JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Lemos algo dito pelo vice-governador do estado,
Raul Henry, criticando a nota do Clube Náutico sobre a logÃstica adotada no jogo
do Sport contra o São Paulo reclamando que o alvirrubro não tinha até hoje
recebido um tratamento igual, quando esse afirmou que há pouco esteve na CBF na
companhia do presidente da entidade de futebol local, solicitando ao seu
secretário Walter Feldman um adiantamento para o Santa Cruz e para o Clube da
Rosa e Silva.
Não somos alvirrubros, mas pedimos licença para assinar a Nota, que foi correta, porque há tempo que mostramos a falta de um projeto para fazer o elefante branco funcionar, e que os responsáveis nunca mostraram interesse.
Comemorar uma ida ao Circo para solicitar recursos adiantados é grotesco, e mostra o quanto anda o nosso futebol, que continua amarrado no tronco, atrelado a um sistema corroÃdo e que envergonha. Na hora em que uma autoridade vai com o pires nas mãos pedir dinheiro de uma entidade que não tem credibilidade é sem dúvidas dar um aval à podridão.
Na realidade, tal acontecimento se repete em todos os estados, com clubes dependentes, ou do poder público, ou de uma entidade rica, enquanto esses estão na beira da miséria.
Ou o futebol dá o seu grito de liberdade contra o sistema que existe no paÃs ou então continuará minguando, levando vários 7x1 por conta dos seus procedimentos.
Quem pede dinheiro adiantado não tem independência, e isso é que acontece em nosso futebol na relação dos clubes com as entidades que o administram. O futebol precisa proclamar a sua independência derrubando o status quo, extirpando a corrupção que nele penetrou em grande profundidade, a partir dos seus escalões maiores até as suas bases, que são os clubes.
Se o futebol brasileiro desse um grito de liberdade com relação à distribuição de recursos, um vice-governador de um Estado como Pernambuco, cujo povo antigo sempre lutou contra a opressão, não estaria pedindo recursos em um local cujo ex-presidente encontra-se preso, e o atual escondido na Barra da Tijuca.
Esse esporte encontra-se na atual situação por conta da falta de combatitividade dos clubes, que são os escravos das senzalas à procura de um Zumbi que possa promover uma revolução, e que se contentam com uma esmolinha de trinta moedas.
Gostando ou não da Nota, o vice-governador deveria entender que o Náutico tinha razão.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013



Blatter foi surpreendido por manifestante, que jogou diversas notas de dinheiro sobre o suÃço (Foto: Reuters)
Humorista conseguiu agir antes da chegada da segurança, chamada por Blatter (Foto: Reuters)




