Histórico
Brasileiro Série B
Público continua pequeno
postado em 18 de maio de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NA SÉRIE B, O PÚBLICO CONTINUA EMPERRADO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nas duas rodadas realizadas pela Série B Nacional, o público não evoluiu, e com 20 jogos realizados tem uma média de 4.212 torcedores por jogo, o que é muito pouco, uma vez que a competição conta com alguns times com bom número de seguidores.

Não conseguimos os públicos dos jogos Sampaio Corrêa vs Macaé, e Luverdense vs América-MG, mas os demais foram fracos, inclusive com três desses abaixo dos 1 mil torcedores. O jogo do Bahia foi de portões fechados. 

O melhor público foi de Botafogo vs CRB, com 10.600 pagantes, seguido por Santa Cruz vs Paraná, com 8.172. O Ceará, que possui uma boa praça, colocou apenas 5.114 torcedores no seu jogo contra o Atlético-GO.

Bragantino vs Payssandu (949 pagantes), BOA vs Náutico (748) e Oeste vs Vitória (559), foram os mais fracos. São públicos de futebol de várzea.

O maior público da competição foi do jogo Payssandu vs Botafogo (18.356), e o menor, Oeste e Vitória-BA (559). 

Com relação à parte técnica, a classificação atual já era previsível, a não ser a participação do Náutico no G4 que não era esperada.

Dos sete clubes que colocamos como candidatos ao acesso, 3 estão nesse grupo (Botafogo, Sampaio Corrêa e Bahia), Santa Cruz (5º), Ceará (7º). Apenas o Vitória (13º), América-MG (17º), encontram-se mais distantes, embora o rubro-negro baiano tenha a mesma pontuação do 5º colocado (Santa Cruz).

O número de gols marcados na segunda rodada foi bem melhor do que aconteceu na primeira, com 29 gols, e uma média de 2,9/jogo. No geral essa é de 2,25 por jogo.

Não aconteceu nenhum empate, e os mandantes tiveram sete vitórias, contra três dos visitantes, numa demonstração que o sistema de ¨canário abarrancado¨ continua em pleno vigor.

O caminho é longo, entretanto, mesmo com duas rodadas, já começam a aparecer sinais do que irá acontecer no seu final, onde os clubes com uma melhor estrutura como sempre levarão a melhor.

O futebol de hoje tem um percentual muito alto de previsibilidade por conta das diferenças financeiras dos disputantes.

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Artigos
Seleção Brasileira tem gestão criminosa
postado em 18 de maio de 2015

Blog do JOSÉ CRUZ


A reportagem de Jamil Chade sobre o "leilão" da Seleção Brasileira, em negócios da CBF, realizados em paraísos fiscais, longe do controle da Receita Federal, poderá mudar os rumos da discussão sobre a dívida dos clubes, no Congresso Nacional.RTeixeira

O contrato que entregou à Internacional Sports Events a operação dos jogos da Seleção foi firmado nas Ilhas Cayman, a partir de 2006 (renovável até 2016), quando tinha Ricardo Teixeira ainda no comando da CBF. Os documentos apresentados na reportagem mostram que foram pagos 1,05 milhão de dólares a cada amistoso da Seleção.

Patrimônio 

Essa revelação ressuscita a tese sobre a representatividade da Seleção Brasileira, que se apresenta em nome da Nação, desfila com a Bandeira Nacional e prática o principal patrimônio esportivo do país. No entanto, a renda dessas exibições não contribui para o fortalecimento do futebol, internamente. "Clubes e federações estão quebrados", dizem os cartolas.

Mas a reportagem desmonta o debate que se realiza no no Congresso Nacional, em torno da Medida Provisória nº 671. O vantajoso parcelamento da dívida fiscal sustenta-se no argumento da fragilidade financeira dos clubes e das federações. Amarelinha

Mas, como entender que, enquanto clubes choram pela clemência do governo, a CBF use o nosso principal produto, a Seleção Brasileira, para negócios com empresas de fachada em paraísos fiscais?

Enfim, essa matéria de Jamil Chade é mais uma valiosa peça para confirmar que o futebol nacional, produto de emoções, esconde negócios altamente suspeitos, favorecendo o enriquecimento ilícito, a evasão de divisas e a sonegação fiscal. Futebol com gestão criminosa.

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Artigos
Os estaduais devem acabar?
postado em 14 de maio de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS ESTADUAIS DEVEM ACABAR?


Ricardo Araujo - blog Novas Arenas, da Revista Exame.

Os Estaduais são horríveis. Torneios deficitários, decadentes e criticados pela maior parte da mídia que clama pela sua extinção. Mas será que é para tudo isso???

Estadual é aquele torneio que quase todos criticam, quase todos pedem sua extinção, mas quem vence comemora efusivamente sobre o rival derrotado, e o derrotado cospe marimbondos por pelo menos 1 semana. É esnobado pelos treinadores e dirigentes, mas um clássico perdido é demissão dos primeiros quase certa.

Vários especialistas já decretaram seu falecimento, e enchem a mídia de fórmulas espetaculares, proposições de torneios regionais de todos os tipos, que seriam a "solução" para o calendário dos clubes brasileiros. Eu leio, leio, e continuo achando que esses especialistas entendem muito pouco de futebol brasileiro. E não estou sendo saudosista, muito pelo contrário.

Continuo achando que os Estaduais, ou pelo menos alguns deles, onde a quantidade de candidatos reais ao título é minimamente expressiva, é um ótimo produto.

Acho que muitos desses especialistas confundem a viabilidade do produto, com a gestão do produto. Essa é péssima, e continuará sendo, porque a raiz do problema é difícil de ser atacada. Os Estaduais, como principal produto das Federações, sofre de dois males principais. É a galinha dos ovos das Federações, que tiram dele seu "ganha pão" anual, e ao mesmo tempo o principal instrumento de política esportiva dentro dos Estados.

As Federações são sustentadas pelos grandes clubes, mas politicamente controladas pelos pequenos, que em última análise elegem seu presidente. E os pequenos, claro, querem cada vez mais espaço, e assim, os Estaduais padecem de inchaço de participantes de pouco nível, distribuídos em média por 19 datas, e muitos jogos deficitários. Pressão da CBF para que isso mude ? Não contem com isso, pois são esses mesmos presidentes que formam o colégio eleitoral da própria Confederação.

Portanto, os Estaduais são vítimas de males estruturais e de difícil solução, mas mesmo assim, quando minimamente organizados, o interesse dos torcedores é grande, e onde as rivalidades regionais afloram de forma máxima. Por mais que se queira promover uma rivalidade, como por exemplo Flamengo x Corinthians, ela jamais superará em importância para seus torcedores os confrontos com seus rivais da mesma cidade, do bairro vizinho.

Como utopia, qual seria minha sugestão para os Estaduais ? Nada muito sofisticado, pois o produto é bom, e exageros acabarão por estragá-los. Deveriam começar em julho/agosto, onde os pequenos teriam atividade por todo o semestre para classificarem os 2 melhores para as finais do Estadual, que utilizariam não mais que 13 das 19 datas atuais para fazerem uma competição enxuta com não mais que 10 clubes (os "grandes" só participariam dessa fase final), e fórmulas simples, com o objetivo de tornar o Estadual uma competição de preparação para as competições mais importantes.

As 6 datas não utilizadas, poderiam abrir espaço para o Brasileiro finalmente dar folga aos clubes, tanto nas datas de amistosos da Seleção, quanto aliviar a insanidade do período agosto/outubro com seguidas rodadas às quartas e domingos, levando os elencos à exaustão, contusões etc.

Essa utopia só será possível, no dia em que algum ou alguns dos atores, parem de olhar apenas para o próprio umbigo, e percebam que, a continuar assim, os tais especialistas tanto irão soprar, que um dia os Estaduais poderão sumir do mapa.

O que seria uma pena, vide os públicos e arrecadações dos jogos nos momentos decisivos dos torneios.




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Sport
Uma boa festa, sem um bom futebol
postado em 14 de maio de 2015

Sport/Divulgação


CLAUDEMIR GOMES


A vitória sobre a Chapecoense - (4)2x0(2) - e a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil foi o presente que o time do Sport deu a sua torcida. Afinal, no dia em que os leoninos comemoravam os 110 anos de fundação do Clube da Ilha do Retiro, seus amantes deram mais uma demonstração de fidelidade. O registro de quase dez mil torcedores no estádio Adelmar da Costa Carvalho, num jogo programado para às 22h, com transmissão direta pela televisão aberta, foi uma autêntica declaração de amor.

E o cenário, com requinte especial, proporcionou um glamour a altura da ocasião. "Reine ou curve-se" . A frase criada pelo marketing da Adidas para a apresentação do novo padrão rubro-negro é uma tradução fiel a história de um clube que não permite meio termo. E a nova camisa, de designe moderno, e muito bom gosto, tem como adereço o escudo retrô, da época da fundação do clube. O script da festa foi cumprido à risca. Só faltou um futebol de qualidade.

A construção do resultado que lhe convinha, não foi suficiente para o time comandado por Eduardo Baptista conquistar a confiança do torcedor leonino em relação ao seu desempenho no Brasileiro da Série A. Nenhuma novidade. Afinal, desde que começou a temporada o Sport só conseguiu ser convincente no confronto com o Bahia, na Ilha do Retiro, que terminou sem o registro de gols.

Entendo que todo treinador tem que ser defensor, até intransigente se necessário for, dos seus conceitos, mas isto não quer dizer que ele não tenha a obrigação de revê-los. Afinal, ninguém é dono da verdade, e alguns equívocos cometidos por Batista tem sido criticado por todos, inclusive pelos apaixonados torcedores. Só ele que não quer enxergar. Vale lembrar que, apesar de ser movido pela paixão, os torcedores também fazem leitura de jogo. O futebol de resultados é festejado sem que o placar for favorável, mas não dá sustentação numa competição de tiro longo.

A festa foi boa, do tamanho da incerteza do torcedor leonino em relação ao sucesso do Sport no jogo deste domingo com o Flamengo, no Maracanã. A esperança é que no futebol não existe verdade absoluta.

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Sport
110 anos - Feliz Aniversário
postado em 13 de maio de 2015


CLAUDEMIR GOMES

 

Os rubro-negros comemoram, nesta quarta-feira, os 110 anos de fundação do Sport Club do Recife. O número de títulos - 40 estaduais; um Brasileiro da Série A; um Brasileiro da Série B; um da Copa do Brasil e três da Copa do Nordeste - coloca o clube da Ilha do Retiro na condição de maior grife do futebol pernambucano. Este, por si só, é um motivo mais que suficiente para os leoninos se entregarem, de corpo e alma, aos festejos que, em outras épocas aconteceram em maior dimensão. Sinais dos tempos.

A centenária história do Sport é rica em conquistas e episódios marcantes com grandes protagonistas nas áreas esportiva e administrativa. Embora seja um clube sócioesportivo, o futebol passou a ser a célula maior da agremiação que já viveu seu apogeu social, contudo, a exemplo de outros grandes clubes nacionais, por imposição das mudanças de hábitos e comportamentos da sociedade, passou a ter no esporte mais popular do país a razão maior de sua existência.

O desafio do Sport é entrar em sintonia com o novo tempo, dar um salto de qualidade para poder impulsionar o seu crescimento, projeto que passa por uma ação de marketing ousada, coisa que o clube leonino ainda não teve competência para tal. O complicador da profissionalização de um clube de futebol é a componente emoção. A contratação de profissionais qualificados é a saída, contudo, o CEO tem que ser o presidente, e para isso ele precisa ter conhecimento da matéria futebol.

O Sport dos últimos 40 anos vivenciou momentos que foram determinantes para o seu crescimento: a conquista do título estadual de 1975; a conquista do Brasileiro de 1987; o jump-star da década de 90 que começou com a conquista do Brasileiro da Série B e foi consolidado com o ingresso no Clube dos 13 e de oito títulos estaduais. A conquista da Copa do Brasil em 2008 foi um novo salto para o qual faltou sustentação.

O Sport ainda precisa se afirmar como uma força do futebol nacional, uma vez que o seu perfil é doméstico. O primeiro passo é a manutenção por um período mínimo de cinco anos na Série A, e em seguida, uma campanha expressiva numa competição internacional. Participações discretas nada acrescentam.

Os 110 anos de fundação do clube rubro-negro merecem uma bela comemoração, mas também precisa ser utilizado para uma reflexão sobre o desperdício, ou o não aproveitamento, de forma adequada, da força deste gigante.

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