Histórico
Santa Cruz
O Dia de Grafite
postado em 07 de agosto de 2015


CLAUDEMIR GOMES

 

O Santa Cruz deve atingir a meta de vender, antecipadamente, 40 mil ingressos para o jogo com o Botafogo, neste sábado, no estádio do Arruda, partida que marca a estréia do atacante Grafite. Um trabalho de marketing competente tem levado a torcida a responder, de forma positiva, todos os apelos feitos em torno do novo ídolo coral. Na centenária história do clube tricolor, nada se compara ao que vem sendo desenvolvido, no momento, na área de marketing.

O número de sócios adimplente com a tesouraria do clube duplicou após a chegada do jogador; a venda de camisas cresceu de forma surpreendente; a presença de torcedores nos treinos realizados nos últimos dias merece registro, sem falar na festa de apresentação onde mais de cinco mil tricolores foram dar boas vindas a Grafite.

Os fatos fortalecem a tese de que "os clubes se fortalecem através das figuras dos ídolos". Isto é fato. Embora o futebol seja um esporte coletivo, o brilho individual é que leva o atleta a conquistar a preferência do torcedor. A idolatria necessita de um trabalho de marketing e divulgação. A torcida coral elegeu o goleiro Tiago Cardoso como seu ídolo, mas o clube nunca desenvolveu um trabalho para ressaltar e consolidar tal status.

As duas passagens de Grafite pelo Santa Cruz foram discretas, mas o brilho que ele alcançou nacional e internacionalmente, vestindo a camisa de outros clubes até chegar à Seleção Brasileira e disputar a Copa de 2010 o transformou num profissional midiático. Apesar do sucesso, no Brasil e no exterior, o novo xodó do Arruda revelou que nunca vivenciou um momento como este, e confessou que, toda a expectativa criada em torno de sua estréia o fez sentir um friozinho na barriga. Ansiedade de principiante.

O confronto entre Santa Cruz e Botafogo seria um jogo como outro qualquer da edição 2015 do Brasileiro da Série B, mas a estréia de Grafite o transformou num espetáculo. O ídolo incendiou a torcida nos quatro cantos do Estado, e não apenas na Região Metropolitana do Recife. E todos querem testemunhar o fato histórico. A queda de braço entre os dois times passou a ser secundária. Naturalmente que a festa será perfeita se coroada com a vitória do Santa Cruz. Melhor ainda se fosse com um gol de Grafite, contudo, o simples fato dele adentrar em campo será suficiente para levar a massa ao delírio. Coisa do futebol. Se é muito, se é pouco, não sei responder. O mestre Adonias de Moura costumava dizer que "no futebol tem coisas que a razão desconhece". Verdade. Mas é muito bom testemunhar.

Sendo assim, o 8 de agosto de 2015 passa a ser o DIA DE GRAFITE nas Repúblicas Independentes do Arruda.

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Acontece
Clubes devem aderir ao Profut
postado em 07 de agosto de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei do Profut obriga que todos os clubes tenham dívidas fiscais e salários em dia, não apenas aqueles que aderirem ao refinanciamento dos débitos com o governo. Issso não afastou Flamengo, Grêmio, São Paulo e Corinthians: indicaram que pretendem aderir ao programa. Já a CBF criticou pontos do texto e estuda uma ação judicial.

O texto publicado no Diário Oficial prevê o parcelamento em 240 meses das dívidas dos clubes, com descontos de juros e multas. Em troca, os times têm que manter os pagamentos dos débitos e salários em dia, não antecipar receitas em excesso e limitar gastos com futebol e déficit.

"O parcelamento está bem. Participamos da discussão da lei e não vemos como problema as contrapartidas", explicou o presidente Grêmio, Romildo Bolzan Jr, que chegou a ter um discurso bem contrário ao texto inicial da MP do Futebol. "Houve vetos em artigos sobre a questão de previdência e da proteção de atletas que achávamos que eram importantes", ressalvou.

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que "nunca teve dúvidas" em aderir ao refinanciamento. "Já estamos totalmente adaptados. É só aguardar a regulamentação", contou ele. Algumas dívidas do clube que estão em discussão judicial continuarão nas cortes.

As diretorias do São Paulo e Corinthians ainda estudarão as últimas mudanças no texto, mas também indicaram que a tendência é aceitar as condições.

"Provavelmente (vamos aderir). Nossa ideia é aderir até porque teríamos como parcelar. Mas não quero dar certeza porque ainda vamos olhar para ver se há algo muito fora do contexto", analisou o CEO do São Paulo, Alexandre Bougeois. "O veto da sociedade empresária é ruim porque era o que de melhor traria ao futebol."

Por esse artigo, os clubes teriam uma redução de sua carga previdenciária de 5% para 1%. Bourgeois disse apoiar medidas que responsabilizem os dirigentes.

O Corinthians, que já anunciou apoio à medida, tem um parcelamento acertado com a Justiça referente às suas dívidas fiscais, mas estuda se as condições do Profut são melhores.

"Já teve uma análise preliminar de que a medida vai nos ajudar. Os pontos principais indicam que vamos reduzir nosso desembolso. Estamos analisando porque aumenta em cinco anos nosso financiamento e isso implica em mais juros", disse o vice de Finanças do Corinthians, Emerson Piovezan, que também indicou que o clube deve aderir. "Podemos ter algumas preocupações com alguns pontos, mas a medida é boa. É significativa."

Enquanto os clubes indicam adesão, a CBF, que tem poucas dívidas a negociar, disse que o texto foi um avanço, mas fez diversas críticas e estuda uma medida judicial. A diretoria da confederação se disse preocupada com a exigência da CND para jogar campeonatos porque entende que os clubes podem não ter como cumprir.

"Defendíamos que deveria ser uma CND só para o tempo de administração do dirigente atual, o corrente, porque uma dívida questionada administrativamente pode prejudicar o clube. Foi uma visão equivocada do governo que tentamos mostrar. Foi uma derrota na democracia", explicou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

O que a confederação estuda de fato combater é a imposição de clubes da Série B em seu colégio eleitoral, o que tira das federações a maioria de votos. A presença de atletas e técnicos no conselho técnico também é questionada. Feldman disse que há medidas inconstitucionais no texto.

"A gente está estudando (uma ação judicial). Essa questão do colégio eleitoral e da participação dos atletas é correta. Mas questionamos a forma. Não pode vir como imposição do governo", disse ele.

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Acontece
Vida mansa da Federação Paulista
postado em 07 de agosto de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um levantamento do site sr.goool mostra algo de errado no futebol brasileiro, quando uma entidade que não tem time, não tem jogadores, consegue uma arrecadação maior nas bilheterias do que alguns clubes que disputam o Brasileirão.

Esse é o caso da Federação Paulista de Futebol que arrecadou nos jogos dos seus cinco times da Série A, R$ 2.027.306,35.

Algo realmente indecente, desde que o desconto dos 5% da taxa é feito sobre a renda bruta, e não pela líquida.

Para que se tenha uma ideia, o Santos apurou apenas R$ 558.827,38 em seus jogos como mandante, e a Ponte Preta, R$ 757.809,56, que somados ficam bem distante do arrecadado pela entidade.

Por isso que esses cartolas não largam o osso.

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Artigos
Autofagia alvirrubra
postado em 05 de agosto de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A AUTOFAGIA ALVIRRUBRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não existe nos dias de hoje no dicionário do Clube Náutico o termo Bom Senso, sendo substituído pelo da Autofagia, em um processo que irá levar o clube à destruição.

O diálogo foi encerrado, e com um agravante, quando as pessoas que poderiam estar conduzindo o processo com serenidade, parece que desistiram de fazê-lo a abandonaram o barco.

O Conselho Deliberativo do clube que já tinha promovido uma reunião extraordinária que culminou com a suspensão do diretor do CT Wilson Campos, repetiu a dose na última segunda-feira, e agora mais uma suspensão está sendo estudada, a do presidente Glauber Vasconcelos, por descumprimento do Estatuto do Clube, quando antecipou receitas sem a autorização desse órgão.

Na realidade o mandatário cometeu um erro ao antecipar uma receita da televisão no valor de R$ 1.6 milhões, referente às cotas do estadual e Brasileiro de 2016, invadindo o terreno do seu sucessor, fato esse que é proibido não somente pelo Estatuto do Clube, mas como pela nova legislação que foi aprovada pela MP do Futebol.

A diretoria afirmou que não foi uma antecipação e sim uma repactuação, que nada tem a ver com a história. Aprendemos que o termo repactuação sugere rejustes de algo pactuado, ou alterações no combinado, que não é o caso que foi debatido. O que aconteceu foi uma antecipação de receitas, com juros altos, reduzindo inclusive o seu valor total.

O erro foi cometido, mas não existe dolo na sua formatação, dando cabimento a uma advertência, não o encaminhamento da análise ao Conselho Fiscal, para que possa ser pedida a suspensão do presidente.

O Náutico precisa de um amplo diálogo, colocando lado a lado as pessoas ponderadas, sem radicalismo que possam pensar o seu futuro, e por conta de sua situação o sistema autofágico que está sendo implantado o levará a um poço sem fundo, que corda nenhuma conseguirá alcançá-lo.

Existem pessoas sensatas que poderão conduzir o fio da meada para o bom termo, mas parace que essas jogaram a bola para o alto e desistiram, como é o caso de Eduardo Turton, que sequer presidiu as duas reuniões, e com razão, ou de tantas outras pessoas equilibradas que conhecemos no clube, e que poderiam dar uma grande contribuição para que pelo menos o fogo não prosperasse.

A cada alvirrubro comido pela autofagia, mas fraturas em um corpo já quebrado em várias partes, e a certeza de que a falta do Bom Senso irá destruir o que resta de um clube que tem uma rica história no futebol de Pernambuco, que está sendo vítima das vaidades e, sobretudo, da falta de um diálogo.

O Náutico é o Brasil de hoje, com todas as suas dificuldades, que se não parar para pensar e dialogar terá um destino trágico.

Hora de acordar, hora de pensar, e hora de recolher as armas, antes que seja tarde demais.

Glauber errou, mas suspendê-lo não fará nada para resolver o problema do erro, e para tal basta aplicar o que diz a nova legislação, principalmente por faltar apenas seis meses para o final do seu mandato.

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Artigos
A cereja do bolo
postado em 04 de agosto de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

O equilíbrio de forças no Campeonato Brasileiro nos mostra que, quem tiver a "cereja do bolo" se dará bem, ou seja, alcançará as metas mais ousadas. A disputa pelas quatro vagas para à Libertadores da América está em aberto. A regularidade de alguns times tem elevado o nível de competitividade. O coletivo tem determinado a igualdade. Portanto, é preciso buscar um diferencial. O talento diferenciado do jogador é sempre o ponto de desequilíbrio que tira os times do lugar comum.

O empate - 0x0 - do Sport com o Cruzeiro, domingo, foi apenas mais um exemplo de como a briga pelo G4 está parelha. O atual bicampeão brasileiro perdeu força e qualidade após se desfazer dos seus principais jogadores. Não fez uma reposição de peças a altura e descreve uma discreta campanha de manutenção. O Sport qualificou o grupo, e como resposta tem o melhor desempenho de sua história no Brasileiro da Série A, mas ainda lhe falta a "cereja do bolo", aquele jogador que faça a diferença. Nas últimas seis rodadas o rubro-negro pernambucano teve o pior rendimento entre os oito clubes que, por ora, brigam por um lugar no G4. Hernane Brocador, que fez sua estréia no domingo, pode se transformar no talismã leonino, mas só a sequência de jogos nos dará esta resposta.

O Flamengo, que tem um grupo formado em sua maioria por jogadores medianos, investiu em Guerrero para ser o ponto de desequilíbrio. Diferenciado, o atacante peruano tem dado uma contribuição efetiva para a reação do rubro-negro carioca. A busca do algo mais levou o Fluminense a apostar no talento de Ronaldinho Gaúcho, que vivia uma espécie de pré-aposentadoria. Sua eficiência nos lançamentos de longa distância pode representar o plus na corrida para à Libertadores.

O Atlético Mineiro, no momento, livre, leve e solto na liderança, tem um coletivo forte e um atacante, Lucas Pratto, que faz a diferença. Alexandre Pato desencantou e tem feito bons jogos pelo São Paulo. No Corinthians, o técnico Tite, que passou alguns meses na Europa se atualizando com novas metodologias de treinamentos, conseguiu encaixar o time num plano de jogo onde a força e a harmonia do conjunto tem feito à diferença. O Palmeiras do técnico Marcelo de Oliveira, dos times que estão na briga por uma vaga no G4, foi o que mais evoluiu nas dezesseis rodadas disputadas, mas ainda lhe falta a "cereja do bolo". O jovem Pedro Rocha poderia vir a ser o diferencial do Grêmio que nos últimos cinco jogos somou três derrotas um empate e uma vitória.

Atlético Paranaense e Sport são as novidades nesta briga entre "Titãs", que envolve clubes que, com frequência estão nas disputas por uma vaga na competição continental.

Definitivamente o técnico Eduardo Baptista não encontrou a fórmula mágica para Reges e Diego Souza atuarem juntos e terem um bom rendimento. O desafio agora é fazer com que a dupla André e Brocador seja a "cereja do bolo" do Sport. 

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