.750 pagantes, seguido pelo do Náutico x Botafogo, com 14.561 e do Ceará x BOA com 12.736. Os piores foram do Atlético-GO x Santa Cruz (1.537) e Macaé x Mogi (1.556).

Pelo andar da carruagem os nossos dois clubes estarão na Série B de 2016, a não ser que um milagre aconteça.

leia mais ...

Brasileiro Série B
Adeus as ilusões
postado em 25 de outubro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

Alvirrubros e tricolores ainda se apegam aos números para alimentar esperança em relação ao
acesso à Série A. Evidente que não podemos ir de encontro a matemática, visto
que, ela nos mostra que existe a possibilidade de Náutico ou Santa Cruz
conseguir tal façanha. Entretanto, prefiro seguir ensinamento que me foi
repassado pelo saudoso técnico, Ênio Andrade: "Quando os analistas falam
de chance matemática é porque, em campo, tal objetivo é quase impossível de ser
alcançado". Sábias palavras de quem foi mestre na matéria futebol.

Por mais que se considere o equilíbrio da Série B, onde apenas o líder Botafogo conseguiu se desgarrar do grupo que luta por uma vaga de acesso, embora o Vitória da Bahia tem uma grande vantagem na disputa com os demais, os representantes pernambucanos deram adeus as ilusões com seus tropeços na trigésima-segunda rodada. A seis rodadas do final da competição, e a uma distância de cinco pontos do quarto colocado, o Bahia,  Náutico e Santa Cruz ainda terão dois confrontos recheados de rivalidade com os baianos, Vitória e Bahia, fato que dificulta sobremaneira a concretização do sonho de acesso.

Escudado numa invencibilidade como mandante, o Náutico teve uma atuação vexatória diante do Botafogo, que mesmo não apresentando um futebol de boa qualidade técnica, foi objetivo o suficiente para construir uma goleada - 4x1 - que frustrou e revoltou os quase 15 mil torcedor que marcaram presença na Arena Pernambuco. O setor de contensão foi envolvido sempre que os botafoguenses imprimiram um ritmo mais forte; os homens de armação não foram criativos em momento algum e o ataque, com Hiltinho jogando pela esquerda, não se encontrou. Enfim, o plano tático do técnico Gilmar Dal Pozzo não surtiu o efeito desejado. Na coletiva de imprensa, o treinador alvirrubro tropeçou nas palavras ao afirmar que "de quatro dói muito".

Em Goiás, diante de um adversário reconhecidamente inferior tecnicamente, constatação essa que se teve durante os 90 minutos, o Santa Cruz foi de uma competência imperdoável ao não marcar gols no Atlético/GO. O jornalista, José Gustavo, em seu comentário na Rádio Globo, sintetizou de forma brilhante a história do confronto: "Um time pedindo para perder e um outro jogando para não vencer".

O momento exigia de tricolores e alvirrubros uma demonstração de força. Não deram. E as duas torcidas passaram o final de semana com o amargo gosto do Adeus as Ilusões.

leia mais ...

Artigos
Um tostão furado
postado em 20 de outubro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM TOSTÃO FURADO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um tostão não valia nada, imagine se fosse furado.

Essa frase sem dúvidas serve para mostrar os equívocos no trabalho de formação dos clubes, que atuam de forma equivocada com a necessidade da conquista de títulos.

Formação é formação. É a preparação para o futuro de um atleta, seja ele de qualquer esporte. Trata-se do período em que os fundamentos são apresentados e ensinados.

Os títulos não podem ser o fim de um trabalho, que certamente virão a partir do momento que se tenha uma boa formação. Com isso, gera-se a qualidade, e como consequência a obtenção de resultados.

Se perguntarmos aos torcedores quais foram os campeões dos campeonatos das equipes de base, poucos irão responder, demonstrando a falta de interesse sobre o assunto.

No inverso, se a pergunta for direcionada para saber qual o jogador que saiu da formação, todos terão uma resposta. É uma atitude racional.

Não se pode trabalhar com jovens atletas exigindo conquistas, sim prepará-los tecnicamente, taticamente e sobretudo com valores morais, para que possam assumir o futuro. Quantos campeões de base saem por ano no Brasil, e quantos são aproveitados? Raros e contados nos dedos.

Quando observamos jogadores formados nos clubes nas equipes profissionais, observamos a falta de fundamentos. Cabeceiam de olhos fechados, marcam a bola e não o adversário, não sabem bater a bola com a parte de fora dos pé, o chamado três dedos, que ajuda em um cruzamento invertido.

No Brasil os atletas não sabem marcar, e deveriam ter como lição o basquetebol, que é tão minucioso, que a posição dos pés, troncos e braços é fudamental na defesa e no ataque, e o técnico chega a corrigir centímetros a mais ou a menos na posição que pode impedir o giro e o arremesso do adversário.

O que se faz na formação brasileira? O trivial. Treinos e mais treinos, sem os ensinamentos básicos. Uma das coisas que mais nos chamam a atenção e que no basquete é fundamental, é a da marcação de jogadores que estão de costas para o adversário. Os nossos são trágicos nesse fundamento.

Formação é algo tão sério que deveria ser procedida com vários profissionais em diversos segmentos do campo. Goleiro, defesa, meio de campo e ataque. Só existe esse modelo no futebol europeu que tem uma outra visão sobre o trabalho, e em especial por não tratar como uma obrigatoriedade a classificação nos campeonatos, desde que os resultados estão no segundo plano, cuja meta principal é sedimentar o estilo, o passe e a posse de bola.

Os cartolas brasileiros têm uma outra visão, que é o da conquista de títulos, muitas vezes com estádios vazios, mas que servirão para que sejam colocados em seus currículos, muito embora não apresente nenhum novo talento.

São conceitos de uma civilização moderna contra os de uma da idade da pedra, que não vale um tostão furado.

leia mais ...