Histórico
Futebol Brasileiro
O legado das Arenas da Copa
postado em 13 de julho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O LEGADO DAS ARENAS DA COPA É MAIS GRAVE DO QUE O 7X1


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O debate sobre o legado da Copa do Mundo realizada no Brasil ficou restrito à goleada de 7x1 aplicada pela Alemanha, mas na verdade outros pontos foram deixados de lado, e entre esses as construções das Arenas, os valores e as suas utilizações, que mereciam uma análise mais profunda.

Os jornalistas Bruno Marinho e Léo Burfá, do jornal Extra-RJ, divulgaram alguns dados do relatório do Tribunal de Contas da União sobre o legado da Copa, que nos motivou a escrever um artigo sobre o tema.

Segundo os auditores responsáveis pelo relatório, apenas o Castelão, em Fortaleza, conseguiu ser construído com valores abaixo dos orçados, mas um ano após já apresenta sinais de abandono, quando no último jogo do Fortaleza contra o América-RN, um capacitor de um refletor caiu sobre uma torcedora que foi encaminhada ao hospital. Falta de manutenção.

A Arena Pantanal, sediada em Cuiabá, foi interditada seis meses após os jogos da Copa do Mundo, por problemas estruturais. Foi reaberta, mas necessita de outras intervenções que estão paradas por conta da Construtora Mendes Junior, ligada ao processo da Lava-Jato que está com seus recursos bloqueados.

O Mané Garrincha, que consumiu R$ 1,4 bilhão, abriga hoje secretarias estaduais, e quando tem um jogo entre clubes de fora pelo Brasileirão, elevadores e banheiros não funcionam.

Um ano após a Copa, pelos números do Tribunal de Contas da União, boa parte desses estádios tiveram prejuízos no ano de 2014. Apenas quatro terminaram no azul, incluindo o de Natal, Dunas, que teve uma maquiagem no seu balanço.

Os estádios na realidade são legados importantes para o nosso futebol, mas alguns desses em pouco tempo já se transformaram em albinos trombudos, como o do Amazonas, Mato Grosso e Brasília, seguidos de perto pelo do Rio Grande do Norte, e com o de Pernambuco também se aproximando.

Um ponto bem importante do relatório é sem dúvidas o dos custos das construções, que na sua maioria absoluta foram incrementados, gerando uma diferença a maior do que foi apresentado na Matriz de Responsabilidade, de R$ 1.803 bilhão.

O Maracanã tinha uma previsão de R$ 600 milhões, terminou com R$ 1.050 bilhão, a Arena Amazônia foi orçada em R$ 515,0 milhões, passando para R$ 660,5 milhões; Castelão, o único que ficou abaixo do projetado, que era de R$ 623 milhões, terminou com R$ 596,4 milhões.

A Arena Pantanal tinha uma previsão de R$ 454,2 milhões, e foi concluída com problemas com R$ 596,4 milhões; o Mané Garrincha foi o mais escandaloso, pulando de R$ 745,3 milhões, para R$ 1.403 bilhão; a Arena das Dunas teve um incremento de R$ 350 milhões, para R$ 400 milhões; a Arena Pernambuco, pulou de R$ 529,5 para R$ 532,6, números já corrigidos para mais de R$ 600 milhões.

Finalmente, as Arenas Fonte Nova, que saltou de R$ 591 milhões, para R$ 681,4 milhões, e o Mineirão que saltou de R$ 426,1 milhões, para R$ 696 milhões.

O relatório contempla também os estádios particulares, que mesmo com financiamentos os pagamentos são das responsabilidades dos clubes, por isso os deixamos de lado, para forcarmos apenas nos estatais.

Na realidade, o placar de 7x1 é um menino de berço, com relação a R$ 1.803 bilhão de incremento nas obras dos estádios da Copa, e que infelizmente ninguém comenta.

Essa foi a maior goleada.

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Acontece
Torcedor sofre para chegar a Arena
postado em 12 de julho de 2015
CLAUDEMIR GOMES

 

Francisco Medeiros é um rubro-negro apaixonado pelo Sport. Faz o possível para marcar presença nos estádios em todos os jogos do Leão. Dono de uma cadeira cativa na Ilha do Retiro, o que lhe assegura um lugar privilegiado quando o Sport joga na Arena Pernambuco, definiu o jogo do seu clube com o Palmeiras como um programa ideal para fazer junto com a família.

Ledo engano! Embora já tivesse ido a outros jogos na Arena Pernambuco, Medeiros não contava com um transito caótico que lhe levou a cobrir a distância dos Aflitos ao estádio em São Lourenço da Mata, em um tempo de 2h30. A dificuldade de colocar o carro no estacionamento, embora o pagamento tenha sido feito antecipadamente, no mesmo instante em que adquiriu os ingressos, fez com que só tivesse acesso ao estádio no final do primeiro tempo. Quando tomou assento já haviam sido transcorridos 41 minutos de jogo.

O sacrifício imposto na volta pra casa foi na mesma proporção, fato que lhe levou a dedução de que não vale à pena ir assistir jogos na Arena Pernambuco. A odisséia não foi vivenciada apenas por Francisco Medeiros. Milhares de rubro-negros também comeram do pão que o diabo amassou para assistir ao bom espetáculo produzido por Sport e Palmeiras.

E fica a pergunta: é possível conquistar o público para os jogos na Arena Pernambuco lhe impondo tamanho castigo?

O metrô, que é considerado o maior modal de transporte para a Arena, embora a estação mais próxima fique a uma distância de 2,5km, não funcionou em virtude das ações de vândalos em algumas estações, sábado, quando do clássico entre Náutico e Santa Cruz.

A mobilidade sempre foi o grande gargalo da arena. Construiu-se um equipamento com capacidade para 45 mil pessoas, mas não foi viabilizado o transporte público. O entrave não é à distância, até porque, os moradores do Curado, um dos maiores conjuntos habitacionais da Região Metropolitana do Recife, situado no caminho da Arena, têm dificuldade de chegar ao estádio por falta de transporte público.

E os clubes nada discutem com as autoridades em busca de uma equação para um problema que parece insolúvel. O Governo do Estado se mostra impotente diante de um caos por ele criado, uma vez que a decisão de construir a Arena num deserto foi única. O consórcio que administra o equipamento está pouco se lixando para o sacrifício imposto ao torcedor que se dispõe a assistir aos jogos no novo estádio.

A marca de 35.163 torcedores que pagaram ingressos para assistir ao empate do Sport com o Palmeiras - 2x2 - foi festejada, até porque este foi o segundo maior público da rodada.

E ninguém liga para o fato de o torcedor está sendo tratado como gado que vai para o confinamento.

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Brasileiro Série A
Torcida aplaude o bom futebol do Sport
postado em 12 de julho de 2015

O goleiro do Palmeiras, Fernando Prass, operou "milares" na Arena Pernambuco

CLAUDEMIR GOMES

 

O Sport pôs fim a uma invencibilidade de onze jogos no Brasileiro da Série A ao perder - 2x1 - para o Atlético Mineiro, quarta-feira, no Mineirão. No dia seguinte a torcida rubro-negra recebeu a delegação com festa, no aeroporto dos Guararapes. Hoje, 35.163 leoninos enfrentaram um inaceitável transito caótico, para aplaudir o empate de 2x2 do Sport com o Palmeiras. O comportamento da torcida foi o fato que mais nos chamou a atenção por colocar os resultados dos jogos em segundo plano, valorizando a qualidade do futebol apresentado.

O Palmeiras do técnico Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, vinha de uma sequência de quatro vitórias, e mesmo desfalcado de alguns titulares exibiu, durante todo o primeiro tempo, um futebol mais intenso e envolvente que o Sport. Não se abateu com o gol sofrido aos 21 minutos do primeiro tempo, numa cabeçada do zagueiro Matheus Ferraz, desviando a bola numa cobrança de escanteio feita por Diego Souza. O time paulista viu seus esforços compensados com um gol de Leandro Pereira, também de cabeça, aos 43 minutos.

O cenário do jogo mudou no segundo tempo com o Sport jogando de forma mais vertical, impondo um ritmo forte, mas foi o Palmeiras que surpreendeu ao marcar seu segundo gol aos 13 minutos. A virada parcial no placar não impactou de forma negativa no time comandado por Eduardo Baptista, que buscou o empate até o final, tendo como grande obstáculo uma atuação histórica do goleiro palmeirense, Fernando Prass. Detalhe: fez três defesas monumentais com os pés. O gol de empate do Sport aconteceu aos 45 minutos através de André.

Na sequência de jogos o Sport enfrentará o São Paulo e o Grêmio, adversários diretos na briga por uma vaga no G4. A previsão é de partidas do mesmo nível das disputadas com Atlético/MG e Palmeiras. O São Paulo, que ontem venceu o Coritiba por 3x1, tem o mesmo número de pontos ganhos do Sport - 24 - e ocupa uma posição acima, na tabela de classificação por ter uma vitória a mais. O Grêmio somou seis vitórias nos últimos sete jogos.

A previsão é de partidas do mesmo nível das disputadas com Atlético/MG e Palmeiras. Bom para o torcedor leonino que começou a valorizar o futebol de boa qualidade.   

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Copa 2014
Mané Garrincha: o legado do abandono
postado em 11 de julho de 2015

Blog do JOSÉ CRUZ


BURACOMANE

 

   Um ano depois da Copa das Copas,

o estádio ManéGarrincha,

construído por R$ 1,8 bilhão,

é um triste cartão postal da

Capital da República, símbolo 

do relaxamento

e do abandono do poder público.

O interesse da

iniciativa privada para explorar

o estádio nunca existiu.

Carreta

O projeto para  tornar o espaço em um amplo parque esportivo, aberto à comunidade, foi esquecido.

A área externa abriga estrutura para shows, circos, auto-escola e um improvisado

estacionamento de ônibus, carretas e reboques OCIRCO

Depois da Copa, foram realizados 22 jogos do Mané Garrincha, média de 12.600 torcedores por jogo, cerca de 18% da capacidade do estádio - 72 mil lugares .

O custo do aluguel, que pode chegar a R$ 300 mil, é o principal motivo do desinteresse dos clubes virem jogar aqui 

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Brasileiro Série A
O Leão não pode baixar a cabeça
postado em 09 de julho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Perder para o Atlético Mineiro - 2x1 - num Mineirão com mais de 50 mil torcedores, não contraria nenhuma lógica. Afinal, o Sport mediu forças com o líder da competição, dono do melhor ataque. Portanto, a queda da invencibilidade é um fato novo que não deve causar nenhuma avaria no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo técnico Eduardo Baptista.

Naturalmente que o mundo não caiu para os leoninos, mesmo correndo o risco de, na noite desta quinta-feira deixar o G4, pela primeira vez, após 12 rodadas. A fragilidade do único representante do Nordeste na Série A fica escancarada quando da necessidade de troca de peças, ou seja, o Sport tem um time, e não um elenco de qualidade. A impossibilidade de contar com o André fez com que o treinador escalasse Samuel no comando do ataque. A distância técnica entre os dois jogadores é muito grande incontestável. Como é notória e crônica a queda de produção do time no segundo tempo, fato que se tornou corriqueiro em que pese o sucesso da campanha.

Ao rasgar o rótulo de invicto do Sport, o Atlético/MG colocou mais pressão sobre o Leão que precisa reagir diante de um adversário que apresenta a melhor sequência nas últimas rodadas: 4 vitórias. O fator campo respalda o rubro-negro pernambucano, que tem contra si o fato de não poder contar com Rithely e Mikon Leite. O volante tem sido uma das peças de maior brilho na campanha do Sport, enquanto o atacante, mesmo caindo de produção nas duas últimas partidas, está num nível bem mais acima do que seus prováveis substitutos.

A arrancada que levou o Palmeiras ao G4 do Brasileiro (ao menos até esta quinta-feira) foi perfeita. Quatro vitórias, 11 gols marcados, nenhum sofrido: 4 a 0 sobre o São Paulo, 2 a 0 na Chapecoense, 2 a 0 na Ponte Preta e 3 a 0 no Avaí. Foram 12 pontos conquistados e um salto expressivo na tabela de classificação. Nesta quinta-feira, o Palmeiras pode perder sua posição. O alviverde é quarto colocado com 21 pontos. Três times ameaçam o posto: Atlético-PR e Corinthians, que se enfrentam e têm 19 e 20 pontos respectivamente, e o Fluminense que pega o Cruzeiro e soma os mesmos 21.

A arrancada palmeirense é atribuída ao trabalho desenvolvido pelo técnico Marcelo Oliveira, que tem no seu currículo dois títulos brasileiros com o Cruzeiro. Enfim, o comandante, que amargou uma derrota na sua estréia, sabe que a conquista do título, ou da meta de ficar entre os quatro primeiros colocados, que lhe assegura o direito de disputar a Libertadores, não passa pela ostentação de uma invencibilidade, e sim, pela competência de vencer como mandante e como visitante.

Existe uma rivalidade entre Sport e Palmeiras, fato que serve como ingrediente para apimentar mais este confronto programado para as 18h30 do domingo, na Arena Pernambuco. Por sorte o desafio do Leão é fazer o dever de casa, tarefa na qual ele tem se mostrado bastante eficiente.

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