JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Os cartolas do Circo Brasileiro de Futebol,
também conhecido como CBF nas rodas policiais, são cÃnicos e não tomam jeito,
continuando com seus procedimentos não institucionais.
Como essa gente dirige um Circo, eles adoram o equilÃbrio no arame, que faz parte do seu espetáculo.
No dia de ontem nos deparamos com uma notÃcia divulgada pelo nosso Andrews Jennings tupiniquim, Jamil Chade, correspondente na SuÃça do jornal Estado de São Paulo, informando que uma das empresas indiciadas nos Estados Unidos por pagar subornos milionários ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e outros cartolas, negocia a realização de um amistoso da sua seleção para o dia 5 de setembro em São Francisco contra a Argentina.
A partida faz parte da série Super Clássicos, que começou na gestão Marin/Del Nero e agora parece que irá continuar sob o comando do segundo, e que envolvia a empresa Full Play.
A gravidade é que essa foi denunciada pela Justiça dos Estados Unidos como fonte pagadora de propinas por conta desses contratos, e os seus dirigentes, Hugo Jinkins e seu filho Mariano, estão em prisão domiciliar na Argentina, aguardando o processo de extradição, que foi solicitado no dia de ontem.
Além dessa empresa, outro participante da farra dos contratos é a Klefer, empresa de Kleber Leite, que está sendo investigada no Rio de Janeiro, e que teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal.
Vamos e convenhamos, como a carta de intenção para a realização desse jogo existe, a atitude dos cartolas é algo insano e inaceitável.
Como uma empresa que pagou propinas para um ex-presidente da entidade, poderá continuar agenciando jogos para o seu time? à algo estranho e sobretudo um incentivo à pilantragem.
O atual presidente, Del Nero, quando fugiu da SuÃça, afirmou que iria mandar fazer uma auditoria em todos os contratos assinados pelo seu Circo, mas na verdade foram palavras e nada mais do que palavras, desde que as suas relações com uma empresa investigada por corrupção continua em vigor.
Segundo Chade, a Federação Argentina informou que quer um distanciamento com a Full Play e outras empresas envolvidas no caso das propinas, e que não iria aceitar a realização desse amistoso. Pelo menos algo sensato nesse futebol cada vez mais corrompido.
Na realidade para esse tipo de gestores o que importa é o dinheiro, sem saber a sua origem, desde que continuar com relações profissionais com pessoas que estão indiciadas por corrupção é certamente uma maneira de sustentação do modus operandi.
Eles não tomam jeito, são cÃnicos e por conta de suas presenças o nosso futebol nunca será moralizado. Gostam da lama.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







