JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Quem escala o time é o treinador que,
por sua vez obedece ao médico, ao fisiologista e ao preparador
fÃsico, que lhes dão a orientação sobre a situação de cada
profissional.
Quem marca os gols são os jogadores, que estão dentro do campo em busca desse objetivo.
Todos esses segmentos existem, mas para que possam ter sucesso necessitam de algo que aos poucos vai chegando ao futebol brasileiro, que se chama gestão.
Na verdade, quem ganha o jogo é uma boa gestão, que dá as condições para o sistema funcionar. Um clube com problemas financeiros, de credibilidade, tem mais dificuldades de chegar a um objetivo maior do que aquele equilibrado, funcionando sem problemas.
Na realidade ainda temos muito pouco de boas gestões no futebol brasileiro, que são contadas a dedo no atual momento, e para que isso se estenda a todos os clubes, terÃamos que mudar os atuais procedimentos, começando com o Circo e Federações, os quais representam as sinecuras do atraso, e a manutenção de um clientelismo barato e de péssima qualidade.
A Medida Provisória 671 tem um artigo que cria uma Comissão Fiscalizadora, porém, que é pontual para o atendimento desta lei de responsabilidade financeira e fiscal, e que deveria ser ampliada.
Enquanto isso não acontece, alguns clubes de forma isolada estão dando os primeiros passos para a modificação de suas gestões, e o melhor exemplo é o do Flamengo.
Um planejamento a longo prazo é fundamental, a transparência financeira é de suma importância, quando se deixa de lado as caixas pretas e abre-se uma nova realidade para todos, em especial os seus associados.
O profissionalismo nas gestões, com a participação de pessoas competentes, de bom nÃvel intelectual, conhecedores de finanças e administração, daria um suporte considerável para as gestões dos clubes.
Um clube organizado, com o seu dia a dia sem problemas financeiros fica muito mais próximo do sucesso, do que aqueles no desespero, quando os seus gestores passam o dia a dia fazendo contas, e procurando dinheiro emprestado para suprir as suas dificuldades.
Uma equipe quando entra em campo sem problemas salariais, ou mesmo de crises internas, como é o caso do São Paulo, tem muito mais chance de sucesso dos que aquelas problemáticas, que trazem para dentro do campo o que acontece fora desse.
Sabemos que é muito difÃcil de transformar o futebol atual com os dirigentes das entidades e clubes. Esses adoram coletivas, e não desejam entregá-los a gestores profissionais e sobretudo competentes. Isso seria tirar a razão do seu modus operandi.
Na verdade, sabemos que uma boa gestão ganha jogo, pois dá todas as condições para que isso aconteça, e esse é o maior problema do futebol nacional, que prefere viver de ilusões.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







