JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Separamos
algumas frases que servirão para ilustrar esse artigo, sobre o silêncio dos
cartolas brasileiros com relação ao segundo escândalo no Circo do Futebol em
menos de cinco anos.
Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, e um dos maiores de sua história, afirmou que: ¨Pecar em silêncio, quando se deve protestar, transforma os homens em covardes¨.
Um dos mais importantes escritores da história da humanidade, William Shakespeare, nos deixou uma outra frase marcante sobre a covardia: ¨Os covardes morrem várias vezes antes de sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez¨.
Uma terceiro personagem que deixou também a sua marca na história do mundo, Mahatma Gandhi, disse que: ¨O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não¨.
O que estamos assistindo no futebol brasileiro é a repetição de acontecimentos de anos atrás, e que nunca foram investigados, ninguém foi punido, e somente agora, por causa da uma investigação vinda dos Estados Unidos, é que aconteceu algo, levando um ex-presidente da CBF à prisão.
O silêncio quase sepucral dos dirigentes dos clubes do futebol brasileiro é de uma covardia que extrapola tudo que possa ser de racional.
O buraco é profundo e todos desviam os seus olhos, alguns por motivos óbvios, outros por covardia explÃcita, como se nada tivesse acontecido.
Só está faltando uma visita ao atual presidente Marco Polo Del Nero, para prestação da devida solidariedade, repetindo o que foi feito com relação ao fugitivo Ricardo Teixeira.
O bonde da história está passando, e a hora de participar de sua viagem é essa, mas está trafegando nas portas dos diversos clubes do paÃs, sem que nenhum personagem faça o sinal para que o motoneiro possa parar para recebê-lo.
Será que os nossos dirigentes ainda não entenderam o mar de lama em que estão dando as suas braçadas, com um esporte perdendo a sua credibilidade, quando a sua entidade maior tornou-se o centro da corrupção?
Uma das maiores virtudes do ser humano é a coragem, e essa está faltando aos que fazem o futebol brasileiro, que já deveriam ter se pronunciando sobre tais acontecimentos, mas preferem um silêncio que dá sem dúvidas o consentimento.
Todos serão tragados pelo vendaval que se aproxima, e que vem sendo urdido nos bastidores, onde federações, clubes, agentes, empresas de marketing serão arrastados, e no final não restará pedra sobre pedra.
A atuação dos responsáveis pela existência do futebol, que são os clubes, seria fundamental para que o processo de restauração do futebol nacional enfim chegasse, mas o medo ou a covardia estão tolhendo essa possibilidade.
Uma CPI é um furacão. Sabe-se como começa, e nunca como termina, e os clubes deveriam antecipar-se à essa para que possam em conjunto traçar um novo futebol brasileiro.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










