Histórico
Futebol Brasileiro
Vida e Esperança
postado em 08 de setembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ENQUANTO HOUVER VIDA, EXISTE ESPERANÇA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol brasileiro é a cara do Brasil, quebrado, desorganizado, sem uma diretriz firmada para o seu futuro. Ambos encontram-se numa UTI do SUS, respirando por aparelhos, mas ainda com vida.

Existe um velho ditado da cultura brasileira e que poderá servir para quem ainda acredita que algo poderá ser feito para tirá-los desse quarto incômodo de um hospital, e com um bom tratamento fazê-los voltar aos bons tempos, cuja frase é simples, mas simbólica: "ENQUANTO HOUVER VIDA, EXISTE ESPERANÇA".

A 23ª rodada do Brasileirão nos deixou a certeza de que ainda existe esperança para o futebol brasileiro, apesar de tudo que acontece em seu entorno, com tantas pedras no caminho, que deverão ser removidas por um potente trator, guiado por pessoas sérias, de mãos limpas, portando a bandeira da recuperação.

O jogo entre Palmeiras e Corinthians foi uma injeção de ânimo para o doente, numa demonstração de que ainda existe vida nesse esporte.

Com 35.707 pagantes no Allianz Parque, sem a ajuda do apito amigo e em especial sem o biarticulado fechando as suas áreas de defesa, os clubes proporcionam um jogo intenso, na busca do gol, que é a essência do futebol, e a alegria do seu torcedor.

São encontros como esse que o futebol necessita para o seu retorno aos bons tempos, embora exista a necessidade do descarte de muitos dos dirigentes que o fazem, por conta da validade vencida e da pouca qualidade.

Um placar de 3x3 é uma verdadeira apoteose. Seis gols numa competição pobre nesse setor, que tem uma média geral de 2,41 por jogo, ajudou a aumentá-la, quando na rodada foram anotadas 28 bolas nas redes, com a melhor média do ano, de 2,8 por partida.

Se isso aconteceu, qual a razão de não se tornar perene o modelo desse jogo? Uma pergunta fácil de ser respondida. Basta uma revolução no setor, a saída dos que estão prejudicando, para dar os seus lugares a pessoas com credibilidade, que tragam confiança para os torcedores.

Mais uma vez ficou comprovado que o domingo é o dia do futebol, e que a quarta-feira com seu horário indecente é um grande mal. Nessa última rodada o público cresceu, superou a média dos 20 mil pagantes (21.198), bem maior do que a anterior que foi realizada nesse dia, com um número um pouco mais de 13 mil torcedores.

Tivemos um jogo com mais de 50 mil pagantes (Fluminense x Flamengo), dois com mais de 30 mil (Cruzeiro x Figueirense-39.040 e Palmeiras x Corinthians-35.707). Isso tudo em um feriadão que tirou muita gente das cidades.

Não existe uma prova mais consistente para que fique demonstrado que o futebol brasileiro não morreu, encontra-se na UTI na espera de bons médicos que possam salvá-lo, e com os torcedores na porta do Hospital com uma placa na mão, que não seja da bizarra "Eu Acredito", e sim uma com "ENQUANTO HOUVER VIDA, EXISTE ESPERANÇA".

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Acontece
A goleada do Pássaro Preto
postado em 08 de setembro de 2015

Por ROBERTO VIEIRA

Primeiro foi o maltado da Rio Branco.

Mudou de lugar, de sabor.

Perdeu o charme do bairro proibido*.

Depois foi o radinho de pilha.

Incorporou-se ao celular - ganhou TV digital.

O vídeo tape ficou inteligente.

A contemporaneidade é um saco.

Politicamente correta.

Como se mp3 fosse melhor que vinil.

Mundo de cabeça pra baixo.

Vasco virando Expresso da Derrota.

Direita pregando socialismo.

Esquerda nas anáguas do capitalismo.

Nunca mais pude usufruir o instante mágico dos bondes.

Quando as donzelas em flor subiam os degraus.

Mostrando seus tornozelos virginais.

Mas restava o Íbis.

O pior time do mundo continuava ruim de dar medo.

Até que hoje - miseravelmente

- o Íbis sapecou 8 x 2 no Timbaúba.

Detalhe mordaz?

Na casa do adversário.

O antes desconhecido Rogério Moicano marcou quatro gols.

Vou dormir inconformado.

Roubaram meus heróis.

Meus vilões.

Roubaram minhas normalistas.

Roubaram meu passado.

* O maltado mais famoso do Recife era vendido justamente na zona do meretrício

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Brasileiro Série B
Revolução Nordestina
postado em 07 de setembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES


"São os do Norte que vem...
Trago o cantar do meu povo,
Seu sangue sua coragem,
De tantos anos sofridos,
Aqui na minha bagagem."

 

O verso é da música "São os do Norte que vem", composição de Capiba e Ariano Suassuna, e serve de mote para apresentar a revolução do Norte/Nordeste na atual edição do Brasileiro da Série B, cuja vigésima-quarta rodada começa a ser disputada hoje à noite com o jogo entre Ceará e Náutico, às 19h, na Arena Castelão, em Fortaleza.

Dos oito clubes melhores colocados na tabela de classificação, cinco são do Nordeste - Náutico, Santa Cruz, Vitória, Bahia e Sampaio Correia - e um do Norte: Paysandu. Todos com chances reais de classificação para a Série A. Os outros dois representantes do Nordeste - Ceará e ABC - lutam contra o rebaixamento.

Botafogo do Rio e América Mineiro são os outros clubes credenciados a conquistarem uma vaga de acesso, sendo que o alvinegro carioca, atual líder, sempre foi apontado como o grande favorito. Os prognósticos lhes são tão favoráveis que foi criada a frase: "Uma vaga é do Botafogo e as outras veremos de quem são".

A revolução nordestina tem sua lógica. Afinal, todos os clubes da região são de grande tradição em seus respectivos Estados. Mais ainda, Bahia, Vitória e Náutico têm um histórico de vários acessos à Série A nos últimos dez anos. Por outro lado, Santa Cruz, Paysandu e Sampaio Correa vivem um processo de reconquista de espaço no cenário nacional.

É certo que numa competição com duração de sete meses acontece várias mudanças de cenário, entretanto, o nivelamento das forças tornou a disputa mais acirrada, mesmo com o nível técnico baixíssimo, fato que impossibilitou, até o momento, a formação de uma tendência em relação à formação do G4 do acesso. Tal realidade provocou a supervalorização do mando de campo, e transformou a vitória como visitante num plus que pode vir a determinar o sucesso quando for fechar a conta.

A revolução nordestina pode definir um quadro indesejável para os clubes do Sul e do Sudeste para o próximo ano: a presença de quatro clubes do Nordeste na Série A em 2016, ou três nordestinos e um do Norte. Isto implica em grandes distâncias a serem percorridas, obstáculos ocultos e bastantes temidos, pois provocam baixas e avarias.

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Campeonato Brasileiro
O bobo da corte
postado em 05 de setembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES


O árbitro catarinense, Bráulio da Silva Machado, aspirante ao quadro da FIFA, deu um show de lambança na condução do jogo - ABC 1x1 Santa Cruz - ontem à noite, na Arena das Dunas, em Natal. Deixou de anotar um pênalti a favor do time da casa, quando Alemão cortou a bola com a mão após cobrança de escanteio; não marcou um outro a favor do Santa Cruz, quando Grafite foi derrubado dentro da área com uma tesoura dada pelo seu marcador, e marcou uma falta inexistente, dentro da área, a favor do Tricolor do Arruda, pênalti que foi mal batido por Anderson Aquino e defendido pelo goleiro Gilvan, do ABC.

Diante da incapacidade de criação dos dois times o resultado foi justo, mas os erros cometidos pelo árbitro acabaram empanando a pobreza técnica do confronto que entra para os anais como mais um jogo do Brasileiro 2015 prejudicado pela arbitragem que tem estado na berlinda em todas as rodadas. Os erros cometidos pelos mediadores dentro das quatro linhas, tem provocado comportamentos contraditórios de jogadores e dirigentes, fora dos gramados.

Na quarta-feira vimos o meia, Diego Souza, do Sport, pedir desculpas, ao vivo, para todo o Brasil, por ter sido contundente numa crítica a arbitragem. No dia seguinte a CBF coloca seis árbitros na geladeira por conta de erros cometidos, mas o presidente, Marcos Pólo Del Nero, publica artigo no site da entidade para dar apoio aos árbitros. É o samba do criolo doido.

José Joaquim Pinto de Azevedo, um dos maiores estudiosos e analistas do futebol brasileiro, analisa o quadro atual de forma contundente: "A arbitragem nacional é trágica, mas sem uma investigação competente não se pode, nem se deve, criminalizar o setor, embora também não possamos deixar de considerar que pode estar havendo alguma forma de premeditação. Isso só uma análise séria, com bons investigadores, poderia ser detectado.

O que observamos dentro de campo é o reflexo de um comando apodrecido, que deseja apenas atender aos interesses do seu colégio eleitoral. A Comissão de Arbitragem deveria ser investigada a fundo, por ser a responsável pelas escalas realizadas, muitas vezes de forma imprudente e irresponsável".

Naturalmente que os erros dos apitadores não podem servir para explicar o insucesso de algumas equipes, a queda de condicionamento técnico de alguns jogadores, enfim, o fracasso de clubes que não se prepararam para atingir as metas estabelecidas, entretanto, não se por pressão, ou por implantação de novos conceitos criados por quem tem pouco conhecimento da matéria, o fato é que os árbitros se transformaram nos bobos da corte.

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Acontece
Plenário vazio
postado em 03 de setembro de 2015

Andrew Jennings: palavras ao vento

CLAUDEMIR GOMES


Por maior que seja a boa vontade de qualquer cidadão, fica difícil acreditar em mudanças e moralização no futebol brasileiro. Na manhã desta quinta-feira, o jornalista escocês Andrew Jennings compareceu à CPI do Futebol no senado e se deparou com um plenário vazio. Dos 18 membros que integram a comissão, apenas três acompanharam o depoimento.

Somente Paulo Bauer (PSDB-SC), Romário (PSB-RJ) e Zezé Perrela (PDT-MG) deram atenção ao repórter, que está no Brasil com uma equipe da rede de TV britânica BBC, produzindo um documentário sobre a CPI.

O relator da comissão, Romero Jucá (PMDB-RR) assinou a presença e se retirou do plenário. O mesmo fez o senador Wellington Fagundes (PR-MT), suplente de Fernando Collor (PTB-AL) nesta CPI, retornou antes do final e fez duas perguntas ao jornalista da BBC.

O senador Romário bem que tentou, mas o comportamento e o desinteresse dos outros políticos estão transformando esta CPI numa lenda que já nasceu morta.

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