Histórico
Arbitragem
Ah! Eu já sabia
postado em 13 de agosto de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

A polêmica do árbitro caseiro, proposta do presidente da FPF, Evandro Carvalho, e acatada pela CBF, ganhou uma proporção indesejável logo na primeira experiência, após o árbitro paulista, Luiz Flávio Oliveira, interpretar como mão na bola, um lance, que para mim foi claro como bola na mão. A dimensão da discussão ressalta a temeridade da medida adotada pela comissão de arbitragem. O lance foi capital porque redundou num pênalti que deu a vitória ao Corinthians - 4x3 - sobre o Sport, num dos jogos mais eletrizantes desta edição do Brasileiro, ontem à noite, no Itaquerão.

Uma partida de muitas possibilidades e alternativas que possibilitaram várias mudanças de cenários durante os 94 minutos de disputa. A segunda derrota sofrida pelo Sport na competição não deixa os leoninos com o sentimento de fracasso. O erro de arbitragem seria considerado crasso se não houvesse a palavra interpretação para contemporizá-lo. Confesso que nunca vi um jogador dar carrinho com o braço colado no corpo. O carrinho exige o movimento dos membros superiores para determinar o equilíbrio do corpo.

A sensação é de que o rubro-negro pernambucano vivenciou no Itaquerão a crônica de uma morte anunciada. O empate, por tudo o que aconteceu no jogo, seria o resultado mais justo.

Os comandados de Eduardo Batista alternaram bons e maus momentos. A proposta de jogo foi surpreendente com o time agrupando de forma correta nas jogadas ofensivas, mas pecando na troca de passes. O número de erros foi exagerado, pois no enquadramento dos passes errados estava até Diego Souza cuja qualidade técnica é incontestável. Mais uma vez o Sport se mostrou vulnerável quando o adversário consegue fazer a inversão de jogo. O setor de contensão, principalmente os laterais, foi surpreendido em todos os cruzamentos. Falha observada em jogos anteriores.

O grande lucro foi à participação do atacante Hernane Brocador, que com faro e oportunismo característicos dos grandes artilheiros, marcou dois gols num momento em que o Sport era tido como massa morta dentro das quatro linhas. As entradas de Régis e Brocador foram determinantes para mudança de cenário da partida que seguia o script de uma fácil vitória corintiana.

O Sport fechará sua participação no primeiro turno sem contabilizar uma vitória sequer como visitante. Uma vitória sobre a Ponte Preta, domingo, na Ilha do Retiro, poderá lhe recolocar no cobiçado G4, mas sabemos que, para alcançar a ousada meta de conquistar uma vaga para à Libertadores terá que superar o desafio diante do qual se mostrou impotente nos jogos de ida: vencer fora do Recife. Isso fará a diferença. 

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Artigos
Árbitros podem, jogadores não
postado em 13 de agosto de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS

No final de 2013, jogadores ligados ao Bom Senso fizeram protestos contra a CBF antes e depois dos jogos do Brasileiro por mudanças nos calendários. A confederação, de pronto, orientou seus árbitros a dar cartões em caso de braços cruzados. Posteriormente, instituiu uma regra para proibir manifestações sem aprovação.

Na rodada desta quarta-feira do Nacional, árbitros fizeram um protesto contra o governo federal pelo veto da presidente Dilma Rousseff ao repasse de direito de arena (uso de suas imagens na TV) para juízes. Isso seria instituído na Lei do Profut. A manifestação já era prevista, mas não foi reprimida.

O regulamento geral de competição da confederação, após modificação feita no final do ano passado, instituiu uma regra ditatorial pela qual qualquer manifestação tinha que ser pré-aprovada pela entidade. É preciso uma solicitação formal para a confederação para poder usar cartazes, ou realizar qualquer tipo de protesto.

Os juízes usaram placares de substituição para indicar o percentual que ganhariam de direito de arena (0,5) caso a lei não fosse vetada. Isso ocorreu antes dos jogos. Ao ouvir sobre greve, o presidente da comissão de arbitragem, Sério Corrêa, se mostrou favorável ao pleito, mas pediu cabeça fria.

Ou os juízes pediram e obtiveram a aprovação da CBF ao protesto, ou fizeram à revelia e deveriam ser punidos. Seria um absurdo anti-democrático, mas é a regra imposta aos inimigos da confederação. De qualquer jeito, a entidade parece ter feito vista grossa.

Não à toa. A entidade já deixou clara sua oposição à Lei Profut, principalmente a artigos que impõem regras a sua eleição. Para a confederação, é ótimo que existam protestos contra a lei sancionada por Dilma.

Por isso vimos essa ironia de ver árbitros protestarem depois de reprimirem manifestações de jogadores do Bom Senso. No campo do Brasileiro, criticar o governo pode, a CBF, não. Será que a confederação vai liberar um protesto contra o péssimo nível de arbitragens?

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Arbitragem
A idéia foi de Evandro Carvalho
postado em 11 de agosto de 2015

CLAUDEMIR GOMES


Causou indignação à escalação de um trio paulista para apitar o jogo do Corinthians com o Sport, amanhã, no Itaquerão, válido pela décima-oitava rodada do Brasileiro: Luiz Flávio de Oliveira terá como assistentes, Alex Ribeiro e Miguel Caetano, todos vinculados a Federação Paulista de Futebol.

O vice-presidente do Sport, Arnaldo Barros, classificou como "temerária" a indicação dos profissionais. Cronistas esportivos, jogadores, torcedores, enfim, todos ficaram sem entender a presença de um trio doméstico num confronto envolvendo um time da casa e um visitante.

O anúncio de tal "experiência", considerada uma aberração, vem sendo feito há um bom tempo pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol que levou tal proposta para a CBF. A época, o presidente da entidade era José Maria Marim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Pólo Del Nero.

O próprio Evandro Carvalho me falou sobre a sua proposta que somente agora foi posta em prática. Evidente que o presidente não defendeu sua tese apenas para mim, muitas outras pessoas tomaram conhecimento, entretanto, as palavras se perderam ao vento. Acredito que, por considerá-la tão sem propósito, as pessoas não lhes deram a devida importância, não valorizaram os sinais emitidos de que tal absurdo estaria na iminência de acontecer.

O escritor Paulo Coelho, em um dos seus primeiros títulos - O Alquimista - faz um alerta de que é preciso ficar atento aos sinais. Por ninguém ter dado importância aos sinais emitidos pelo presidente Evandro Carvalho, o fato novo na arbitragem nacional provocou uma indignação coletiva, com as pessoas acusando a CBF, quando na verdade a "criança" foi gerada na Rua Dom Bosco. Os sinais foram dados, ninguém percebeu, e o "tiro" atingiu o Sport.

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Artigos
Os blocos do Brasileirão
postado em 11 de agosto de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS BLOCOS DO BRASILEIRÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Com 170 jogos dos 190 do turno já realizados, o Brasileirão já formatou a sua espinha dorsal, com 7 clubes que irão lutar até o final pelo título e vagas na Libertadores.

Esses 8 participantes somaram 245 pontos, enquanto a soma dos 12 restantes Ã© de 226, o que mostra claramente que a linha já foi firmada, sendo compatível com as estatísticas de campeonatos anteriores.

Atlético-MG e Corinthians, com 40% e 35% de chances, respectivamente, são os favoritos ao título, enquanto Grêmio com 6%, Sport, 4%, Atlético-PR 4%, Palmeiras (3%) e São Paulo (2%), correm por fora, esperando algum tropeço e o cansaço dos mais cotados, para que possam se aproximar desses na luta pelo troféu.

Com relação a Libertadores, com exceção do Galo Mineiro e do time do Parque São Jorge que têm chances de 85% e 80%, respectivamente, o Grêmio apresenta 43%, Fluminense (40%), Sport (30%), Atlético-PR (28%), São Paulo (25%) e Palmeiras (25%). Tais percentuais mostram como será a competição até o seu final, com pelo menos cinco clubes disputando duas vagas.

Quanto ao rebaixamento, só um milagre salvará o Coritiba, e isso não é tão fácil de acontecer. O time paranaense tem 84% de chances para ser rebaixado, o Vasco (75%), Joinville (70%), Goiás (65%), Avaí (25%), Santos (22%), Flamengo (15%), Cruzeiro (10%), Ponte Preta (8%) e Chapecoense (5%).

Para que se tenha uma ideia exata da situação do Coxa, esse tem hoje 12 pontos conquistados dos 51 disputados (24%). Para se livrar da degola necessita conquistar 33 pontos em 63 disputados, o que representa um aproveitamento de 52%, ou seja, terá que dobrar a sua performance nas próximas rodadas.

Goiás, Vasco e Joinville caminham na mesma toada, e terão dificuldades de fugir do carrasco que anda em suas sedes esperando o desfecho final.

Na lista dos intermediários temos quatro clubes que estão decepcionando, e quebrando as previsões do início da competição. Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Santos estão bem longe da Libertadores, e embora tenham boas equipes terão que se desdobrar na busca de pontos a serem conquistados, e ao mesmo tempo torcerem para que os seus rivais percam seus jogos.

Não temos nenhum receio de afirmar que o bloco na frente do desfile está se sustentando com muita solidez rodada após rodada, e isso é um bom sinal para o futuro que será bem promissor para esses.

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Brasileiro Série B
GRAFITAGEM
postado em 09 de agosto de 2015

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem - BLOG DO TORCEDOR


CLAUDEMIR GOMES


Dois amigos, que têm boa leitura de futebol, me disseram que o jogo %u2013 Santa Cruz 1x0 Botafogo %u2013 foi de uma pobreza técnica impressionante. Valeu por conta da vitória com gol de Grafite, o novo ídolo da torcida tricolor, cuja estréia levou um público de quase 45 mil torcedores ao Arruda. A conquista dos três pontos foi de uma importância substancial para a campanha do Santinha e contribuiu para a perfeição do script de uma festa memorável.

Por tudo que aconteceu, desde o anúncio da contratação do atacante, ex-Seleção Brasileira, passando por sua apresentação numa chegada apoteótica de helicóptero, a grande procura por ingressos, a agitação da torcida coral em todo o Estado, o jogo passou a ser subjetivo. Esta a impressão de quem testemunhou a festa do pré-jogo na sede do clube, animada pela orquestra de frevo "venenosa", de Vitória de Santo Antão. Uma grafitagem perfeita. O Arruda foi colorido com as cores - vermelho, preto e branco - e o cenário levou a todos terem um sentimento de otimismo em relação ao futuro do time no Campeonato Brasileiro da Série B. Agora, a meta é o acesso.

É certo que tal tarefa não é individual de Grafite. Trata-se de um desafio coletivo, mas ele se transformou no âncora, na referência do grupo. Tão bonito quanto o gol foi o lançamento, de precisão cirúrgica, feito por João Paulo, e complementado com uma cabeçada certeira que só os grandes artilheiros sabem fazer sincronizando o tempo da bola com o seu impulso.

O Santa Cruz venceu por 1x0, Grafite foi o autor do gol. Fez tudo o que se esperava dele. E a galera fez uma verdadeira louvação ao novo ídolo. Afinal, o cenário ainda será alterado várias vezes até o final do campeonato. Novas grafitagens surgirão, uma vez que pichação é crime, mas grafite não.    

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