Histórico
Futebol Brasileiro
As Capitanias Hereditárias
postado em 25 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O sistema feudal do futebol brasileiro é representado por 10 das 27 federações estaduais, com dirigentes que juntos somam 261 anos de poder.

Só contabilizamos aqueles que comandam as suas entidades de 10 anos em diante, muito embora os demais cheguem próximos a tal número, e alguns que estão com um tempo menor já pertencem ao sistema por longos anos, como é o caso de Pernambuco, cujo dirigente pertence a um mesmo grupo por 30 anos.

O reflexo dessas Capitanias Hereditárias se dá no Circo Brasileiro de Futebol, cujo grupo político o comanda há 26 anos. Dos três últimos presidentes, Ricardo Teixeira foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, José Maria Marin está preso na Suíça, e Marco Polo Del Nero, sem coragem para sair do país, está como um bêbado no arame de seu picadeiro. Um bom legado.

Quem elege o comando do Circo são 20 clubes da Série A, e 27 federações, e são essas que decidem, e o reflexo se dá no continuismo imoral que existe no poder maior do futebol brasileiro. As entidades estaduais são um apêndice da maior, e vivem sustentadas em sua maioria por essa.

O sistema é linear, os dirigentes das entidades estaduais contam com o apoio e o voto das ligas municipais e dos clubes amadores, que no somatório geral tem uma soma dobrada com relação aos clubes profissionais. Com isso o poder se torna eterno, e quando cansam o passam para os seus herdeiros, como acontecia nas Capitanias Hereditárias.

Por conta disso é que lutam contra qualquer medida que venha alterar os seus Colégios Eleitorais, com uma maior democratização, e que seria o primeiro passo para a derrubada desse sistema carcomido e corrupto que tomou conta de nosso futebol.

O apego ao poder é a certeza de que é bom e carrega consigo muitas benesses pessoais, por ser insano um dirigente permanecer em um cargo por tanto tempo por amor a causa. Que causa?

Como um Zeca Xaud consegue há 41 anos dirigir o futebol de Roraima? A mesma pergunta deveria ser feita a Delfim Peixoto, de Santa Catarina, que tem 30 anos de poder, assim como para Antonio Aquino, do Acre (27 anos), Heitor Costa, de Rondônia (26), Francisco Cezário, do Mato Grosso (26), Antonio Carlos Nunes, do Pará (25), José Carivaldo de Souza, de Sergipe (24), Dissica Valério Thomas, do Amazonas (21), e Leomar Quintanilha, de Tocantins (20). 

O décimo resolveu se aposentar após 21 anos de comando na Federação Alagona, Gustavo Feijó, mas pelo seu testamento entregou o cargo ao seu filho Felipe Feijó que irá passar algumas décadas, até entregá-lo ao neto do Capitão-Mo.

Se somarmos os 17 restantes com os 261 anos dos dez mais longevos, teríamos pelo menos mais de 400 anos de cartolas tomando conta do futebol brasileiro.

Com exceção do futebol catarinense, os demais estados citados vivem na mingua, inexistem no sistema nacional do futebol, mas os cartolas não enxergam e não largam o poder nem que a vaca tussa.

Nem o FBI, nem a Lava Jato, e estamos cientes de que nem a CPI irá acabar com esse sistema, somente um Tsunami, ou uma atitude séria do governo central.

leia mais ...

Brasileiro Série A
Campanha do Sport é imperativa
postado em 22 de junho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

O pernambucano não precisa de motivos para se entregar, de corpo e alma, aos festejos juninos, mas convenhamos, os torcedores do Sport têm um motivo a mais para se esbaldarem no forró. Afinal, com a vitória - 2x1 - sobre o Vasco, no final de semana, a combinação dos outros resultados da oitava rodada do Brasileiro da Série A, o Leão assumiu a liderança do maior campeonato do País, onde se mantém invicto. Mais ainda: com a "gordura" que fabricou, permanecerá no G4 independente de qual venha ser o resultado do seu confronto com a Chapecoense, programado para sábado.

Os números do Sport são imperativos: 18 pontos somados em 24 disputados, produto de cinco vitórias e três empates. Nenhuma derrota. Nunca um clube pernambucano conseguiu uma sequência tão positiva na Série A. Desde o início da competição que o time comandado por Eduardo Baptista se mantém no G4, posição que lhe assegura uma vaga na próxima edição da Libertadores.

Se tais números fossem de campanhas de clubes que estão acostumados a brigar pelo título, fatalmente os analistas já estariam falando sobre o provável campeão, mas falta ao rubro-negro pernambucano o histórico de conquistas, fato que leva a todos colocarem sempre uma interrogação a sua frente. Vale lembrar que a história credencia, mas não determina o sucesso. Os sites que fazem estudos sobre as probabilidades, colocam o Sport com 25% de probabilidade de terminar a competição no G4. O Cruzeiro, que atualmente está na décima-primeira posição, na tabela de classificação, tem 34% de chances, segundo os analistas, que dão um crédito de 85% ao São Paulo e ao Atlético Mineiro. Naturalmente que o percentual leonino aumentará se mantiver a regularidade que é a marca registrada de sua campanha até o momento.

Creditar os clubes apenas pelo histórico de conquistas é ir de encontro a um princípio básico, que tem de ser respeitado sempre: futebol é momento.

A mudança de cenário numa competição que tem sete meses de duração é natural e inevitável, fato que leva os treinadores a adotarem um discurso que virou clichê: "É mais fácil se manter do que chegar ao G4". Verdade. Mas ao aprofundarmos as análises e fazermos uma comparação direta de valores entre os pretendentes a uma vaga no G4, observamos que a qualificação do grupo do Sport aumenta o seu crédito a uma campanha memorável.

Sabemos que futebol não é ciência exata, nem sempre os investimentos dão as respostas esperadas, mas é incontestável a qualidade dos jogadores recrutados para reforçarem o elenco leonino. O técnico Eduardo Baptista dispõe, hoje, de profissionais qualificados que lhes proporcionarão alternativas táticas, o que lhe faltou na temporada passada.

A manutenção do treinador, da base do elenco, a evolução de alguns profissionais, e a chegada de outros que têm condições de agregar valores, levam o torcedor leonino a ter um bom sentimento em relação ao futuro do Sport na Série A.

leia mais ...

Acontece
Romário no ataque contra retranca da CPI
postado em 18 de junho de 2015

Blog do JOSÉ CRUZ


Ao contrário da Europa, onde é nítido o interesse de investigar os crimes financeiros por trás dos negócios da bola, o Legislativo brasileiro amolda-se aos interesses da CBF -, como se não fosse de sua competência descobrir fraudes nas transações do futebol

Na Suíça, progridem as investigações sobre a corrupção no futebol. Já foram identificados 160 bancos que operaram transferências financeiras de cartolas, típicas de crimes financeiros.

Os primeiros resultados mostram que os espertos usaram contas na Suíça para lavagem de dinheiro, em transações suspeitas de pagamento de propinas e sonegações fiscais, nas escolhas das dedes da Copa de 2018 e 2022.

Esse avanço investigativo foi depois do confisco de documentos na Fifa, que levaram a operações suspeitas de ilegalidades, identificadas por mecanismos de combate à lavagem de dinheiro.

Já nos contratos individuais, a Justiça da Espanha investiga sobre a transferência de Neymar, do Santos para o Barcelona. A transação teria sido fechada em 83 milhões de euros, contra os 57 milhões de euros divulgados, provocando uma %u201Cpedalada%u201D no fisco daquele país, inclusive.

Enquanto isso%u2026

Por aqui, o senador Romário desdobra-se para tentar compor a CPI da CBF, que poderá mostrar muito sobre a corrupção do futebol no Brasil, a partir das quebras de sigilos bancário e fiscal da CBF, federações e clubes.

Sem fugir da retranca dos adversários, ele vai no %u201Ccorpo-a-corpo%u201D junto aos líderes partidários, para que indiquem logo seus representantes na CPI. Nesse jogo de insistência, falta apenas o PMDB nomear seus dois integrantes.

Extremos

Ao contrário da Europa, onde é nítido o interesse de elucidar se há crimes financeiros por trás do jogo da bola, por aqui o Legislativo se acomoda como se não fosse de sua competência descobrir fraudes no futebol.

Faz sentido, pois identifica-se nessa morosidade a forte atuação de parlamentares intimamente vinculados à CBF tentando melar o jogo da investigação, para evitar que se conheça os trambiques da bola disfarçados de "negócios".


leia mais ...

Futebol Pernambucano
Onde está a arbitragem pernambucana?
postado em 16 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ONDE ESTÁ A ARBITRAGEM PERNAMBUCANA?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol de Pernambuco até que vai bem com o Sport Recife e Clube Náutico em suas divisões com boas campanhas, mas vem tropeçando em outros segmentos, o que demonstra a continuidade do seu apequenamento.

O público desapareceu, mas com uma certa lógica, desde que voltou a sua realidade sem os fantasmas do Todos com a Nota, embora a queda do Santa Cruz esteja atrelada a sua fraca campanha no Brasileiro da Série B.

No cenário nacional nos tornamos um nada, apesar dos arroubos do presidente da entidade local, que fala demais e trabalha de menos. Muitas vezes pensamos que nós não existimos.

Fizemos um levantamento dos 70 jogos que foram realizados no Brasileirão, e não verificamos em nenhum desses um nome do verdadeiro quadro de árbitros local, desde que Marcelo Lima Henrique está locado em nossa entidade, mas sua relação com Pernambuco é a mesma que temos com a China. Ele atuou por 6 vezes.

Na verdade, o árbitro não é de nosso estado, apenas está temporariamente usando o escudo da mentora local, muito embora a sua vida esteja sediada no Rio de Janeiro, a terra das facas amoladas e das balas perdidas

Os nossos apitadores de verdade só apitam e muito pouco os jogos da Segunda Divisão, e em maior escala os da 3ª, ou seja, só são acolhidos em divisões menores.

Nos 70 jogos tivemos a participação da arbitragem do Pará, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Goias, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina com um árbitro verdadeiro, Braulio da Silva, desde que Heber Roberto Lopes e Sandro Meira Ricci apitam jogos nesse estado, mas são imigrantes como Marcelo Lima Henrique em Pernambuco.

Entendemos que tais dados são o reflexo da perda de prestígio do estado no setor da arbitragem nacional, além de uma decadência no setor por falta de renovação e sobretudo uma melhor estruturação.

Vivenciamos uma época em que tínhamos três a quatro árbitros apitando na Série A, e a mesma quantidade na B, que demonstrava a credibilidade e a potencialidade de nosso quadro.

Hoje somos apenas figurantes, nos contentando com um alienígena que hoje está aqui e amanhã estará acolá, apitando em outros terreiros, que é o caso de Marcelo Lima Henrique, que é um dos melhores árbitros do Brasil, e talvez o menos complicado.

Triste situação de uma entidade que tinha um quadro de árbitros de referência, elogiado pela Comissão Nacional, fato esse que somos testemunhas, quando nas conversas que mantínhamos com o presidente na época, Armando Marques, sempre enaltecia a atuação dos pernambucanos.

O que mais lamentamos é que temos bons árbitros, e sobretudo sérios, mas esses são passageiros de um navio que se chama futebol de Pernambuco, que vem se afundando vagarosamente pelo rombo em seu casco.

A arbitragem local nunca foi tão desprezada. Todo mundo apita na Série A, ¨Zezinho¨, ¨Toninho¨, ¨Luizinho¨ e tantos outros, e os nossos não são lembrados.

Algo de errado está sem dúvidas acontecendo, e que já vem sendo repetido por vários anos.

Lamentável.

leia mais ...

Brasileiro Série B
O desafio de driblar o fato novo
postado em 15 de junho de 2015


CLAUDEMIR GOMES


O Náutico volta a campo nesta terça-feira para enfrentar o Paysandu, na Arena Pernambuco, abrindo a oitava rodada do Brasileiro da Série B. O adversário é da estatura do Timbu, fato que, por si só, traduz o nível de dificuldade que os dois times terão pela frente neste confronto. Mas, tanto quanto o time paraense, o inimigo oculto é o obstáculo difícil de ser transposto, uma vez que atua no psicológico: o fato novo.

O fato novo não é outra coisa senão aquele acontecimento que quebra uma sequência, põe fim a uma rotina. No caso do time comandado por Lisca, o fato novo foi a derrota - 2x0 - para o Atlético/GO. É certo que o resultado não alterou o posicionamento do alvirrubro pernambucano na tabela de classificação, mas interrompeu uma sequência de cinco vitórias e um empate, pôs fim a uma invencibilidade. O impacto que o fato novo terá no grupo vai depender do trabalho a ser desenvolvido pelo treinador. Uma resposta positiva no jogo seguinte é de fundamental importância para a sustentação do trabalho que vinha sendo desenvolvido com sucesso.

Náutico e Paysandu, pelas campanhas que estão desenvolvendo neste início de competição, são concorrentes direto a uma vaga de acesso. No momento, ambos integram o G4, e apenas um ponto separam os dois times que têm o mesmo número de gols e defesas que se mostram vulneráveis na mesma proporção. Ainda não foram disputados ¼ dos jogos do campeonato, portanto, é cedo para falar em tendências. Entretanto, numa queda de braço como esta, o mando de campo tem que funcionar como ponto de desequilíbrio.

Lisca tem algumas dúvidas para definir o time que mandará a campo. Na verdade, não dispõe de peças de reposição a altura. Maior que esses contratempos de rotina numa competição de tiro longo, o fato novo deve estar tirando o seu sono.

leia mais ...