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Paternidade para o futebol feminino
postado em 13 de maio de 2015

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Blog do RODRIGO MATTOS


Ao contratar Marco Aurélio Cunha como diretor, a CBF impulsiona um novo projeto de desenvolvimento do futebol feminino em discussão na entidade. Só que a intenção da entidade é que o governo federal invista na formação de uma base para o esporte, e não a confederação que ficaria apenas com a seleção permanente.

A postura é peculiar se levarmos em conta que a CBF tem um discurso extremamente forte contra a intervenção federal no esporte ao rejeitar vários pontos da MP do Futebol. Há oposição até aos artigos que obrigam que os clubes de futebol destinem recursos para equipes femininas.

"O futebol feminino é importante e é uma posição do presidente Marco Polo, em consonância com a Fifa, desenvolver. É uma meta estratégica, e merece um tratamento programático", contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, que explicou que será realizado um seminário sobre o tema.

Na visão do dirigente, o desenvolvimento do esporte entre as mulheres tem como principal dificuldade a falta de estrutura de base. Para ele, isso tem que ser feito em escolas e em áreas sociais, isto é, com dinheiro público, não por clubes como prevê a MP.

"Diferentemente do que prevê a MP, os clubes têm muita dificuldade. A primeira ação tem que ser por parte do governo. Não pode pedir para o clube", analisou Feldman. Na sua opinião, não é papel também da CBF destinar recursos para campeonatos e times de mulheres, e sim sinalizar que tipo de projetos devem ser desenvolvidos.

Para o secretário-geral da CBF, não há contradição em pedir investimento do governo para o futebol feminino e rechaçar a criação de regras para o masculino. "Na economia, qual o papel histórico do governo? O Estado tem que entrar na atividade que não está a iniciativa privada. Foi assim na siderurgia, educação. Desenvolve o setor onde é necessário o fomento. Tem que dar o primeiro passo."

Feldman admitiu que não há interesse dos patrocinadores da CBF em investir no futebol feminino. E deu como exemplo um campeonato mundial organizado por ele quando secretário de esportes em São Paulo. "Era dinheiro público." O blog tentou falar com Marco Aurélio Cunha sem sucesso.

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Futebol Brasileiro
O mapa do desemprego
postado em 12 de maio de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A INATIVIDADE NO FUTEBOL DO BRASIL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um excelente levantamento feito pelo jornalista Leonardo Morais, do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, nos forneceu dados sobre a inatividade dos clubes brasileiros para o resto do ano, arrastando consigo o desemprego dos jogadores.

Esse é um tema que temos discutido com os nossos amigos visitantes, mostrando que a sazonalidade é a culpada pela derrocada de nosso futebol, quando 63,5% dos clubes brasileiros que disputaram os estaduais de 2015 ingressaram em uma caverna para as suas hibernações, e só irão despertar no próximo ano.

Sem contar com o estado do Amapá, que vai iniciar a sua competição, as 26 restantes reuniram 274 clubes nas suas primeiras divisões. Ao passo que as quatro séries do Brasileiro abrigam apenas 100 equipes, ou seja, 174 estarão de fora do sistema.

No levantamento realizado, esses clubes excluídos do processo realizaram em média apenas 17 partidas. O desemprego atinge não apenas os atletas, mas as comissões técnicas, a área administrativa de apoio, os que trabalham nos estádios em dias de jogos, com uma estimativa de 16 mil pessoas, e entre essas, pelo menos 8 mil atletas.

A análise foi procedida com clubes que disputam a divisão maior desses estaduais, desde que alguns campeonatos de séries menores estão sendo realizados, e em breve mais uma multidão de desempregados.

Na realidade, a reformulação do calendário do futebol brasileiro é fundamental. Clubes atuando o ano todo, em competições específicas, além dos empregos, lançando uma quantidade de novos jogadores, e entre esses alguns com boa qualidade para defenderem clubes de maior porte.

Não entendemos a passividade dos que fazem o futebol nacional, com relação ao tema. Pensam que ao realizarem as competições atuais a situação está resolvida, que é um engano bem retratado pelo buraco bem fundo em que se meteu o esporte da chuteira no país.

O mapa geográfico da miséria está assim distribuído, de conformidade com os dados publicados:

Na Região Norte, composta pelos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins, 47 clubes disputaram os seus estaduais, e no Brasileiro somente 9 estarão presentes. Nenhum na Série A, e 1 na B, 1 na C e 7 na D (19,1%).

No Centro-Oeste, que engloba Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,  43 clubes disputaram os certames locais, e 11 estarão em um dos Brasileiros. Na Série A, apenas o Goiás,  2 na B, 2 na C e 6 na D (25,5%).

Na Região Nordestina, com Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, 88 clubes atuaram nos estaduais, e apenas 28 estarão atuando até o final do ano. Na Série A, apenas o Sport (PE), 8 na B, 7 na C e 12 na D (30,6%).

O Sudeste, que abriga os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, contemplou 58 clubes nos estaduais, e desses 32 estarão no Brasileiro. Serão 10 na Série A, 7 na Série B, 6 na Série C, e 9 na Série D (55,1%).

Finalmente, na Região Sul, com seus três estados, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, 38 clubes disputaram os campeonatos locais. Desses 20 estarão disputando os diversos Brasileiros. 8 na Série A, 2 na B, 4 na Série C e 6 na Série D (52,6%).

Apenas uma pergunta: O sistema é justo?

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Artigos
Como melhorar o futebol brasileiro?
postado em 11 de maio de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O QUE SE PODE FAZER PARA MELHORAR O FUTEBOL BRASILEIRO?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma pergunta foi formulada no chat do blog, sobre as nossas ideias para que o futebol brasileiro possa ser melhorado. Já postamos diversos artigos sobre o tema, com análises sobre tudo que envolve esse esporte no Brasil, e recebendo também diversos comentários que focaram o assunto.

Na realidade falta um grande debate nacional, para que todos os segmentos sejam ouvidos, e que no final um diagnóstico seja elaborado. O último realizado foi em 1986, pela Comissão Nacional de Esportes, com a qual colaboramos, e que visitou o país de ponta a ponta, com audiências públicas onde todos poderiam dar as suas opiniões, tendo produzido um excelente trabalho que ainda mofa nos arquivos mortos do Ministério da Educação, que na época foi o responsável pelo trabalho.

Na verdade, o futebol brasileiro apodreceu. Tornou-se um modelo para negociatas e negociadores. As bases não são ouvidas. Criou-se uma grande mentira que o futebol é uma paixão nacional. A realidade demonstra o contrário, quando apenas 3% da população frequentam os estádios, e qualquer BBB que passa na televisão tem mais audiência do que um jogo de futebol, assim como a frequência dos cinemas.

A MP 671 debatida no Congresso Nacional poderá ser o ponta pé inicial para uma mudança no sistema do futebol brasileiro, mas essa dificilmente irá ser aprovada em sua íntegra, desde que o governo perdeu a sua força perante os congressistas, e por conta dessa não irá trocá-la por cargos, como acontece na política do dando e recebendo.

A falta de uma regulação, para um acompanhamento e uma diretriz ao futebol, é o ponto principal de sua debacle. Esse esporte é gerenciado como a Casa da Mãe Joana, onde todo mundo manda e, por conta disso, os clubes estão semifalidos, com débitos que não poderão ser quitados sem a colaboração do governo.

A continuidade dos dirigentes é pornográfica. As entidades viraram feudos, que passam de pais para filhos, parentes e agregados, dando uma perenização a um sistema alienado e podre.

A distribuição de receitas é indecente, uma vez que concentração de recursos em poucas mãos, em qualquer sistema econômico, provoca danos, sendo o abismo implantado no futebol cada vez mais profundo.

O calendário é irracional e mortífero para a maioria dos clubes brasileiros, que são sazonais, e deixam mais de 12.500 profissionais desempregados no quinto mês de uma temporada. A perenização dos clubes é tão importante como a prenenização dos rios, pois ambas auxiliam a sociedade.

Vários outros pontos poderiam ser abordados, o espaço não comporta, mas para nós o primordial está focado nas gestões esportivas, que no Brasil de hoje é o seu grande pecado, visto que conta com uma maioria totalmente amadora, apaixonada, e com um percentual razoável de aproveitadores que fazem do esporte um meio de vida e de promoção pessoal, e que não gostariam de mudanças, e para tal contam com uma Bancada da Bola que dá o sustentáculo para as suas continuidades.

As estruturas jamais serão modificadas com o modelo atual de gestão. Os cartolas nunca deixariam.

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Brasileiro Série A
Reserva de mercado
postado em 09 de maio de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Dentre outros males que o atual modelo do futebol impõe a determinadas regiões está à reserva de mercado criada pela televisão para alguns clubes do Sudeste, em especial, Flamengo e Corinthians. A popularidade de ambos não pode servir de argumento para o enfraquecimento da maioria.

A reserva de mercado é um assunto que serve de mote para muitas conversas com o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, um dos maiores estudiosos do futebol brasileiro. A tabela da edição de 2015 do Brasileiro da Série A é mais uma prova inconteste deste projeto que vem sendo desenvolvido pela RGT com anuência da CBF.

Tomando por base o único representante do futebol nordestino na Série A, o Sport, vemos que o rubro-negro pernambucano, dos 38 jogos que irá disputar, apenas seis serão realizados aos domingos, sendo que, em quatro desses, o Leão jogará como visitante. Portanto, o torcedor rubro-negro só verá duas apresentações do Sport no Recife, nas tardes do domingo: o jogo de estréia, neste domingo, com o Figueirense, na Ilha do Retiro, e a partida com o Coritiba, programada para as 18h30 do dia 24 de maio.

O Sport fará 23 jogos aos sábados; 9 nos meios de semana e 6 aos domingos. Dos 38 jogos que disputará no campeonato mais importante do País, o Sport deverá ter, no máximo, 10 partidas transmitidas pela TV aberta, sendo a maioria de jogos que acontecerão no meio das semanas. A disposição dos jogos do rubro-negro pernambucano mostra que o domingo à tarde, horário nobre do futebol em todo o país, o espaço foi reservado para a elite.

As consequências da reserva de mercado são devastadoras, e já podem ser observadas na Região Norte. No Nordeste é possível observar focos de resistência, mas a ação da televisão é imperativa.

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Brasileiro Série B
Para comemorar e para analisar
postado em 09 de maio de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Numa competição de 38 rodadas, que vai se arrastar por sete meses, o primeiro passo é importante, mas não chega a ser decisivo. Portanto, a vitória do Náutico - 1x0 - sobre a Luverdense é para ser comemorada, por outro lado, a derrota do Santa Cruz - 2x0 - para o Macaé, deixa mais evidente a necessidade de reforços que venham agregar valores ao campeão pernambucano.

Por conta de um gol sofrido aos 48 minutos do segundo tempo o Santa Cruz ficou com um saldo negativo de dois gols, fato que lhe levou à zona de rebaixamento. Os "analistas" se apegam muito aos resultados e pecam por não analisar a essência do futebol apresentado, a qualidade técnica, o plano de jogo e o posicionamento tático. Os tricolores tiveram oportunidade de sair na frente do placar; tiveram mais posse de bola, criaram chances reais de gol, mas falharam nas finalizações, ou seja, na última bola. No segundo tempo a estratégia do técnico Ricardinho foi equivocada: ele ousou demais em fortalecer a ofensiva e deixou o time vulnerável e previsível.

O Náutico criou oportunidades e achou um gol aos 16 minutos do primeiro tempo. Gol chorado também vale. O importante é que o time alvirrubro, agora montado pelo técnico Lisca, fez valer a vantagem do mando de campo. O efeito psicológico desta vitória vai muito mais além do que a simples soma de três pontos. Ano passado, Luverdense e Náutico e somaram o mesmo número de pontos na Série B: 50. Atualmente são times em processo de reformulação. Por jogar em casa, os pontos em jogo teriam que ser colocados na conta do Timbu, e foi o que aconteceu. O resultados - 1x0 - deixa o clima nos Aflitos menos tenso, consequentemente, o treinador terá mais tranquilidade para dar sequência ao trabalho.

O mando de campo é sempre muito valorizado na Série B, competição marcada pelo equilíbrio de forças. Com exceção dos jogos - Paysandu x Botafogo e CRB x Bragantino - programados para as 21h deste sábado, nas oito partidas disputadas até o momento, apenas dois times venceram por dois gols de diferença: Macaé e Sampaio Correa. Afora os jogos noturnos tivemos 4 vitórias dos mandantes; três vitórias dos visitantes e um empate. O Boa Esporte, próximo adversário do Náutico, estreou como visitante e perdeu para o Atlético/GO por 1x0. O Paraná, que na segunda rodada virá ao Arruda enfrentar o Santa Cruz, estreou como mandante e venceu o Ceará por 1x0. Os números nos mostram que o local do jogo é determinante na maioria das vitórias.

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