Histórico
Acontece
O mercado e os técnicos brasileiros
postado em 11 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MERCADO E OS TÉCNICOS BRASILEIROS


JOSÉ JOAQAUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não existe nada na economia tão importante como o mercado, que é aquele que dita as regras. Quando a oferta é menor do que a demanda, os valores sobem, e no inverso esses são derrubados.

Estamos assistindo em nosso futebol à influência de um mercado em baixa com relação aos salários dos treinadores, e isso está sendo observado com as novas contratações com a redução dos valores em proporções jamais pensadas.

O futebol brasileiro tinha perdido o seu rumo, e mesmo com os clubes endividados, esses insistiam nos salários milionários para os seus técnicos. Quem ganhava R$ 300 mil já era considerado pouco, se relacionado aos milionários da bola.

A crise econômica que afeta o país obrigou a um novo posicionamento dos cartolas, que aliado a profissionais em baixa, demitidos e desempregados há um bom tempo, os valores ofertados estão chegando ao patamar da realidade.

Um trabalho da Pluri Consultoria realizado no final de 2014 já demonstrava uma queda acentuada pelo segundo ano, com relação à política salarial dos treinadores.

O gráfico de queda acentuou-se mais na temporada de 2015, e os números recentes dão o atestado do novo comportamento dos clubes brasileiros. Um caso bem explícito, o de Oswaldo de Oliveira, que entre 2013 e 2014 recebia no Santos mais de R$ 400 mil. Aceitou ir para o Palmeiras por R$ 350 mil.

Esse é o teto salarial do alviverde de São Paulo, que ofereceu ao seu provável substituto, Marcelo Oliveira, que recebia no Cruzeiro, R$ 600 mil.

Na ciranda do entra e sai de técnicos, Vanderlei Luxemburgo foi demitido do Flamengo, onde ganhava R$ R$ 350 mil, quase a metade de que recebia no Grêmio, e está ganhando no time Celeste, R$ 300 mil, menos da metade do salário pago a Marcelo Oliveira.

O substituto de Luxemburgo no Flamengo, Cristovão Borges, tem um salário de R$ 200 mil, muito longe do que ganhava o seu antecessor, que é igual ao que esse ganhava no Fluminense.

O tricolor das Laranjeiras é um bom exemplo. Contratou três técnicos nesta temporada, e a cada novo contrato uma redução nos salários. O novo treinador, Ederson Moreira, que recebia no Santos R$ 300 mil, teve uma redução para R$ 120 quando passou pelo Atlético-PR, e está ganhando R$ 150 mil no atual clube.

São dados importantes que conseguimos no jornal Extra-RJ, que nos deram o tema para esse artigo, e que mostra de forma clara como o mercado pode influenciar na determinação das folhas salariais. Hoje a oferta é maior do que a demanda, os supertécnicos não têm mais a força para insistirem em grandes contratos, e por isso estão se amoldando à nova realidade, enquanto os mais novos que estavam no mundo da lua também chegaram aos seus verdadeiros valores, e não aqueles que estavam sendo pagos.

Tal sistema de contenção de despesas também está sendo sentido com relação aos atletas, muitos se adequando ao novo sistema, e um exemplo bem recente é o de Emerson Sheik, que dos R$ 550 mil do Corinthians, aceitou os R$ 250 mil do Flamengo.

Na verdade a insanidade que tomou conta do futebol brasileiro motivou uma política salarial fora dos padrões nacionais, e a seca de recursos, obrigou a volta à realidade nacional, onde um salário de R$ 200 mil é pago para muitos poucos personagens e, entre esses, o técnico de futebol.

Sempre em nossos artigos sobre economia citamos o mercado e o binômio receitas x despesas, que são os norteadores de uma boa gestão, e lutar contra isso é o mesmo que lutar contra o vendaval.

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Escândalo
O "drible" de Teixeira em Hawilla
postado em 11 de junho de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Ao final de sua gestão, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira forçou a troca do contrato da Copa do Brasil para tirar José Hawilla e a Traffic, e substituí-los pela Klefer Produções. Com isso, ele obteve um novo acordo com aumento do pagamento de propinas para cartolas da confederação, segundo investigações dos EUA. Hawilla é réu confesso de pagar subornos nos processos norte-americanos.

Documentos obtidos pelo blog mostram como Teixeira operou para excluir a Traffic da Copa do Brasil ao final de 2011. Na época, ele já preparava sua saída da entidade porque sabia de denúncias de corrupção  relacionadas ao seu nome na Fifa e no Brasil. E com isso passou a negociar novos acordos.

A parceria entre a empresa e a CBF vinha desde 1990. Renovado em 2009, o contrato dava todos os direitos de televisão, e placas publicitárias da Copa do Brasil masculina e feminina para a empresa até 2014 por R$ 55 milhões. As investigações norte-americanas mostram que Teixeira (chamado de conspirador) recebia propinas anuais de José Hawilla pelos acordos da competição nacional.

Mesmo assim, em 14 de dezembro de 2011, a confederação enviou uma notificação à Traffic dizendo que rescindiria os três contratos da competição. Sua alegação era de que a empresa tinha fechado acordo de patrocínio com a Kia Motors (que dava nome ao torneio) que era concorrente da Volkswagen, então patrocinadora da seleção. Isso feriria cláusulas do acordo, e permitia à confederação rompê-lo.

A CBF ainda atacava a Traffic por tê-la processado, como filiada da Conmebol, nos EUA por contratos relacionados à Copa América.  Com isso, a confederação alegava que a empresa não tinha boa fé para justificar a rescisão.

No fundo, a manobra era fruto da irritação de Teixeira com Hawilla pois entendia que ele tinha lucros excessivos com a Copa do Brasil, segundo disseram pessoas próximas ao cartola. A relação entre os dois já estava estremecida há anos.

Em 28 de dezembro de 2011, a Traffic respondeu com outra notificação: argumentou que o acordo da Kia era anterior ao da Vokswagen em dez meses. E ainda lembrou que a CBF nunca reclamara da venda de patrocínio até aquele momento.

Mais, disse que o processo nos EUA movido pela Traffic norte-americana não tinha relação com a empresa brasileira. A firma de Hawilla ameaçou processar a CBF caso a entidade desse sequência a sua intenção de romper o contrato.

Esse impasse levou a uma disputa entre a Traffic e a Klefer. Em agosto de 2012, as duas partes chegaram a um acordo para dividir os lucros, de acordo com investigação dos EUA. Resultado: os novos contratos da Copa do Brasil foram assinados com a Klefer, de 2013 a 2022, por R$ 128 milhões. Em troca, a Traffic ficava com uma parte dos direitos de comercialização da competição.

De acordo com autoridades dos EUA, a Klefer acertou novo acordo para pagar propinas para Teixeira, e a Traffic aceitou contribuir com metade. Depois, o sucessor na CBF, José Maria Marin, e outro alto dirigente da CBF não identificado entraram na divisão. Um total de R$ 2 milhões por ano eram pagos para os cartolas, diz o Departamento de Justiça. O valor do suborno aumentou com mais gente envolvida.

O blog ligou para o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, que estava na confederação na época, para falar sobre o assunto, mas ele alegou que estava em reunião. Dono da Klefer, Kléber Leite não retornou ligações. A assessoria de advogado de Hawilla, José Luis Oliveira Lima, informou que não poderia comentar o assunto porque o processo é sigiloso. Representantes de Teixeira se recusam a falar com jornalistas.

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Acontece
Bom Senso pede renúncia imediata de Del Nero
postado em 08 de junho de 2015

POR BOM SENSO FC


A partir da prisão de Marin e da renúncia de Blatter, o torcedor , a comunidade do futebol e a sociedade brasileira cobram mudanças reais no modelo de gestão da Confederação Brasileira de Futebol.
O Bom Senso FC reitera a público as propostas de mudanças estatutárias que visam democratizar a CBF e iniciar o processo de renovação reivindicado pelos torcedores, por ídolos do nosso futebol e por amplas parcelas da mídia e da sociedade.
1) limitação de mandatos, permitindo apenas uma reeleição à presidência da entidade;

2) Democratização das instâncias de decisão da CBF, como o Colégio Eleitoral, a Assembleia Geral e os Conselhos Técnicos, garantindo direito proporcional de voto aos atletas, técnicos e gestores;

3) direito a voto a todos os clubes participantes do Campeonato Brasileiro, de todas as divisões, na Assembleia Geral da CBF;

4) diminuição da cláusula de barreira: apoio de uma Federação ou de um  clube para inscrição de chapas à presidência da CBF;

5) adoção das medidas de Fair Play Financeiro previstas no texto original da MP 671;

6) banimento do esporte de todos os envolvidos com escândalos de corrupção.

Pelo posicionamento público dos dirigentes da CBF e pelas informações obtidas pela imprensa, não acreditamos que a Assembleia Geral da próxima quinta-feira, dia 11, sob o comando de Marco Polo Del Nero, aprove essas medidas democratizantes.

Diante disso, defendemos a renúncia imediata do presidente Del Nero ao seu cargo e convocação de novas eleições para a CBF até o final do ano, já com as propostas de mudanças estatutárias em curso.

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Futebol Brasileiro
O futuro da CPI
postado em 08 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUTURO DA CPI


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A bancada da bola, apesar de toda a corrupção no futebol nacional, está tentando colocar os seus representantes na CPI do Senado, já que a da Câmara terá que esperar por um tempo porque a fila está longa, para que possam repetir o ano 2001, quando uma Comissão como essa depois de um longo trabalho, terminou sem o seu relatório aprovado, graças a manobras dos defensores da CBF.

Muitos desses ainda continuam no poder e são co-responsáveis pela decadência do futebol brasileiro quando impediram que as providências fossem tomadas contra Ricardo Texeira, então presidente do Circo, e de várias Federações Estaduais.

O papel de uma nova CPI se levada a sério seria relevante, sobretudo na quebra dos sigilos fiscais e bancários dos dirigentes da entidade, como das federações. Seria o início para um bom caminho, e que iria abrir todas as suas caixas pretas.

Aliás, essas quebras em 2000, quando do início da CPI da CBF/NIKE, foram realizadas de imediato, levando a assessoria que colaborava com essa a conhecer dados e números que deram aos seus componentes um farto material para se trabalhar, e indiciar muita gente no final. Não conseguiram, mas existe agora uma nova porta a ser aberta, e que deveria ser bem aproveitada.

O jornalista José Cruz, do portal UOL, nos lembrou em um artigo um fato que foi descoberto na CPI anterior, quando os deputados detectaram uma operação muito esperta de Ricardo Teixeira, realizada em maio de 1998. Na ocasião, a CBF adquiriu um carro Volvo, de 2.600 cilindradas, importado, completo, no valor de 76 mil dólares à época (R$ 68 mil)

Um ano depois o cartola adquiriu o carro da CBF, pagando apenas 45 mil dólares (R$ 49 mil), com um desconto de 40% sobre o valor pago pela entidade, com uma diferença de 31 mil dólares. O carro sempre esteve na garagem do cartola para o seu uso pessoal.

Isso é um exemplo do que acontecia e do que acontece em uma entidade que sempre renegou a transparência.

Ninguém duvida que o futebol brasileiro necessita de uma varredura geral, radical, como uma revolução. O sistema CBF, federações, clubes, empresários, transações, comissões de arbitragens, precisa de uma nova roupagem.

O que acontece nos intramuros reflete nos gramados, e por isso a queda da qualidade de um futebol que já foi o melhor do mundo, e que hoje apequenou-se.

A CPI será o último dos moicanos para a derrubada do status quo reinante, e que deveria ser monitorada pela sociedade esportiva brasileira para que os da bancada da bola não possam repetir o 2011.

Chegamos ao fundo do poço, sem uma corda para o resgate, e essa Comissão será a última esperança daqueles que desejam um futuro melhor para o esporte.

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Brasileiro Série A
É para festejar o bom momento
postado em 05 de junho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

O torcedor do Sport esperou 93 minutos para soltar o grito de gol preso na garganta, na magra mas expressiva vitória sobre o Goiás: 1x0. Festa na Ilha do Retiro. Hora de comemorar, se esbaldar até. O momento é de louvação aos jogadores que levam o clube a descrever o melhor início de campanha na Série A, desde que o Brasileiro passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos: são três vitórias e dois empates em cinco jogos disputados. Uma invencibilidade surpreendente, que mantém o time nas primeiras posições da tabela de classificação e lhe transforma em protagonista, pelo menos momentaneamente, deixando de ser um mero coadjuvante que foi em tantas outras edições.

Enquanto todos brindavam o sucesso, um desavisado diretor de futebol, um desses "aspone" que da matéria entende muito pouco, ou quase nada, invade a sala onde os repórteres aguardavam o técnico Eduardo Baptista, e algum jogador para a coletiva de imprensa. O dirigente foi se queixar de arbitragem, quando poderia ter aproveitado o momento para exaltar o feito do clube. Lamentável. Mas teve o seu minuto de fama. Coisas do futebol.

O Campeonato Brasileiro é uma competição que tem duração de sete meses. São trinta e oito rodadas, fato que leva o cenário a ser alterado várias vezes. O clube que conseguir a maior regularidade fatalmente estará próximo das metas traçadas. Para se ter uma avaliação de rendimento, dentro das oscilações previstas, divide-se a competição em ciclos. Cada ciclo é composto por cinco jogos, ou seja, cinco rodadas. O Sport apareceu como líder na primeira e na terceira rodadas. Fecha o primeiro ciclo na terceira posição com 73% de aproveitamento, e nunca deixou de figurar no G4. Como diria o saudoso Mané Queiroz, "se o campeonato terminasse hoje...".

A dinâmica do futebol é impressionante, e explica a alternância de cenário ao longo da disputa. Portanto, é preciso festejar o momento. Erros de arbitragens acontecerão sempre: contra e a favor. O que o clube precisa é de um discurso positivo, pra cima, que exalte o feito dos jogadores na Série A. Domingo já tem outro grande desafio: o Fluminense no Maracanã. Teoricamente todos os créditos para somar os pontos em jogo vão para o Tricolor. Mas existe a possibilidade de uma surpresa. A campanha do Sport é imperativa, impõe respeito aos adversários.

Reconheço que o clube tem que ficar atento a todos os detalhes, inclusive aos erros de arbitragens, contudo, as medidas devem ser tomadas dentro da maior discrição.

Eduardo Baptista e Maikon Leite deram lições ao desavisado diretor e até a um insistente repórter que parecia estar a serviço do clube. Enfatizaram o bom momento do Sport.   

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