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A imagem resume o atual momento do futebol
postado em 27 de julho de 2015

Blog do ERICH BETING

Acabei não conseguindo, na semana passada, colocar a foto no ar. Mas ela é a síntese do que acontece hoje no mundo do futebol. O protesto dos jogadores panamenhos após a eliminação com dois pênaltis duvidosos (e só coloco duvidoso por não ter havido consenso no debate no dia seguinte na Máquina do Esporte, porque para mim foram pênaltis escandalosamente mal marcados) da Copa Ouro.

Atletas do Panamá protestam, ainda no vestiário, contra dirigentes da Concacaf

Atletas do Panamá protestam, ainda no vestiário, contra dirigentes da Concacaf

O protesto é a síntese do que pensam muitos jogadores sobre como funciona o meio no qual eles trabalham. Só que quando haveria um protesto semelhante a esse, numa manifestação pública de desgosto e revolta contra os dirigentes?

É só lembrar o que fez o time da Croácia no vestiário da Arena Corinthians depois de o Brasil ter ganho o jogo de abertura da Copa numa arbitragem desastrosa. Os atletas arrebentaram os vestiários, mas em nenhum momento expuseram, publicamente, qualquer mensagem contra a Fifa e seus dirigentes. Será que, se fosse hoje, não teriam feito o mesmo comportamento que os atletas do Panamá?

O futebol começa a passar por um período de gigantescas transformações. Uma delas é a manifestação pública dos atletas sobre o que eles pensam. Mudar o comando do futebol de um dia para o outro é impossível. Mas é impossível manter tudo do jeito que era antes%u2026

É, mais ou menos, o que aconteceu com o Brasil após os 7 a 1. Será que o Bom Senso FC chegaria a existir caso o Brasil tivesse perdido num jogo apertado da Alemanha? Será que estaríamos questionando tanto o comando do futebol no país não fosse a goleada que calçou as sandálias da humildade nos torcedores?

Qualquer transformação sem revolução é lenta. Não será de uma hora para a outra que veremos novas caras no comando do futebol. Mas só o fato de os jogadores se sentirem incomodados mostra que muita coisa ainda está para mudar.

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Sport
A resposta da qualificação
postado em 27 de julho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

O torcedor do Sport ficou atento, e secando os times até o último jogo da décima-quinta rodada do Brasileiro da Série A. Vibrou com a derrota do Fluminense para a Chapecoense - 2x1 - resultado que lhe segurou no G4, status que manteve em 13 das 15 rodadas disputadas, fato que impõe a todos uma análise mais aprofundada sobre a consistente campanha do rubro-negro pernambucano.

O precioso ponto somado no empate - 1x1 - com o Grêmio, tem que ser creditado ao goleiro Danilo Fernandes. As duas defesas milagrosas feitas no segundo tempo foram tão determinantes quanto o gol de Diego Souza. E fez o torcedor leonino destacar a velha máxima do futebol: "Time bom começa com um grande goleiro".

O bom momento do clube da Ilha do Retiro no Brasileiro é produto da qualificação do elenco. Magrão se machucou e o Sport tinha no banco o Danilo Fernandes, que com a sequência de boas atuações mostrou que está pronto para ser o sucesso do ídolo. Para o setor ofensivo chegaram André, Maikon Leite, Marlone e Hernane Brocador, que ainda falta estrear. Enfim, o técnico Eduardo Baptista passou a contar com um grupo que impõe respeito aos adversários. Os investimentos feitos em jogadores de contensão como Samuel Xavier, Matheus Ferraz e Ferrugem deram à consistência necessária ao setor defensivo, e foram determinantes para a evolução dos volantes Rithely e Wendel.

A regularidade da campanha do Sport põe o técnico Eduardo Baptista na vitrine do futebol como uma grata revelação, ao mesmo tempo em que ressalta a importância de se apostar num profissional e no seu projeto. O treinador do Sport é, entre todos os comandantes que disputam a Série A, o que está a mais tempo no cargo.

O desafio de conquistar uma vaga para a Libertadores exige demonstrações de força. Alguns fatos fazem à diferença. O Sport já ocupou a liderança em quatro rodadas, e não briga com o Atlético Mineiro pelo posto porque ainda não contabilizou nenhuma vitória como visitante. Entre os oito clubes que ocupam as primeiras posições da tabela de classificação, o Leão é o que tem o menor número de vitórias: 7. Numa competição longa e equilibrada, os critérios de desempate devem ser avaliados como de grande importância.

Surpreendentemente, e a contragosto de alguns, o Sport começa a ser creditado como um dos candidatos a uma na Libertadores, apresentando um percentual de probabilidade maior que Fluminense, Grêmio, Cruzeiro e outros grandes clubes que são habituados a disputarem à competição continental.

É imprescindível um elenco de qualidade para se ter metas ousadas num campeonato de sete meses de duração. Eis o segredo da boa campanha do Sport.

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Náutico
Lisca investe em marketing popular
postado em 27 de julho de 2015


CLAUDEMIR GOMES

Os três pontos contabilizados no confronto com o Vitória, sábado, na Arena Pernambuco, recolocaram o Náutico no G4, fato que consolida a boa campanha do time alvirrubro na Série B. Mais ainda: afugentou uma tempestade que pairava sobre os Aflitos, fato que levou o técnico Lisca a ser agressivo, irônico e, por fim, após ser alertado no vestiário, adotar uma postura de "amigo da galera", quando chegou brincando e escalando quais os repórteres que primeiro fariam as perguntas na coletiva de imprensa.

"Não escuto as resenhas, mas as pessoas passam para mim", destacou o treinador para em seguida soltar suas farpas contra os repórteres que lhes criticaram no episódio que culminou com a saída do executivo Carlos Kila do futebol do Náutico.

Com Lisca será sempre assim, uma relação tipo tapas e beijos. Afinal, escudado no apelido de "doido", e fortalecido pela boa campanha do Náutico, ele adotou um marketing populista se aproximando e jogando para a torcida que passou a lhe tratar como um ídolo. E ele faz self com os fãs, chama o jogador para comemorar o gol junto com a massa e assim vai criando a maior das defesas que é a simpatia popular.

No futebol, quando um time descreve campanha exitosa é comum se franquear tudo ao treinador. É como se a chave do clube fosse entregue ao cidadão. As vitórias e o excesso de poder culminam numa mistura temerária, pois normalmente infla o ego dos despreparados.

 O técnico do Náutico ainda não percebeu que são os resultados positivos que lhes fortalece junto ao torcedor, mas os repórteres têm um compromisso com o fato, com a notícia, razão pela qual trazem os fatos negativos à torna. Repórter não joga para a torcida, tem o compromisso com a verdade, doa em quem doer, até nos mais populares. É isso que se espera.    

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Artigos
Soluções para o futebol brasileiro(1)
postado em 27 de julho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, 40 SOLUÇÕES PARA O FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Robson Morelli, do jornal Estado de São Paulo, publicou um longo trabalho do engenheiro Horário Nelson Wendel, um apaixonado pelo futebol, e que deseja vê-lo organizado e sério.

Como trata-se de sugestões bem interessantes, que deveriam ser analisadas por todos que fazem esse pobre futebol brasileiro, essas servirão para o debate com nossos amigos visitantes. Sobre o tema só iremos externar a nossa opinião no final das postagens, desde que demandará vários dias, por conta do número de propostas expostas pelo engenheiro.

1) Futebol de agosto a julho permite coincidir com janelas de transferências de jogadores entre o Brasil e o mercado internacional. Hoje, a janela brasileira, aberta de 1º de janeiro a 1º de abril, só pode funcionar 30 dias para vendas, que abre de 1º de janeiro a 2 de fevereiro. No meio do ano, há equilíbrio de 30 dias, entre 14 de julho e 13 de agosto.

2) Permite sete competições brasileiras e sul-mericanas em sequência hierárquica e cronológica imediata. Quando um torneio termina, o próximo começa para manter o bom momento das equipes classificadas e o entusiasmo do torcedor, o melhor do marketing. Hoje um clube espera meses até começar a competição para a qual se classificou, e o rendimento cai.

3) Campeonatos estaduais de julho a outubro, 7 domingos, 7 quartas-feiras em 14 datas padronizadas para as 27 federações, único número que permite que todos os estaduais comecem e terminem nas mesmas datas. As 8 diferentes fórmulas de disputa de federações com 6-8-10-12-14-16-18 até 20 clubes resultam em 14 datas. Hoje, federações têm quantidade variadas de datas, até o máximo de 19, provocando inícios e términos de estaduais nas mais variadas datas.

4) Entre 15 de julho e 15 de agosto de 2017, permite excursão de clubes brasileiros para a Europa com equipes titulares, enquanto os reservas iniciam os campeonatos estaduais até as primeiras rodadas, a tempo dos titulares assumirem os estaduais sem risco de desclassificação. Hoje excursões não são viáveis nesse período, porque o mais importante de nossos campeonatos, o Brasileirão, está em andamento.

5) Os 27 campeonatos estaduais classificam para os 5 torneios regionais padronizados em 10 datas, que retornam ao calendário como há doze anos (Torneio Rio-São Paulo- Copa Sul-Minas- Copa do Nordeste, Copa Norte e Copa Centro Oeste). Hoje existem a Copa do Nordeste e a Copa Verde, com número de datas diferentes com a função de ¨tapa-buraco¨, ao antecipar início dos estaduais da região para acomodar as copas regionais.

Não são fórmulas milagrosas, mas poderão servir para as pessoas inteligentes procederem com suas análises para que possam formatar algo que tenha condições de mudar o nosso futebol.

Amanhã teremos mais sugestões.

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Náutico
Vitória para acalmar a alma
postado em 24 de julho de 2015

CLAUDEMIR GOMES


Se o Náutico contabilizar os três pontos do jogo que disputará, amanhã, com o Vitória/BA, voltará ao G4 da Série B. Simples assim. Pelo menos é isso que nos mostra a matemática, ciência exata que numa operação simples de adição não permite erros. Entretanto, se aprofundarmos a análise, observando bem os bastidores do clube alvirrubro, chegaremos à conclusão de que uma vitória do time comandado por Lisca, neste sábado, vai mais além do que a importante soma dos pontos.

A experiência nos mostra que as vitórias num clube de futebol domam a alma e acalmam o espírito, fato que arremete a todos envolvidos no contexto a terem bons sentimentos. Infelizmente tal cenário não chega a ser regra quando se trilha o caminho do sucesso. O problema é que nem sempre o ser humano consegue domar o seu ego. Vitórias e conquistas inflam o ego.

Ontem à noite, na cerimônia de posse de José Nivaldo Júnior, na cadeira de número oito, na Academia Pernambucana de Letras, tive a oportunidade de rever dois alvirrubros ilustres: Marcos Vinicius Vilaça e José Paulo Cavalcanti. Pensadores de respeito. Aliás, nunca esqueço de uma frase proferida por Vilaça em 1993: "O Náutico é um clube contemporâneo do Século XXI". Tal profecia quase vinga no início do novo século, mas com o passar dos anos os dirigentes perderam o norte. Esta é a leitura que fazemos aqui de fora. O que se passa no intramuros do Clube dos Aflitos nunca vem à tona com clareza, gerando uma série de especulações e disse me disse.

O início da temporada 2015 não foi bom para o Náutico, e culminou com uma sanção imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva ao seu presidente que foi afastado por bom tempo. Na sua ausência, e com a chegada do técnico Lisca, a tempestade deu lugar a bonança. A sucessão de resultados positivos nas primeiras rodadas do Brasileiro da Série B trouxe de volta o torcedor ao estádio. A média de público do Náutico é melhor que a do Santa Cruz, clube dono de uma torcida bem mais numerosa. Quando tudo parecia conspirar para a consolidação de um trabalho exitoso, o técnico Lisca começa a dar sinais de desequilíbrio emocional.

O Náutico dispensou o executivo do futebol a pedido do treinador, que também solicitou a saída de um jogador. Enfim, o clima não está bom nos Aflitos. Se em campo Lisca espera corrigir as falhas no setor defensivo, deficiência que tem levado o time a sofrer gols nos últimos sete jogos, nos bastidores a expectativa é de que a volta ao G4 serene os ânimos que nos últimos dias andam bem acirrados no Alvirrubro.    

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