Histórico
Futebol Brasileiro
Só faltou Dona Lúcia
postado em 07 de julho de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O tamanho do futebol brasileiro esté retratado na reunião que foi realizada no picadeiro do Circo, com a presença de ex-técnicos da sua seleção.

Os ¨notáveis¨ Sebastião Lazaroni, Candinho, Ernesto Paulo, Carlos Alberto Silva, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Paulo Falcão lá estiveram para discutir o futuro do esporte da chuteira no Brasil.

Um futebol em que esse grupo é considerado como de ¨notáveis¨, certamente já fechou as portas, e retornou à época dos dinossáuros.

O conteúdo das conversas deve ter sido algo do maior proveito, com Zagallo falando da amarelinha, Parreira de que não teve nada com a Copa de 2014, Falcão, como sempre, falando que vai tudo bem em nosso futebol, mas não consegue arrumar um trabalho como técnico, e os demais dando as suas ¨valiosas¨ contribuições.

Pobre futebol brasileiro.

Só lamentamos que tenham esquecido de convidar Dona Lucia, a sábia velhinha da carta para Scolari.

No final uma frase lapidar do ¨notável¨ Dunga, de que o placar de 7x1 trouxe algo de positivo para o nosso futebol. Uma perfeita diarréia mental.

Deve ter se referenciado não a bola no campo, mas na prisão de José Marin.

Nós não merecemos.

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Brasileiro Série A
As vitórias do último estágio
postado em 06 de julho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Não precisa ter intimidade com os números, tampouco ser matemático. Uma rápida olhada na tabela de classificação é suficiente para o torcedor verificar que o Sport é o time mais regular do Brasileiro da Série A. Eis a razão que o mantém invicto, e como habitante do G4 desde o início da competição. Após a disputa da décima-primeira rodada, o Leão aparece na terceira posição com a mesma pontuação do líder: 23 pontos ganhos. O que define as três primeiras colocações são os critérios de desempate: vitórias e saldo de gols.

Até parece que na cartilha do professor, Eduardo Baptista, tem como regra vencer em casa e empatar como visitante. Não resta dúvida que a estratégia assegura uma boa campanha de manutenção, mas numa competição de sete meses não existe a garantia de um time com aproveitamento de 100% como mandante, nem de que será um visitante invencível. O diferencial das campanhas tem sido o número de vitórias na casa dos adversários.

O Atlético Mineiro, atual líder e próximo adversário do Sport, tem uma das melhores performances como visitante. Das sete vitórias que contabilizou até o momento, três foram na casa de seus adversários. A regularidade do Sport está fundamentada no futebol de resultados. Evidente que, nunca um clube pernambucano conseguiu tal performance na Série A. O fato de o time permanecer no G4 desde o início da competição, atesta a consistência do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo treinador. Entretanto, um outro fato, a evolução de clubes que estão acostumados a brigar pelo título, exige um salto de qualificação do único representante do Nordeste no campeonato.

Vai chegar o momento em que o rubro-negro pernambucano irá perder esta invencibilidade que já dura 11 partidas. Se computarmos a sequência final do Brasileiro de 2014, a invencibilidade do Leão cresce para 18 jogos. Uma marca invejável, e que o torna cada vez mais caça. E todos querem abater a "fera" pernambucana. O que não pode acontecer é o fato novo vir a ser registrado num confronto com um adversário mediano, como ia acontecendo domingo, diante do limitado Avaí. E não aconteceu graças a um erro de arbitragem cometido pelo carioca Dewson Fernando Freitas, que marcou um pênalti inexistente em cima de André aos 47 minutos do segundo tempo. A julgar pelo futebol apresentado pelos comandados de Eduardo Baptista ao longo dos 90 minutos, o empate, àquela altura, só sendo obra do imponderável, como diria o mestre Nelson Rodrigues. O impacto de uma derrota para um time mediano é muito diferente do impacto causado por uma derrota para uma grande equipe que está credenciada a brigar pelo título.

A sequência de jogos que o Sport terá pela frente é desafiadora. Detalhe: as viagens passam a pesar para o time leonino, que ao final da competição estará com uma quilometragem suficiente para dar duas voltas ao redor da terra. Enfim, a competição chega a um estágio que vai exigir dos clubes que têm como meta uma vaga no G4, mais que a regularidade oriunda do futebol de resultados. Vai exigir uma evolução técnica que é uma resposta a qualificação. Quando isto acontece os resultados surgem como uma consequência natural.

O Sport evoluiu muito. Isto é fato. Mas ainda lhe falta o último estágio, que será alcançado com o surgimento das vitórias como visitante.

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Artigos
Os ensinamentos das estatísticas
postado em 05 de julho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS ENSINAMENTOS DAS ESTATÍSTICAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As estatísticas são fundamentais para qualquer atividade, por transmitirem as tendências, e uma perspectiva para os caminhos a serem traçados.

Hoje um clube organizado que pretende ir mais longe em sua vida esportiva não pode prescindir de um setor ligado aos números, para que tenha uma ideia da realidade e do que poderá ser feito visando o futuro.

Fizemos um levantamento profundo em todos os Brasileiros da Série A a partir de 2006, quando começou a era dos pontos corridos com 20 clubes, e os gráficos são bem interessantes com detalhes que ajudam ao planejamento para a competição.

Constatamos que para alcançar o título, a média da série de noves anos estudada é de 75 pontos, com 21 vitórias, 9 empates e 8 derrotas.

Nesse período a maior pontuação de um campeão foi a do Cruzeiro, na temporada de 2014, com 80 pontos, e a menor foi a do Flamengo, em 2009, com 67 pontos, que foram resultados que ficaram fora da linha. 

Com relação ao quarto colocado, que é o último para a ser classificado na Libertadores, a média dos pontos a serem conquistados é de 64, com 18 vitórias, 10 empates, e 10 derrotas.

No ciclo estudado a maior pontuação do 4º colocado foi a do Corinthians, com 69 pontos, em 2014. Com relação a pior, dois clubes tiveram a mesma pontuação: o Fluminense em 2011 e o Botafogo em 2013, com 61 pontos.

Com relação aos rebaixados, a média do 1º da Zona do Rebaixamento foi de 42 pontos, com 10 vitórias, 16 derrotas, e 12 empates. Hoje para a fuga da degola, evitando os critérios técnicos é de 45 pontos. A partir de 16 derrotas nenhum clube conseguiu escapar.

O Coritiba em 2009 foi degolado com 45 pontos, mas teve 17 derrotas, passando da linha estabelecida. Em 2008 o Figueirense também sofreu a queda com 44 pontos e 16 derrotas.

São números reais, e que produzem uma média que vem sendo atendida nesse ciclo analisado, formando uma tendência matemática consistente, e que em casos muitos raros poderá ser alterada.

Os números servem para que os planejadores dos clubes possam fazer as suas previsões para os resultados dos seus jogos, e não temos a menor dúvida, aqueles que estiverem fora da linha necessária não alcançarão os seus objetivos.

Estamos chegando a 13ª rodada, que marca um terço da competição, e por todas as estatísticas que fizemos, essa irá nos mostrar os caminhos dos clubes participantes. O Cruzeiro, em 2013, nessa ocasião era líder e terminou campeão, como também em 2014.

Os números falam a verdade, e abrem os caminhos para os planejadores.

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Acontece
EUA pedem extradição de Marim
postado em 02 de julho de 2015
A agência de notícias EFE divulgou, na manhã desta quinta-feira, em Genegra, na Suíça, que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou para as autoridades suíças o pedido de extradição dos sete dirigentes da Fifa detidos no país europeu há cinco semanas, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

O pedido formal chegou na quarta-feira ao Ministério da Justiça da Suíça, conforme o mesmo confirmou em um comunicado emitido hoje.

A solicitação de extradição se baseia nas suspeitas de que estes dirigentes, e outras pessoas de entidades com as quais colaboravam, participaram de uma rede de corrupção que permitiu o pagamento de propina no valor de mais de US$ 100 milhões.

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Santa Cruz
Marketing infernal
postado em 02 de julho de 2015

CLAUDEMIR GOMES


A festa monumental que o Santa Cruz promoveu para a apresentação do atacante Grafite à torcida tricolor foi por demais válida, e coloca o Clube do Arruda em sintonia com o que é feito nos grandes clubes do futebol mundial. O evento só não foi perfeito porque houve uma intromissão da torcida organizada, Inferno Coral, que, com anuência da diretoria do Santa Cruz permitiu que fosse dado ao jogador um boné da referida torcida, e que ele passou a usar enquanto era saudado pela grande massa tricolor.

Lamentável que os clubes sigam abrindo espaço e dando guarida às organizadas que semeiam violência e aterrorizam a cidade em dias de jogos. O marketing da Inferno foi mais competente que o marketing do Santa Cruz.

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